sábado, 31 de dezembro de 2011

ÚLTIMAS IMAGENS DE 2011

“À espera de 2012, brasileiros fazem oferendas para Iemanjá neste dia 31. Veja fotos em alguns lugares pelo país.”

Na Bahia, padre abençoa Galeota antes de ela ser lançada na Praia da Boa Viagem.

Imagem do Bom Jesus dos Navegantes sendo preparada para o embarque.

Fiéis subiram a colina sagrada para agradecer pelo ano bizarro de 2011.

Centenas de fiéis foram à Igreja do Bonfim para acompanhar as missas.

Baianas chegaram cedo para participar das missas no Bonfim.

Embarcação vai ao mar em ritual dos devotos de Bom Jesus dos Navegantes, ainda em Salvador.

Em Brasília, que não tem praia, as oferendas de Ano-Novo são feitas no Lago Paranoá.

Um sol tímido apareceu no último dia do ano no Rio de Janeiro.

Pela manhã, devotos deixam oferendas para Iemanjá na Praia Vermelha, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro.

Logo pela manhã, policiais barrigudos fazem operação para combate a desordem na praia de Copacabana, palco da festa de Réveillon do Rio.

fotos 1 a 5: Arestides Baptista


fotos 6 a 10: AE

O AMOR NÃO ESTÁ COMIGO

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

NA LOJA DE BRINQUEDOS

Entrei numa loja de brinquedos para comprar uma Barbie para a minha afilhada. A menina já tem 15 anos e até hoje só gosta de ganhar Barbies. Tem Barbies de todos os tipos, menos as dos camelôs. Pois bem...
- Me vê uma Barbie?
- Qual Barbie, senhor?
- Como assim qual? A mais barata!
- Temos a Barbie Havaí, a Barbie favelada e a Barbie divorciada.
- Ahn, e quanto é?
- A Barbie Havaí sai por 95 reais, a Barbie favelada sai por 9,90 e a Barbie desquitada custa 590,00.
- Que?! Mas qual a diferença?
- A diferença, senhor, é que a Barbie divorciada vem com a casa, o carro e o iate do Ken.

A EDUCAÇÃO NA BAHIA É UMA PALHAÇADA!

“Tão cheio de falhas, quanto as falésias do Nordeste e com profundas diferenças sociais e de ordem econômica, como um furico norueguês, é a nossa Educação.”

Por Elenilson Nascimento


O campeão de votos nas últimas eleições, o palhaço-deputado Tiririca (PR-SP), também responsável, acreditem, pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara, mas que até hoje não fez um único pronunciamento no plenário da Casa, é bem a cara de como as autoridades tratam o tema Educação nesse país infeliz.


Eleito com 1,3 milhão de votos, Tiririca até hoje diz que ainda está aprendendo a atuar no novo ambiente de trabalho. “Eu realmente sei o que um deputado faz. Trabalha muito e produz pouco. O regime da Casa é engessado. Dentro do regime é complicado. Hoje estou dando baile, aprendendo para caramba. Mas foi mais difícil”, disse certa vez.


Agora, na Bahia, a filial do Inferno, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia, abrirá processo seletivo para a contratação, através do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), 3.302 profissionais, sendo que 1.093 vagas para professores, com exceção da área de Língua Portuguesa (*com salários que variam de R$ 779,20 a R$ 976,78) e 2.209 vagas para a área administrativa para ganhar salário mínimo.


A escola que atende a classe média atualmente está falida e tornou os próprios pais, leigos, únicos responsáveis pela educação dos filhos. E quanto aos alunos de colégios públicos? Ai, esqueci, os pais destes nem têm tempo de coçar o saco quanto mais saber o que seus filhos estão aprendendo nas escolas fedorentas do governo com estagiários e/ou professores descomprometidos do REDA. É isso que a gangue do PT quer? Provavelmente! Quanto mais gente burra saindo das escolas, mas gente burra para alienar.


Se a Educação sozinha não transforma uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. E o Brasil nunca via sair do buraco do ostracismo dessa forma. Esse novo concurso para arrecadar fundos é uma total falta de respeito com as pessoas que se propuseram a prestar concursos. Quero saber sobre o pessoal que fizeram o último concurso e que passaram? Essa é a nossa opção progressista e democrática?


Falar sobre educação num Brasil sem oportunidades, torna-se quase que uma missão impossível. Só mesmo os professores deslumbrados da UFBA que acham que com essa Educação de latrina – num país desigual e desumano como o nosso – tudo vai ser resolvido. Dizer que a taxa de desemprego caiu nos últimos meses é uma mentira deslavada. Caiu porque as pessoas não estão mais buscando empregos no SIMM ou Sine (*dois chiqueiros humanos) e não por falta de qualificação. Temos um governo passivo, mal constituído, arcaico e cheio de vícios que em vez de aprimorar-se e aculturar-se, acaba por se omitir das suas responsabilidades. Bolsa-família resolve? Então tá!


Tão cheio de falhas, quanto às falésias do Nordeste e com profundas diferenças sociais e de ordem econômica, como um furico norueguês, é a nossa Educação. Se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção de questionar e não só lamentar.


Aprender por aprender é tão comum, quanto a pulga em cachorro, mas competir com o aprender sem o conhecer é o mesmo que correr a pé num circuito de Fórmula I. Se a Secretaria da Educação da Bahia abre novamente seleção para vagas, onde está a polícia que prende esses asquerosos irresponsáveis? Isso é uma quadrilha! Arrecadação de dim-dim da população nestes concursos gerenciados por quadrilhas de gestores públicos.


E como se explica um profissional de nível superior receber salário miserável de R$ 779,20 a R$ 976,78 para ser professor? Metodologias de ensinos são insuficiente para explicarem o que ocorre no Brasil – esse imenso retrocesso, sem sentido e sem rumo, que acaba por levar todos a um ledo engano educacional aonde todos perdem. Quem sabe aprenderemos a diferença entre o certo pelo duvidoso.


O que falta é a devida conscientização da população de que educar não é alfabetizar mal quem não sabe ler e escrever, e depois lançá-lo no mercado altamente competitivo para uma vaga de telemarketing como alfabetizado e com um salário de R$400,00. Mas sim ensinar e direcionar o cidadão a tomar rumos certos, sem que venha ser considerado alfabetizado, mal sabendo escrever o teu nome ou mesmo compor um texto. Encarar a Educação com mais seriedade deveria ser um projeto de lei, diminuindo assim a distância entre o que dizemos e o que fazemos. Mas o que podemos esperar do nosso futuro sem educação e sem Justiça?


+ Meu comentário original no jornal A Tarde aqui.


imagem: reprodução

IVETE, GIL & CAETANO – Especial 2011


Os baianos Ivete Sangalo, Gilberto Gil e Caetano Veloso fizeram um showzinho interessante, mas nada excepcional no especial “Ivete, Gil e Caetano”, exibido na última sexta-feira, 23/12, pela Rede Globo – na fraca programação de final de ano. Com direção de Roberto Talma (*esperava mais viu!), os três cantaram músicas que falavam do corpo, da alma, do amor e das dores da separação das grandes mulheres que inspiraram os já citados Gil, Caetano, além de Chico Buarque e Herbert Vianna.

E entre uma música e outra, eles revelaram curiosidades sobre a composição das canções. “Tentamos reunir o melhor da música brasileira na televisão. Para mim, a Ivete é a melhor cantora do Brasil. E Caetano e Gil colocaram a vida na música, falando de dor, paixão, perda e sonho”, disse o diretor e roteirista Rafael Dragaud. Ivete a melhor cantora do país? Que exagero viu!

Gil e Ivete cantaram com vigor a canção “Toda menina baiana”, música que ganhou uma cara nova e a plateia (só de globais – isso que é democracia!) se envolveu com o swing da canção. Ivete disse ter adorado poder dividir no palco com Gil e Caetano. “É muito bom ser recebida por dois poetas por quem eu tenho um carinho muito grande. Muito obrigada por poder estar aqui. Esse é um momento de muito sucesso da minha carreira. Muito obrigada por poder estar nesse sanduíche musical”, disse ela, sendo completada por Gilberto. “Eu fiquei tão feliz de estar aqui com você e com o Caetano. É um prazer enorme”.

Para finalizar o especial, eles interpretaram a música “Amor até o fim”. Os três se sentiram honrados pelo convite e fizeram questão de agradecer. E depois de confira o vídeo acima, baixe o CD e DVD (não-oficial) abaixo:

fontes: Playlist'M/Globo

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO CLANDESTINO!

Por Anna Carvalho


Final de ano, hora de se reinventarem e acharem pretexto para viver os dias modorrentos que virão ou outros solares, então lá vão, no meu entendimento as melhores coisas de 2011:

Dilma em Inema.

O aumento do número de vereadores em Salvador.

O Impôstometro (nos lembrando do quanto somos roubados por gente que não está detrás das grades).

Onde anda Mizael Bispo? Pergunta de Datena.

Cadê Coco? Pergunta tão divulgada quanto quem matou Odete?

João Henrique no metrô (pena que tudo correu bem).

Salvador a todo vapor para receber a Copa (tomara que não chova. Salvador não tem condição de receber as chuvas, ou para celebrar a sua alegria conveniente, trôpega para evitar seus buracos).

A Copa no Brasil para um monte de gente acéfala cujo legado, palavras do prefeito do Rio, será imaterial como a democracia brasileira.

Brasília como um poleiro rasteiro de gastar gentes (no caso a gente).

A falta de oposição caracterizando uma democracia apenas semântica.

O metrô de Salvador que começa a rodar sozinho (você vai confiar nisso?).

FHC e a sua luta de apologia pela regulação da maconha.

Os jovens em suas demonstrações ridículas de neonazismo contra gays.

A falta de mobilização.

Os caras da USP dando um banho de “democracia” também semântica (perdem a votação e fazem baderna).

Roberto Carlos em seu show inédito de fim de ano.

O filme de Almodóvar que nos mostra a pretensão de sermos todos alienistas.

A Carta Capital que coloca “Clandestinos” como obra de ficção e Brasília ali divulgada em termos inverossímeis, mas o livro não tinha pretensão de ser real, burrices a parte, o que é a Carta Capital? Fernanda, pusilânimes, é uma “puta” (se Bruna Surfistinha pôde) como toda e qualquer rameira que não desliza em vielas requentadas, vão estudar Literatura em bancos escolares.

A minha incapacidade de processar a modernidade e me esquecer de tudo o que eu tinha que lembrar para colocar aqui.

Feliz Ano Novo Clandestino, com a impressão de que ele estará aqui novamente.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A VIA-CRÚCIS DA POPULAÇÃO. ENQUANTO ISSO... DE FÉRIAS NA BAHIA, DILMA CAMINHA NA BEIRA DA PRAIA

“Se é certo que a fotogenia, as belezas naturais, a cultura e a baianidade são atrativos tanto aqui como no Japão, também é verdade que saco vazio não fica em pé.”

Por Elenilson Nascimento


Enquanto soluções milagrosas não chegam, os soteropolitanos contam apenas com um trem que se restringe a circular pelo subúrbio ferroviário, isso quando ele funciona; alguns elevadores e planos inclinados precários e sujos que, volta e meia, quebram; e uma frota de ônibus cheia de baratas, que oferecem um teste à paciência.


O mais grave de tudo isso é que, por serem praticamente a única opção, os coletivos viraram fonte de poder e chantagem para os rodoviários, que, todos os anos, presenteiam a população com greves e paralisações.


Os mais intrépidos preferem a bicicleta, mesmo sem ciclovias, e arriscam a vida ziguezagueando entre os carros. E há os heróicos pedestres, que caminham em uma cidade onde a regra é disputar espaço com carros estacionados de forma irregular. Fora que não existe calçamento adequado. Até quando Salvador ficará parada no ponto? Mas se depender do governador Wagner – que só vive viajando – e do prefeito “mamão” Henrique – que agora só quer sabe de amar a nova namorada – a cidade vai continuar no mesmo lixão de sempre.


Uma cidade suja e abandonada. Pontos turísticos degradados. Locais que poderiam ser urbanizados e explorados para o turismo e lazer encontram-se em total abandono: vide, por exemplo, o Parque da Cidade, o Parque de São Bartolomeu, a famosa Lagoa do Abaeté, a Península Itapagipana e a orla marítima (*favelizada, mal cuidada e inexplorada em todos os aspectos). Acorda Salvador!

O Dique do Tororó exala um insuportável odor de queijo estragado, o mesmo perceptível em alguns trechos da orla da Barra. As obras do metrô, apelidado de calça-curta ou short de periguete (cuja primeira etapa mede míseros seis quilômetros) arrastam-se há mais de uma década – a novela começou ainda na gestão de Mário Kértesz –, porém já foi colocado nos trilhos. Ao menos em fase de teste de um bondinho que só vai da Lapa até a Rótula do Abacaxi. Agora, quem em santa consciência vai pegar o “calça-curta” para saltar no meio do caminho?


Mas o prefeito “mamão” e o seu fiel escudeiro da Casa Civil, João “bobão” Leão, distribuíram acenos de dentro da cabine do equipamento, quando avistaram jornalistas e fotógrafos, que se aglomeravam na Estação da Rótula do Abacaxi. O prefeito fez até um pronunciamento magoadinho: “Eu senti na pele o que é você querer tocar uma obra e ver obstáculos tentando impedir a obra. [Senti na pele] a incompreensão de muitos, a descrença de outros, a mesquinhez de uns, a inveja de outros, mas, graças a Deus, a população de Salvador está recebendo, em fase de teste, o trem do metrô”. E o desabafo continuou. "[...] não cabe mais pauta negativa sobre o metrô". Coitadinho! Quase fico com pena!


E para justificar o micro percurso de lugar algum para lugar nenhum que o metrô fará, embora tenha consumido algumas centenas de milhões de reais durante essas quase duas décadas, João “bobão” Leão citou São Paulo e o Rio de Janeiro, que entregaram o metrô à população com apenas 4,5 e 4 km, respectivamente. “Hoje, São Paulo tem 60 km”, disse Leão, como se isso justificasse alguma coisa.


E a construção da “Nova Arena Fonte Nova” que tenta esconder a vergonha baiana da tragédia que vitimou seres humanos – eu disse seres humanos – no final de 2007, quando o piso do anel superior cedeu, levando a óbito pessoas “pobres, pretas e feias da periferia”. E de quem é a culpa mesmo?


Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff aproveitou a sua primeira tarde de folga na Bahia para caminhar na areia da praia (particular) de Inema, na Base Naval de Aratu, na região metropolitana da cidade do Salvador. A presidente chegou ao local na tarde desta segunda-feira, 26/12, onde passa férias de fim de ano com a família. Seu período de férias vai até o dia 10.


E depois de quase um ano tumultuado de trabalho intenso, quando encarou uma “faxina” que resultou na queda de sete ministros corruptos e muitos compromissos oficiais no exterior; duas horas de voo entre Brasília e Salvador e mais o deslocamento entre as bases Aérea e Naval e os minutos gastos na arrumação das bagagens em seu aposento, finalmente a presidente Dilma pôde iniciar as férias na Bahia. Ao que parece, a presidente ainda não tomou banho de mar, mas sentiu poeticamente o mar da Baía de Todos-os-Santos tocar-lhe os pés.


Dilma é a terceira mandatária do Brasil a passar período de férias na Base Naval de Aratu. Antes dela estiveram lá FHC e o próprio Lula. O local é paradisíaco e bastante protegido. Uma embarcação e um jet ski da marinha impedem a aproximação de barcos e pessoas não autorizados. Um muro de dez metros, com mais cinco de cerca de arame farpado adentrando o mar, separa a Praia de São Tomé de Paripe da faixa de areia exclusiva da maior base naval da América Latina. E para documentar a presença da família real, digo, presidencial, os jornalistas de todo o Brasil têm de ficar em um píer, perto do muro e a uns 600 metros de distância do local reservado para a presidente.


No retorno das férias, Dilma deverá cuidar da “nova” faxina ministerial. Há integrantes de sua equipe que sairão com a desculpa de disputar as eleições municipais de 2012. Enquanto isso, a cidade do Salvador “derrete” e vira um “piscinão” a cada temporal, o centro histórico é uma vergonha, o desemprego toma conta e a falta de perspectiva tem jogado muitooooos no mundo das drogas prostituição – por mais que o governo do Estado faça propagandas lindas para turistas. Mas o que importa é que temos o Neymar sendo atacado por fãs que o deixaram só de cueca no Parque do Sabiá, na ocasião do Futebol Contra a Fome. E para delírio geral o jogador milhionário do país de miseráveis vai participar do grande Show da Virada da Rede Globo. E o pior: cantando com Michel Teló! NEYMAR, PAINHO, ME ENGRAVIDE TAMBÉM!


E, a propósito: alguém falou em ponte Salvador-Itaparica, ou estou enganado? Isso tudo pra não falar na imensa pobreza soteropolitana, exposta nas sinaleiras e ruas repletas de um crescente número de pedintes e trabalhadores informais. E no trânsito caótico, fruto da negligência dos poderes públicos para com o transporte de massa. Diante de um panorama tão desanimador, resta perguntar, às autoridades constituídas, se Salvador estará preparada para sediar a Copa do Mundo de 2014.


Se é certo que a fotogenia, as belezas naturais, a cultura e a “baianidade” são atrativos tanto aqui como no Japão, também é verdade que “saco vazio não fica em pé”. Salvador está sendo destruída tão rapidamente que recomendo: VOCÊ JÁ ESTEVE NA BAHIA NEGA? ENTÃO NÃO VÁ! Confira você mesmo o que nossa câmera pegou por 1 hora apenas... sem muitas pesquisas prévias, apenas com um roteiro simples e sem retornos aos lugares em outros dias. É deprimente... e creiam... a realidade é muito pior do que aparece nesse vídeo!



O jornal A Tarde fez uma enquête bem interessante com os leitores: onde a presidente Dilma poderia fazer uma city tour histórica e panorâmica em Salvador? Confira aqui, muito interessante as respostas.

foto1: Lúcio Távora


foto 2: Larissa Santos

RÉVEILLON 2012 NA BAHIA

“Homenagem ao samba no Grand Palladium Imbassaí.”

Cores, brilho e ousadia, esses atributos farão parte do cenário da festa para comemorar a chegada de 2012 do Hotel Grand Palladium Imbassaí, do grupo espanhol Fiesta Group. O samba brasileiro, imortalizado na voz da cantora portuguesa Carmen Miranda, em “O que é que a baiana tem”, será o tema da celebração.
A procura por hospedagens no elegante hotel resort do Litoral Norte (BA) está alta. O público formado quase que por completo de turistas europeus conhecerá um pouco da história do Brasil através do samba.
Do cenário ao repertório, tudo mostrará a magnitude de Carmem Miranda, artista que tão bem soube traduzir para o mundo as belezas e o jeito faceiro do nosso povo. A festa tem a concepção e produção executiva do publicitário baiano Victor Lacerda, diretor de novos negócios da LK Comunicação. Victor Lacerda tem em seu currículo grandes eventos como o Revéillon Morro de Amores, em 2010, o Reveillon Cabana Beach Club, em 2011, o Camarote No Ar / Band, no Carnaval 2010, e as duas edições o Festival de Primavera do Morro de São Paulo.
Além da queima de fogos que terá duração de 15 minutos, a noite contará com performances musicais e teatrais, além do tradicional brinde no mar. “Queremos fazer desta noite uma noite inesquecível. Com luxo e elegância vamos fazer os baianos e turistas, vivenciarem a euforia de romper o ano ao som de um delicioso samba, em um cenário exuberante no meio das dunas, entre o rio e o mar”, afirmou Lacerda.
A contagem regressiva será animada pela banda Samba d’Ju. Ju Moraes, vocalista do Samba d’Ju, junto com Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no cavaquinho, assumirão toda a riqueza musical do samba genuinamente brasileiro e prometem não deixar ninguém parado.
foto: Andrea Faria

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

THE BEST OF 2011

“Confiram os 100 melhores discos de 2011. E espero que se divirtam, esvaziem o inferno e encham o céu de suas almas com música boa!”

Por Elenilson Nascimento


Levante a mão barrenta quem não gosta de fazer uma listinha. Todo final de ano é quase uma coisa irresistível pegar um papel e uma caneta ou no word mesmo e sair anotando suas bandas e álbuns mais significativos, e por aí vai. Mas quando elas mexem com ídolos e seus respectivos fãs, sai até porrada. E depois desse Natal do peru alagado, já que em muitas cidades brasileiras as chuvas têm castigado muito, depois que novamente o sacana do Papai Noel esqueceu de passar aqui em casa com a minha TV de plasma de 150 polegadas com conversor digital e meu Notebook com 50GB, espero que pelo menos o Justin Bieber, Cláudia Leitte, Luan Santana, Restart, Fiuk, Marcelo Teló e todas essas desgraças musicais morram afogadas no Dique do Tororô.


Espero também que Madonna tome vergonha na cara e faça um disco realmente bom, ao invés de ficar brincando de fazer cara de gatinha numa música podre como “Give Me All Your Love”. Mas como vivemos num tempo estranho, onde pseudo cantoras, como a Kelly Osbourne, diz ter perdido a virgindade e engravidado com 13 anos, quando nem mestruada estava. Ou então, temos que ficar lendo nos jornalecos que a Mallu Magalhães é a reencarnação dos Beatles (*dos quatro juntos viu!). Mas até hoje eu não sei de onde o lado cult da MTV de emo tirou ela ou como a eterna menina de 16 anos (*igual à eterna garota de Ipanema) e “adotada” pelo Marcelo Camelo, que se define como “folk n’ roll”, conseguiu virar um fenômeno na internet, dizem até que cantando Johnny Cash (esse foi o cara!). Mas como a internet também não é nada confiável e consegue transformar gente sem talento algum em estrelas, como Rebecca Black, Stefhany e sei lá mais quem, então será que termos que esperar pelo pior?


Mas esse ano de 2011, apesar da falta de dinheiro, deu para ouvir, comprar e baixar muitas músicas boas. Descobri muitos artistas novos que prometem, redescobri muitas coisas bacanas de Caetano, Chico, Gal, Gil, Márcio Mello, Alanis, Lauper, Maroon 5, Coldplay, Radiohead, Sheryl Crow, Lennon, Cranberries, U2, Stones e até Julio Iglesias. E comecei a curti Adele, cujo talento prova que a música está além de cantoras gostosas e shows pirotécnico para idiotas.


Eu agradeço muito ao povo da internet por disponibilizar tantos discos bons, pois se não fosse isso eu nunca poderia ter escutado coisas tão bacanas como “Raridades” do Arnaldo Antunes ou a banda Super Heavy do Mick Jagger. Se o mercado informal e as novas tecnologias acabaram com o comércio “mercenário” fonográfico, eu tenho muito o que agradecer com os meus atuais 2.222 CDs (*isso deve ter algum significado!) e os mais de 500 álbuns no meu PC prontos para virarem discos. A internet popularizou tanto o acesso à música que quando vejo uma novidade, baixo logo. Outra coisa bem bacana é o cenário de artistas da cena alternativa. Há quem simplesmente ignore sua existência, mas, por outro lado, há quem ache que se trata de um dos melhores cenários do Brasil – senão, o melhor. Então, repetindo o sucesso da minha listinha do ano passado, onde o critério não foi o de lançamento, mas de importância, segue os 100 melhores discos de 2011. Espero que se divirtam, esvaziem o inferno e encham o céu de suas almas de música boa!


1. GILBERTO GIL – Ao Vivo na Escola Politécnica da USP 1973 (duplo). Esse disco tem história. Em 1973, o estudante de geologia da USP, Alexandre Vanucci Leme, foi torturado e morto pela repressão política do regime militar. Então, Gilberto Gil, que estava em São Paulo, recém chegado do exílio, foi procurado pelos universitários (*muito mais atuantes do que as bagaças de hoje) que o convidaram para fazer um show de protesto, improvisado no campus. Por volta de umas duas mil pessoas assistiram a essa apresentação nas dependências da Escola Politécnica da USP. Gil tocou e conversou com o público durante três horas de show. A apresentação foi registrada pelos estudantes em um sinples gravador de rolo (*benditos gravadores). A fita ficou guardada e esquecida por um longo tempo. Apenas algumas poucas pessoas tiveram acesso a este material. As cópias em fita K7 eram fragmentadas e com um som de má qualidade. Vinte anos depois a fita master foi encontrada e restaurada, inicialmente pelo músico do Grupo Rumo, Paulo Tatit, para um projeto de lançamento da gravação comercial em CD. E foi uma das minhas melhores descobertas neste ano. Gil canta muitos sucessos como “Oriente”, “Senhor Delegado”, “Cálice”, “Ladeira da Preguiça”, “Expresso 2222″, “Eu Só Quero um Xodó”, “Back in Bahia”, “Filhos de Gandhi”, “Eu Preciso Aprender a Só Ser”, repete “Cálice” e muito mais. Coisa fina, Gil nem sequer tinha começado sua fase “Re” e já tinha um repertório de fazer inveja a todos os grandes nomes do pop nacional atual juntos. Além das músicas, o disco traz várias faixas chamadas “Gil fala” em que o cantor conversa longamente com o público, moldando seu carisma manhoso que lhe deu ares de guru preto velho em seus tempos de ministro.

2. ERASMO CARLOS – Sexo. Dizem que “sexo com Erasmo é bom”. E eu confirmo. A frase é meio tosca, mas é certamente a mais pura verdade, não da forma como entendida, ou subentendida. Não que o velho roqueiro seja péssimo parceiro, longe disso, mas ele deveria está tocando sem parar nas rádios. Em 2009, Erasmo lançou “Rock’n’Roll”, disco que obteve muito prestígio com a crítica, mas ignorado pelo público. Esse ano ele retornou com “Sexo” e tem tudo para repetir o sucesso crítico e alcançar um prestígio ainda maior com o público, já que ele fala sobre um assunto que todo mundo conhece e gosta. O disco abre com “Kamasutra”, onde o vovô roqueiro e amigo do chatinho Roberto explica várias posições do famoso livro indiano. Depois vem o provável hit do álbum, “Roupa suja”, que tem uma levada bem característica do autor, que lembra muito alguns velhos sucessos como “Pega na mentira”. Ambas feitas em parceria com Arnaldo Antunes. E o disco segue sugerindo que esse sentimento pode ser bem complicado. A balada “Apaixocólico anônimo” é um belo demonstrativo do domínio de Erasmo como compositor – lembra muito Rita Lee. “Seu homem mulher” foi composta em parceria com Adriana Calcanhotto. Um disco que vale muito a compra, ou roubo na casa de um amigo ou baixa-lo na net.


3. GAL COSTA – Recanto + Live At The Blue Note (duplo). Ando lendo críticas horrorosas com relação a esse novo disco da Gal Costa, só porque ela teve a coragem para experimentar e inovar com a sonoridade eletrônica. Se Madonna pode e até a Maria Alcina já tem um disco dance porque a Gal não pode? Mas o resultado deixa a dever a gente mais afinada na brincadeira, como a Björk. Quem escuta a música Recanto Escuro”, por exemplo, canção que abre o disco, uma nova investida fonográfica de Gal e Caetano Veloso, percebe já no início do disco o quanto a cantora se arriscou. O som pesado e eletrônico da faixa, prenúncio do que virá nas outras dez, é em tudo distante da produção mais recente da baiana, calcada em um repertório de standards da MPB. Mas ainda não me acostumei com essa música, melancólica até dizer chega. Mas o lance todo é sair da mesmice. O que é algo muito louvável. E ela de fato saiu. Mas é só. O problema de Gal permanece: ela perdeu a imaginação de intérprete que um dia teve, e se apóia apenas na técnica para cantar. Mas o disco é interessante e eu ainda coloquei como bônus o disco Live At The Blue Note”, gravado num show em Paris.

  1. MÁRCIO MELLO – Ao Vivo no Rio Vermelho
  2. VANESSA DA MATTA – Raridades & B-Sides (duplo)
  3. JAUPERI – Aplausos Para o Sol + Ao Vivo (duplo)
  4. MARISA MONTE – O Que Você Quer Saber de Verdade
  5. PATO FU – Música de Brinquedo Ao Vivo
  6. RITA LEE & GILBERTO GIL – Refestança Ao Vivo
  7. CAETANO VELOSO – Doces Bárbaros (duplo)
  8. MARIA GADU – Mais uma Página
  9. ANA CAROLINA – Dois Quartos Multishow Ao Vivo
  10. CHICO BUARQUE – Sinal Fechado’74
  11. ZÉLIA DUNCAN & SIMONE – Amigo é Casa Ao Vivo
  12. DJAVAN – Aria Ao Vivo
  13. JOTA QUEST – Dias Mejores – Edition Espanhol
  14. PITTY – Trupe Delirante no Circo Voador + Duetos (duplo)
  15. ZÉLIA DUNCAN – Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band O Show + Pelo Sabor do Gesto em Cena (duplo)
  16. MÁRCIO MELLO – Um Punk, Uma Voz e Um Violão Acustic & Ao Vivo
  17. ADRIANA CALCANHOTO – O Micróbio do Samba
  18. CAETANO VELOSO – Outras Palavras + Araçá Azul
  19. ZECA BALEIRO – Coração do Homem Bomba Vol. 1 + Lado Z
  20. ARNALDO ANTUNES – Grêmio Recreativo Ao Vivo
  21. ASSIS VALENTE – Tributo ao Assis Valente
  22. CHICO BUARQUE – Saltimbancos Trapalhões’81
  23. SKANK – Multishow Ao Vivo Mineirão + Estandarte (duplo)
  24. ANA CAROLINA – Ensaio de Cores Ao Vivo
  25. MARIA RITA – Elo + Elis Live In Montreux
  26. MARISA MONTE – B-Sides & Raridades (duplo)
  27. CAETANO VELOSO – Cinema Transcendental
  28. MOINHO – Ao Vivo
  29. ESSA MOÇA TÁ DIFERENTE by DJ Zé Pedro
  30. NANDO REIS – Duetos + Estúdio MTV c/ Cachorro Grande
  31. RITA LEE – Elas Cantam Rita Lee (duplo)
  32. ROCK IN RIO 2011 (caixa c/10 discos)
  33. TITÃS – Tributo/Titãs Por Outros Artistas
  34. ZÉ RAMALHO – Zé Canta Beatles + Antologia (duplo)
  35. AMOR E REVOLUÇÃO (trilha)
  36. ANA CAROLINA – Quarto/Quartinho + Nove + Multishow Registro 9 (duplo)
  37. CAETANO VELOSO – Certeza da Beleza
  38. GAL COSTA – Água Viva + Profana
  39. JOANNA – Joanna Canta Lupicínio + Em Samba-Canção
  40. CARLINHOS BROWN – A Gente Ainda Não Sonhou
  41. LENINE – Incite + Chão
  42. ROBERTO CARLOS – The Best Of 71-1980 (caixa c/ 10 discos)
  43. MARIANA AYDAR & J. VELLOSO – Brasil, Sons e Sabores
  44. ANA CAROLINA – Remixes
  45. SKANK & NANDO REIS – Estúdio VH1
  46. ISABELLA TAVIANI – Meu Coração Não Quer Viver Batendo Devagar
  47. BRUNO MASI & JORGE VERCILO – Quarto Capítulo + Como Diria Blavatsky

1. COLDPLAY – Rock In Rio Brasil 2011. Uma das melhores bandas desses tempos de música pop descartável, a britânica Coldplay fez o último e melhor show do sexto dia de Rock In Rio (Brasil). Dispostos e bem recebidos pelo público, que cantou alguns dos grandes sucessos da carreira do grupo a plenos pulmões, os músicos abriram a apresentação de quase duas horas com a instrumental “Mylo Xyloto”, que dá nome ao novo disco, seguida de “Hurts Like Heaven” e “Yellow”, canção do primeiro álbum. O Coldplay foi formado no Reino Unido em 1998, é uma banda de rock alternativo e tem feito muito sucesso nos últimos anos. E já estiveram no Brasil em 2007 e 2009. Nesse ano, o grupo lançou também o seu quinto álbum de estúdio, sucessor do bem-sucedido "Viva La Vida", e a banda de Chris Martin consolidou sua capacidade para criar melodias épicas na melhor linha do U2. Apesar de “Mylo Xyloto” surgir em sua totalidade, durante um hiato de três anos, muito se falou do futuro que a banda liderada por um cada vez melhor Chris Martin poderia tomar quando terminasse de gerar o disco, mas o disco que entra nessa lista dos melhores é justamente a apresentação ao vivo no Rock In Rio 2011. Sem sombras de dúvidas o Coldplay fez a melhor apresentação no festival tosco do Roberto Medina. Ainda acho que a verdade é que se espera muita coisa da banda depois do enorme êxito do então último álbum. Fãs, críticos e amantes de música em geral se perguntavam: para aonde essa banda vai ainda? Irá fazer um mais do mesmo pra manter o sucesso de público e de crítica? Retrocederá ao som mais alternativo e com uma carga maior de melancolia, fazendo um tipo de volta às raízes precoce? Ou mudará completamente o estilo e com isso correr o risco de perder o que já conquistou? Felizmente, posso dizer que o Coldplay deu a todos uma resposta surpreendente no Rock In Rio. Pegue o disco no Rock In Rio no PLAY.


2. ADELE – 19/21 (duplo). Adele é, sem dúvida, a minha grande descoberta nesse ano. Essa cantora britânica que mais vendeu discos neste século em seu país se firmou semana após semana no topo das listas de vendas de quase todo o mundo, graças às canções "Rolling In The Deep" e a linda "Someone Like You", que transformaram seu segundo disco no destaque musical do ano. Adele prova que p talento pode ser muito maior do que essa onda de cantoras descartáveis e gostosas que temos por aí. Neste ano, um susto, a cantora, que fez uma cirurgia nas cordas vocais em novembro, está recuperada e recomeçou sua rotina."De volta ao trabalho. Cabelo e maquiagem feitos. Feliz Natal", escreveu no Twitter. A britânica passou pela intervenção cirúrgica para acabar com uma hemorragia em suas cordas vocais, problema que já acotneceu com a Marina Lima e com a Whitney Houston, fato que a levou a cancelar todas as suas apresentações até 2012. Os dois primeiros discos da Adele entram aqui em segundo lugar com vários pontos nessa lista.


3. U2 – Singles 1979-2006 (caixa c/ 16 discos). Eu adoro a banda do Bono. Mas depois de um disco que não empolgou nem crítica nem público, o U2 voltou em 2009 com um trabalho depois de cinco anos. Mas o disco em questão, “No Line On The Horizon”, não trazia nenhuma grande novidade e parecia, como muitas resenhas preconizaram por aí, fechar um ciclo que começou pelo “All That Can´t Leave Behind”, passou pelo “How To Dismantle An Atomic Bomb” e chegou a um ponto que parecia ser a encruzilhada para a banda. Com esse lançamento, o U2 parecia chegar a um beco sem saída. Aliás, esse deve ser o segundo ou terceiro momento em que a banda trilhava esse caminho, sempre emendando discos bons e ruins a partir da década de 90. Então, eis que encontro na rede uma caixa com 16 discos com singles do U2 de 1979-2006, comprovando que o U2 é ainda uma das melhores bandas do mundo. Porém, nesse ano de 2011, assim como o REM, o Bono concedeu uma entrevista polêmica e foi o assunto mais comentado do jornalismo de entretenimento, por todo mundo, quando anunciou o fim da banda. A declaração foi à revista americana “Rolling Stone”: "A banda deve terminar em 2012. Não sei ao certo se realmente chegamos ao fim. É provável que ouçam algo sobre um novo trabalho no ano que vem, mas também é possível que isso não aconteça", declarou.


4. CYNDI LAUPER - To Memphis, With Love


5. SHERYL CROW – Maybe Angels + Live In New York City (duplo)


6. THE CRANBERRIES – No Baggage A Radio Special


7. ALANIS MORISSETTE – Into A King Remixes (duplo)


8. ANNIE LENNOX – Frankfurt 2003


9. MAROON 5 – Hards All Over + Acoustic


10. RADIOHEAD – The Best Of (duplo)


11. THE ROLLING STONES – Sympathy For The Devil + Tribute


12. PRETENDERS – U.S. Festival’83


13. MICHAEL JACKSON – Immortal (duplo)


14. THE CRANBERRIES – Stars The Best Of 2 (duplo)


15. ALANIS MORISSETTE – Unreleased + Cologne Germany Live (duplo)


16. MADONNA – A Tribute To Madonna The Voices


17. THE CRANBERRIES – The Singles


18. COLDPLAY – Mash Up & Remixed (duplo)


19. CYNDI LAUPER – Bring Ya To The Brink Tour Live Budokan + True Colors Megamix X (duplo)


20. PRETENDERS & ROXETTE – B-Sides (duplo)


21. OMAR AFUNI – Resurrected


22. SUPER HEAVY


23. U2 – Tribute In The Name Of Love Africa Celebrates U2


24. QUEEN – Bossa Queen Tribute


25. REM – Accelarate Edition Deluxe


26. COLDPLAY – Mylo Xyloto + Left Right Left Right Left (duplo)


27. GEORGE MICHAEL – Live In London (duplo)


28. MADONNA – Never Dies 53rd Birthday The Tribute


29. MICHAEL JACKSON – Tribute To MJ


30. THE CRANBERRIES – B-Sides


31. ROXETTE – MTV Unplugged (duplo)


32. SHARON JONES & Dap Kings – 100 Days 100 Nights


33. ELVIS PRESLEY – Tribute To Elvis


34. GEORGE MICHAEL – B-Sides


35. NELLY FURTADO – The Best Of Deluxe Edition


36. PET SHOP BOYS – Opportunities


37. REM – Singles + Lifes Rich Pageant Deluxe Edition (duplo)


38. SHERYL CROW – Miles From Memphis Live At The Pantages Theatre (duplo)


39. THE CRANBERRIES – Fryshuset Stockholm 2002


40. GRAMMY NOMINEES 1995-2011 (17 discos)


41. THE CRANBERRIES – Tribute To Cranberries


42. WHITNEY HOUSTON – Greatest Mix Of All by DJ KJota Set Mix


43. SHERYL CROW – The Very Best Of (2003) + Detours & Home For Christmas (duplo)


44. MAROON 5 – The B-Sides Collection + Rock In Rio 2011 (duplo)


45. ANNIE LENNOX – Remixes


46. ARETHA FRANKLIN – Blondie Heart Of Glass


47. CHRISTINA AGUILERA – Colaboration


48. SHAKIRA – Live From Paris


49. SEAL – Unplugged MTV


50. WHITNEY HOUSTON & MARIAH CAREY – Remixes


>>> Minha lista completa de CDs Internacionais <<<
fotos: divulgação

domingo, 25 de dezembro de 2011

SINAL DE FUMAÇA DO AMIGO TÃO

“Escrevo este movido pela saudade, palavra que, dizem só existe em nossa língua. Ah... sim, também para desejar-lhe um bom Natal embora não saiba bem o que significa. No entanto, ouço pela aí...
Caro compulsivo... foi num momento de compulsão, pressionado por todos cantos, sob violenta emoção, que deletei meu blog, minha página no Face, e minhas observações idiotas no Twitter.

Mandei para o espaço todas as mídias sociais e elas, se alguém conseguir vê-las, estão orbitanto o globo sem função.

Espero que se cansem e caiam todas no mar de coral, na cabeça de um pescador de baleia distraído (só pode ser um japonês).
Em assim sendo (bom esse em assim sendo) peço ao amigo que não interrompa o envio de suas bloguerias, pois continuo sendo leitor atento.

Abri inclusive uma pastinha para guardar o precioso legado que vossência deixa para os posteros.

Ah... sim, quase ia me esquecendo... textos e testículos meus podem ser vistos no site da Carta Capital...sem mais, tchau.”

(Tão Gomes)


* Tão Gomes Pinto é um excelente jornalista, escritor, comentarista da Rádio Metrópole FM e colunista da Carta Capital. Confira suas colunas aqui.

FELIZ NATAL PARA QUEM NÃO TEM NATAL...

sábado, 24 de dezembro de 2011

OS DEZ MANDAMENTOS PARA O SÉCULO XXI

Descobri – mesmo não querendo – que é muito complicado abrir um diálogo com qualquer tema polêmico e que talvez venha desagradar aos mais puritanos, mesmo assim, sei que tenho a obrigação de fazê-lo só para acabar com essa monopolização de informações e com essa mesquita de terror quando envolvemos questões de cunho religioso (preconceito) e/ou comum de todos. Porém, mesmo me fazendo de realista, até hoje eu fico surpreso com algumas pessoas que “se dizem muito esclarecidas”, pois são as primeiras a demonstrarem seus preconceitos burros. Estudantes de medicina – principalmente nos primeiros semestres – são as piores figuras. Às vezes não sei direito se algumas querem dizer: “não roubarás pai e mãe” ou “fornicarás nas festas” em seus discursos fabricados, muitas vezes, em bancos universitários. E este é justamente o tema central do livro “Os 10 Mandamentos Para o Século XXI” do filósofo agnóstico, autor e jornalista Fernando Savater.

>>> leia a resenha aqui <<<
fonte: Comendo Livros, 21/12/11

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

LEVEMENTE EXAGERADA, MAS BEM REALISTA...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

LUIZ CALDAS E A AFRO DO CABELO SEM QUÍMICA

“O cantor baiano foi punido por cantar a música ‘Nega do Cabelo Duro’ em Camaçari.”


Por Elenilson Nascimento


A demência anda solta na Bahia e Aristóteles, que não é nome de cantor de pagode e sim aquele da Antiga Grécia, dizia que “existe a boa e a má música”. Segundo ele, nos concursos de música e poesia só poderiam ser jurados os melhores músicos e artistas. Não poderiam participar do júri: políticos, empresários e afins, pois essas pessoas estariam menos preparadas para saber o que era bom e o que realmente era ruim nas artes, além de correr-se o risco de vencer o tal concurso uma música sem qualidade. E ele estava certíssimo! 2500 anos depois sofremos as consequências disso.


Hoje em dia, cada gênero musical tem seguidores aos milhões, mas também tem de enfrentar exércitos, às vezes reduzidos, mas sempre barulhentos, de detratores. E é com uma imensa vergonha e tristeza que venho novamente aqui escrever sobre esse nível podre musical da Bahia que anda despencando barranco abaixo. Mas a culpa também é dos meios de comunicação que infestam suas programações com um bando de analfabetos bombados com as suas dançarinas de calçolas encravadas dentro de suas bundas que mal sabem falar, quanto mais ler e escrever meia dúzia de frases coerentes, mas que uma hora para outra viram “compositores” – vide a obra-prima trash da cultura: o filme “Cinderela Baiana”. O resultado? Muita baixaria, baixaria que exportamos como o que temos de pior. "Músicas" sem enredo, de duplo sentido, geralmente denegrindo a mulher e rebaixando-a, com forte apelo sexual bastante explícito (*antigamente era camuflado).

A decadência é social. A música é apenas um reflexo disso. Se no passado, Gal, Bethânia, Tom Zé, Novos Baianos, Caetano e Gil eram os principais expoentes da música baiana e tínhamos compositores do naipe de Caymmi. Hoje, a função deles está nas mãos de coisas como Parangolé, Raghatoni, Bronkka e outros grupetes do gênero, além das saltitantes Ivete e Leitte. Mas, com toda essa sandice, é a sociedade quem ainda determina o que é sucesso e o que não é. A decadência é social e não está restrita somente à Bahia. Vide a programação imbecil da MTV.


Na Bahia, o politicamente correto se mistura com o desafio da demência. Depois de polemizar com um projeto que pretende proibir a contratação, com dinheiro público, de bandas cujas letras das músicas depreciem as mulheres, a deputada estadual Luiza Maia (PT), voltou a ser o foco nos holofotes da loucura. A deputada prometeu entrar com uma moção de repúdio contra o cantor Luiz Caldas, pois a parlamentar não teria gostado nem um pouco de uma apresentação do cantor no último final de semana, quando Caldas tocou a música “Fricote” (*a que tem o verso da “nega do cabelo duro”) no “1º Festival de Jazz e Blues”, em Arembepe. O curioso é que o artista foi contratado pelo prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, marido e correligionário da própria Luiza Maia.


Baião, xote, xaxado. Lamê, cafona, brega. Axé, lambada e até ca-rim-bó. Jovem Guarda, iê-iê-iê, canção romântica. Samba de morro, samba joia, partido alto, pagode. Música caipira e sertaneja, guarânia e vanerão. Canção de protesto, pop, axé, heavy metal, rock progressivo, emo. House, tecno, electro. Tecnobrega, forró, funk carioca, rap. Todos estes estilos o Luiz Caldas toca ou já tocou. Mas parece que a nobre deputada só viu problema na nega do Luiz.

Ao invés de ela se preocupar tanto com a neguinha que não gosta de cuidar dos cabelos, deveria mandar prender todos esses grupos de axé e pagode decadente que, em sua maioria, desperta nojo especial junto a consumidores de boa música, intelectuais, críticos, formadores de opinião. Mas muitos desses trazem sempre na cartola o argumento de preferir música dita “fina, refinada, sofisticada”, mas tampouco seus gêneros prediletos se safam de outros tipos- gerando muxoxos, narizes torcidos e intolerâncias.


Supostamente, estamos falando aqui de estética, das distinções entre o que se entende como música “de qualidade” e “sem qualidade”, “boa” e “ruim”, de “bom gosto” e “mau gosto”. A zona fronteiriça entre os dois extremos é frequentemente nebulosa, pantanosa e fugidia, daquelas de atolar em areia movediça. Com comparar a “Mulher de 23”, do Márcio Mello, por exemplo, com os seus versos “Mulher de 23 quer te apavorar. Mulher de 23 a teu amigo quer dar. Mulher de 23 vem pra barbarizar. Mulher de 23 quer a vida gozar”, com uma boca de latrina que canta “Chá de Calcinha” com uma fina poesia: “É o chá, é o chá, chá de calcinha. Oi, vai me deixar louquinho mãe”.


A nobre deputada com a sua mentalidade que não sabe a diferença entre arte e cocô só quer mesmo projeção em matérias transmitidas pelos telejornais locais, desse jornalismo encomendado e de troca de favores, e acabou por construir um conflito entre o seu projeto e as bandas decadentes de pagode, tão populares na Bahia. Atrás das cortinas do “bom gosto” e do “mau gosto”, esconde-se um bichinho do qual em geral preferimos fugir a 120, 150, 200 quilômetros por hora (*já ouviram com cuidado as letras do Robertão, dos anos 70? Só tem putaria!) e que atende pelo nome de preconceito. Colocar todo mundo no mesmo balaio não seria uma forma inteligente de angariar votos, nobre deputada!


Luiza Maia já afirmou nessa mídia que desse ladeira a baixo que esse não é o objetivo do seu projeto, a ribanceira, mas que, segundo explicou, combater a desmoralização e o incentivo à violência contra a mulher, não um estilo ou ritmo musical. Mas onde está o preconceito contra a mulher numa música do Luiz que tem mais de 20 anos?

O Luiz foi penalizado e perderá 30% do valor do cachê por não ter seguido as “ordens” da moral e bons bons costumes. Isso pra mim tem outro nome! A nobre deputada diz que conta com o apoio de “toda a bancada feminina”, composta por dez deputadas. Ou elas são idiotas ou estão se deixando manobrar.

Nas ruas da Bahia, porém, o assunto divide opiniões inclusive entre a mulherada. No caso do Luiz, segundo fontes, o cantor foi orientado pela coordenação de eventos a não executar a música da “nega do cabelo duro”, que segundo o órgão, possui letra de cunho racista e depreciativo às mulheres negras. Eles só esqueceram de sugerir que o cantor trocasse a letra por uma mais politicamente correta. Que tal assim: “Afro descendente das madeixas sem química que não gosta de colocar creme e pente, quando passa num bairro esquecido pelos Poderes Públicos o craqueiro (*pode falar isso?) começa a assediá-la...”

Será que a nobre deputada despreza a carreira do criador do axé porque ele é um péssimo exemplo ou porque ela deseja se manter bem distante dos baianos periféricos, pobres e pretos que adoram sem saberem o porque? É uma questão subjetiva, mas, se fosse só isso, não haveria tantos problemas e antagonismos.


Luiz Caldas é um grande artista e não se limita só ao axé, apesar de eu não gostar do som que ele faz. Alguém já conferiu o Luiz num piano? É magnífico! Mas existe na Bahia uma intolerância burra do bom gosto em relação ao mau gosto e uma certa inveja do mau gosto pelo bom gosto. O cara de bom gosto não tolera o que acha de mau gosto e o de mau gosto, não é que não tolera, é que ele não alcança o bom gosto, porque ainda não teve aceso. Você detesta os emos de shopping porque fazem uma música colorida e patética ou porque não se dá bem com seus figurinos coloridos demais, esquisitões demais, veados demais e sexualmente indefinidos? É ficar entre uma coisa ou outra, indubitavelmente? Ou a repulsa (extra) musical nasce de uma gororoba ou gonorréia mista disso tudo?


A mídia de Salvador são os maiores incentivadores destes “pseudos” artistas analfabetos, impondo a população o péssimo gosto musical, como se essa porcaria camuflada de música fosse cultura. Luiz Caldas se fosse esperto teria utilizado a sua cultura para fazer uma arte mais efetiva e construtora, mesmo que isso fosse apenas para um grupo especifico. Quer tocar para o povão e ser taxado de preconceituoso contra os moralistas de estação, então, paciência!


Qualquer um hoje na Bahia inventa uma letra pobre, podre, sem enredo, beirando ao sexo explícito, coloca o tal ritmo "pagode" e pronto! Está pronta a mais nova porcaria dançante e nojenta hiperbolicamente chamada de "hit" baiano ou "pagode" como queiram chamar. Mas o aspecto não subjetivo dessa “guerra” de mídia se concentra nos termos “educação” e “cultura”.


E se fosse só na Bahia seria contornável a situação, mas a questão é que a generalização nacional é um fato inquestionável. Verdadeiros lixos que insistem em denominar de música fazem o dia-a-dia dessa juventude sem identidade e completamente alienada. Como já dissemos, um energúmeno bate num treco oco, um outro falando abobrinhas repetidas em refrões pobres, um bando de gostosas sem cérebro mostrando as bundas malhadas e uns outros idiotas comprando seus CDs e batendo palminhas.


Tenho amigos jazzistas fanáticos que não admitem nada da música caipira. Mas Rolando Boldrin, Inezita Barroso... aquilo é verdadeiro. Há pessoas fechadas e abertas, aí você não pode fazer nada. Não posso mudar meu amigo que acha a dupla Tonico & Tinoco é desprezível. Tem gente que só vai ao TCA com ingresso de R$ 300,00, então não tem jeito. O culto ao bom gosto é diretamente proporcional à educação e ao nível cultural de cada pessoa. Como esperar desses jovens educação quando a escola não oferece nem o básico? Imoralidade faz parte da cultura baiana?


“Proibiram Luiz. É proibido proibir? Pediram para Luiz Caldas não tocar a “Nega do cabelo duro”. Acredito que se a ideia é impedir ofensas para os afro descendentes proibindo uma banda ou outra, esse impedimento deve ocorrer para todos, sem distinção. No fundo no fundo, não vejo nada de ofensivo na música do Luiz. Gosto inclusive. Apenas acho que, se formos começar a relativizar música para verificar o que é e o que não é ofensivo, teremos uma discussão interminável que só favorece aos “preguiçosos” que nada fazem pelo povo e para o povo, se aproveitando de uma polêmica que tomará a mídia por uma semana ou mais, mascarando tudo que realmente merecia destaque: atenção e ação. Uma banda que toca ‘Vaza Canhão’ pode querer iniciar um debate (*será?), dizendo que é apenas uma brincadeira como a “Nega do cabelo duro” e que nada tem de ofensivo e blá blá blá. Então, melhor não tocar em eventos oficiais nada que sugira, que chegue perto da possibilidade de parecer ofensa a qualquer raça. Agora, se você foi para o show do cara, pagando, seja o de Luiz Caldas ou qualquer outro artista... ahhh, não reclama né... você tem a obrigação de saber o que está comprando e, dessa forma, chancela o que você está ouvindo. Pensa nisso!” (Daniel Rabello, excelente ator de “Os Cafajestes”)

“Em vez desse povo está se preocupando com as desmoralizações que estão acontecendo com o nome da Bahia em relação a música, eles ficam tentando prejudicar quem fez e faz boa música. Estão perdendo o fio da meada e tentando arrumar algo que precisa mesmo de uma arrumação, mas não sabem por onde começar... Se não sabem por onde começar, eu vou dar uma ideia, comecem pela educação, pela saúde, que com certeza estarão mudando para melhor a consciência desse povo!” (Corisco, vocalista na banda Bando Virado no Mói de Coentro)


Sugiro também aos amigos leitores que assistam ao excelente documentário "Uma Noite em 67", sobre o Festival da Record. Pode ser pelo Youtube mesmo. Vale a pena recordar ou conhecer. Vocês verão o que é música de verdade. Mesmo as vaiadas eram lindas! Lembrem-se: pagode e axé baiano não passam de um lixo auditivo. Mas respeito ao outros é bom e nós gostamos! Só queria saber se a nobre deputada também vai procurar confusão com a Ana Carolina, por exemplo, pois na nova música dela diz: "Estou pensando em viajar no feriado. Mas se eu souber que uma vadia ou um viado dormiu com você. Não quero saber pode ser um novo amor ou ex-namorado. Não quero saber. Você vai desejar não ter acordado".


fotos: reprodução