sábado, 28 de maio de 2011

O LIMITE ENTRE O MEDIOCRE E A INTOLERÂNCIA

“Fotos produzidas pelo fotógrafo Alessandro Sagatto do poeta Araripe Coutinho nu em museu de Sergipe causam polêmica.”

Por Elenilson Nascimento


O avassalador poder da ditadura que negou ao povo brasileiro a espontaneidade do aprendizado das artes e de aprimorar o senso crítico endossou a falsa modernidade no eterno "país do futuro", mote usado pela gangue do PT para chegar ao poder e enriquecer, e conjuntamente a isto, trouxe o desespero da perseguição aos intelectuais, escravizou os intelectos, mediocrizou a Educação e deixou sequelas irremediáveis.


Dentro desta hecatombe de guerra social e política, surgiu um novo parâmetro de leis e decretos, que passaria a reger o aprendizado e alienar ainda mais as mentes no Brasil, criando-se novos cursos nas escolas e faculdades que substituiriam os antigos, e que já eram suficientes para a (desen)formação sócio-educacional nacional. Eu sei! Eu sei! Eu sei muito bem que as más línguas vão soltar o veneno e dizer que faço conchavo com Deus e tomo café com o diabo. Mas... que mal há nisso? Afinal, se Deus é mesmo brasileiro (*eu tenho as minhas dúvidas!), qual outra "Terra de Nosso Senhor” canta À merencória luz da Lua” e tem “coqueiro que dá côco”? E ainda tem mais: "Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza"? Ora, admitam se “todo mundo tá feliz, todo mundo pede bis", então, junto com o diabo, erguemos as mãos aos céus e cantemos: “Eu te amo meu Brasil, eu te amo. Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil. Eu te amo meu Brasil, eu te amo. Ninguém segura a juventude do Brasil”. E dançando funk, pagode, axé, sertanejo conforme a música e o cantor, bailemos ao som de um Bolero de Ravel, sempre afinado, ou de um gritinho de algum Luan Santana: “Levanta a mão galera e enfiar o dedo do cu...”, imprimindo o dom de ser só seu. E cada um de nós vivendo a sina de ser um legítimo "Brasileirinho".


Pois bem, os acadêmicos foram substituídos por ex-BBBs e outras estrelas da TV, e apesar destes sistemas de aniquilação do pensamento serem indicados propriamente ao acréscimo de conteúdo teórico, à base de "quilos de xérox" nas nossas universidades, substituiram totalmente os cursos que formavam artistas e pensadores por cursos que agora formam o indivíduo para o mercado de mão de obra barata, ficando a sociedade, então, sem nenhuma formação crítica, o que foi maravilhoso para o “PHoder da ditadura”, enfraquecendo amplamente a capacidade de discernimento do povo, o que gerou até a proliferação de igrejas (de todos os tipos e gostos), o que é algo ainda mais preocupante.

FALÊNCIA SOCIAL – O que vale a pena ressaltar aqui no LC é que os fatos não foram por acaso, pois “as artes ainda trabalham a sensibilidade do indivíduo, com seus símbolos e ícones, com o seu infinito poder de criar perspectivas e, com certeza, passar informações ideológicas ao povo com muita velocidade”. Contudo, entre a década de 60 e 80, começou a ocorrer uma falência total da nossa sociedade, estimulou-se a mediocridade artística, conjuntamente com o plágio e o autodidatismo. Criou-se então uma “organização oculta”, na administração de órgãos culturais que foi aos poucos monopolizando as normas de estética do país que antes mantinham um profundo valor de comunicação, passou-se a dar lugar a uma abertura maciça de “artes” desprovidas de informações ideológicas que satisfaziam perfeitamente ao sistema da ditadura (*os primeiros conceitos de arte contemporânea).


E como já se não bastassem as desventuras do ensino no país do faz-de-conta quando as escolas tinham que colocar professores, extremamente alheios ao conhecimento, para suprir as carências oriundas das suas frustrações e das suas péssimas formações, e as necessidades de conteúdos esquecidas e aplicadas apenas com métodos teóricos, agora será ainda pior, pois o ajustamento intelectual da nossa juventude já está se processando por um padrão da mídia, onde não se irá acrescentar muito ao aprendizado, além da tentativa de inserir centenas de teorias inúteis nas cabeças cinzentas nunca alcançará mais que 5% de conceitos em sua formação.


Hoje, é muito comum no Brasil escutar da boca de artistas plásticos a seguinte frase: “Eu jamais aprenderia Artes Plásticas em uma universidade brasileira, pois jamais poderia desenvolver o que faço, com os professores de Arte de hoje, que não sabem nem desenhar e nem pintar!”. E o mesmo se aplica aos alunos de outros cursos que já se dizem arrependidos, eu principalmente, quando descobrem que os cursos superiores já não os preenchem de conhecimentos práticos, e tudo o que resta a fazer é tentar descobrir a prática por si só, e para tal, estes não precisariam de nenhuma universidade.


Quase 50% dos alunos que estão realizando cursos universitários irão abandoná-los antes do seu término, e o ensino das artes e do senso crítico, por exemplo, vai continuar o seu ciclo de decadência, vivenciando uma arte sem prática e sem estímulo. O conflito existente entre os alunos do primeiro e o segundo grau é ainda maior (e isso eu posso afirmar, por ter perdido o meu tempo - durante dez anos - lecionando para essa clientela), pois individualmente eles necessitam de arte, de meios para descarregar as suas ansiedades intelectuais, e as experiências que tiveram foram apenas superficiais, em termos de práticas artísticas, e as receitas trazidas pelos “professores mal formados” lhes deram insegurança de valores estéticos, pois em certas escolas tiveram que ver “aberrações e mutilações de arte conceitual” como se fosse uma expressão de verdadeira ARTE.


MEDIOCRIDADE DA CRÍTICA – Essa semana, fotos sensuais do jornalista e poeta Araripe Coutinho (*vou entrevistá-lo aqui no blog em breve), de 43 anos, contemporâneo de Hilda Hilst, autor de “O Demônio Que É O Amor”, "Como Alguém Que Nunca Esteve Aqui", entre outros, tiradas dentro do Palácio Museu Olímpio Campos, "vestido" apenas com uma flor em meio a um mobiliário secular da antiga sede do governo em Aracaju, Sergipe, estão causando muita polêmica, talvez porque muitas dessas pessoas que se sentiram incomodadas passaram a buscar “novidades” para empilhar em suas estantes através do ímpeto desenfreado em achar que uma pichação é a mesma coisa que um grafites nas paredes, que copiar o estilo de vida de artistas em revistas de fofoca é o mesmo que viver de verdade, que visitar monturos, mausoléus pornográficos e necromaníacos existentes na internet lhes dariam mais lógica de arte do que as visitações aos museus e galerias.


As fotos, que foram parar na internet, produzidas pelo excelente, talentosíssimo fotógrafo e design gráfico Alessandro Sagatto (*que tem um blog bacana com artworks e remixes da Madonna), mostram o poeta Coutinho em poses na mobília secular do museu. Ele está nu nas imagens. O local, um dos mais importantes patrimônios do Estado, foi sede do governo sergipano nos séculos XIX e XX, mas, na época em que as fotos foram feitas, estava desativado. Coutinho diz que entrou pela garagem: "O museu é grande, e ninguém viu. Isso mostra como o patrimônio brasileiro é abandonado".


Segundo o poeta, as fotos estavam em seu computador e sem sua autorização elas foram colocadas na rede. Alguém teria retirado as fotos que estavam armazenadas em seu computador e as colocado na internet. Ele disse que não foi nada premeditado e que, a princípio, nem havia intenção de fazer as fotos: “Foi um ensaio belíssimo. Essas fotos foram tiradas no ano de 2005 e seriam utilizadas na comemoração dos 20 anos do meu trabalho, que eu não fiz por falta de patrocínio”, explicou.


E, numa atitude autoritária, o governo do Estado determinou a abertura de uma investigação para apurar quem autorizou as fotos. Mas se não procurarmos fazer uma analise profunda, desprovidos de preconceitos, das circunstâncias e do objetivo da produção intelectual dos nossos artistas que não estão presos a este sistema imperialista, afastando a corrupção administrativa, o puritanismo, a hipocrisia, nada poderá ter resultado positivo, e qualquer manifestação artística no Brasil será apenas um rosto sem personalidade, sujeito apenas às decisões do poderes ocultos de uma suposta intelectualidade medíocre.


Coutinho, por sua vez, disse que está sendo vítima de preconceito: “Não consigo sair de casa. Se fosse um cara musculoso ou a garota do Tchan, ninguém falava nada. Eu queria que as pessoas dissessem: o poeta está nu” – disse. Ele contou ainda que as fotos foram feitas para ilustrar um livro sobre ele. “Eu não quis macular o local. Quis apenas levar arte para as pessoas. As fotos ficaram lindas”, complementou o poeta.

ATÉ PESSOA SOFREU PRECONCEITOS – Até o poeta português Fernando Pessoa, em seus poemas, contou e chorou sobre a insatisfação da alma humana. A sua precariedade, a sua limitação, a dor de pensar, a fome de se ultrapassar, a tristeza, a dor da alma humana que se sente incapaz de construir e que, comparando as possibilidades miseráveis com a ambição desmedida, desiste, adormece “num mar de sargaço” e dissipa a vida no tédio.


Mas se para Pessoa, os remédios para esse mal eram o sonho, a evasão pela viagem, o refúgio na infância, a crença num mundo ideal e oculto situado no passado, a aventura do Sebastianismo messiânico, o estoicismo de Ricardo Reis, etc..., infelizmente, num mundo cada vez mais globalizado, com pessoas de pensamentos retrógrados e fúteis, todos estes “remédios” são apenas tentativas frustradas porque o mal é a própria natureza humana (*o outro nunca está satisfeito com a felicidade alheia) e o tempo a sua condição fatal. Se Pessoa tinha uma poesia cheia de desesperos e de entusiasmos febris, de náusea, tédios e angústias iluminados por uma inteligência lúcida – febre de absoluto e insatisfação do relativo.


SÁ-CARNEIRO TAMBÉM – Talvez, como disse o Coutinho, essa polêmica nazista esteja ocorrendo não pelo fato das fotos terem sido tiradas dentro de um prédio público que provavelmente nem as moscas estavam visitando, mas pelo fato do poeta ser gordinho e fora dos padrões. Mas se ele fosse um malhadão, bem nascido e roludo, todos estavam batendo palminhas. Esse caso me fez lembrar do Mário de Sá-Carneiro que, mesmo sendo dono de uma técnica inigualável, fez do conflito entre o eu lírico e o outro, da inadequação do que sentia ao que desejaria sentir, uma das grandes marcas de sua obra e, além de tudo isso, esse magnífico esquizóide, muito preocupado com o fato de também ser gordo e duvidosamente assexuado, pedia que batessem em latas, quando se finasse, que rompessem aos saltos e aos pinotes, que fizessem estalar no ar chicotes, que chamassem acrobatas e que o seu caixão fosse sobre um burro ajaezado à andaluza. Tudo volições respeitáveis e sumamente exequíveis, bem sabemos.


Mas o inferno apocalíptico vivido na insensibilidade artística do povo brasileiro, da crítica sem critérios dos críticos de bolas de sabão, dos esquizofrênicos de plantão, possui como herança, dois problemas graves: “a decadência do ensino e a adoção do imperialismo da moda estética”. Dessa forma, o gosto do povo passa a ser menos autêntico do que o de muitos outros países, mais educados e mais congruentes com a formação intelectual do seu povo, porque a formação artística lhes foi negada e o poder de decidir o prazer estético lhes foi arrancado na base do chicote.


Talvez a escolha da revista "Time", que elegeu o ex-presidente Lula como um dos 25 líderes mais influentes do mundo em 2010, seja um sinal de que temos o que merecemos! Talvez seja perda de tempo e energia discutir a famigerada frase de que críticos são artistas frustrados, mas vamos lá. A permissão é de que como não sabem fazer filme, não sabem escrever poemas em livros, não sabem fazer boa música, os críticos criticam. Isso, na opinião de muitos, valeria também para quem faz críticas literárias (*escritores frustrados), teatrais (*atores frustrados) etc.


Essa polêmica toda com as fotos do Coutinho demonstra o quanto a nossa sociedade brasileira vive um mundo de ilusões, pois os ânimos artísticos são bloqueados logo cedo, os padrões impostos pela educação atual, geram uma cultura hipócrita, e a sensibilidade estética do cidadão se desenvolve naturalmente por um caminho paralelo à educação oficial. Ou seja: estamos formando uma geração de “cabeças de merdas”!


Hoje ensinam que só devem seguir os moldes de arte das “escolas conceituais e das bienais internacionais”, mas para a maioria do povo, é bastante óbvio não ter sentido artístico, já que os valores são impostos por ditaduras oficiais com modelos contemporâneos, aberrantes e deprimentes em relação a beleza natural, agredindo a sensibilidade espontânea. Sendo assim, o Brasil é um dos poucos países do mundo a manter uma ditadura institucionalizada de padrões artísticos, a deturpação intelectual é muito visível para todos e só resta uma conclusão: a liberdade de expressão em nosso país não existe, ou se faz uma arte que é imposta pelo monopólio institucionalizado ou não se considera essa arte como verdadeira. Sendo assim: salve o artista autodidata, aquele que não segue as normas oficiais, pois poderá ser um grande representante da arte brasileira por que “A EDUCAÇÃO E AS ARTES NO BRASIL ESTÃO EM DECADÊNCIA!”. Mas eu prefiro continuar acreditando nos versos do Jorge Mautner, que ecoou na voz do Chico Science: “Que eu me organizando posso desorganizar. Que eu desorganizando posso me organizar. Que eu me organizando posso desorganizar”.

+ Veja repercussão na reportagem do Jornal Hoje (Globo) sobre as fotos tiradas por Alê Sagatto do poeta Coutinho nu em museu de Sergipe:

fotos: Alessandro Sagatto

18 comentários:

Temistocles disse...

Acho ridiculo a banalização, esse senhor tem que ser severamente punido, afinal mesmo sendo nú artistico, ou seja lá o que se chame essa aberração, nao se pode usar espaços publicos para esse tipo de “coisa”.

Theo disse...

Elenilson, seu comentário foi até interessante. Mas, por favor, não defenda esses caras que dizem fazer arte. Será q vc aprendeu com o pseudo-poeta que, em entrevista concedida à TV Record disse “As pessoas É preconceituosas….”? Imagine a qualidade dos textos que a free willy reencarnada escreve.

Anônimo disse...

além que que ficam todos falando museu museu, pergunta ai dessa turma que escreveu algo aqui quantos já foram lá visitar? Aqui as pessoas não valoriza e nem visita nada mais agora é todo mundo o preocupado com o bem estar da sociedade, pura hipocrisia.

Gustavo disse...

Ele deveria ter aproveitado e ter feito cocô ai – pra vê se o povo acorda, e se liga no descaso publico na falta de escolas com qualidade, hospitais e tudo mais, grande coisa essas fotos, pra que essa polêmica é só por que ele é viado e gordo só isso, o que os governantes fazem – que é meter em nosso c… diariamente não incomoda ninguém me poupem.

José Santos Evangelista disse...

Olá Elenilson,

Não acho que foi correto você apoiar o episódio no Museu do Palácio Olímpio Campos (fotos do nú de Araripe Coutinho). O Museu está no prédio que é patrimônio cultural dos sergipanos e as afotos do poeta não combinam com aquele ambiente. O que aconteceu está mais para Teatro do que para Museu. Você falou no programa de hoje (26.05) que qualquer um pode tirar fotos naquele local, inclusive dizendo que até o Governador (Marcelo Deda), não é verdade, pois a maioria dos museus não permitem que se tirem fotos (questão de segurança dos museus, etc.), além do mais você já pensou o Bareta ou Marcelo Deda tirando fotos nús? Então Bareta, eu como seu expectador e ouvinte não aprovo o seu apoio ao Araripe Coutinho. A não ser que você tenha recebido algum dinheiro do Araripe para defendê-lo no programa, que inclusive ainda é mais injusto.

Nelma disse...

No Brasil do TUDO PODE, não é estranho que coisas desse tipo aconteçam….
Pasmem! É coisa do Brasil, certamente, um assunto sério não chamaria tanta atenção…
É vergonhoso um poeta e intelectual como o próprio se julga, usar truques desse mal gosto para autopromoção, e o pior, usar um patrimônio público…
O rídiculo é notável…………..

Lucas disse...

Araripe tem que fazer o seu próximo ensaio fotográfico em frente ao Monumento aos Formadores da Nacionalidade na Praia de Atalaia em Aracaju, pois diante de tanta escultura de gosto duvidoso e que em nada rememora a cultura sergipana, o poeta se destacaria como um ilustre filho de Sergipe, destemido, audacioso e guerreiro como o Cacique Serigy, este sim, merecedor de uma escultura em bronze, com direito a adornos, fontes e até oferendas.
Lamentável a falta de sensibilidade poética desses internautas colegiais. Nunca valorizaram o tal museu, a literatura, o teatro e a música de Sergipe e, agora, tecem terríveis comentários homofóbicos que só servem para reforçar um antigo estigma: SERGIPE É O QUINTAL DA BAHIA!
Vocês não têm qualidade de vida (refiro-me a valores humanos). Os turistas que visitam a capital do estado não são bem recebidos e, quase sempre, se decepcionam ao descobrir que Aracaju não tem nenhuma vocação para capital.
Os que postaram comentários cruéis, com certeza nunca quiseram conhecer os versos do poeta e nunca descobriram a riqueza da cultura popular sergipana.
Pesquisa recente sobre graduação indica que apenas 11% da população brasileira de 25 a 64 anos têm diploma universitário. Se depender de Sergipe esse cenário não mudará tão cedo, pois o povo parece ainda não ter evoluído, ainda faz acepção de pessoas e sofre de um terrível e histórico complexo de inferioridade.
As fotos de Araripe convivem comigo há dois anos e,para quem não sabem e não procuraram saber, elas ilustram a sua mais recente publicação literária – OBRA POÉTICA REUNIDA (1989-2009). Como o próprio título diz, ela reúne todos os seus trabalhos publicados. As tais fotos serviram para convidar o leitor a conhecer o pensamento, a sensibilidade e até mesmo os conflitos de um artista que sempre se mostrou apaixonado por Sergipe e pela poesia.
Só mesmo quem teve contato com a referida obra, conseguirá enxergar nas tais fotos, as “asas da agonia” do poeta, o seu “sal de tempestades”, o “demônio que é o amor” e o “sofrimento da luz”.
A todos que insistem em postar comentários agressivos, eu rogo: Não atire este “Molotov” no poeta de Aracaju. Araripe não merece.

Jorge disse...

Que vergonha para nosso estado.
Porque vc não foi posar na frente do CEFAP, ficaria uma bela pose no mastro da bandeira, lá vc encontraria o que tá procurando!
Que contraste, há pouco tempo um estado que ficou conhecido por sua capital ser o máximo em qualidade de vida hoje está sendo divulgado pela mídia nacionalmente por essa vergonha!

Jacinto Leite Aquino Rego disse...

Dizer o que ?
Falta governo, controle e bondade em todos os lugares deste mundo.
Meu Deus onde iremos parar ?
Hoje se expõe tudo sem escrúpulos.
Criannças veem jornais e internet.
Tudo em nome da arte e da poesia?
Gosto ? Não se discute ?
Então é pra liberar tudo e todos ?
Ética, respeito e dignidade não existem mais ?
Parabéns a quem ?
Sinceramente falta discernimento e mais bom senso.
Tudo em nome da arte ?
Vemos artistas e grupos sergipanos lutando por um lugar ao sol aqui e fora também.
O que Sergipe ganha com este tipo de exposição.

Araripe onde você estava com a cabeça nesta hora ?

Sinceramente não há nada de bom nisto tudo.

Vou imprimir suas fotos e colocar na frente da minha casa pra espantar o mosquito da Dengue, os maus espíritos, enfim…

Me poupe e vá rezar e pedir a Deus perdão pela sua insensatez.

Os que os políticos já fazem(ou deixam de fazer) é que vitimam a população sergipana e é o que a gente tá vendo com estas chuvas agora.

Nada vai mudar o coração dos corruptos. Nem a sua nudez “artística”.

ARG !!!

Jacinto Leite Aquino Rego

Renata disse...

Caro Senhor Elenilson Nascimento,

Chamar a Brava gente Sergipana de medíocre é um absurdo… Araripe Coutinho não deu tanto a cara a bater por essa terra quanto TOBIAS BARRETO, FAUSTO CARDOSO, MARIA FELICIANA, SILVIO ROMERO ETC (…) Gente que inclusive morreu em defesa do Estado… Gente que não precisou tirar a roupa dentro de um Palácio de Governo mais rasgou as vestes das palavras em seus livros e discursos na câmara dos deputados e/ ou senado federal. O Sergipe é um Estado pequeno em território, mas imenso em material humano. Esse Estado não é pobre… Não é Medíocre… Medíocre é quem não enxerga o valor dessa brava gente… Medíocre é quem revestido de um discurso da “livre expressão” enche sua fala de preconceito… “MORTE, SANGUE, CORTE A CRUA CARNE DOS POBRES E MEDIOCRES SERGIPANOS” Essa fala é xenofóbica e xenofobia é CRIME! Meus caros… Morte, Sangue, corte a crua Carne do preconceito, da discriminação e do juízo de valores sem conhecimento. VIVA A BRAVA GENTE SERGIPANA QUE AO LONGO DA HISTÓRIA DESSE NOBRE ESTADO VEM LUTANDO E CONSTRUINDO UMA LINDA HISTÓRIA!!!!

Gerson disse...

Em qualquer lugar do mundo é terminantemente PRIBIDO fotografar em museus ou espaço semelhante, exceto por motivo justificável e com autorização oficial. As fotos em sí não chocam ninguem, e não chamariam a atenção se fossem tiradas em outro lugar qualquer. Mas parece mesmo que a intenção era da promoção pessoal e quando isso vira uma idéia fixa, vale tudo. Atitude descabida e irresponsável.

Alisson disse...

Felizmente eles estão mortos. Quem? Hermes Fontes, Manoel Bandeira, Tobias Barreto, Carlos Drummond e etc… Sabe pq? Pra não serem obrigados a ver tamanha vergonha. Mas se estivessem vivos, certamente morreriam ao olhar isso.

Wanessa disse...

Acho que deveria ser apurado quem permitiu tamanho desrespeito com o patrimônio público, e que esta historia que as fotos aconteceram no governo passado não cola, porque em uma das fotos as cadeiras estavam novas e ainda enroladas com plasticos, a pintura tá linda.
Araripe conseguiu atingir o seu objetivo que era ganhar a notoriedade, espaço e gerar polêmica… Mas o Poder público tem que parar de inventar desculpas e punir os culpados por este desrespeito com o patimônio público e por expor sergipe em rede nacional com manchetes que não agregam valor ao estado.

Anônimo disse...

Eu fui visitar o palácio e nem pude tocar nas coisas. Cara vai e senta nú na cadeira. Ele faça o que quiser da vida dele, mas isso é um absurdo. Uma falta de respeito. Muita arrogância.

Williams Seixas Santana disse...

Concordo plenamente com o Elenilson, afinal vivemos em uma nação imoral,onde a única diferença entre um prostibulo e o estado brasileiro e seus gabinetes,é que,o que se pratica nos prostibulos o fazem por necessidade e nos palácios e assembleias desse país o fazem por falta de honra,de vergonha.Não devemos esquecer que a prostituição e a delinquencia do nosso Brasil varonil,advêm da falta de oportunidades,da falta de pudor dos nossos repredentantes legitimos,dos nossos politicos.
Portanto não adimito que ninguem nessa patria amada idolatrada venha me falar em nome da moral,pois nem mesmo o significado dessa palavra,essa nossa sociedade podre sabe qual é.
Quem sabe essas fotos não sejam um ato de protesto do nosso ilustre poeta contra essa nossa sociedade que é constituida por essa gentalha podre,ignorante e hipócrita.
Viva o Araripe.

Anônimo disse...

Mãe Santíssima, Pai Misecordioso, Rogai por Nós…
Na ultima foto parece que “as bola do ôio vai papocar”

Jacira disse...

Seja hoje ou em outro período, acho uma falta de respeito com o patrimônio público. Cadê a procuradoria, Ministério Público e outras autoridades. Lembro que num tempo passado um promotor aqui queria prender a GLOBELEZA por ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. Não tenho nada contra o “NÚ ARTISTICO”, mais acredito que há lugares mais apropriados.

Gustavo Marques disse...

O problema de araripe, é estar numa terra de gente mediocre que pode se preocupar mais com suas vidas no lugar de criticar a arte. Pobres e incultos, ficam sem saber que a arte não se explica, aquele que veio para chocar, tb mt fez por esse estado incrato com seus filhos.
Enquanto, alguns mediocres se preocupam em critica-lo esquecem o quando ele ja levou o nome desse podre estado além fronteira, defendenduo e dando a cara para bater.
Acredito que todos que por aqui, ou por outros meios o criticaram, deveriam aprender sobre o MAGO DAS PALAVRAS ARARIPE COUTINHO, e lavar a boca para falar desse bruxo, desse bom bruxo…

SALVE,SALVE A TODA E QUALQUER EXPRESSAO DE ARTE.
MORTE, SANGUE, CORTE A CRUA CARNE DOS POBRES E MEDIOCRES SERGIPANOS