Por Anna Carvalho
Final de ano, hora de se reinventarem e acharem pretexto para viver os dias modorrentos que virão ou outros solares, então lá vão, no meu entendimento as melhores coisas de 2011:
Dilma em Inema.
O aumento do número de vereadores em Salvador.
O Impôstometro (nos lembrando do quanto somos roubados por gente que não está detrás das grades).
Onde anda Mizael Bispo? Pergunta de Datena.
Cadê Coco? Pergunta tão divulgada quanto quem matou Odete?
João Henrique no metrô (pena que tudo correu bem).
Salvador a todo vapor para receber a Copa (tomara que não chova. Salvador não tem condição de receber as chuvas, ou para celebrar a sua alegria conveniente, trôpega para evitar seus buracos).
A Copa no Brasil para um monte de gente acéfala cujo legado, palavras do prefeito do Rio, será imaterial como a democracia brasileira.
Brasília como um poleiro rasteiro de gastar gentes (no caso a gente).
A falta de oposição caracterizando uma democracia apenas semântica.
O metrô de Salvador que começa a rodar sozinho (você vai confiar nisso?).
FHC e a sua luta de apologia pela regulação da maconha.
Os jovens em suas demonstrações ridículas de neonazismo contra gays.
A falta de mobilização.
Os caras da USP dando um banho de “democracia” também semântica (perdem a votação e fazem baderna).
Roberto Carlos em seu show inédito de fim de ano.
O filme de Almodóvar que nos mostra a pretensão de sermos todos alienistas.
A Carta Capital que coloca “Clandestinos” como obra de ficção e Brasília ali divulgada em termos inverossímeis, mas o livro não tinha pretensão de ser real, burrices a parte, o que é a Carta Capital? Fernanda, pusilânimes, é uma “puta” (se Bruna Surfistinha pôde) como toda e qualquer rameira que não desliza em vielas requentadas, vão estudar Literatura em bancos escolares.
A minha incapacidade de processar a modernidade e me esquecer de tudo o que eu tinha que lembrar para colocar aqui.
Feliz Ano Novo Clandestino, com a impressão de que ele estará aqui novamente.





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