terça-feira, 9 de agosto de 2011

ENTREVISTA COM O JORNALISTA TÃO GOMES PINTO (Part 2)

“O cerceamento da liberdade de expressão é o primeiro degrau para qualquer ditadura. Curiosamente, no Brasil, pessoas e partidos que se dizem defensores da democracia vivem tentando limitar ou anular essa liberdade. Curioso, não?” (T.G.P.)


Por Elenilson Nascimento


Parei de ler a revista Veja há pelo menos três anos. Lia, criticava, escrevia para a redação e me emburrecia. E cheguei à conclusão que a Veja não fazia bem à minha saúde. Finalmente cansei. Parei de ler. Contudo, no jornalismo, quando simpatizo com uma trajetória de um “cara importante’ aprecio, principalmente, o início da carreira do personagem, suas atitudes e seus textos. Interesso-me como esse começou profissionalmente, quais foram os caminhos escolhidos e de que maneira encarou às dificuldades. Acho que isso acontece pela minha preocupação em mostrar nos meus textos como as decisões nessa época louca são importantes e como se deve estar atento às oportunidades.


E em um governo que começou o seu mandato afirmando o compromisso de combater a homofobia e outras formas de preconceitos é de extrema urgência que se criem mecanismos que impeçam empresas de comunicação (com ou sem concessão pública) e jornalistas desinformados de perpetuarem a discriminação e incitarem a violência, a burrice e a intolerância não só aos homossexuais, mas às todas as classes desprovidas de voz.


E, aproveitando a oportunidade de um bate papo com o jornalista Tão Gomes Pinto, amigo íntimo do Arnold, onde este, mais uma vez, demonstrou sua generosidade, apesar de eu ter achado as suas respostas nessa segunda parte da entrevista muito aquém do que eu esperava, tomei a decisão de não mais perder meu tempo retrucando assuntos e acusações com outros blogueiros governistas, mas infelizmente alguns ainda não captaram a mensagem. E como disse o Tão: “O cerceamento da liberdade de expressão é o primeiro degrau para qualquer ditadura”.


E por mais que eu tente focar que os “jornalistas deveriam mais do que nunca denunciar e alertar a população”, muitos preferem perder tempo acompanhando fofocas de estrelinhas do axé e do pagode através e um jornalismo medíocre e barato. Contudo, caro leitor inteligente, leia abaixo a segunda e última parte da entrevista com um dos melhores jornalistas brasileiros e fonte de inspiração para eu continuar nessa área cada vez mais medíocre. Nesta segunda parte da entrevista, o jornalista continua falando sobre política, censura, corrupção (“O atual sistema político-eleitoral brasileiro favorece o aparecimento desses monstrengos políticos...”), desigualdades sociais, mensalão e muito mais.


“Eu queria apenas acrescentar que o fato de ter sido assessor de imprensa do Montoro, do Gusmão, no ministério, e mais tarde do prefeito de Campinas, Jacó Bittar, não me impediu de voltar às redações, como jornalista. Depois da atividade, digamos, política, eu fui reformular o jornal Correio de Uberlândia, dali voltei à ISTOÉ, agora nas funções de diretor da redação, em seguida fui dirigir a Manchete, já nos estertores da revista, e ainda, por quase dois anos, fui diretor de redação da revista Imprensa, veículo especializado em jornalismo e mídia. Ah... sim... também exerci as funções de chefe da sucursal paulista do Correio Brasiliense. Só depois dessas andanças redacionais é que voltei a ser assessor, do senador Carlos Wilson, já falecido, e mais recentemente, do senador Delcídio Amaral. Não acho incompatíveis as funções de assessoria e de redação. Estou convencido, inclusive, que fazer assessoria por uns tempos, é fundamental para o exercício do jornalismo. É como eu disse: você fica sabendo o que se passa do outro lado do balcão...”, escreveu Tão, sendo mais uma vez extremamente detalhista. A primeira parte pode ser vista aqui.



Elenilson – Eu li na internet que você abandonou a sua brilhante carreira de jornalista para entrar na política. Isso realmente é verdade?


Tão Gomes Pinto – Eu acho que ninguém “abandona” a carreira de jornalista quando se descobre o prazer que ela oferece. No máximo o cara se torna um ex-jornalista, mas isso em raras ocasiões. Eu não troquei o jornalismo pela política. Estava na sucursal de Brasília da Folha, jamais tinha imaginado mudar de lado do balcão, quando recebi um convite para ser assessor de imprensa do governador Franco Montoro, em janeiro de 1985. Foi um convite feito em circunstâncias especialíssimas. O governador Montoro estava sendo maltratado pela imprensa da esquerda e também da direita, através do principal porta-voz da mídia conservadora, o Estadão. Apanhava dos dois lados. Apanhava do Estadão simplesmente porque havia convidado para a assessoria de imprensa um ex-funcionário do jornal, Quartim de Moraes. Quartim participara de uma greve de jornalistas que parou quase toda a imprensa de São Paulo. É uma greve famosa, não tenho a data. E o Quartim, que é um baita cara e meu amigo, foi fotografado tentando impedir a saída dos caminhões de entrega do jornal, então na rua Major Quedinho. A partir do momento em que o Franco Montoro decidiu convidar o Alberto Quartim de Moraes (um nome conhecido na imprensa), o Estadão, sempre implacável, passou chama-lo de “ Parahyba de Moraes” (seu nome todo era Alberto Parahyba Quartim de Moraes). Coisa típica dos Mesquita da época. Eles, por exemplo, nunca chamaram o governador Adhemar de Barros pelo nome completo. Era simplesmente o “governador A. de Barros”. Ainda pelo flanco da direita, o Montoro era atacado pelo nutrido grupo de jornalistas malufistas (praticamente todo o comitê de imprensa do Palácio dos Bandeirantes tinha origem e hábitos do ex-governador Paulo Maluf). Passavam o dia no comitê descascando bananas para colocar as cascas para o Montoro escorregar. Pelo flanco esquerdo, o governador, um Democrata Cristão de origem, era combatido pelo petismo que já tomava conta das redações, pelo menos no nível do reportariado. Os malufistas e os petistas, por exemplo, vibraram (o Estadão conteve seu entusiasmo) quando as grades do Palácio dos Bandeirantes foram derrubadas por militantes do PT em passeata de protesto, num dia em que o Leonel Brizola visitava o Montoro. Evidentemente, que o Montoro não podia ficar bem nas fotos. Iniciou-se então uma renovação da equipe palaciana. Caíram, entre outros, o chefe da Casa Civil, que era o Eugênio Montoro, filho do governador. No seu lugar colocaram um político tão austero quanto hábil, Roberto Gusmão, que era na época da cúpula da Antarctica, posteriormente AmBev. Na juventude, Gusmão havia sido da UNE. Mas era um moderado e um moderador por excelência. Mineiro de origem, trazia o DNA dos políticos das Gerais. Eu, na Folha, em Brasília, levei um susto quando ele me convidou para ser secretário de imprensa do governador Montoro. Eu o conhecia muito pouco. O próprio Montoro, só tivera com ele uma conversa mais demorada quando ele ainda era senador e viajamos lado a lado num vôo Brasília – São Paulo. Eu jamais sequer pensara em pular para o outro lado do balcão. Hoje eu digo que foi uma experiência fascinante trabalhar no governo no ano da Campanha das Diretas, da votação da Emenda Dante de Oliveira, que culminaria com eu, já em Brasília, na véspera da posse (que não houve) do Tancredo, encontrando o Gusmão, já convidado para o ministério da Industria e Comercio , no café da manhã do Hotel Nacional. Nesse dia e nessa hora, ele apenas comentou comigo : “Estão levando o Doutor Tancredo para o hospital. Ele está com apendicite”. Ele não sabia que eu já sabia que não era um simples apêndice que incomodava o Dr. Tancredo. Eu já sabia, por fonte segura, que era diverticulite. Tomamos aquele café da manhã sem trocar uma palavra. O silêncio e a expressão carregada de Roberto Gusmão, a partir desse dia, foram para mim um péssimo presságio até o dia 21 de abril, quando se anunciou o fim da agonia de Tancredo Neves. Salvo erro de memória, um domingo. Nos dois dias seguintes, enquanto o corpo de Tancredo era transladado de São Paulo para Minas Gerais, Roberto Gusmão, permaneceu fechado no seu gabinete. Chegava e saia sem uma palavra. E nenhum dos funcionários tinha a coragem de importuná-lo. Sei apenas que ele escreveu uma carta, pedindo demissão do ministério, que o presidente Sarney ignorou... Mas eu acredito que o que contribuiu para eu a ser convidado pelo Gusmão foi a manchete da Folha de S. Paulo do dia 1 de janeiro de 1984, um domingo... A manchete era a seguinte: “Tancredo acha que ganha de Maluf no Colégio Eleitoral”. Saiu em oito colunas, na primeira página. Assinada: por Tão Gomes Pinto Por trás dessa manchete tem uma história que eu vou contar em primeira mão para você no próximo capítulo...


Elenilson – A juventude hoje não tem opinião e não quer saber de política, em consequência disso continuaremos sendo mandando por um bando de parasitas travestidos de políticos. Os poucos que se aventuram em entrar na política o fazem somente pela recompensa financeira. Comenta.


Tão Gomes Pinto – Sua pergunta já traz embutida parte da resposta. Acho, porém, ou pelo menos tenho a esperança, que ainda existam jovens com um pingo de idealismo. O próprio fato de ter ocorrido no Brasil, ainda recentemente, um movimento de luta armada contra a ditadura, prova que nem todos jovens pensam em recompensa financeira. Quem se envolveu na luta armada sonhava ou idealizava um Brasil melhor. Muitos morreram por essa causa. Você pode dizer: eram ingênuos, ou até queriam apenas ter o poder. Mas lutaram e sofreram por um ideal. Certo ou errado, não importa. Essa juventude continua ai. Material humano desmobilizado, mas de qualquer modo, em disponibilidade...

Elenilson – Na época das campanhas para presidente, magoado com a decisão do PSB de trocá-lo pela candidata petista, Ciro Gomes disse que o Lula estava enganado se achava que “ia conseguir batizar Dilma presidenta da República”. Tanto batizou que a pupila ganhou as eleições, não porque era uma boa candidata, mas porque era a candidata do Lula. Você acha mesmo que se o marido da Flora (*da novela) fosse candidato teria alguma remota chance?


Tão Gomes Pinto – Eu gosto muito do "jeitão" desbocado do Ciro... Ele, as vezes, fala demais, mas em geral o que diz tem fundamento. Mas, hoje, eu, examinando o cenário, acho que o Lula acertou escolhendo a Dilma...


Elenilson – As palavras “duras” empregadas por Ciro Gomes na entrevista que concedeu ao portal do IG, contudo, não vinham acompanhadas de um tom muito eufórico e alarmista? Ciro Gomes é um inconsequente e fala demais ou ele foi “deletado” porque realmente seria um perigo para a Dilma, mãe do PAC? Você não achou uma falta de respeito aquele lance de ele ter declarado que “Lula estava navegando na maionese”?


Tão Gomes Pinto – Como eu disse, ele às vezes fala demais. Agora, que o Lula adora navegar na maionese (inclusive fazendo gênero) é um fato facilmente constatável...


Elenilson – E no caso Palocci, em relação aos ganhos, o ex-ministro sugeriu alguns valores. A ‘Folha de S.Paulo’ deu inclusive que no ano de 2010 houve um faturamento de R$ 20 milhões e nos meses de novembro e dezembro, R$ 10 milhões só nesses dois últimos meses, meses em que ele estava participando da transição do governo. O senhor acha que Palocci é mais um exemplo de que esses políticos entram na maquina pública só para subtrair valores para o enriquecimento rápido ou que realmente somos uns imbecis que ainda não sabemos votar? Mas votar em quem mesmo?


Tão Gomes Pinto – O Palocci, com aquela línguinha presa, é um gênio... Nem o Henry Kissinger cobrava tanto pelas suas "consultorias". Temos que respeitar essa vocação. Se ele encontrou "mercado" para vender seu peixe, viva ele, viva tudo, viva o Chico Barrigudo... Quantos casos de enriquecimento, digamos, rápido, você encontra entre políticos? Dezenas, centenas... talvez milhares. Quanto ao ato de votar, é preciso encontrar alguém em que se confie plenamente... E não será fácil encontrar esse alguém nem mesmo numa eleição para vereador, com centenas de opções.


Elenilson – Temos visto tentativas em países como Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia e até Brasil de cerceamento da liberdade da imprensa. O que fazer, caso você fique sem poder exercer sua profissão com plena liberdade?


Tão Gomes Pinto – O cerceamento da liberdade de expressão é o primeiro degrau para qualquer ditadura. Curiosamente, no Brasil, pessoas e partidos que se dizem defensores da democracia vivem tentando limitar ou anular essa liberdade. Curioso, não?


Elenilson – Cada país, cada povo, tem os representantes que merece. Uma das coisas mais comuns de ouvirmos do senso comum em relação ao universo político brasileiro é a máxima de que em Brasília só há corruptos. E a Bahia não fica atrás. A frase é ilustrativa do quanto o brasileiro exime-se quando se trata de assumir as responsabilidades pelas mazelas nacionais. Como você encara esse cenário político com esses “representantes do povo”, mais preconceituosos do que os chifres do demônio, vide, Bolsorano, Myrian Rios, Marcelo Crivella, José Nader, Silas Malafaia?


Tão Gomes Pinto – O atual sistema político-eleitoral brasileiro favorece o aparecimento desses monstrengos políticos. Precisaríamos, em primeiro lugar, diminuir radicalmente o número dos chamados "representantes" do povo, seja no nível do município (principalmente), seja no nível dos Estados, seja no plano federal. Cortar radicalmente o número de deputados federais e adotar um sistema unicameral (sem Senado). Na
sequência, reduzir por meio de uma legislação restritiva a possibilidade de sobrevivência dos partidos "nanicos", as legendas de aluguel. Finalmente acabar com a deletéria figura do "suplente", que se torna representante do povo sem necessitar um voto sequer. Essa a reforma política que o país necessita. E não essa discussão tola sobre financiamento de campanhas.


Elenilson – Falamos como se Brasília, o Distrito Federal, fosse uma terra maligna fértil de onde brotam espontaneamente políticos nada dignos e sempre dispostos a corromperem e serem corrompidos. Ora, o que há de bom e de ruim na capital federal é nada menos que o produto da exportação de todos os estados do país, de todos os eleitores brasileiros. Brasília tem o que nós, como cidadãos e eleitores, enviamos das urnas para lá. Você tem algum pé atrás com relação à política no nosso país? O que de bom (se tiver) e de ruim temos nas Câmaras e prefeituras?


Tão Gomes Pinto – O erro vem de longe, do tempo do Império, que sufocou várias revoluções ou revoltas separatistas. O Brasil é um gigante pela própria natureza, mas um gigante ainda descalço e semi-analfabeto. De Brasília, saem leis e decretos que devem funcionar do Oiapoque ao Chuí, como se as pessoas e suas necessidades fossem iguais, no extremo norte e no extremo sul. A própria geografia conspira contra a eficiência administrativa. A tão badalada "unidade nacional" é um entrave para o progresso. Temos mais de 5 mil municípios, cada um com seu prefeito, seus vereadores, seu juiz, seus promotores, sua corrupçãozinha localizada. Dou um exemplo, o município de Corumbá, terra da minha mãe, é duas vezes maior do que a Bélgica. Cabem duas Bélgicas no município de Corumbá. Administrar esse monstro com um governo centralizador de recursos (e, portanto, poder) é inviável. Muito melhor seria termos dois, três, até quatro Brasis. E muito menos desigualdade entre seus respectivos habitantes.

Elenilson – Na história vergonhosa do mensalão, às vezes, envolvia uma discussão semântica que não levava a absolutamente nada. É evidente que houve situações de recursos indevidamente repassados a partidos, a parlamentares. Chamem isso do que quiserem, mas vamos falar da falta de vergonha na cara desses políticos. Evidentemente que houve situações em que dirigentes petistas agiram como não deveriam. Temos de dizer isso com toda a clareza. Mas não se trata aqui no blog de ficar discutindo casos individualizados. São TODOS da mesma corja, da mesma gangue. Não existe ética alguma no Congresso. Não é possível pensar, como falaram em alguns encontros do PT, que a construção da democracia e do socialismo prescinde da ética. Que ética? Eu pergunto! É justo um trabalhador ganhar um salário ridículo e os aposentados penarem todos os meses para receber uma vergonhosa aposentadoria?


Tão Gomes Pinto – O mensalão foi um crime contra a democracia... É isso, com outras palavras, que afirmaram os dois Procuradores Gerais da República que se manifestaram sobre o tema oficialmente. Caberia agora ao Poder Judiciário não deixar mais esse crime passar impune.


Elenilson – Nos temos um Congresso de pilantras e bandidos. Então, como a presidente Dilma ainda quer que acreditemos que “eles” precisam resgatar a credibilidade que o PT já teve?


Tão Gomes Pinto – Me parece que o PT já convive bem com a triste realidade. É um partido igual aos outros... Em nada diferem seus métodos e propostas...


Elenilson – Os intelectuais brasileiros são uns bananas. Cadê o Chico, o Caetano, Gil e sei lá mais quem indo às TVs conta o governo Lula/Dilma? Por muito menos o Collor sofreu impeachment. Comenta.


Tão Gomes Pinto – Collor foi afastado da presidência por sua autosuficiência e arrogância. O seu governo, em termos de corrupção, pode-se considerar um "trombadinha" comparado com os governos que o sucederam.


Elenilson – Desde que o PT chegou ao governo, há um choque entre o partido e os meios de comunicação. Agora, vai ser criada a TV pública como forma de pôr uma cunha na mídia. O que acha desse projeto de TV pública?


Tão Gomes Pinto – Acho um desperdício de dinheiro (e de algum talento eventual). Um trambolho, cabide de empregos, até agora incapaz atrair a atenção do público e de competir com a TV privada, apesar de toda a mediocridade desse setor.


Elenilson – No Congresso recente do PT, foi aprovada a realização de plebiscito a respeito da privatização da Vale do Rio Doce. O que você acha dessa decisão?


Tão Gomes Pinto – Um desejo irrefreável de retornar ao passado. E a um passado ruim.

Elenilson – “Esgotamos uma etapa”, disse Dilma sobre saída de Jobim. Eu acho que “nunca na história desse país” aconteceram tantas demissões de ministros e assessores em tão pouco espaço de tempo. O senhor acha que a Dilma poderá ficar sozinha “deletando” os “amiguinhos do Lula”?


Tão Gomes Pinto – A Dilma tem, inclusive, me surpreendido favoravelmente. Ela trouxe de volta, pelo menos, o respeito à liturgia do cargo, e isso tem sua importância. Espero que ela acerte mais do que erre, e que a crise na economia mundial lhe dê uma trégua.

Elenilson – Em Salvador temos uma vereadora que, por total falta do que brigar na Câmara dos Vereadores, quer prestar uma homenagem ao Michael Jackson no Pelourinho, como representante máximo da negritude da Bahia. O que você acha desses representantes públicos que parecem não ter um pingo de noção de realidade?


Tão Gomes Pinto – Dezenas, centenas, de "representantes do povo" não têm sequer a noção do ridículo.

Elenilson – Na Bahia, o governador Wagner usa as propagandas mentirosas do “governo que leva saúde mais perto de quem mais precisa" só para ficar bem na fita (*e provavelmente ganhar mais a atenção do povo). Os políticos tratam o povo como se fosse um bando de débeis mentais. E o pior: o povo se comporta como se assim o fosse. Qual seria a solução mais viável para mudarmos essa situação?


Tão Gomes Pinto – Ou mudarmos de país, ou mudarmos o país...


fotos: divulgação


foto 8: Elenilson/LC


podcast: Portal da Metrópole

2 comentários:

maragitado disse...

foi bom ouvir a voz desse jornalista lendário, Tão Gomes.

raquel disse...

eu simplismente me encantei,ri um bocado...