Por Elenilson Nascimento
O excelente diretor Michael Moore – mesmo sendo criticando por meio mundo e chamado constantemente de impostor – foi o único o responsável pela popularização do gênero dos documentários entre o público mais jovem de cinema (*com as produções como “Tiros em Columbine” e “Farenheit 11 de Setembro”), mas o igualmente diretor Morgan Spurlock também deve ser lembrado quando o assunto é criticar o nada saudável modo de vida americano.
E numa sociedade em que mais de 60% da população está acima do peso, Spurlock decidiu apontar sua câmera para aqueles que considera os responsáveis pela epidemia de obesidade: as grandes redes de fast-food dos Estados Unidos. O sedentarismo e a má alimentação não só dos americanos – aqui no Brasil já passamos da fronteira de alerta faz tempo – já são notórios, mas para colocar a sua teoria em prática, Spurlock decidiu se submeter, literalmente, a um regime de engorda. O objetivo era provar que, fazendo todas as refeições do dia em lanchonetes do McDonald's, sua saúde estaria indo pelo ralo.
E durante cerca de 30 dias, o diretor se alimentou do chamado “super size”, combinação que leva um lanche de hambúrguer, mais de um litro de refrigerante e 500g de batatas. Um típico lanche de todo final de tarde dos adolescentes do mundo todo, mas, infelizmente, vivemos num mundo real e a gordura é a nova Aids no século XXI.
APELAÇÃO – O mundo anda tão assustado com a epidemia de obesidade infantil e com mortes relacionadas à má alimentação que resolveu atacar o fantasma com todas as armas. E por mais que o McDonald's pague milhões para aparecer bem na fita, como foi o caso no filme “O Ritual”, com o Anthony Hopkins no elenco. Na cena onde o jovem padre Michael Novak (interpretado pelo desconhecido e sem graça Colin O'Donoghue) está morrendo de vontade de comer um lanchinho no McDonald's, é salvo por ninguém menos que a Alice Braga, a sobrinha da Sônia interpreta uma convincente jornalista. A cena é uma apelação só!
Mas ao contrário do filme apelativo cm cena comprada pelo McDonald's, o documentário de Spurlock recebeu até uma indicação ao Oscar e causou uma grande polêmica ao mexer com a imagem de uma das maiores redes de fast-food americanas. Mas é preciso deixar bem claro aqui que, apesar de todo barulho, o documentário não sedimenta suas acusações e segue, até o fim, fazendo muito barulho e atirando para todos os lados, em vez de conseguir provar o que propõe nos primeiros minutos de projeção: que estamos nos alimentando com veneno!
ana, porém, o McDonald's voltou a ser notícia no mundo todo. Mas não por alguma promoção bizarra de comprar lanchinho e ganhar brinquedinho inútil, mas por uma cena de violência dentro de um dos seus estabelecimentos. Um vídeo de uma transsexual sendo agredida dentro de um McDonald’s na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos, está rodando o mundo. As cenas são fortes e mostram várias faces da violência humana. Uma é o ódio irracional aos diferentes, no caso a transexual que só queria ir ao banheiro de uma franquia do McDonald’s. A outra face é a omissão total de quem deveria proteger clientes numa rede que se orgulha de disseminar uma imagem de bom atendimento – e cuja direção geral também se diz chocada com o episódio.
O vídeo foi gravado por um funcionário do próprio McDonald’s, onde podemos ver nitidamente duas garotas espancarem a cliente- transexual Chrissy Polis, de 22 anos. As agressoras puxam a vítima pelos cabelos, chutam, pisam, dão soco, empurram, arrastam-na pelo chão. Chamam a vítima de “dude” (*traduzido para português por “cara” e, no caso, usado de forma pejorativa com o transexual que, diferentemente do homossexual, se considera mulher, se veste como mulher e costuma se submeter a cirurgias). Os funcionários do estabelecimento nada fazem, apenas olham, e no final ainda recomendaram que as agressoras fossem embora antes que a polícia chegar. Se fosse aqui no Brasil, em especial no Iguatemi, acho que seria até capaz de eles jogarem um balde de água.
O gerente “ensaia” um protesto e pede às duas que vão embora. “Stop, stop”, limita-se ele a gritar, em vez de impedir a barbárie e chamar a polícia. As agressoras vão indo embora, mas voltam seguidamente para continuar a selvageria, sem ser bloqueadas pelos empregados. A vítima fica encolhida no chão, tenta se proteger, proteger a cabeça especialmente por medo de morrer.
A vítima foi salva por uma idosa que se meteu no meio da confusão e conseguiu parar as agressões. Quando a transexual começa a sangrar e tremer no chão, os funcionários, com medo da polícia e de acabar, como dizem no vídeo, “com um corpo, um cadáver no chão”, expulsam as agressoras para que elas se livrem da prisão em flagrante. O McDonalds soltou uma nota oficial lamentando o ocorrido e informando que vai investigar o caso. E a franquia onde ocorreu o ataque brutal apenas demitiu o funcionário que filmou todo o ataque em seu celular. Eis a nota divulgada pela rede McDonald’s, uma das maiores interessadas em resolver isso para preservar os valores que costuma passar à sociedade em anúncios e campanhas.
“Estamos chocados com o vídeo de uma de nossas franquias em Baltimore que mostra um ataque a uma cliente. Esse incidente é inaceitável, perturbador e constrangedor. McDonald’s se empenha em ser um ambiente seguro e receptivo a todos que nos visitam. Nada é mais importante para nós do que a segurança de nossos clientes e funcionários nos nossos restaurantes. Estamos em contato com a filial local e as autoridades para investigar o assunto”.
Em seu depoimento, alguns detalhes chamam a atenção, a vítima é muito articulada, confirma que não tentou reagir porque queria apenas proteger sua cabeça. Mas no fim, ela sangrou e ficou tendo convulsões jogada ao chão da lanchonete. No vídeo, ela conta que o ataque começou com uma delas cuspindo no seu rosto quando ia ao banheiro. Diz ter ficado estarrecida ao ser informada de que uma das agressoras tem apenas 14 anos. Veja as cenas lamentáveis que, infelizmente, ainda acontecem em pleno século XXI. Chega de preconceito. Isso tem que mudar. Confira o vídeo:








1 comentários:
O que será que está acontecendo???
Por que as pessoas parecem estar se sentindo ameaçadas pelos homossexuais?
Um amigo conta que anteontem na Av.Sete viu dois travestis que passavam serem agredidos, sem ter nem pra que, pelos camelôs...
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