
A professora e escritora baiana desabafa com relação ao fracasso da Educação no Brasil.
Por Anna CarvalhoSr. Haddad, o senhor, como bom advogado, fez defesas sumárias e inacreditáveis de um exame (ENEM) que em sua fórmula, em sua ideologia, formaliza que é apenas um exame, mas o senhor o defendeu como uma seleção justa e que agrega. Mas a pergunta para uma presunçosa de elite, como eu: quem, o quê? Se ele não examina, é fácil, esdrúxulo, ideologizado.
Ao longo desse exame sendo outorgado por instituições públicas (e falam da capacidade de diálogo do PT) e com um lobby de dar inveja a Judas, o senhor foi açambarcando negociatas com sanha com esse exame excludente (*sim exclui, não faz justiça, meninos que vão para a universidade sem saberem escrever um “O” com copo), mas para que preocupação, a educação no Brasil é perigosa, mas não tenha medo, ninguém aqui tem hábito de questionar e não me coloque como alguém de elite, me respeite, mas há algo errado: como pode algo ser tão justo, constitucional, se o estudante nem tem acesso a correão de sua redação? Medo do senhor da gente descobrir que profissionais incompetentes ou que executem o paternalismo do seu governo sejam expostos em quem corrige e elabora as medíocres provas do ENEM.
E em tempo obrigada por sucatear a educação agora privada porque a pública é dejeto de ratos que, como o senhor, trafega em esgoto, mas merca uma Vieira Souto. Seu lobby diante do ENEM só não foi mais patético porque o senhor gerou o seu desfecho oportunista, pois tudo era para pleitear o cargo da prefeitura de São Paulo. Gostou do poder, não o culpo, esse país celebra os néscios como o senhor e já cantaram sobre picaretas.
Esqueci de pontuar que o senhor foi um sucesso e que o senhor Mercadante não repita metade da sua arrogância, ambos são, mas que ele seja menos diante da inconteste incompetência de vocês, sem credibilidade.
Agora um exame para abril que não mais acontecerá, vazamento de questões, questões com gabaritos errados, redações que têm notas aumentadas quando o estudante recorre em estância forense e, o pior crime de uma democracia de retórica paternalista, questões ideologizadas, petistas populistas, a reformulação do ENEM que saiu pior do que emenda. E mais um adendo: o senhor dizer que o ENEM agrega, insere. Quem mesmo? Se ele é escuso, enigmático, pouco claro, mais uma coisa petista que não exibe a sua caixa preta.
Hoje vendo o senhor entregando o seu cargo ao outro, saiba que a sua cara amarelada, mesmo em lágrimas, não omitiram que o senhor fracassou, nem para o seu jargão, o ENEM não presta, destituído de credibilidade, funcionários da Secretaria de Educação que não sabem onde funcionários são lotados, que estudantes com idade podem pleitear a conclusão do ensino médio. Espero ardentemente que a sua falência se consume na sua derrota eleitoral, para que o senhor se manque e saiba que educação não pode ser poleiro, não pode ser degrau, palanque eleitoreiro.
Tudo bem que Lula fabricou a bionicona Dilma, pode fazer isso com o senhor, ele tomou gosto por esse NEGÓCIO que virou o poder, mas... vamos ao paradoxo que muitos vão me atacar: mas como o ENEM é um retumbante sucesso em números? Resposta sumária sem itens: “somos brasileiros e não desistimos nunca”. Tchau.
+ Confiram também uma reportagem no “Fantástico” (22/01) sobre a farsa do ENEM. Se em 2009, o ENEM se tornou o processo seletivo mais importante do país, atualmente usado por 95 instituições de ensino superior públicas, o que vemos são erros grosseiros nas seleções das provas, onde, na teoria, mais de três mil avaliadores corrigiram quatro milhões de redações em 2011.





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