domingo, 27 de fevereiro de 2011

MORRE O ESCRITOR GAÚCHO MOACYR SCLIAR

“Quando eu li “A Guerra no Bom Fim”, um romance de Scliar inspirado na sua formação cultural, pensei: eu queria tanto ser igual a esse cara!”Por Elenilson Nascimento
O que seria a Morte? A medicina não entende. Os racionais demais não entendem. Os crentes acham que seria um prêmio. Os espíritas, uma aprendizagem. Eu já tive medo de morrer. Hoje, depois de ter passado por tanta coisa, de ter perdido tantos amigos legais, de ter me decepcionado tanto nessa vidinha de classe média, não tenho mais. O máximo que posso sentir é uma sensação fedorenta de que a vida é tão medíocre e que estou cercado de tanta gente medíocre que, às vezes, chego a pensar que a Morte seria uma companhia agradável.
Augusto dos Anjos já dizia: “Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável/Mora entre feras, sente inevitável/Necessidade de também ser fera”. Pois é Augustinho, my friend! O que sinto é uma enorme tristeza quando falo da Morte. E vejo, na minha humilde visão míope, que os grandes e bons estão morrendo aos poucos.
E nessa madrugada deste domingo, 27/02, morreu mais um amigo distante. Presença na minha estante, nas minhas noites de insônia e dos meus diálogos impertinentes. Morreu, por falência múltipla de órgãos devido às consequências de um acidente vascular cerebral (AVC), o escritor gaúcho Moacyr Scliar, aos 73 anos.
Seu primeiro livro, publicado em 1962, foi "Histórias de Médico em Formação", com alguns contos baseados em sua experiência como estudante. Em 1968, publicou "O Carnaval dos Animais", também de contos, que considerava de fato sua primeira obra. Ao longo da sua vida, publicou mais de 70 livros de diversos gêneros literários – entre eles, os romances “O Exército de um Homem Só”, “A Estranha Nação de Rafael Mendes” e “O Centauro no Jardim” – e teve textos adaptados para cinema, televisão, rádio e teatro, inclusive no exterior.
Scliar era colaborador dos jornais “Zero Hora” e “Folha de S. Paulo”, além de ser comentarista na Rádio Metrópole FM (Salvador-BA) e de ter alguns textos publicados aqui no LC. Desde 2003, era membro da ABL e de ter ganho por três vezes o Prêmio Jabuti – a mais recente, em 2009, com o romance “Manual da Paixão Solitária”.
Então, concordo com o Mário Quintana: "Morrer, que me importa? (...) O diabo é deixar de viver". Já um amigo de São Paulo contou-me uma vez sobre os últimos dias do seu pai, já bem velhinho que sentia dores terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: "O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?". O médico olhou-o com olhar severo e disse: "O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?". O médico não entendeu? É mais ou menos isso o que eu sinto quando um amigo meu morre. A vida pode até ser boa para alguns, e eu não quero ir embora ainda... mas, às vezes, penso que não estou aqui para ficar acompanhando a minha lista de enterrados.
Quando eu li “A Guerra no Bom Fim”, um romance de Scliar inspirado na sua formação cultural, pensei: eu queria tanto ser igual a esse cara! Sua obra foi marcada pela aproximação com o imaginário fantástico e com a investigação da tradição judaico-cristã, tendo como temas dominantes a realidade social da classe média urbana no Brasil, a medicina e o judaísmo.
Scliar teve livros publicados em diversos países como Alemanha, Israel, Estados Unidos, Rússia, Franças, entre outros. Em 31/07/2003, foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a cadeira de Nº 31 da ABL, substituindo a Geraldo França de Lima. No discurso de posse na Academia, Scliar disse que oferecia a nomeação aos pais, "emigrantes que lutaram duramente e que me ensinaram a lutar também, e a acreditar. Como um dia acreditou na literatura aquele gurizinho do bairro do Bom Fim que, de algum lugar do tempo, me olha com seus grandes olhos, um olhar de admiração e de espanto à qual junto, neste momento, a gratidão de toda a minha vida". Bacana isso!
Mas, agora, ao pensar mais uma vez na Morte, seja na simples ideia da minha própria Morte ou a expectativa mais do que certa de morrer um dia, seja a ideia estimulada pela Morte de um ente querido ou mesmo de alguém desconhecido e distante, acho que seja maduro ficar tomado por sentimentos e reflexões. Clichê isso!
As pessoas podem até se regozijarem em dizer que não pensam na Morte, normalmente elas têm uma relação mais sofrível ainda com esse assunto, tão sofrível que nem se permitem pensar a respeito. Talvez eu seja romântico demais para admitir que tenha os meus medos encubados. Mas, enfim, como o Saramago, JD Salinger, Lévi-Strauss, Ildásio Tavares, Jorge Amado, Scliar e outros, o romantismo está morto!

+ Ouça também o Moacyr Scliar falando sobre a leitura e a presidência:
Aqui sobre os nossos estudantes (ignorantes) de medicina de Porto Alegre e a Homofobia:
Sobre a mania do brasileiro de formar filas:
Sobre modismos inúteis:
>>> modismos <<<
Sobre o câncer e o perfil sócio-econômico:
>>> câncer <<<
podcasts: Portal de Metrópole
fotos: divulgação

sábado, 26 de fevereiro de 2011

OUÇA 5 SEGUNDOS DE CADA CANÇÃO QUE FOI 1° LUGAR NA BILLBOARD

“A ideia foi do professor e estudioso da música pop, Hugo Keesing, e ficou muito legal!”A história é a seguinte: Hugo Keesing, que é professor e estudioso da música pop na Universidade de Maryland, Estados Unidos, resolveu compilar todas as músicas que foram número 1 na lista da "Billboard". Para quem gosta de música, é uma viagem que remete às suas vivências talvez há muito jogadas no porão da memória.A compilação é dividida em duas partes e tem no total cerca de 1 hora. A primeira parte começa com “Memories Are Made Of This” (1956), de Dean Martin, e percorre o período que vai até o início dos anos 80. Já a segunda parte vai dos anos 1980 até meados dos anos 1990. É clicar abaixo e viajar!
Five Seconds Of Every #1 Pop Single Part 1 by mjs538
Five Seconds Of Every #1 Pop Single Part 2 by mjs538
fonte: Sandro Caldas - Portal da Metrópole

CYNDI LAUPER NO “ALTAS HORAS”

“Três anos depois de sua última passagem pelo Brasil, a americana Cyndi Lauper está de volta para uma turnê por sete capitais.”Por Elenilson Nascimento
Essa imprensa brasileira é lamentável! Demasiadamente incompetente, não só nas coberturas de espetáculos artísticos nacionais, mas na total falta de atenção com os astros internacionais (*realmente dignos de atenção) que, enfim, com a “geladeira vazia ou não” chegam nesse “cu do mundo”.
Exatamente como aconteceu no ano passado nos shows da banda The Cranberries, essa imprensa limitada e alardeadora de fofocas de “BBBostas”, não está dando nenhuma atenção à ilustre presença da sempre excelente cantora americana Cyndi Lauper, famosa nos anos 80 pelos hits “Girs Just Wanna Have Fun”, “Time After Time” e “True Colors”, que está no Brasil desde a semana passada para uma turnê em sete capitais.
Lauper se apresentou no último dia 19/02, no Recife (Chevrolet Hall); no domingo, dia 20, no Rio de Janeiro (no Vivo Rio); nos dias 22 e 23/02, em São Paulo, (no Via Fuchal) e tem ainda Goiânia – dia 25 (no Atlanta Music Hall); Cuiabá – dia 26 (no Centro de Eventos Pantanal); Brasília – dia 27 (Centro de Convenções) e Porto Alegre, no dia 1º de março. Salvador? Nem para puxar trio de Ivete no Carnaval ela foi chamada!
Mas é bom deixar bem claro um aviso para quem pretende conferir algum desses shows da turnê da Lauper no Brasil só para encontrar uma imagem que lembre a mulher de cabelos, som e visual multicoloridos dos anos 80: nada lembra aquela louca maravilhosa lá dos anos 80.
A primeira parte da apresentação com que a estrela de 57 anos (*e com uma aparência muito melhor do que a de Madonna, 52) abre o show é dedicado ao blues, gênero que domina o seu mais recente álbum, “Memphis Blues” (2010), se bem que eu prefiro os discos “At Last” (2003), “Bring Ya To The Brink” (2008) e o "The Body Acoustic" (2006). Mas, se você é do tipo que não curte blues chegue uma hora atrasado.
Cyndi Lauper anda fechando com “festa” seus shows regados a blues.
A versão brasileira do disco da Lauper conta com a participação do saxofonista carioca Leo Gandelman, que se juntou à cantora no palco do Rio e em São Paulo. A percussionista Lan Lan (*da banda de Cássia Eller) também foi convocada para todos os shows. Pelo Twitter, ela já tinha me dito que iria tocar na abertura dos shows da Lauper. E numa entrevista ao portal G1, Lauper falou sobre os m´pusicos brasileiros: “Fui apresentada a eles pela minha gravadora no Brasil. São dois músicos incríveis. Eu fiquei empolgada em tê-los nos shows. Mal posso esperar em ter outra mulher no palco comigo. Nunca tive percussionista na minha banda antes, e ela é ótima”.
Mas os anos 80 também estão representados na segunda parte do repertório, seja em canções lentas como as já citadas “True Colors”, “Time After Time”; ou as mais agitadas como “She Bop” e o clássico “Girls Just Want To Have Fun”. Prova de que, como diz a letra, as garotas ainda querem se divertir.
“Muita gente acha que nos anos 80 a música era só um modismo, mas discordo. Havia artistas únicos. Foi um grande momento para a música e, recentemente, parece que as pessoas estão reconhecendo isso. Há música boa agora também. Como em qualquer época, há o que é ótimo, o que é bom e o que é nada bom”, analisou a lindona cinquentona. A última passagem da cantora pelo país foi em 2008.
Arrasando no palco em São Paulo.
Mas para quem não vai poder conferir os shows ao vivo da Lauper, podem então acompanhar alguns trechos gravados por fãs no YouTube, ou então, melhor ainda, conferir a sua participação no programa "Altas Horas", do Serginho Groisman, da Rede Globo, nesse sábado, 26/02, após o “Supercine”. As gravações aconteceram na última segunda-feira, 21/02, em São Paulo. Usando um decote generoso em um sóbrio terninho preto, Lauper encantou, cantou e ainda confessou: “Comecei cantando Janis Joplin, estou voltando às origens”, explicou ela durante o programa, exibindo um penteado pra lá de moderno.
Famosa por seus cabelos coloridos, Lauper deu risada ao ver no telão imagens de diversos looks que teve ao longo da carreira, surpreendendo-se com foto da fase ruiva. “Me diverti demais com este cabelo, mas o amarelo é meu favorito. Tive cabelos de diversas maneiras, sempre dependendo do que eu queria passar. Engraçado como a moda vai e volta e as pessoas riem disso depois”, falou.
Elogiada e apontada a todo momento como ídolo pela plateia – formada em sua maioria por adolescentes -, Lauper falou ainda da alegria de ver seu trabalho admirado por pessoas das mais variadas idades. “Música passa de geração para geração. Eu mesma sou uma pessoa que também foi influenciada por outros cantores de gerações anteriores, e espero que não tenha bagunçado a cabeça de vocês com minha música”, disse.
A cantora ainda revelou a fórmula de uma carreira de décadas. “Me disseram, logo que comecei, que minha música devia ser descartável, mas eu disse não. Depois do primeiro sucesso, pensei que não faria outros sucessos, que seria difícil continuar no topo. Mas tive que continuar, pagar minhas contas… E as coisas são assim: depois o sucesso veio. Isso porque nunca fiz músicas que fossem descartáveis”, detalhou, comparando-se com ídolos teens da atualidade. “Só o tempo vai dizer se este tipo de arte deles vai continuar”, emendou, se referindo a artistas como Lady Gaga, Katy Perry e Justin Bieber.
Atenta às entrevistas com os outros participantes do programa – o músico Lobão, a atriz Alice Braga (*sobrinha de Sônia Braga) e o comediante chatinho Bruno Mazzeo -, a cantora se mostrou divertida e simples, a ponto de se sentar ao lado de fãs na platéia, e até opinar sobre sexo durante o quadro do tema. “Existe camisinha feminina! Se prevenir contra a Aids também está nas mãos das mulheres”, ensinou, revelando detalhes da sua intimidade quando o assunto foi sexo aos 9 meses da gestação. “Eu até que tentei, mas não deu…desculpa!”, declarou, as risos. Não deixe de conferir!
+ Veja a Cyndi Lauper (*filmada por fã) cantando “Change Of Heart” e “Girls Just Wanna Have Fun” ao vivo no Rio de Janeiro, em 20/02/2011:

>>> Confira também mais fotos da Cyndi Lauper aqui.
fotos: divulgação

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ORAÇÕES PARA BOBBY

“Mas se Deus é tão poderoso e perdoa tudo, por que não salvou a vida de Bobby?”
Por Elenilson Nascimento
Acabei de assistir – depois de ter tentando baixá-lo umas 20 vezes – esse filme que é um dos melhores que eu já vi nos últimos tempos. “Orações Para Bobby” é um desses filmes que te pega de jeito, apesar da direção, por exemplo, ter sido muito simplista, sem ousadias – com alguns maneirismos estéticos irritantes e estranhos, principalmente em alguns enquadramentos (*essa coisa de câmera balançando é muito clichê). Mas, com certeza, se esse aspecto fosse mais contundente e menos convencional, o longa teria ainda mais impacto e seria muito mais comentado e assistido.
Todavia, esses defeitos ficam pequenos demais perto de uma história real tão certeira em suas emoções e verdades. Infelizmente vivemos em um mundo cheio de hipocrisia e mentiras, onde a condição do outro pouco importa nas nossas imensas listas de afazeres urgentes. Mas “Orações Para Bobby” não é um desses filmes da moda com final feliz, e sim, um filme que mostra que depois do final infeliz pode ainda haver algum recomeço. É um filme surpreendentemente para refletir e chorar muito!
O filme é baseado no livro homônimo publicado pelo jornalista Leroy Aarons, em 1995, que é fundador do “National Lesbian And Gay Journalists Association”, e abre uma discussão na trilogia “homossexualidade-família-Igreja”. Tanto o livro quanto o filme tratam da angústia do jovem gay Bobby (*na foto ao lado com a mãe Mary Griffith), que, desde os 16 anos, teve sua homossexualidade revelada para a família e diante de muita pressão psicológica, se suicida aos 20 anos de idade, no ano de 1979. Mas até chegar a este ponto extremo, Bobby enfrentou o preconceito dentro da sua própria casa e as intervenções religiosas da mãe para afastá-lo do pecado, ao ponto de ela dizer que ele iria queimar no inferno.
Um filme essencialmente dirigido para as mães de gays, especialmente aquelas que não aceitam seus filhos como eles são. Que elas tenham, ao final do filme, o mesmo pensamento de Mary: “Eu sei por que Deus não ‘curou’ o meu filho. Ele não o curou porque não havia nada de errado para ser curado”. Emocionante!
A relação maternal tumultuada entre Bobby e sua mãe Mary, interpretados pelos excelentes atores Ryan Kelley, 22, e a veterana Sigourney Weaver, 59, ela mesma de “Alien”, é mostrada de forma contundente: a própria mãe submete o filho a tratamentos médicos duvidosos, a maneira como a Igreja e a sociedade tratam as minorias e a falsidade e a hipocrisia como o tema é tratado.
Mas não pense você que é um filme apenas para levantar bandeiras e fazer chorar, pois não termina com a morte de Bobby, mas com tudo o que vem depois. E para a mãe Mary, o depois seria o inferno provocado pela sua intolerância, pois seu filho teria cometido o “pecado” de ser gay. “Eu não vou ter um filho gay”. Essa é a última frase que Mary disse para Bobby. A cena de ele pulando de uma ponte e acabando com sua própria vida com apenas 20 anos de idade é de fazer tremer qualquer um.
O filme faz questão de enfatizar que a mãe do garoto acreditava que gays são pessoas que fazem sexo em banheiros públicos, são depravados suscetíveis a qualquer tentação carnal, malditos, infectados de doenças, promíscuos e que são assim porque escolheram. E esse é o pensamento de boa parte das pessoas – inclusive de muitos educadores.
Angustiada, Mary questiona-se o tempo todo. Como poderia um garoto tão bonito, bom e puro de coração ir para o inferno? Querendo cuidar da alma do filho morto, Mary procura respostas na própria religião, mas não as encontra tão fácil, pois começa a questionar o que a Igreja trata como correto e ou não. Para muitos, pouco importaria saber se sua alma estivesse no céu ou não. Mas a sua maior preocupação era essa: saber para onde foi a alma do filho.
O filme faz questão de enfatizar o que a maioria das pessoas pensam dos gays: que são uns depravados suscetíveis a qualquer tentação carnal, malditos, infectados de doenças, promíscuos e que são assim porque escolheram.
Mary vasculha o quarto do filho para encontrar estas respostas, e se depara com um diário. Nele está escrito o que muitos gays sentiram, ou ainda sentem, quando se fala dos gays como algo distante do núcleo familiar, coisa pecaminosa e algo ruim. O diário mostra também a neurose em relação ao isolamento e do abandono das pessoas mais próximas, como a família e os amigos. “Eu não posso deixar que ninguém saiba que eu não sou hetero. Isso seria tão humilhante. Meus amigos iriam me odiar, com certeza. Eles poderiam até me bater. Na minha família, já ouvi várias vezes eles falando que odeiam os gays, que Deus odeia os gays também. Isso realmente me apavora quando escuto minha família falando desse jeito, porque eles estão realmente falando de mim. Às vezes eu gostaria de desaparecer da face da terra”, escreveu Bobby no diário.
A emocionante cena da morte de Bobby.
SUPERAÇÃO – Tal angústia materna supera e vence os ranços da falsidade religiosa, quebra paradigmas sobre a palavra de Deus e suas interpretações por parte dos intolerantes e homofóbicos. Principalmente no clichê de que Deus abomina o pecado, mas ama o pecador. Mas se Deus é tão poderoso e perdoa tudo, por que não salvou a vida de Bobby? É entre a palavra de Deus e a memória do filho que Mary tem que escolher. E o faz da forma mais humana, ainda que tardiamente.
E o cinema, ao meu ver, depois do excelente “Philadelphia” (1993) com Tom Hanks, nunca conseguiu realizar um filme sobre esse tema com tanta sensibilidade. Chorei horrores. E nisso incluo, também, o cultuado “O Segredo de Brokeback Mountain” (2004) e o mais recente e ganhador do Oscar “Milk – A Voz da Igualdade” (2010).
Uma pena que “Orações Para Bobby” tenha sido feito só para ser exibido na TV – ou seja, destinado a não ter grande repercussão. É um trabalho que, certamente, merecia um reconhecimento mais amplo, pois encontramos nele uma abordagem diferente sobre o mundo gay: trata puramente sobre as emoções, deixando de lado o tão explorado lado sexual. Um filme fundamentalmente importante, maravilhoso e emocionante! Baixe abaixo:
>>> baixe aqui <<<
Até a apresentadora americana Oprah Winfrey, uma das personalidades televisiva mais bem paga, segundo uma lista publicada pela revista Forbes, deve ter tomado muitos “Paracetamol” porque divulgou que a “sua cabeça chegou até a doer de tanto que chorou” assistindo “Orações Para Bobby”.
fotos: divulgação
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SOMOS UM PAÍS DE IDIOTAS!

“‘Então morra’, disse o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, para moradora.”Por Elenilson Nascimento
É lamentável o comportamento de certos políticos nesse país. Quanto mais leio notícias a esse respeito, mais me convenço que vivemos em um país de IDIOTAS... Sim, todos nós o somos, por permitirmos que o Brasil, com tantos recursos, tenha se transformado em um antro de canalhas locupletados e patifes... Um país de cidadãos que não sabem dos seus direitos e de juízes e demais autoridades que não conseguem nem cumprir leis que deveriam beneficiar a todos.
Reclamamos das leis brandas, falta de leis para determinados casos, favorecimento a criminosos, corrupção... No entanto não somos(?) nem capazes sequer de cumprir as leis que regem as coisas mais simples. Duvida? Veja do meu exemplo recentemente, com relação ao péssimo atendimento na Caixa Econômica aqui – não deu em nada.
Falamos mal da política, dos políticos, da roubalheira... Mas esquecemos que eles estão naquela posição porque nós, os idiotas, os colocamos lá. Assim, nada mais justo que eles, os espertos, protejam-se uns aos outros, como fez o IDIOTA-MOR do ex-presidente Lula, em suas declarações com relação ao espertalhão-MOR Sarney, ladrão velho (*ou será velho ladrão?) que nos rouba a tanto tempo graças à burrice do povo do Maranhão, seguidos depois pelo povo mais idiota ainda do Amapá, que insistem em reelegê-lo.
Por outro lado, o idiota do povo paraense, insiste em manter o poder dos Barbalho, votando novamente nele, através do seu filho Helder, que vai comendo pelas beiradas em Ananindeua, região metropolitana de Belém, preparando-se para breve dar o bote na capital, ou quem sabe no próprio estado. Na Bahia, o povo imbecil, no qual me incluo, vota no Jaques Wagner e no "prefeito mamão" João Henrique por causa das propagandas enganosas transmitidas em propagandas que ambos gastam milhões retirados dos cofres públicos. E por aí vai.
Já a última “putaria” e falta de respeito partiu do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), que discutiu nesta última segunda-feira, 21/02, com uma moradora de uma comunidade onde, no domingo, 20, uma mulher e duas crianças morreram soterradas sob um barranco que desabou.O prefeito dizia, em entrevista a uma rede de TV local, no alto da sua arrogância, que as pessoas na comunidade Santa Marta, zona norte da capital, ajudariam a prefeitura “não fazendo casas onde não devem”, ao que uma moradora não identificada interrompeu: “Mas a gente está aqui porque não tem condição de ter uma moradia digna”. O prefeito respondeu: “Minha filha, então morra, morra”.
Depois, a moradora disse que, se era assim, “então vamos morrer todos”, ao que o prefeito questiona sua origem. Quando ela responde ser do Pará, ele encerra a discussão dizendo: “Então pronto, está explicado”. Tá explicado o quê? Só para lembrar que em 26 de novembro do ano passado, durante visita a Manaus do então presidente Lula, o Amazonino Mendes foi vaiado durante sua fala. “Nunca na minha vida sofri esse tipo de constrangimento. Se o Amazonino não tiver a aprovação do povo, vocês vão ter outro prefeito, porque eu vou sair. Eu vou mandar fazer uma pesquisa e se for negativa eu renunciarei o meu mandato”, disse o prefeito depois da vaia. Tadinho!
SOMOS OS CULPADOS – Caro leitor, olhe a sua volta e veja o lixo que impera nas ruas, alguns dos quais são jogados pela janela das casas ou carros. Observe quantos carros atravessam o sinal vermelho em apenas uma hora, em qualquer cruzamento nas cidades. Em quanto você já foi extorquido nas ruas ao estacionar seu carro, por um outro idiota que se julga merecedor do seu dinheiro, porque você estacionou “na vaga dele”? E o cúmulo da idiotice: protestamos veemente quando alguém vai preso por um “crime menor”, como se houvesse diferença entre crimes e criminosos... E quanto à esse políticos safados? Vamos continuar votando neles porque somos uns IDIOTAS!
Os idiotas de São Paulo elegeram o Maluf, depois Marta... Os idiotas da Bahia mantem os Magalhães durante anos (*a começar pelo desprezível, violento e coronelialista Antônio Carlos)... E continua seguindo o desfile.
Nossas dificuldades abrangem todo tipo de situação; (des)emprego, saúde, moradia, corrupção, etc... Mas será que se eu sair hoje às ruas das capitais encontrarei alguém protestado quanto a isso? Acho que não! Afinal estamos às vésperas de Carnaval, e se marcarmos uma assembleia, uma reunião, um seminário ou o que quer que seja para tentar mudar essa situação, DÚVIDO que apareça alguém. Afinal estamos em pleno verão (praia lotada, cerveja, bundas expostas), o “mengão” vai jogar (estádio lotado), temos ainda o paredão do BBBosta hoje e também é mais um dia para tomarmos uma cerveja (bares lotados) ou qualquer outra p. que nos distraia da situação que nós mesmos criamos.
Enquanto isso, os impostos – que não servem para nada – nas alturas, a gasolina adulterada vendida aqui é mais cara que aquela que a Petrobrás exporta, bandidos pobres saqueiam idiotas pobres e outros nem tanto, e o governo continua e continuará arrecadando dos idiotas, a Globo mascara e exibe aos idiotas, os bispos das igrejas evangélicas oram e pedem grana e os idiotas ajoelham... IDIOTAS!!! Agora, clique e assista o Amazonino Mendes:

imagens: reprodução

domingo, 20 de fevereiro de 2011

EXPOSIÇÃO “MAR REVOLTO”

O “Acústico Show Bar”, localizado na Costa do Sauípe (BA), tem o prazer de convidar a todos para a exposição de fotos e textos “MAR REVOLTO” do escritor Elenilson Nascimento e do fotógrafo Bernardo Vasconcelos.
Os artistas baianos apresentarão trabalhos compostos de 50 fotos e 20 textos que remetem às memórias de suas infâncias dando destaque à tênue relação com o mar da Bahia, com a participação da banda de jazz “Nostradamos” cantando os versos de Caymmi e recitando as letras de Elenilson sobre esse mar que teve a sua forma recriada através do vazio.
Idealizada e realizada pelo Instituto Istande em parceria com o American Museum Of Natural History (AMNH), “MAR REVOLTO” tem origem na exposição “Water: H2O = Life”, apresentada em 2007, no célebre prédio no Central Park West, em Nova York.
Imagem sobre desenho de Carybé.
Sob curadoria de Agenor Villas Dantas, “MAR REVOLTO” foi integralmente concebida no Brasil e para o Brasil. Em termos de espaço, diversidade e alcance, a mostra é tão boa quanto a americana. Os 800m² do pavilhão do “Acústico Show Bar” foram ocupados com estações interativas, fotografias de Bernardo Vasconcelos, peças do acervo, aquários reais e virtuais, trechos de textos dos livros de Elenilson Nascimento e instalações audiovisuais que relacionam de forma multidisciplinar conteúdos artísticos, ambientais e científicos com o mar como o tema central proposto.
Local: Acústico Show Bar, Costa do Sauípe (BA)
Datas: de 21 a 26 de fevereiro de 2011
imagens: divulgação

CENA INÉDITA DE “LUA NOVA”

“Quer gritar quando o Jacob tira a camisa? Grite, mas baixo! Com classe!”
Por Elenilson Nascimento
Quem me acompanha no Twitter ou no Facebook já com certeza sabe, mas, enfim, não sou adorador desses filminhos da moda, muito menos vou ao cinema com a intenção de conferir o último lançamento da última estrelinha criada por Hollywood. Na época do lançamento de “Lua Nova”, segundo filme da saga dos vampiros e lobinhos bomzinhos de “Crepúsculo”, fui arrastado na primeira exibição brasileira de “Lua Nova” que rolou em BH. Era uma pré-estreia fechada, para vencedores de promoções e alguns poucos jornalistas.
Mas, inicialmente, eu quero dizer algumas coisas — especialmente para as fãs malucas que vira e mexe aparecem aqui para me detonar: admito, o segundo filme é INFINITAMENTE MELHOR que o primeiro; a trilha sonora é absurdamente fodaça; a quantidade de gostosas e jungle birds na sala de cinema foi impressionante; a umidade relativa do ar ao final da sessão foi sensacional, e… aquelas garotas histéricas: vocês leram os livros e eu entendo (*mentira, não entendo, mas finjo que sim) a emoção que vocês sentem ao ver os personagens na tela, principalmente o lobinho bombado.
Agora, parece que o quarto filme da série “Crepúsculo”, baseado no livro “Amanhecer”, terá estreia mundial no dia 18 de novembro de 2011 nos cinemas e camelôs. Será levado ao cinema pelo diretor Bill Condon (*de “Dreamgirls” e “Deuses e Monstros”). Essa última estória será dividida em dois longas, com o primeiro chegando aos cinemas em novembro. Tudo isto você, fã da série criada por Stephenie Meyer, já sabia, mas a novidade é que a saga “Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2”, o último filme da série, também já teve anunciada sua data de lançamento nos cinemas: 16 de novembro de 2012, ou seja, um ano após a primeira parte. Desta forma será também mantida a tendência dos filmes da série estrearem ao término do ano. A única exceção foi o fraco “Eclipse”, lançado em junho nos cinemas.
Mas POR FAVOR, tenham respeito com quem vai está lá assistindo ao filme — e só isso, como eu, que não leu todos os livros da série, só assistiu aos filmes por obrigação da profissão – até já escrevi sobre um dos livros – e estava, apesar de tudo, trabalhando. Ficar falando cena por cena, comentar coisa por coisa… Não é legal. Quer gritar quando o Jacobaquele que acha que os brasileiros são mal educados – tira a camisa? Grite, mas baixo! Com classe! Quer torcer contra o beijo dele com a Bella? Tudo bem. Mas fique por aí. Ok? Confira abaixo a cena inédita do Edward dizendo que pode ser Britney, Madonna, Demi Moore, Pérez Hilton, Gisele. Menos a Angelina Jolie. Confiram abaixo! No mais, até outro dia com um texto bem mais completo falando mal de alguma coisa (ou não).

* A foto que ilustra esse post é a primeira foto de "Amanhecer", novo filme da saga "Crepúsculo", que deve chegar aos cinemas brasileiros em novembro de 2011.
foto: divulgação

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A MAIOR IRONIA

“Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação -, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito.”
Por Lya Luft *
Com o ensino cada vez pior - e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação -, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo.
Fico imaginando como será em algumas décadas. A ignorância alastrando-se pelas casas, escolas, universidades, escritórios, congressos, senados... Multidões consumistas ululando nas portas e corredores de gigantescos shoppings, países inteiros saindo da obscuridade - não pela democracia, mas para participar da orgia de aquisições, e entrar na modernidade. Em algumas coisas sou pessimista: essa é uma delas.
Mas acredito que os que ainda quiserem pensar, estudar, descobrir, inventar, pintar, dançar, cantar ou escrever vão viver numa espécie de ilha. Talvez em universidades tradicionais ou ultra-adiantadas, ou no aconchego de bibliotecas em casa, praticamente todas de e-books ou recursos com que nem sonhamos, exigindo pouco espaço.Já existem em países adiantados intelectuais, pensadores, pesquisadores, cientistas pagos simplesmente para pensar. Criar, inventar, descobrir. Um deles, meu conhecido, cujo hobby é tocar piano, conseguiu, sem ter de pedir, uma sala enorme à prova de som, para tocar altas horas ou de dia, sem incomodar vizinhos.
As atuais agitações em países do Oriente me fizeram pensar que a filosofia (os gregos) foi substituída pela religião, a religião pelas ideologias, e as ideologias, atualmente, pelo consumismo. Não sou contra consumir, gosto do meu celular eficiente e relativamente moderno, embora saiba que em poucas semanas, ou dias, ele estará ultrapassado. Isso não me incomoda. Não me deixa ansiosa por trocar este por outro, que em pouco tempo também deverá ser substituído, numa compulsão idiota. Não gosto é dessa compulsão idiota. Meu computador e meu notebook são atualizados e eficientes, mas não me importa que em algumas semanas estejam superados, desde que funcionem bem.
Gosto de poder trocar de carro quando o outro bate biela (não sei o que é biela mas ouvi falar). Porém, nem posso nem desejo estar sempre com o último modelo, ou o mais luxuoso. Diante da miséria de meu país, acho que isso me envergonharia, como caríssimas joias e bolsas ou roupas de grife. Vivo uma busca de simplicidade, que ajuda bastante a viver curtindo mais e melhor as coisas boas que existem no meio do horror. Podem ser simplíssimas, como um livro interessante, um Mozart profundo, as crianças que correm no jardim de uma casinha que temos na montanha. Um casal de guaxinins fez seu ninho embaixo da varanda, nosso novo encantamento. Se a gente não consegue coisas desse tipo, a vida fica pesada demais. Corrida demais. Relógios demais, compromissos demais, bebida, comida, contas demais, e de repente a velha prostituta que chamamos Morte revira seus olhos sinistros de gato, limpa os bigodes e prepara o bote.
E nós, onde estamos? Em casa, na cama, na loja, no bar, na praia, na multidão enlouquecida, na solidão do hospital - ou rodeados de alguns afetos essenciais? Ou sozinhos, mas apaziguados? Ou em alguma ilha, que pode ser de artistas ou pensadores dignamente valorizados, ou no minúsculo escritório, ou quarto, em casa, sentindo o contentamento de alguns momentos bons, ou simplesmente refletindo, contemplando?
Vamos ter "aproveitado" a vida, coisa que se aconselha aos jovens desde o tempo de minhas avós - aos rapazes naturalmente, naqueles tempos de moças recatadíssimas -, vamos continuar infantilizados, ou vamos melhorar um pouco como seres humanos? Ou isso tudo não nos interessa nadinha (o que é mais provável)?
O que vai ser, o que vamos sentir, alegria ou tormento, ansiedade inútil ou trabalho de crescimento pessoal, e como vamos enfrentar as unhas afiadas daquela velha dama de gélidos olhos? Quase sempre depende de nós, que giramos feito baratas tontas em busca da última novidade, do mais moderno acessório, da mais louca diversão. E essa é a maior ironia.
* Lya Luft iniciou sua vida literária nos anos 60, como tradutora de literaturas em alemão e inglês. Já traduziu para o português mais de cem livros, e entre eles, destacam-se traduções de Virginia Wolf, Reiner Maria Rilke, Hermann Hesse, Doris Lessing, Günter Grass, Botho Strauss e Thomas Mann. Ela diz que traduzir é sua verdadeira profissão e que faz tradução para só ganhar dinheiro. Mas seu desejo é aproximar o escritor estrangeiro do leitor brasileiro. Confessa que não pode ser inteiramente fiel, porque pode-se correr o risco de ninguém entender nada. Mas não faz um carnaval em cima do texto alheio, não inventa, não cria frases que não existem. Hoje, tem uma coluna na “Veja” e seus livros estão entre os dez mais vendidos do Brasil.
fonte: Veja
imagens: reprodução

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ALEXANDRE GARCIA FALA DA (PÉSSIMA) EDUCAÇÃO

Muitos professores têm um avanço pequeno com os alunos quando a criança está inserida em um ambiente de descrédito na educação. Segundo Alexandre Garcia, que disse ainda que alguns desses professores confidenciaram que têm medo dos próprios alunos, sem educação não há saúde, não há segurança, não há democracia e não há futuro. Como fazer justiça na educação, senhor Alexandre? O senhor já deu alguma aula nessas escolas sucateadas?

É PARA ISSO QUE VOTAMOS!

“Acho que temos que retomar os debates, a começar pela questão da importância desses deputados milionários no Congresso que nada fazem e ganham milhões.”
Por Elenilson Nascimento
Infelizmente, nem o capitão Nascimento, nem ninguém, nos salvará desse marasmo que vivemos. O Congresso Nacional como os seus deputados engravatados exibe a nossa impotência, diante do crime e da desordem republicana, nossa dolorosa decadência provocada pela política imunda que paralisa o país.
Hoje, o Congresso votou – mesmo com a insatisfação da Dilminha – pelo aumento do salário de fome para R$545, como se isso fosse resolver todos os problemas da família brasileira. Mas o PMDB já começou hoje mesmo a cobrar a fatura do Palácio do Planalto, como se esse aumento ridículo fosse quebrar os cofres públicos. E o aumento que esses descarados se deram de R$ 16,5 mil para R$ 26,7 mil? Isso eles não discutem mais!
Hoje postei no Facebook e no Twitter que eu acho muito engraçado o comportamento desse pessoal nas redes sociais, pois quando um “famoso” (*pode até ser subfamoso da escola BBBosta) posta um comentário dos mais banais possíveis, do tipo: “Fui passar um fax!”, acaba recebendo mais de um milhão de respostas. Os f.d.p. no Congresso Nacional ainda estão fazendo novela para aprovar R$5,00 no aumento do salário e esse “povinho de merda” desse país não faz absolutamente nada. Sem educação, a política sempre será um circo e os nossos impostos e a nossa inteligência acabam escoando pelo ralo.
Acho que temos que retomar os debates, a começar pela questão da importância desses deputados milionários no Congresso que nada fazem e ganham milhões. Também não vejo, no Brasil de hoje, debate mais importante do que sobre a violência e a segurança pública. Mas segurança pública não tem mais a ver só com a tragédia das vidas que se vão por conta da guerra “polícia-tráfico-com-moradores-no-meio”, tem a ver sim, por exemplo, com o aumento de verbas para a Previdência e para a Saúde.
E, quando falo de violência urbana, quero lembrar que se para nós, que ganhamos um salário ridículo mas que temos onde dormir à noite, a chapa já tá quente há muito tempo, imaginem para quem não pode sair de sua casa por ordem de um traficante, quem tem que passar a noite no chão com medo de bala perdida, quem é esculachado e desrespeitado por essa polícia cada vez mais assassina, quem não pode falar com o parente da comunidade vizinha por ordem do poder oficial, ocupante do vácuo deixado pelo poder instituído que, por sua vez, vem historicamente negligenciando essas pessoas.
Isso é um fato: as maiores vítimas da violência urbana no Brasil são os moradores das favelas, somos nós que sobrevivemos num país sem oportunidades. Estou convicto: não há armas mais poderosas de combate à violência e á intolerância do que educação, cultura, lazer, esporte, bem-estar social e geração de emprego. Mas não essa educação de fachada propagandeada pela prefeitura de Salvador que o maior investimento que fez na educação até hoje foi ter comprado mochilas para os alunos. E, mais uma vez, recorro ao capitão Nascimento, no “Tropa de Elite 2”: "Enquanto o único braço do poder público que sobe a favela for a polícia, não haverá solução."
Não se iluda: a ressaca é nossa.
fotos: KibeLoco

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

MAS UMA OLHADINHA DE NADA NÃO TIRA O PEDAÇO!

“Garota põe câmera na bunda para flagrar olhares indiscretos.”
Vídeo com câmera escondida flagra olhares para a bunda de uma menina na rua.
Vídeos inusitados são os que mais fazem sucesso no YouTube. E eu adoro. Nessa semana, o vídeo que mais fez sucesso, com mais de 440 mil visitas em 3 dias, apresenta flagras de olhares indiscretos (masculinos e femininos) para a bunda de uma garota deliciosa que colocou uma câmera escondida bem no objeto de desejo de 99% dos humanos.
A ideia de duas garotas era saber o que acontece atrás das pessoas quando se caminha nas ruas. Por isso, as sacaninhas saíram pelas ruas de Los Angeles, nos Estados Unidos para realizar a experiência.
O resultado é que os homens (*até os já acompanhados), em maioria, olharam para a bunda da menina no vídeo. Mas, para a surpresa delas, mulheres também olharam para as curvas. É engraçado, mas aqui no Brasil isso não é nada demais. Coloca essa câmera nos homens que eu garanto que elas fazem a mesma coisa. Confira o vídeo abaixo:

ENTREVISTA COM O MÚSICO GLEYDSON SILVA

“Tenho ainda muito que crescer, ainda tenho que aprimorar mais e mais, mas meu gosto musical e minha vontade de querer fazer músicas boas vão ajudar rapidamente a encontrar minha identidade musical.” (G.S.)
Por Elenilson Nascimento
O jovem cantor Gleydson Silva é uma simpátia e se diz um encantado pelo Carnaval da Bahia. E, ao contrário de Moraes Moreira, ele se diz amante justamente desse formato de cordas, abadás, blocos e puxadores cantando axé music. Mas é justamente no Carnaval que você vê nitidamente em que nível a sociedade se encontra, na festa exacerbada onde você vê reações, a violência ou não violência, os conflitos. Ali eles ficam todos aflorados. Através do Carnaval você mede em que nível está a sociedade e como ela se encontra, em que nível de satisfação ou não. Se o Carnaval é ainda considerado “uma coisa muito reveladora”, como afirmou Gleydson nessa entrevista exclusiva, eu aqui lamento muito o fato do Carnaval da Bahia ser hoje totalmente elitizado, mas talvez um dia esse formato com essas “estrelinhas do axé e seus super-trios” está em declínio.
Nascido em 1990, Gleydson ainda era um espermatozóide quando a Daniela Mercury gritava que a “cor dessa cidade sou eu”, mas não se engane com relação à pouca idade do rapaz, pois ele anda chamando muito à atenção no Ceará, e em breve estará agitado no cenário musical brasileiro.
Ele escreveu na sua página do Orkut que, desde pequeno, juntamente com os seus irmãos, montou uma banda com as panelas de casa e com uma escova de cabelo que fazia o seu microfone. E sempre com o astral lá em cima, Gleydson conta que sempre sonhou com o palco e o trio, e que desde os 14 anos vem tocando em bandas e agitando nas noites do Ceará. Durante os quatro anos cursando Jornalismo, teve a oportunidade de fazer participações e subir pela primeira vez no palco, junto a cantora Rafaella Manville. Mas, longe de parecer nostálgico, Gleydson aposta em um novo formato para fazer a festa no Carnaval, mais democrático e com espaço para o povo. Diz que não tem necessidade de estar entre os mais executados das rádios e se entusiasma com o nome que vem fazendo no mercado fonográfico.
Elenilson – Como começou sua paixão pela música?
Gleydson Silva – Não se inicia paixão pela música, já se nasce com o coração apaixonad
o pela música, mas como já foi dito a vontade de cantar vem desde minha infância. Eu sempre quis comandar uma banda animando a galera em cima de um palco ou trio. Minha paixão pelo axé vem desde muito tempo!
Elenilson – Conte-nos como foi sua jornada até chegar aos palcos do Ceará?
Gleydson Silva – Muito duro. Aqui no Ceará o foco é forró. O público para o axé sempre teve, mas banda que mostrasse um bom desempenho é difícil encontrar por aqui. São poucos os que conseguem obter espaço no Estado. Sempre ao querer montar minha banda sempre escutei de músicos e pessoas falarem que axé não tem espaço, mas eu pude desde cedo perceber que espaço tem,
só não tem boas bandas que ocupem esse espaço, além de forró, a swingueira tem espaço e muito.
Elenilson – Gleydson Silva é cantor de axé, pop, MPB , mas qual o ritmo que você prefere?
Gleydson Silva – Sou ca
ntor de músicas que faça as pessoas felizes. Sou apaixonado por axé e desde minha infância sonhei em cantar axé. A batida da percussão a massa agitada faz meu coração bater bem mais forte!
Elenilson – Caçando você pela rede, acabei ficando impressionado com a sua versatilidade: axé, sertanejo e até música internacional. Como surgiu esta vontade de ser artista?
Gleydson Silva – Desde pequeno, sonhava com música. Sempre quis “me aparecer”, sempre me vi em cima de um palco, animando as pess
oas e ver milhares de sorrisos ao me escutarem, mas no começo era só imaginação. Eu tinha costume de pegar panelas, o teclado do meu irmão e montava a minha banda na garagem de casa e com a escova de cabelo nas mãos fazia meu show. Mas foi na adolescência que eu decidi mesmo ter minha carreira de cantor. E eu nunca tive preconceito por música, sempre escutei de tudo. Já cheguei até a escutar rock pesado. Para a minha pessoa não existe tempo ruim, qualquer estilo musical é capaz de arrancar mais batidas do meu coração e um sorrisão bem gostoso de felicidade. (risos)
Elenilson – Muita gente comenta que o axé não é música e sim ritmo. Mas existem alguns cantores que têm mostrado que isso não é verdade, inclusive tocando músicas que poderiam ser tocadas em qualquer rádio pop. Como você vê isso e
convive com isso?
Gleydson Silva – Sempre tive na minha cabeça que ritmo e música são dois nomes que caminham juntos. Sem o ritmo não existe música e sem música não existe ritmo. Mas se v
ocê fala sobre a letra da música, sinceramente, a falta de uma letra de boa qualidade afeta vários estilos musicais, tanto no axé, como no rock, no funk, no forró. Músicas com letras ruins têm em todo lugar, e o axé tem também várias canções com belíssimas letras. Eu adoro escrever minhas músicas que falem de amor, sempre fui muito romântico.
Elenilson – Algumas pessoas falam que o axé perdeu um pouco de sua graça, pois tem “Carnaval” o ano inteiro pelo país e que os grupos e cantores acabam tocando o que todo mundo toca. O axé, de forma geral, se rendeu ao poder imposto pelas gravadoras?
Gleydson Silva – Eu já não acho isso. O axé tem uma originalidade que fica na sonoridade das percussões e música surge o ano inteiro, en
tão, sempre vai haver novidades, novas bandas surgindo com uma identidade diferente sem sair da verdadeira base que é o axé. A questão de tocar músicas de outras bandas é uma oportunidade que o axé nos dar, nos mostra que não possui preconceito com outros ritmos e o que tocamos são músicas que estão na boca do povo e que eles curtam. A questão de ter Carnaval o ano inteiro é da nossa cultura e se o axé realmente estivesse perdendo a graça não estaria animando milhares de micaretas no Brasil inteiro, que a cada dia surge uma nova. A galera gosta de Carnaval. Certas bandas se rendem as gravadoras porque buscam ser melhores que as outras, mas não se tocam que a gravadora que mais vai dar reconhecimento se chama público e eles gostam de música boa e que os façam felizes naquele momento, o povão gosta de novidade.
Elenilson – Você disse que o “axé tem uma originalidade que fica na sonoridade das percussões e que música surge o ano inteiro”. Onde mesmo?
Gleydson Silva – Música surge em todo o país até nos cantos menos esperados, agora a mídia em si só divulgam aquelas que acham corretos, mas é o que eu costumo falar, quem procura acha, como foi o seu caso, procurou que me achou!
Elenilson – Todo artista sonha em conseguir uma identidade musical. Você acha que já atingiu esse feito? Como se sente em relação a isso?
Gleydson Silva – Minha identidade acredito que não encontrei, até me considero novo no cenário musical, ainda tenho 20 aninhos e minha carreira iniciou a pouco tempo. Tenho ainda muito que crescer, ainda tenho que aprimorar mais e mais
, mas meu gosto musical e minha vontade de querer fazer músicas boas vão ajudar rapidamente a encontrar minha identidade musical, mas deixo logo claro que adoro ser romântico, então muita música que fale de amor sairá da minha voz.
Elenilson – Quais as suas referências musicais?
Gleydson Silva – Se eu for falar dará um livro (risos). Mas Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Thabata Mendes (de Mossoró), Rafaella Manville, Maristela Muller, Tomate, Saulo Fernandes, Jauperi, Ricardo Chaves, fazem parte dariamente da minha inspiração musical, álém de outros artistas de outros ritmos e estilos musicais que são minhas paixões. Sou apaixonado por Lulu Santos, Maria Rita, Tim Maia, Seal, Beyoncé, Nelly Furtado, quer saber de um negócio eu sou simplesmente apaixonado por músicas boas que contagiam o meu coração.
"Jauperi é um dos artistas que me impressiona muito, sou apaixonado pela música "Acarajé tem dendê" e "Sandália de Couro"."
Elenilson – Com exceção da Leitte, qual o outro artista te impressiona? E qual música deve artista marcou sua vida?
Gleydson Silva – Jauperi é um dos artistas que me impressiona muito, sou apaixonado pela música "Acarajé tem dendê" e "Sandália de Couro". Quando souberem o tamanho do meu calçado saberás porque essa música é minha cara! (risos)
Elenilson – E livros, o que anda lendo?
Gleydson Silva – Estou paradão mesmo de leitura, ultimamente escuto muita música, mas adoro ler um livro antes de dormir. Ultimo livro que li foi "O Elogio da Loucura" de Erasmo de Rotterdan, mas alguns livros de aventura como é o caso de "O Guia do Mochileiro da Galáxia", eu adoro me divertir lendo-o.

Elenilson – O que vem pela frente, já que o sertanejo e a música eletrônica também estão entrando neste mundo elétrico? Duplas, como por exemplo, Alan & Alex, lançaram um CD onde eles tocam músicas de axé e músicas sertanejas com mais pegada e com mais ritmo. Você não acha que isso acaba com a exclusividade dos artistas de axé?
Gleydson Silva – O axé tem espaço para todos, aqui no Ceará Carnaval só toca forró elétrico, tem banda que toca esse estilo musical o ano inteiro. Isso são as novas vertentes que do axé. A musicalidade baiana, mais precisa o axé, tem várias ramificações, vários ritmos que se juntam para mostrar uma novidade e o público gosta disso como eu já disse. E com relação a exclusividade dos artistas, nã
o tem nada a ver, cada um tem sua identidade e se o público está cansando, busca ele recriar, o bom do axé que todos tem que está atentos para sempre trazer novidades, até porque mesmice sempre cansa.
Elenilson – Eu sempre acompanho notícias do mundo da música, a mídia em geral, sempre gosta de noticiar o lado negativo da coisa, como por exemplo, a contínua “briga” entre Ivete e a “chatinha” da Cláudia Leite que, por acaso, você adora. Isso é foco errado da mídia mesmo, ou aquele ar característico da amizade que existia entre as bandas realmente sumiu? Ou o céu está pequeno para tantas estrelas?
Gleydson Silva – Não fale
mal da minha cantora Claudinha não, viu? A mídia sempre gostou de inventar más notícias sobre artistas e Claudinha e Ivete sempre foram focos dos maus informadores, devido sempre estarem no topo das celebridades brasileiras. E os próprios fãs adoram criar richa entre as duas, na verdade a briga que existe são entre eles e acabam afetando as cantores, pois são elas que buscam agredir. Eu sempre fui fãzão de Claúdia Leitte e Ivete sempre fez parte do meu conceito musical. A única briga que existe entre as duas e com certeza dá prazer notar se chama concorrência no mercado, pois as duas são as cantoras mais renomadas do da música baiana.
Elenilson – A polêmica entrevista em que cantor de axé Netinho assumiu ser bissexual, exibida no sempre péssimo “Fantástico”, da Globo, no ano passado, deu muito o que falar. Papinho desnecessário, mas que vende revistas como água. Até aquele “médico retardado”, Marcelo não sei o quê, ex-participante do “BBBosta”, usou o Twitter para brincar com a crítica do cantor com a edição de sua entrevista pela revista eletrônica semanal da Rede Globo. Como você encara essa coisa que muitos artistas resolveram divulgar par ao mundo todo quem eles levam para as suas camas?
Gleydson Silva – Eu acho isso desnecessário, isso não tem nada a ver com o talento que ele vende ao mundo, pois muitos artistas estão sem luz no mercado e buscam aparecer através de polêmicas, sinceramente acho desnecessário MESMO, o pessoal pode até comprar essas notícias, mas não exist
e notícia melhor do que um bom trabalho que possa estar no gosto da sociedade. Polêmica acaba e desaparece rápido e esse estrelismo é momentâneo, não é válido. Eu acho ridícula a questão das pessoas quererem saber da sexualidade ou o que fazem ou deixam de fazer na cama, o problema é que as pessoas querem julgar os outros, mas nunca abrem os olhos para julgarem a si mesmo.
Elenilson – Você tem uma simpatia e um carisma fora do comum. Isso é jogada de marketing ou uma necessidade de sobrevivência?
Gleydson Silva – Adorei essa “jogada de marketing”. Eu sempre fui desse jeito, nunca gostei de beijos do lado e do outro da buchecha. Eu prefiro um abraço bem forte, acho mais verdadeiro. Sou muito tímido, capaz de não falar com as pessoas devido a minha vergonha, por isso, muita gente que não falou comigo me acha um pouco bosal, mas, na verdade, é timidez demais. Se vierem falar comigo eu vou tratar da melhor forma, adoro sorrir para as pessoas, adoro trocar sorrisos. É da minha personalidade mesmo ser simpático e carismático. Odeio ser falso.
Elenilson – Como sempre, você como mais um jovem talento nesse país desigual, provavelmente não deve receber apoio da mídia. Você acha que vai precisar incluir uma música sua em alguma trilha sonora de uma dessas péssimas novelas da Globo?
Gleydson Silva – Qual o cantor não quer ver seu trabalho reconhecido? O espaço mais procurado para ter seu trabalho reconhecido é na mídia e nas novelas é questão de muito sucesso, tenho vontade sim de ver uma canção minha sendo tocado e mostrando uma história de amor em uma novela.
Elenilson – Marisa Monte, Calcanhoto, Arnaldo Antunes, Elza Soares, Jauperi, Mariene de Castro, Nando Reis. Como você explica o sucesso de alguns artistas sem depender da divulgação exclusiva na mídia?
Gleydson Silva – Talento, eu aprendi que quem tem talento e um belíssimo trabalho para ser mostrado não existe empurrão de mídia, a mídia do boca a boca consegue atingir os grandes admiradores de boa música do país.

Elenilson – No ano de 2009, uma das grandes revelações musicais da Bahia, o vocalista da banda Bué da Fixe, Allan Spínola, revelou num jornal local que é viciado em crack, uma das drogas mais devastadoras que existem e que os Poderes Públicos não fazem absolutamente nada para combater. O jovem, de 26 anos, e promissor cantor confessou que era um sério dependente químico e que a sua vida chegou ao fundo do poço e praticamente implorou por socorro. O que aconteceu? Os urubus da mídia baiana ignoraram o fato e a carreira do cara acabou. Como você encara o uso demasiado de drogas tanto no meio artístico como numa roda de bar?
Gleydson Silva – Eu sou amigo de Allan e gostei da forma como a mídia trabalhou em prol deste caso, foi correto mostrar a realidade da cidade em relação ao crack e alertar os políticos e não fizeram como muitos fazem por aí que aproveitam o caso para polemizar em cima do artista. Allan fez o certo, foi bus
car ajuda. Ele deu prioridade a sua vida do que o seu trabalho. Eu sou totalmente contra o uso de drogas, até bebida alcoólica não curto, prefiro água do que uma cerveja gelada.
Elenilson – O que o Gleydson Silva está preparando para 2011? O que os fãs podem esperar mais pra frente?
Gleydson Silva – Na verdade não sou eu que estou preparando. Deus está preparando muita coisa boa para mim. Tô com projetos que em breve irei divulgar, canções minhas irei gra
var, estamos vendo uma oportunidades que está aparecendo, agora é só esperar, pretendo trazer muita alegria e música boa para todos!
Elenilson – Qual recado que você deixa para a galera do LITERATURA CLANDESTINA?
Gleydson Silva – Quero que todos sejam abraçados. Escutem bastante música, abram o coração de vocês para tudo que for de bom, amem ao próximo, distribua muito amor, que nosso mundo está precisando de amor. E leiam muito o Literatura Clandestina do meu amigão Elenilson. Ele tem c
oisa boa para mostrar e eu adoro ler o que ele escreve. Beijosss e um xeru no suvaco!
Ensaiando para posar na “G Magazine”.
O recém-formado jornalista.“Muitos artistas estão sem luz no mercado e buscam aparecer através de polêmicas, sinceramente acho desnec
essário...”
“Certas bandas se rendem as gravadoras porque
buscam ser melhores que as outras, mas não se tocam que a gravadora que mais vai dar reconhecimento se chama público e eles gostam de música boa e que os façam felizes naquele momento, o povão gosta de novidade.Participando do DVD da Claúdia Leitte.
No “Hits Brasil”, em janeiro de 2010, com participação de Rafaella Manville.

fotos: divulgação