Por Anna Carvalho
Os estudantes da USP entraram em confronto com os PMs porque três alunos foram presos quando fumavam maconha. Eles tomaram a universidade, queimaram as bandeiras de São Paulo e do Brasil e pediam a extinção da rondas. Agora as mesmas rondas que foram exigidas diante da morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, agora, são objeto de confronto, já que os PMs não fizeram vistas grosas para que alguns estudantes fumem maconha, eles agora são inconvenientes.
E o que me faz crê o quanto esses caras que devem ser sustentados por negociações em tenra idade, se não são satisfeitos tal qual Nero, elementarmente tocam fogo em coisas, são violentos, reagem com violência e truculência não típica à geração paz e amor, diante do vício de fumar um baseado árcade e recreativo. Eles tão oportunistas quanto vândalos, mas provavelmente serei eleita retrógrada por achar que esses caras ainda vão dizer que plantar maconha oficialmente elimina-se o traficante, vão me colocar ao lado de uma moral tão truculenta quando a deles.
Hoje numa palestra sobre a regulação da maconha falavam da questão moral da maconha e recorreram às imagens de alguns alunos da USP com as suas caras cobertas, numa ação conhecida de ocultação de identidade, onde a sociedade que propõe um debate aberto contra o uso da maconha e que não discuti a questão moral de quem usa maconha, que se relaciona convenientemente com coisas do seu interesse, como todo e qualquer hedonista, onde vai colocara a opinião pública a mercê de suas convicções à la Bob Marley.
Seria tão bom que essa mesma ira, cólera e ordem intelectual que move as cadeiras de universidades também transitasse sobre ética, respeito à diversidade de opinião, à corrupção do que uma discussão num país em que pessoas morem porque não têm direito a UTI, a saúde, educação. Hoje até uma socióloga disse que aqueles que têm acesso à educação pleiteiam a regulação da maconha, eu tenho uma opinião que eles pleiteiam porque se passarem de usuários a viciados (numa linha tênue) terão condição de se tratarem.
De repente o pátio da universidade for vítima de assaltos e mortes, será que esses mesmos que solicitaram PMs poderão ser responsáveis em apertar o gatilho? É como se o Estado tivesse que se adequar em sua moral, leis e ética às conveniências de um bando de jovens cada vez mais dependentes dos pais, da casa dos pais e que se refastelam de discurso da cannabis sativa como uma solução natural e, portanto, que transita na liberdade, que ela é natural, que os usuários são pacíficos (*os da USP não?).
Um país como o Brasil que não tem política de redução de danos séria, não tem educação séria, não tem saúde, segurança pública e que vê a segurança a mercê de pessoas que, como suseranos, decidem que as pessoas podem morrer acaso o uso da maconha pacífica seja ameaça num campus de universidade. Só nos resta dizer que traficante é herói, que usuário de maconha deve pleitear a presidência da república ou liberdade de expressão num país democrático, que pais e mães de viciados que são tragados pelo vício são moralistas e “caretas” e que eles são o futuro do país com seus “becks” de uma sociedade alternativa. Viva a cannabis, a geração de Bob Marley e a paz (mesmo que os que defendam a maconha sejam violentos quando violência seja conveniente).
fotos: Tiago Queiroz/AE





8 comentários:
Os alunos da USP pedem por policiamento à Jack Estripador. Os homens da lei devem afugentar os criminosos que não estudam na universidade e deixar à vontade os que estudam. É o relativismo moral estudantil moderno, ou simplesmente filho de papai que só enxerga ao seu umbigo.
Jamais pedro ... Tua contradição e evidente,pra qualquer leitor
USP - Universidade de São Paulo - """"pública """estadual"""
engraçado sua "PIADA" (Jack Estripador) escrita por vc texto teu !!! , reveja seus conceitos d conhecimento sobre "POLITICA"
TODOS somos Humanos injustiçados pela imoralidade de nossa forças armadas que ainda sabemos que não tem controle sobre o "crime" sem colocar no gênero pessoal da palavra .
"UNIDADE FAZ A FORÇA" esta na bíblia , È mais simples eu colocar a minha arma na cabeça de alguém desarmado ,que um alguém armado !!!! pra mostrar a força e a coragem que não existe , a força SOCIAL invisível ( c vc tem dinheiro posso tirar mais de vc ) Detran radares multas cada vez mais frequentes a proibição de fumantes em lugares fechados embora eu ainda apoie uma certa divisão e não represam ate pq já pagamos imposto sobre a circulação de tabaco no pais como multas que n verdade para o governo só importa o capital verbal pra teu caixa .
a POLICIA TEM MAIS MEDO QUE QUALQUER UM DE NÓS PRA ENTRAR NA FAVELA , enquanto foi treinada e salariada com dinheiro nosso, e não faça por serem mais corruptas que a imaginação d qualquer um
Além de burgueses, esses universitários são uns analfabetos. E o fato de estarem na USP não significa absolutamente nada. Observaram os cartazes?
Este dia 27 de outubro nos mostrou mais uma vez a incompatibilidade da presença da Policia Militar num ambiente universitário. Balas de borracha, bombas de efeito moral, spray de pimenta e cassetetes são utilizados para conter uma manifestação espontânea contra a prisão de três estudantes. Nesta quinta feira estes estudantes foram abordados por portarem maconha nas imediações do prédio da Historia e da Geografia por volta das cinco horas da tarde. Após a abordagem muitas/os estudantes indignadas/os se juntaram para protestar contra a presença da PM no campus e a repressão que inúmeros colegas sofreram deste sua entrada.
Após horas de manifestação, com a presença massiva da policia em dezenas de viaturas, os três estudantes solicitaram conversar com advogados e com a diretora da FFLCH Sandra Nitrini. Eles entraram no prédio de Filosofia e Ciências Sociais e após negociações, a diretora de nossa faculdade se comprometeu a não realizar processos administrativos contra estes estudantes. Sob a orientação dada pelos advogados, os estudantes aceitaram se encaminhar a delegacia para registrar a ocorrência. Um cordão humano foi constituído para viabilizar o encaminhamento pacífico da decisão destes próprios estudantes. No entanto, a própria polícia militar rompeu com a proteção e os ânimos se intensificaram. Nesse momento, o conflito aberto se instaurou. Mesmo antes do conflito as/os soldados já haviam retirado suas identificações, ação ilegal e utilizada quando premeditam usar de extrema violência. O porte de cassetetes e armas de fogo ajudaram a criar uma imagem extremamente desconfortante e dolorosa para universitários que já sofreram agressões em manifestações pacificas. A instituição militar tem na violência o principio da resolução dos problemas que é chamada a resolver, o que consideramos incompatível com o ambiente universitário, em que o questionamento e o dialogo são fundamentais.
Lamentamos e repudiamos a decisão do reitor João Grandino Rodas de convocar um policiamento estranho a nossa comunidade. Um reitor que se auto intitula como porta voz do dialogo, se mostra cego aos nossos problemas e surdo a nossas reivindicações. Se mostra sobretudo uma pessoa arrogante ao não consultar seus colegas professorxs e pesquisadorxs para solucionar o problema da violência do campus com medidas menos desesperadas e imediatistas. Policia não é sinônimo de segurança. Lembramos que o convenio feito pela Universidade com a Policia Militar foi realizado após a morte trágica do estudante Felipe Ramos de Paiva, mas que esta se encontrava no campus no dia do crime. Desde a sua presença, o preconceito enraizado nesta corporação se expressou nas abordagens feitas sobretudo a estudantes negras/os. Queremos frisar que esta nota de repudio não se limita a atuação da PM no campus mas também fora dele, nas ruas, nas periferias, nas manifestações, enfim, na população pacifica que paga para ter segurança e não para se ver refém. Nós da Gestão Cirandeia do CeUPES repudiamos veementemente a atuação da policia militar nesta quinta feira, sua presença na universidade e sua postura violenta e despreparada na sociedade.
Centro Universitário de Estudos e Pesquisas Sociais – CeUPES
Centro Acadêmico de Ciências Sociais – FFLCH/USP
Gestão Cirandeia 2010/2011
A polícia militar passou a patrulhar o campus da USP em setembro, depois de um aluno da Engenharia ter sido morto no estacionamento da faculdade. A presença da PM no local foi aprovada pelo Conselho Gestor da universidade em maio. Do que é q vcs estão reclamando?
Não é raro se ouvir certa crítica, principalmente por parte de policiais dos escalões superiores, àquele profissional que ingressou na instituição policial com a intenção de deixá-la em breve, tão logo consiga outro emprego que satisfaça suas ambições – financeiras e até mesmo vocacionais. Como se deve encarar este uso “descartável” das polícias?
Discordo. Se a maconha não é liberada por protestos, só o uso da força pode fazer pressão.
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“Enquanto os perdedores arrumam desculpas para explicar os fracassos e desistir, os vencedores estão encontrando novos meios para continuar tentando e inevitavelmente alcançar a vitória.” Franco Columbo
Quem acha que pode bater de frente com o braço forte do Estado tem que apanhar mesmo.
Pior que o que seria só um fichamento por uso e porte de drogas pode muito bem ter se tornado uma prisão por resistir à prisão. Legal, né?
Eram todos do prédio da Filosofia, em tempo.
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