Por Elenilson Nascimento
Existem pouqu
íssimos escritores educados, simpaticíssimos e iluminados hoje em dia no Brasil, que chegam em um ambiente (*por enquanto virtual) e o transformam graças às palavras polidas e joviais. Contam-se nos dedos. Infelizmente. É exatamente assim o escritor, linguista, ativista cultural, blogueiro e crítico de cinema Ademir Pascale, autor de livros como “O Desejo de Lilith”, “Draculea: O Livro Secreto dos Vampiros”, “Zumbis: Quem Disse Que Eles Estão Mortos?”, entre outros. Realiza também um excelente trabalho da inclusão cultural no Brasil com o criação e administração do portal Cranik, tentando “suavizar” os dramas que pautam o cotidiano e o trabalho árduo de muitos escritores excluídos das listas “encomendadas” de revistas semanais.
Pascale é criador de um projeto de inclusão cultural intitulado “Vá ao cinema!”, o qual já beneficiou mais de dez mil pessoas de baixa-renda de todo o Brasil com o acesso gratuito às salas de cinema (*projeto aprovado pelo Ministério da Cultura), crítico de cinema, colunista de diversos sites culturais e coordena uma equipe de jornalistas e estudantes da área de comunicação social em seu portal.
Pascale também é um dos grandes divulgadores da sétima arte e do incentivo à leitura no Brasil, possuindo parceria com as maiores distribuidoras de filmes e editoras, o qual disponibiliza concursos culturais em seu portal, incentivando a leitura e a ida ao cinema. Como editor já foi aluno de alguns dos maiores cineastas da América Latina, como: Paulo Betti, Guilherme de Almeida Prado, Toni Venturi, Imara Reis, André Sturm, Fernando Bonassi, Vera Hamburger, Lina Chamie, De Blasiis, Kátia Coelho, entre outros, além de ter concluído seu curso de roteiro para cinema com o conceituado autor e produtor norte-americano “Hugo Moss”.
Elenilson – Como foi o início de Ademir Pascale na literatura?
Ademir Pascale – Difícil. E duvido que algum outro escritor diga que o seu caminho foi fácil, ainda mais no Brasil, país que o governo não incentiva escritores e leitores. É preciso persistir muito e lutar arduamente para conseguir publicar e ser conhecido como autor neste país.
Elenilson – Fale-nos um pouco sobre a sua recente obra “O Desejo de Lilith: Revelações em um diário”. Como surgiu a ideia inicial para a criação de projeto? Como foi o processo de publicação?
Ademir Pascale – O “Lilith...” foi publicado em 2010. Uma aventura louca de um decadente ex-detetive de polícia pelas ruas de São Paulo, perseguido por um demônio de nome Qayin. A criação do projeto surgiu de um conto meu de nome “Mr. Sheol”, publicado numa coletânea intitulada “Caminhos do Medo” (Ed. Andross, 2008). Achei a ideia deste conto muito boa e acabei fazendo dele um romance. Em 2009, a editora Draco estava abrindo as suas portas, então resolvi enviar o original para eles. Depois de uns três meses tive a resposta positiva do editor Erick Sama, de que meu romance seria publicado nos moldes tradicionais, ou seja, recebendo 10% sobre as vendas do livro.
Elenilson – O que você chama de literatura mainstream?
Ademir Pascale – Pode se dizer que seja "a corrente principal", um termo inglês. No Brasil: realismo social-histórico e realismo psicológico.
Elenilson – Comente sobre essa tua iniciativa do projeto “NO DIA 20 DE JULHO, DÊ UM LIVRO NACIONAL DE PRESENTE” – aqui. Achei massa!
Ademir Pascale – Obrigado. Como autor, sei que é difícil o apoio de uma grande mídia ou mesmo do governo para incentivar as editoras e os autores nacionais. Note que enviei e-mails para vários jornais sobre o projeto, mas nenhum respondeu. Se fosse fofoca de algum político ou a foto de uma atriz de novela com a calcinha aparecendo em alguma balada, todos publicariam. Enviei mensagens também pelo Twitter para escritores como André Vianco e Paulo Coelho, mas não obtive resposta de nenhum deles. Ninguém é obrigado a apoiar um projeto, mesmo que vise beneficiar a todos nós. Respeito isso, mas seria muito importante o apoio de escritores como eles. Então resolvi usar minha experiência e passei dia e noite enviando e-mails e entrando em contato com editoras e autores. E saiba que muitas editoras que se dizem preocupadas com o autor nacional nem sequer deu um RT no Twitter. Elas estão mais preocupadas em vender seus próprios livros, não em incentivar a literatura nacional. Mas agradeço muito que o projeto tenha dado certo, mesmo sem o apoio dos que citei. Nunca vi tanta gente comentar sobre um projeto nas redes sociais como vi comentando sobre este. Tive o apoio de quase 60 escritores e 6 editoras. Pedi um apoio para a criação do selo da campanha para o M. D. Amado, escritor e editor da Estronho. Ele fez o selo, encaminhei para algumas pessoas e se espalhou como um vírus. Centenas de blogs e sites publicaram em suas páginas. A união faz a força e são merecedores deste sucesso os verdadeiros escritores e editoras interessados em fazer a nossa literatura realmente conhecida.
Elenilson – O LITERATURA CLANDESTINA também é dedicado aos artistas que realmente valem à pena. Para você, o que de mais interessante tem surgido no cenário literário brasileiro?
Ademir Pascale – O apoio de leitores, sites e blogs com os escritores nacionais. Também a união de alguns escritores (não todos).
Elenilson – Como você avalia as possibilidades de renovação da literatura no Brasil? Dentro da literatura fantástica, quais escritores influenciam o seu trabalho?
Ademir Pascale – Convenhamos, alguns livros obrigatórios em sala de aula são chatos. Livros que foram legais na década de cinquenta ou sessenta, mas hoje não fazem muito sucesso entre os jovens. Seria preciso uma linguagem moderna para chamar a atenção e é justamente isso que nós estamos fazendo. Agora, são poucos os escritores brasileiros da literatura fantástica que influenciam o meu trabalho. Gosto do André Carneiro, Roberto Causo e Álvaro Domingues.
Elenilson – Ainda com relação ao mundo editorial, as editoras finalmente estão deixando um pouco de lado os escritores internacionais e se voltando para os nacionais? Em sua opinião, realmente foi o interesse crescente dos leitores brasileiros pelos autores nacionais ou algo mais?
Ademir Pascale – Sim, é verdade. Além do interesse dos leitores por obras nacionais, também surgiu mais autores. Mas o marketing que as editoras e livrarias ainda fazem de livros internacionais traduzidos aqui no Brasil, ainda é maior do que dos livros nacionais.
Elenilson – Um assunto muito discutido no momento é o da fotocópia de livros, qual a sua opinião?
Ademir Pascale – Para mim não deixa de ser pirataria e não apoio a iniciativa. Sei muito bem o trabalho que dá publicar um livro. Agora, copiar é muito fácil. Autores que curtem a iniciativa são autores que já vendem milhões de exemplares pelo mundo. Para eles tanto faz, só vai aumentar a sua popularidade.
Elenilson – Comenta-se muito sobre o fim do livro e da biblioteca. Em sua opinião, qual será o futuro dos livros?
Ademir Pascale – Nada é eterno, mas acredito que vai demorar muito, mas muito tempo para o livro impresso acabar. Eu mesmo pretendo morrer lendo livros impressos, não tem graça se não sentir o cheiro, sentir o peso do livro, colocar na estante e olhar a capa. Poucos irão aderir às outras modalidades de leitura, embora a inclusão digital em nosso país seja grande.
Elenilson – Outro dia, eu ouvi um antropólogo de Salvador dizer que livro é coisa de velhos e que essa nova geração é a geração do Google (do copiar e colar). Como você encara isso?
Ademir Pascale – Depende do que ele se referiu. Se for para pesquisas escolares, está completamente certo. Alunos não vão mais nas bibliotecas, pois é mais fácil pesquisar no Google e mais fácil ainda não escrever e dar o Ctrl C + Ctrl V. O problema é que grande parte dos professores aceitam este tipo de pesquisa. Eu faço o aluno pesquisar e escrever sem copiar. Primeiro ele lê, depois escreve com suas próprias palavras.
Elenilson – E o que você pensa dos novos “dialetos” criados pelos jovens na internet? E a sua presença na Internet? Fale um pouco sobre produzir contos on-line e do seu trabalho de divulgação em sites como o Cranik e Skoob.
Ademir Pascale – Os dialetos são inevitáveis. O problema é quando as pessoas usam no trabalho, colégio, etc. A internet é fundamental para o meu trabalho. Às vezes fico imaginando quando ela não existia e um escritor escrevia o seu original numa máquina de escrever e enviava seu original para as editoras. Não existia um contato direto com o leitor ou outros escritores. Hoje a coisa é muito mais fácil. E sobre o Skoob, é bacana, mas não fundamental para o meu trabalho. Das redes sociais a que mais uso ainda é o Twitter. Agora o Cranik é muito importante para o meu trabalho, pois é nele que publico minhas entrevistas (já entrevistei quase 180 pessoas, sendo a maioria escritores). O Cranik é uma criação minha e já está no ar desde 2004.
Elenilson – De onde vem a “inspiração” para criar literatura fantástica?
Ademir Pascale – Acredito que além da influência dos meus pais e irmãos, vem da minha própria pessoa. Nasci para fazer isso. E além de escritor sou cinéfilo e adoro HQs.
Elenilson – A literatura também cumpre o papel de nos apresentar uma faceta em uma terra desconhecida por nós próprios, sobretudo num país tão grande quanto o Brasil. Como Como você trabalha como essa possibilidade?
Ademir Pascale – A maioria das minhas estórias são ambientadas no Brasil, destacando São Paulo e as ruas próximas da Av. Paulista e bairro de Pinheiros. Não gosto de criar mundos desconhecidos, prefiro usar o Brasil.
Elenilson – Aproveitando o tema, o que acha das modalidades de edições de livros pagos existentes atualmente? Todas são bom negócio ou é precisoestar muito atento?
Ademir Pascale – É claro que é preciso ficar atento. É bom sempre ver os trabalhos anteriores da editora e ler bem o contrato. Não sou contra o escritor pagar para publicar. André Vianco e tantos outros começaram assim.
Elenilson – Eu organizei
já três antologias e o que eu pude perceber é que muitos que participaram nem tiveram o interesse de comprar o seu próprio exemplar, quanto mais divulgar. O que você acha dessas coisas, porque eu acho uma total falta de respeito?
Ademir Pascale – Parece que alguns deles querem apenas ver o conto publicado. Comecei assim, publicando um conto num livro pela Andross. Isso foi muito importante para a minha carreira, mas sou assim, um incansável divulgador do meu trabalho, mas vejo escritores que nunca se destacam simplesmente porque publicam e não fazem nada para divulgar.
Elenilson – A publicação por demanda, com edições limitadas e impressão de novos exemplares somente com a existência de procura, é uma resposta, corresponde a uma necessidade e realidade do presente?
Ademir Pascale – Existem vários tipos de publicações e cada autor deve estudar a mais adequada para a sua situação. Muitos estão optando pelo tipo de publicação por demanda, outros preferem procurar por uma editora que o publique. Respeito qualquer uma das publicações, o importante é escrever, publicar e ser lido.
Elenilson – Recentemente eu disse numa entrevista para uma TV local que “eu sou apenas um observador da vida tentando reproduzi-la no papel na esperança de modificar alguma coisa em nossa sociedade ou pelo menos na maneira que alguns de nós veem o mundo”. E você, acha também que os escritores ainda têm esse poder ou que apenas eu sou um romântico?
Ademir Pascale – Sim, os escritores têm o poder de influenciar o leitor, sem dúvida, mas não sei dizer se conseguem mudar o mundo, já que nele existe uma grande pluralidade de gostos e sempre alguém estará insatisfeito com o seu trabalho, por mais que você se esforce. Isso é uma realidade.
Elenilson – E falando em política, em nossos tempos de governo militar nosso país sofreu com censura, proibição e vários outros atos que os nossos líderes diziam ser o melhor para todos. Hoje, uma comunidade é afetada por a decisão de “um único homem” que tem o poder de julgar, e o dever de julgar para proteger. Ele supostamente quer nos proteger, disso não tenho dúvida! Mas, o que ele sabe sobre mim para achar que “o jogo” vai me afetar? O que ele sabe sobre “meus parceiros de equipe” para achar isso? Comenta.
Ademir Pascale – A mesma coisa acontece na literatura. Algumas pessoas acreditam que têm o poder de criticar um livro e dizer para outras pessoas o que é bom ou ruim para elas. Mas isso é a opinião dela, somente dela. Quem é esta pessoa para dizer o que é bom para a leitura de uma outra pessoa? Os seus pais? Deus? Acredito que só Deus teria tal poder de descobrir o que é bom ou não para a sua leitura. E acredite se quiser, existem críticos que se acham deuses... (risos). Mas sem brincar, tem livros que leio e não gosto, mas nem por este motivo saiu em todas as redes sociais dizendo para as pessoas não comprarem tal livro porque não gostei. O que é ruim para mim pode não ser para você. Mas alguns críticos possuem mentalidade infantil para entender isso e só querem aparecer, ainda mais quando meia dúzia de bajuladores dá atenção para tais críticas.
Elenilson – Como você analisa o governo Lula/Dilma?
Ademir Pascale – Uma mesmice. Melhora uma coisa e piora em outras. No governo Lula não vi incentivo à leitura, muito menos algum incentivo aos escritores ou editoras. Na escola, eles escolhem qualquer livro para os alunos, cheios de erros. É fácil lermos isso nos sites de notícias. Queria muito ver a Dilma ajudando os escritores e as editoras nacionais, mas infelizmente isso não existe, por isso criei este projeto de incentivo aos escritores e às editoras e espero que em 2012 isso tenha uma proporção ainda maior, ou quem sabe a Dilma apóie a nossa iniciativa e até amplie ainda mais? É um sonho que poderá tornar-se realidade.
Elenilson – É verdade que os leitores brasileiros estão se interessando mais pela literatura fantástica?
Ademir Pascale – Sim, é verdade. Acredito que os filmes também influenciam muito neste crescimento.
Elenilson – Qual a diferença entre os seus livros anteriores e o mais recente?
Ademir Pascale – A cada ano que passa ganho mais experiência, além de usar novas técnicas, mas tenho meu estilo próprio e quem já leu mais de uma das minhas estórias sabe do que estou falando. “Encruzilhada”, meu novo romance de horror (*clique aqui e confira todas as etapas de criação desse livro) que está no prelo saiu um pouco diferente do “O Desejo de Lilith”, que é um diário escrito por um velho e decadente ex-detetive de polícia. Posso dizer que é um livro melancólico. O “Encruzilhada”, além de terror, tem cenas divertidas e tenho certeza que agradará os leitores do gênero.
Elenilson – Ainda com relação ao mundo editorial, as editoras finalmente estão deixando um pouco de lado os escritores internacionais e se voltando para os nacionais? Em sua opinião, realmente foi o interesse crescente dos leitores brasileiros pelos autores nacionais ou algo mais?
Ademir Pascale – Algo mais, claro. Existem ótimos escritores nacionais e muitos dão um show nos internacionais. Para quê publicar autores de fora se temos ótimos aqui no Brasil?
Elenilson – Em sua opinião, o dom da escrita também pode ser construído ou tudo não passa de delírio?
Ademir Pascale – Pode ser construído, mas acredito que não carregará a mesma força daqueles que já nascem com o dom.
Elenilson – Visibilidade, ingresso no mercado editorial, maior penetração nos círculos intelectuais são fatores positivos e viáveis a todos que amam a arte, ou apenas para uma minoria? Por quê?
Ademir Pascale – Positivo. É preciso ter influência no meio, mas não garanto que sempre terá amigos. Mas admiro escritores que nem se importam com isso, como Dalton Trevisan que recusa a fama e vive enclausurado em sua casa entre livros e pensamentos.
Elenilson – A sua ficção é esculpida em estórias sobrenaturais, estranhas, mágicas, misteriosas. Nelas, o leitor é conduzido a um mundo de sangue, a vielas imundas e a cantos sombrios. O que mais o leitor poderá encontrar nesses seus livros? Eu vou ganhar um exemplar autografado?
Ademir Pascale – Minhas personagens são pessoas comuns, que passam dificuldades financeiras e problemas amorosos. Sempre tento deixar uma mensagem de superação no final e em "Encruzilhada", com lançamento previsto para setembro/2011, retrata bem isso. Sobre o exemplar autografado, claro, vamos conversar sobre isso.
Elenilson – Qual a maior dificuldade de se manter escritor hoje num país que não valoriza a própria cultura?
Ademir Pascale – Arrumar dinheiro e tempo para escrever, já que tenho que trabalhar 44 horas semanais para manter a minha família e aguentar um chefe que não admite dois minutos de atraso, pois ainda não consigo viver somente de literatura. Trabalho quase 24 horas, fora e dentro de casa. Tem dias que não sei em que dia estou. Lembro que um dia acordei cedo, tomei café e vesti minha roupa para trabalhar, mas só quando estava na porta de casa que percebi que era domingo, dia da minha folga. Agora mesmo estou cansado, com dor de cabeça e com uma garrafa de Coca-Cola ao meu lado (meu vício). Mas estou feliz, pois mesmo assim ainda consigo tempo para escrever e tomar o meu refrigerante, só queria ter mais tempo para colocar em ação centenas de projetos culturais que estão aqui bem guardados, prontos para pular do meu cérebro, mas sou assalariado, trabalho das 9h às 18h e sem apoio algum do governo como escritor ou ativista cultural, tenho que trancafiar as minhas ideias.
Elenilson – Sou, acima de tudo, um escritor. Sempre me senti assim. Demorei em assumir isso porque, inocente e besta, considerava que o que fazia pela internet não era ‘literatura’. Seria, no máximo, divulgação. Percebo agora a bobagem que pensava. Sei que não dependo de uma publicação em papel para me realizar como artista, mas eu gosto de ter o meu trabalho em livros. E você, o que compõe a sua cabeça, o seu pensamento e a sua necessidade de escrita? Tudo vai além do papel e da tela do computador ou as artes se complementam, se misturam?
Ademir Pascale – Gosto de escrever em qualquer lugar, seja no caderno ou no computador. Gosto de escrever e reler o que escrevi, gosto das minhas estórias. E deixo aqui uma dica: se você leitor quer ser escritor, vá em frente e não desista. Seja batalhador, pois já vi muitos escritores no esquecimento simplesmente porque não tiveram pique para continuar. Mais uma vez agradeço pelo interesse no meu trabalho.
“Como autor, sei que é difícil o apoio de uma grande mídia ou mesmo do governo para incentivar as editoras e os autores nacionais. Note que enviei e-mails para vários jornais sobre o projeto, mas nenhum respondeu. Se fosse fofoca de algum político ou a foto de uma atriz de novela com a calcinha aparecendo em alguma balada, todos publicariam. Enviei mensagens também pelo Twitter para escritores como André Vianco e Paulo Coelho, mas não obtive resposta de nenhum deles. Ninguém é obrigado a apoiar um projeto, mesmo que vise beneficiar a todos nós.”
Com Elenir Alves, na Casa das Rosas (SP).
Autografando para os fãs.
Twitter: ademir@cranik.com – www.twitter.com/ademirpascale
Blogs: www.odesejodelilith.blogspot.com
www.perdendolacabeca.blogspot.com
fotos: AP/divulgação












5 comentários:
Gostei muito da entrevista. Bom conhecer um pouco mais sobre Ademir Pascale, sua vida, livros e projetos. É um batalhador da Arte, sem dúvida. Admiro gente assim. Grande abraço!
Pascale é um dos grandes, senão o maior escritor no gênero na atualidade. Sua criatividade, aliada a sua inteligência e visão de mundo, o torna um Stephen King tupiniquim. Concordo com o que ele falou sobre o governo Lula-Dilma - esse governo não consegue enganar mais ninguém! Como é que pode um governo que dá indenização milionária pra um Ziraldo por ele ter "sofrido" na época dos militares? Se não fosse pelos militares, hoje estaríamos como Cuba e China, com execuções e controle da internet provavelmente.
Rogério
www.rogsildefar.yolasite.com
Acompanhei toda a iniciativa de Pascale para o "Dia do Livro de Presente", prestigiando autores e editoras nacionais, e assino em baixo de tudo que disse na entrevista... Como escritor é um dos mais originais que já li e por ter já feito tanto pela literatura nacional, deveria ter o apoio primeiramente dos escritores... só assim poderíamos chamar a atenção do Brasil... mas como ele mesmo diz, é um batalhador incansável, e por isso sempre terá minha admiração e apoio. Um grande abraço Pacale... e excelente entrevista Elenilson...
Pessoas como o Ademir é que fazem a diferença em nosso meio.
Parabens pela entrevista.
Eduardo Bonito
Editora Literata
Parabéns pela entrevista e pelo trabalho. Precisamos de mais pessoas como vc em nosso meio. Um grande abraço.
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