quarta-feira, 28 de setembro de 2011

RESPOSTA AOS ATAQUES DA “ELITE” DO JORNALISMO BAIANO

“Não somos professores frustrados, mas o país nos frustra com uma espécie de limbo, alienação que nos permite ficar silenciados com esquemas sórdidos de alienação...”

Por Anna Carvalho


Nada tão suntuoso como a resposta de Bush a Bin Laden, mas vamos ao que vou chamar de “elite intelectual baiana” a que emberna no verão e se programa para as famigeradas lavagens, feijoadas e que talvez passe pela Avenida Contorno e veja o quanto de bucólico exista nas imediações das Docas: famílias inteiras desespetacularizadas e à margem de todas essas discussões. Mas seria melhor discutirmos outros problemas como a expectativa futurista de um governo que faz da cidade um plano de concreto a espera do que vai chegar (*que um berimbau nos “conte”).


LEITURA – Não somos professores frustrados, mas o país nos frustra com uma espécie de limbo, alienação que nos permite ficar silenciados com esquemas sórdidos de alienação e deslumbrados com o que Salvador oferece no verão. E educação falta a essa mesma “elite” que incorpora defesas passionais diante da Boa Terra, sendo incapaz de ver que o texto problematiza uma outra questão: esse jeito de ser meio egocêntrico que ultrapassa o direito do outro.


É só ver como o baiano se comporta nos finais de semana. Ponto. Liberdade de Expressão também para professores frustrados com a incapacidade de leitura de alguns. Um problema tratado com um tema: “analfabetismo funcional”. Mais respeito com o professor, por isso alguns (dessa “elite em questão”) ainda sobrevivem marcando essa cidade que morre a cada inverno e o que é pior, morre em plena alegria.


ELITE INTELECTUAL – Parece que somos uma província de um país que nos entende como um “parque temático” e que só vive no verão enquanto o resto se dane imerso numa “deseducação” progressiva. E aqui vislumbro o Pós Modernismo como mecanismo de ilustração retórica, inacessível para alguns, numa deseducação que oculta essa cidade que não deu certo e que se faveliza impunemente diante de Poderes Públicos refestelados de poder, fundamentalismos e “Pão e Circo”.


É legal vender uma Salvador que deu certo em vinhetas solares e com um multiculturalismo cromoterápico em fevereiro, mas falar de um jeito que ostenta as mazelas de uma cidade suja, sem administração e omissa em cicatrizes também faz parte da questão levantada no artigo: o baiano se movimenta em torno de si próprio.


ESPETACULARIZAÇÃO – É necessário que Salvador se oriente, sazonalmente, essa mesma cidade que se apresenta ocupando módulos policiais porque, provavelmente, não pode mais ficar no entorno da Fonte Nova sendo “remodelada” para o que de mais importante se apresenta. Então, faça com que o texto que problematiza o ser baiano entre no bedel de uma teoria de mediocrização, mas que não funciona como agente.


Essa retórica de defesa do jeito cordial do homem da Boa Terra que vai receber bem o turista e se virar no verão é para gente que vive nessa farsa. É, sem dúvida, nos falta diplomacia. É como se tudo isso fosse resolvido nos quadris ao som de qualquer som que nos feneça coisa alguma.


O LADO B – Chamaremos de um lado que troca feridas por amenidades: a cidade precisa estar sintonizada com essa “elite” que vai achar lindo e divulgar o Carnaval mais democrático da Terra, todo mundo em seu lugar, devidamente separado nesse “apartheid melancólico” que a Boa Terra oferece junto com essa bendita alegria nesse jeito de ser que nos delega lugares, como parte de um latifúndio ou manutenção de feudos. Para terminar, ao contrário de muitos ascetas, fui elegante e não atingi classe de “professores frustrados” com essa política canalha de “Pão e Circo”. Mais respeito com professores!

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