Por Elenilson Nascimento
O “Festival de Verão
de Salvador” propagado como o maior evento de música do Norte-Nordeste, pode até ter tido uma das infraestruturas mais “completas” e “seguras” entre os eventos de grande porte pelo país, sem dever nada a festivais nacionais como o “Rock In Rio” e o “SWU”, mas, hoje em dia, se tornou um festival de música para debilóides. E antes que o meu amigo famoso Alexandre Leão me chame de xiita, vou apenas me limitar no patamar da minha ignorância a descrever (de longe) as coisas boas que aconteceram no festival desse ano, deixando as purpurinas e babação de ovo para os colegas jornalistas da grande imprensa gás com água de Salvador.Infelizmente, o FV nesses quinze anos mostrou sempre as mesmas coisas, no mesmo formato: imprensa baba-ovo divulgando no mesmo degrau, grupinhos de pagode e axé cada vez mais decadente, Ivete fomentando esse tipo de pagode de quinta, a polícia mais despreparada do que nunca e o povo pulando que nem macacos. E, hoje, ser obrigado a escutar esse tipo de música, e ver muita gente boa exaltando a inanição cultural que assola no país inteiro é demais para o meu cabeção, mas isso só me leva a crer que perdemos o rumo da engrenagem, e perdemos há muito tempo. Viva a Bahia, a terra do desmando, da bagunça, da esculhambação...
E como podemos levar a sério, quando uma economia de uma cidade com mais de três milhões de habitantes, se resume às festas? Não sei como ainda aguentamos vender tanta alegria. E com tanta gente alegre que se emana nessa cidade fedorenta. Eu nem tenho como sentir pena do povo excluído no Carnaval. E viva o povão, a bagaceira, o cordão de isolamento dos blocos, e o Carnaval apartheid! Viva a alegria da cidade que cheira a mijo e a óleo diesel!
Se é pra falar só de alegria, vamos falar de alegria então... Nesta edição do FV, entre os palcos dos diversos espaços montados na “Cidade da Música” - que chega a comportar 70 mil pessoas por dia -, o que chamou a atenção foi a estrutura do Palco 2012. A gigante estrutura hi-tech, cheia de luzes e cores, vem atraindo não só os holofotes da imprensa, mas a atenção e os elogios do público, sendo considerado um dos palcos mais bonitos e imponentes dos últimos anos da festa. Talvez por isso mesmo o Andrezão Simões, apresentador do programa “Roda Baiana”, escreveu no Facebook: “Depois de ouvir três dias de FV e muitos redutos musicais pela cidade uma frase me veio à mente: Toda forma de música NÃO vale à pena”. Pois é...
O público recebeu com grande a expectativa
o show de Max de Castro e Wilson Simoninha.
E foi com muita expectativa que os baianos receberam os cantores Max de Castro e Wilson Simoninha para o show da dupla no FV, nesta última sexta-feira, 27/01, num palquinho alternativo. Não sei quais os critérios que os organizadores fazem para colocar atrações no palco principal, mas, com certeza, muita gente boa ficou de fora. E Max e Simoninha são um exemplo disso. Foi a primeira vez que os dois se apresentaram com o comentando "Baile do Simonal" em Salvador, show em que os irmãos homenagem a memória do pai, Wilson Simonal, cantando grandes sucessos como "Que Pena", "País Tropical", "Zazueira" e "Na Tonga da Mironga do Kabuletê".o show de Max de Castro e Wilson Simoninha.
E ao lado do novo “queridinho da mídia baiana” Magary, que Max de Castro definiu como “um grande músico que dá orgulho e representa a música da Bahia”, a dupla cantou "Que Maravilha", além de dar uma canja não planejada da canção "Meu Limão, Meu Limoeiro". Sob aplausos, Magary agradeceu a oportunidade de dividir o palco com os filhos de um dos seus ídolos. Quem também deu uma canja foi o simpaticíssimo Adelmo Casé, com a canção "Sá Marina". Quando questionados sobre qual seria a música favorita do pai, ambos não souberam responder. "Não dá para escolher uma música só", justificou Simoninha. Apesar de terem projetos individuais, os dois garantem que o show não vai parar.
Vanessa da Mata na passagem de som.
Lá no palco principal a Vanessa da Mata mostrou porque é considerada uma das melhores cantoras do país. Com um show cheio de leveza e poesia, a “cabeluda linda” foi responsável por abrir a segunda noite do evento. Essa foi a primeira vez que Vanessa se apresentou no FV e revelou: "Se eu soubesse que era assim eu teria feito esse festival há muito tempo". Com músicas conhecidas do seu repertório como “Ai Ai Ai”, “Boa Sorte”, “Amado” e “Eu Sou Neguinha?”, mesclando com sucessos do seu último trabalho, Vanessa levou o todo público a cantar.O sempre alucinado Dinho Ouro Preto antes de entrar no palco.
Já os sempre presentes do Capital Inicial se apresentaram com o mesmo repertório do show que fizeram no “Rock In Rio” no ano passado e, como sempre, ninguém reclamou. O grupo entrou no palco ao som da música “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, relembrou sucessos antigos e contou com a participação especial de Tico Santa Cruz, que cantou com o sempre alucinado e carismático Dinho Ouro Preto a música “Mulher de Fases”, dos Raimundos.Frejat levou os hits de toda trajetória do Barão Vermelho
e muitas outras surpresas.
A terceira e penúltima noite do FV pode até ser chamada de a “noite dos homens”. Com cinco atrações masculinas, a festa não deixou a desejar e cumpriu rigorosamente o horário programado. Na grade do palco principal, Frejat, Seu Jorge, e o resto é melhor eu nem escrever aqui. Com repertório repleto de sucessos antigos, Frejat foi o primeiro artista a se apresentar ontem. No show, que começou pontualmente às 20 horas, o cantor levou o público ao delírio com “Mais uma Vez”, “Segredos”, “Amor pra Recomeçar”, a linda “Por você” e “Puro Êxtase”.e muitas outras surpresas.
Com show impecável, Seu Jorge conquista público do FV.
Em seguida, Seu Jorge, todo calçudo, subiu ao palco. Com uma apresentação impecável, de terno brega verde, que todo mundo escreveu por aí que ficou demais, o cantor mostrou porque é tão admirado e respeitado no meio musical e encantou o público. No repertório, desde sucessos antigos como “Mina do Condomínio” e “Quem Não quer Sou Eu”, até canções do seu novo álbum, "Músicas para Churrasco".A qualidade musical de Seu Jorge e da sua banda foi, sem dúvidas, um dos diferenciais do seu show. Na apresentação rolou de trompete, gaita, violino, guitarra, baixo e até cavaquinho. O artista tocou flauta e recitou poesias (*ficou muito legal!), mostrando toda a sua versatilidade. Para quem não sabe, Seu Jorge também atua e já participou de diversos filmes como “Tropa de Elite 2”, “Cidade de Deus”, “Casa de Areia” e o recente “Reis e Ratos”.
O artista aproveitou para discursar e lembrou-se de seus amigos da banda Racionais MC. "Queria saudar meus amigos do Racionais MC e lembrar que o povo brasileiro merece o melhor. Se a gente procurar falar de educação como falamos de outros assuntos como novelas, o nosso país estaria bem melhor", analisou.
O rebolation Leo Santana comentou a ausência do seu grupo nessa edição do festival e se mostrou surpreso com a situação. Mesmo não se apresentando com a banda, rebolation aceitou o convite do marido da Carla Perez, Xanddy, do Harmonia do Samba, para levar o rebolado para o palco. Contudo, o Emílio Santiago foi quem fez um supershow e embalou casais ao som do sucesso "Saigon". "Sempre que puder eu volto", garantiu o cantor. Com um público que se renova a todo tempo, fica claro que, caso retorne, Emílio será muito bem recebido.
O artista aproveitou para discursar e lembrou-se de seus amigos da banda Racionais MC. "Queria saudar meus amigos do Racionais MC e lembrar que o povo brasileiro merece o melhor. Se a gente procurar falar de educação como falamos de outros assuntos como novelas, o nosso país estaria bem melhor", analisou.
O rebolation Leo Santana comentou a ausência do seu grupo nessa edição do festival e se mostrou surpreso com a situação. Mesmo não se apresentando com a banda, rebolation aceitou o convite do marido da Carla Perez, Xanddy, do Harmonia do Samba, para levar o rebolado para o palco. Contudo, o Emílio Santiago foi quem fez um supershow e embalou casais ao som do sucesso "Saigon". "Sempre que puder eu volto", garantiu o cantor. Com um público que se renova a todo tempo, fica claro que, caso retorne, Emílio será muito bem recebido.

James Blunt se mostrou encantado com o público brasileiro em Salvador.
Mas, sem dúvidas, a melhor apresentação foi a do cantor britânico James Blunt, terceira atração do palco principal na quarta-feira, 25/01. Com mais de 19 milhões de discos vendidos, Blunt fez questão de dizer que está muito impressionado com o Brasil. “Aqui as pessoas estão sempre com um sorriso no rosto, vocês são charmosos. Lá na Inglaterra, as pessoas são sérias”, comparou o músico. Já era início da madrugada quando Blunt subiu ao palco, fazendo um show com base no ótimo disco “Some Kind Of Trouble”.Entre uma canção e outra, arriscou algumas palavras e frases em português: “Obrigadu”, “Holá, Salvador” e “Eu amu vocês”. A gentileza do astro conquistou o público de imediato. Já em inglês, ele afirmou que era um prazer tocar em Salvador e convidou os fãs a cantarem a linda “Carry You Home”. Maravilhoso! Ficou espantado quando o público cantou junto a maravilhosa “You're Beautiful” e também “Same Mistake”. “Nunca esperei estar aqui. É maravilhoso. Fiquei surpreso com a recepção calorosa. Gostei muito. Adoro viajar e conhecer novos lugares. Estar aqui foi incrível”.
Um curioso paradoxo nesse artista é que, talvez, seja um dos astros de maior sucesso planetário dos últimos tempos, mas seu talento como hitmaker é também muito questionado. Sua voz tem um timbre único, mas a crítica (*especialmente a conterrânea, como sempre) torce o nariz para ela. A apresentação na Bahia encerra a passagem do astro pelo Brasil. Infelizmente, quem não tem TV fechada teve que se contentar com a péssima edição da Rede Globo. Lastimável!
Lá na Inglaterra, as pessoas são sérias”, disse James Blunt.
O “queridinho” desse verão, o cantor Magary, ao lado de Max de Castro
e Simoninha, subiram ao palco e cantaram até funk.
Adelmo Casé também foi um dos convidados no Baile do Simonal.
Vanessa da Mata, toda musa, entrando no palco do FV.
Vanessa até se emocionou em sua primeira apresentação no FV.
Vanessa com Cássio Reis e Luís Miranda no backstage.
Abração de Vanessa no ator Luís Miranda.
Dinho Ouro Preto mostra que quase após trinta anos de banda...
...ainda tem muito pique para animar público jovem.
Tico Santa Cruz fez participação especial no show do Capital Inicial.
Fãs do Capital Inicial.
Sem surpresas, mas com repertório repleto de sucessos, Frejat abriu a terceira noite do FV.
O cantor foi o único artista que conseguiu subir ao palco no horário marcado.
Tracklist do show do Frejat.
A qualidade musical de Seu Jorge e da sua banda foi,
sem dúvidas, um dos diferenciais da noite.
Seu Jorge se despede cantando “Burguesinha”, sua música de maior sucesso.
Apesar de sempre fazer um show divertido, Ivete (*a única artista que participou
das 14 edições do evento) peca em ficar fomentando pagode de quinta.
Ivete grava clipe com a cunhada, a DJ Miss Cady, na Tenda Eletrônica.
A ex-casseta Maria Paula entrevistando Ivete.
Tonny Garrido (Cidade Negra) e famí lia curtindo o FV.
A repórter do Vídeoshow, Daniele Suzuki.
Deborah Secco e o marido jogador Roger Flores.
Tico Santa Cruz nos bastidores.
Jair Oliveira e Pedro Mariano celebram parceria musical no FV.
Cantando sucessos da bossa nova e da MPB, o cantor carioca Emílio Santiago embalou a noite de casais apaixonadas.
A lindinha Letícia (no centro) e os amigos (*o cara tem uma tatu igual a do Victor Lacerda) foram ver somente o show da banda Detonautas, mas acabaram gostando da apresentação de Emílio Santiago. “O show do cara foi muito bom!”, disse animada.
O ator Cássio Reis aproveitando a festa.
Após participar do “Baile do Simonal”, Adelmo Casé deu uma circulada pelo backstage do FV e disse que ficou muito feliz com o show: "Foi ótimo, uma energia contagiante". Ainda focado nos louros da participação especial, Adelmo não sabe se ia curtir alguma atração do palco principal. Porque a Negra Cor não estava no palco principal? Os incompetentíssimos organizadores deveriam responder!
Para quem gosta da mistura, o encontro entre o bloco afro Muzenza e o cantor Luciano, do grupo Mosiah, com um negócio parecendo um carro de vendedor de cafezinho, foi para guardar na memória do evento.
Com os clássicos da música negra na Bahia no “Arrastão Cultural”
reuniu diversas tribos que circulavam pelo FV.
O DJ Yves Larock recebeu o colega Mark Ursa.
Os meus amigos (desnudos) acima disseram que está tudo massa
no Festival. Oxente, eu disse o contrário foi?
A piralhada no show (de madrugada) da chatice milionária do Luan Santana.
Do outro lado da cidade, Alexandre Leão, um dos melhores artistas da Bahia, recebe o Lazzo num showzaço na Varanda do Sesi. “Lazzo e Leão protagonizaram um momento musical sem igual. Fizeram de um tudo, até Roberto Carlos “EU TE AMO” cantaram, que ficou linda na voz de Lazzo. Fiquei tão feliz que nem lembrei que tinha FV na cidade...”, disse Andrezão Simões.
fotos: Egi Santana (G1), Eduardo Freire (Ag. Edgar de Souza), Margarida Neide (A Tarde), Ricardo Cardoso (Revista Quem), Aline Caravina, Eli Cruz, Diego Mascarenhas, Edgar de Souza, Rafaele Rêgo e Marília Galvão
e Simoninha, subiram ao palco e cantaram até funk.
Vanessa da Mata, toda musa, entrando no palco do FV.
Vanessa até se emocionou em sua primeira apresentação no FV.
Vanessa com Cássio Reis e Luís Miranda no backstage.
Abração de Vanessa no ator Luís Miranda.
Dinho Ouro Preto mostra que quase após trinta anos de banda...
...ainda tem muito pique para animar público jovem.
Tico Santa Cruz fez participação especial no show do Capital Inicial.
Fãs do Capital Inicial.
Sem surpresas, mas com repertório repleto de sucessos, Frejat abriu a terceira noite do FV.O cantor foi o único artista que conseguiu subir ao palco no horário marcado.
Tracklist do show do Frejat.
A qualidade musical de Seu Jorge e da sua banda foi,sem dúvidas, um dos diferenciais da noite.
Seu Jorge se despede cantando “Burguesinha”, sua música de maior sucesso.
Apesar de sempre fazer um show divertido, Ivete (*a única artista que participoudas 14 edições do evento) peca em ficar fomentando pagode de quinta.
Ivete grava clipe com a cunhada, a DJ Miss Cady, na Tenda Eletrônica.
A ex-casseta Maria Paula entrevistando Ivete.
Tonny Garrido (Cidade Negra) e famí lia curtindo o FV.
A repórter do Vídeoshow, Daniele Suzuki.
Deborah Secco e o marido jogador Roger Flores.Tico Santa Cruz nos bastidores.
Jair Oliveira e Pedro Mariano celebram parceria musical no FV.
Cantando sucessos da bossa nova e da MPB, o cantor carioca Emílio Santiago embalou a noite de casais apaixonadas.
A lindinha Letícia (no centro) e os amigos (*o cara tem uma tatu igual a do Victor Lacerda) foram ver somente o show da banda Detonautas, mas acabaram gostando da apresentação de Emílio Santiago. “O show do cara foi muito bom!”, disse animada.
O ator Cássio Reis aproveitando a festa.
Após participar do “Baile do Simonal”, Adelmo Casé deu uma circulada pelo backstage do FV e disse que ficou muito feliz com o show: "Foi ótimo, uma energia contagiante". Ainda focado nos louros da participação especial, Adelmo não sabe se ia curtir alguma atração do palco principal. Porque a Negra Cor não estava no palco principal? Os incompetentíssimos organizadores deveriam responder!
Para quem gosta da mistura, o encontro entre o bloco afro Muzenza e o cantor Luciano, do grupo Mosiah, com um negócio parecendo um carro de vendedor de cafezinho, foi para guardar na memória do evento.
Com os clássicos da música negra na Bahia no “Arrastão Cultural”reuniu diversas tribos que circulavam pelo FV.
Os meus amigos (desnudos) acima disseram que está tudo massano Festival. Oxente, eu disse o contrário foi?
A piralhada no show (de madrugada) da chatice milionária do Luan Santana.










2 comentários:
Comentar a sua materia pela camisa de Cássio Reis : Oxalá, enfim,eles se misturam postiços fazendo estereótipos é como se essa Salvador vendida no verão e pária no inverno sofisticadamente depois se restirasse depois do carnaval da sua condição de resort.
Cidade imbecil com uma cultura falida ,com gente que paga para ver Dinho Ouro Preto demente cantando a mesma coisa, o Chiclete com a mesma coisa, no mínimo mudam de roupa,uma questão: Salvador embevecida com a sua alegria alucinada com um bando de " índios" recebendo bem o turista para no inverno contar os seus mortos.
Cidade que alimenta uma rota de drogas que só aumentou com esse governador inoperante,incompetente, o prefeito estava lá e não sei porque ninguém bateu nesse canalha demente e que o PT agora se aposse como grileiros que são da Prefeitura e que o nepotismo role solto nessa pocilga que se acha capital.
Anna Carvalho
O efeito Magary. Os "diversos palcos dois" pelo Festival têm a função de mostrar para a mídia talentos emergentes, que em muitos casos, disparadamente, são muito melhores do que o "Palco dos Principais", porém este artistas ainda não têm padrinhos CUMA A ZORRA, popularidade suficiente ou Xolunistas Xociais em quantidade dizendo que Xão Xenxacionais! Por isso, fui ver o amigo e foco da mídia, Magary na Concha do Festival. Cheguei no final da Mametto, fui aos "Principais" e vi Durval e Levi (Jammil) tocando COLORIR PAPEL que virou um sucesso nacional e voltei, ou melhor, meio Festival voltou rápido para ver "o cara". Pensei: deve ter corrido pra arrumar o palco e começar rápido, tcharan! primeira surpresa: A.r.r.u.m.a.n.d.o o palco, leeento. Diante do espelho, palco arrumado e ainda feio, começaram alguns instrumentos isolados que se tornaria a primeira música do show, instrumental para equalizar instrumentos. Pensei, ótimo, vamos ter som de qualidade e estão arrumando, segunda surpresa: Chaaaato e demorado! Mas começou e terceira surpresa: O repertório começou com três canções espanta-público e cumpriu seu papel. Xolunistas torceram o beiço! No palco, um Magary e banda visivelmente cansados, sem o sorriso de quem está invadindo o coração das pessoas, mesmo estando. Aí "Circulou" que ele auto-referenciou como o "hit" do verão. Aí não gostei, quem decide isto é o público e não o artista e esta é uma preocupação pequena para quem quer fazer MÚSICA. Exagerados "Yebas" e "Aqui agora é o Palco Principal" começaram a tornar o show, secundário. Comecei a ver pessoas importantes indo embora, público saindo, concha esvaziando e o show sem contagiar. Banda excelente, mas exausta e culminou com uma participação de Yuri da Cunha, de Angola. Semba, Kuduro, genuinamente, são ritmos populares em Angola, gostosíssimos, mas que são repetitivos e o talento de Magary foi enriquecê-los e ir além deles, resultado: demorada e chata a participação. Fiquei até o fim, público cansado e nem os seus "hits" eleitos pelo público funcionaram tanto. Ao final, palmas "xoxas", Xolunistas sipicaram, eu chateado pela minha percepção de TRAVE DESNECESSÁRIA, com um gol, sem goleiro e a torcida empurrando. Torço para que ele tire o avião do piloto automático e comande sua nave criativa de sempre. Mesmo sabendo que ele personificou a necessidade do novo, do "salvador da pátria" para uma música de mais qualidade e isto é muita expectativa e responsabilidade grande demais para uma só pessoa ou artista, decido por um ponto negativo e educativo, mesmo sem anular os tantos positivos que já dei, apenas sinaliza preocupações sobre este efeito Magary. Yeba, véi.
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