“Entendo, que um dependente da bolsa-esmola, vote na Dilma. O que é muito difícil de compreender, são artistas e intelectuais, com um certo tipo de discernimento, apoiarem uma pessoa sem nenhuma graduação, a não ser os cargos ocupados por indicações políticas. Serra tão transparente quanto uma lata de lixo, e a de Dilma, é de servir de biombo (*ou poste) para o terceiro mandato do Lula. Estamos todos f...” (Elenilson Nascimento)sábado, 30 de outubro de 2010
EU TAMBÉM VOU VOTAR EM NINGUÉM!
“Entendo, que um dependente da bolsa-esmola, vote na Dilma. O que é muito difícil de compreender, são artistas e intelectuais, com um certo tipo de discernimento, apoiarem uma pessoa sem nenhuma graduação, a não ser os cargos ocupados por indicações políticas. Serra tão transparente quanto uma lata de lixo, e a de Dilma, é de servir de biombo (*ou poste) para o terceiro mandato do Lula. Estamos todos f...” (Elenilson Nascimento)
Marcadores:
Notas Básicas
SARAU LITERÁRIO EM PLENO DIA DA FARSA
“E, afinal, nesse tempo de nuvens escuras, de arrogâncias acadêmicas, de gente sem atração, cada livro é sempre o mesmo, porém não a mesma coisa. Pelo menos os meus.”
Se fosse possível eu pontuar aqui, em poucas linhas, em poucas palavras, a diferença entre cinco seres vivos, das suas maluquices, dos seus objetivos, dos seus processos desarmados, dos seus projetos de vida, diria: que pobreza de vida haveria neles! Prefiro acreditar que há algo melhor, em cada um deles, que se recuse à síntese. Do contrário, para que o próximo? Mas ando muito cansado disso tudo. Das pessoas, do meu tempo, da alienação que infesta as mentes, dos guerreiros de marmitas, dos processos fracassados de educação. Outrora, falei amanhã – no “III Sarau Literário” promovido pelo pessoal do bem da Revenge Comunicação e da Cooperativa Acadêmica da UFMG – que essa realidade muda (“Quando a gente tá contente. Tanto faz o quente, tanto faz o frio, tanto faz. Que eu me esqueça do meu compromisso. Com isso ou aquilo que aconteceu dez minutos atrás. Dez minutos atrás de uma ideia já deu. Pra uma teia de aranha crescer e prender. Sua vida na cadeia do pensamento. Que de um momento pro outro começa a doer”, escreveu Gil) permanece simultaneamente e que esse é o feitiço da arte.
E, afinal, nesse tempo de nuvens escuras, de arrogâncias acadêmicas, de gente sem atração, cada livro é sempre o mesmo, porém não a mesma coisa. Pelo menos os meus. As questões, que também não são mais minhas, porque nós é que somos das questões, mantêm-se nos livros todos: a morte, o viver, o tempo, a existência, o humano, o sagrado, o amor, o poético, a palavra, apresentadas sob novas feições, novas configurações. E estarei amanhã, depois da obrigação imposta das urnas, onde essa imensa massa de iletrados vai votar na Dilma como se estivesse votando no Lula, onde uma verdade vem à tona: o Serra preparou-se a vida inteira para legitimar a vitória da marionete do Lula, debatendo sobre isso e vendendo minhas ideias de passos cansados num país que não valoriza nada. Portanto, conto com os meus amigos mineiros por lá. Abração!
imagem: divulgação
Se fosse possível eu pontuar aqui, em poucas linhas, em poucas palavras, a diferença entre cinco seres vivos, das suas maluquices, dos seus objetivos, dos seus processos desarmados, dos seus projetos de vida, diria: que pobreza de vida haveria neles! Prefiro acreditar que há algo melhor, em cada um deles, que se recuse à síntese. Do contrário, para que o próximo? Mas ando muito cansado disso tudo. Das pessoas, do meu tempo, da alienação que infesta as mentes, dos guerreiros de marmitas, dos processos fracassados de educação. Outrora, falei amanhã – no “III Sarau Literário” promovido pelo pessoal do bem da Revenge Comunicação e da Cooperativa Acadêmica da UFMG – que essa realidade muda (“Quando a gente tá contente. Tanto faz o quente, tanto faz o frio, tanto faz. Que eu me esqueça do meu compromisso. Com isso ou aquilo que aconteceu dez minutos atrás. Dez minutos atrás de uma ideia já deu. Pra uma teia de aranha crescer e prender. Sua vida na cadeia do pensamento. Que de um momento pro outro começa a doer”, escreveu Gil) permanece simultaneamente e que esse é o feitiço da arte.E, afinal, nesse tempo de nuvens escuras, de arrogâncias acadêmicas, de gente sem atração, cada livro é sempre o mesmo, porém não a mesma coisa. Pelo menos os meus. As questões, que também não são mais minhas, porque nós é que somos das questões, mantêm-se nos livros todos: a morte, o viver, o tempo, a existência, o humano, o sagrado, o amor, o poético, a palavra, apresentadas sob novas feições, novas configurações. E estarei amanhã, depois da obrigação imposta das urnas, onde essa imensa massa de iletrados vai votar na Dilma como se estivesse votando no Lula, onde uma verdade vem à tona: o Serra preparou-se a vida inteira para legitimar a vitória da marionete do Lula, debatendo sobre isso e vendendo minhas ideias de passos cansados num país que não valoriza nada. Portanto, conto com os meus amigos mineiros por lá. Abração!
imagem: divulgação
Marcadores:
Literatura
EMBURRECIMENTO ELEITORAL
“Em vez de debatermos projetos e soluções para os gargalos da nação, ficamos vendo quem é o 'menos pior'.”
Por Afonso Vieira*
Estamos nos aproximando ao fim do pleito eleitoral de 2010. A cada eleição que presencio, verifico quão medíocres e ignorantes se tornam as pessoas por ocasião das campanhas, incluam-se nessa leva todos os candidatos.
O que me instou a escrever esta crônica foi um e-mail recebido de uma amiga, onde consta uma suposta carta de Pedro Bial pregando o voto em Dilma Roussef. Até aí nada demais, o problema foram as respostas, como a mensagem foi enviada abertamente para uma grande lista, alguns começaram a responder para “todos” colocando suas posições.
Não há nada mais estúpido que alguém que se ache melhor que os demais, portando-se como senhor da razão. Oras, tem que ser muito biltre para querer dizer que entre José Serra e sua concorrente há muita diferença, não, não há! Infelizmente estamos diante de dois candidatos desenvolvimentistas, populistas e de centro esquerda. Suas divergências nas propostas são mínimas. Em meu entendimento, a única diferença relevante é no quesito das liberdades individuais, e é aí que está o X da questão, e eu já abordei o tema em artigo recente.
Ambos possuem inúmeras denúncias que os desabonam como entes públicos, ambos têm um passado na luta contra a ditadura militar, ambos mentem quando dizem ter lutado pela democracia. Está certo que Serra era da ala moderada, mas nenhum marxista luta/lutou pela liberdade. Aliás, socialismo e liberdade são coisas excludentes! Querer dizer o contrário é jogar na lama toda a história do século XX, distorcendo o que de fato ocorreu. Dirão alguns que as ideias de Karl Marx nunca foram colocadas em prática, que foram distorcidas, isso é balela. Todo planejamento ou ideia, quando de sua aplicação, necessita de adaptações e correções. A coletivização só funciona se for imposta suprimindo a individualidade e a liberdade, na forma de regimes autoritários e fazendo lavagem cerebral de seus seguidores.
E parece exatamente isto que acontece com militontos nas eleições. Seus candidatos passam a ser onipotentes, onipresentes, imunes a críticas, verdadeiros deuses. Vira briga de torcida, às favas com a razão! Ao invés de debatermos projetos e soluções para os gargalos da nação, ficamos vendo quem é o “menos pior”, qual sua religião, sua sexualidade; sua capacidade gerencial e seu projeto para o Brasil são relegados a segundo plano.
Somente numa nação atrasada e ignorante que temas como a privatização e o aborto são coisas que denigrem alguém ao ponto de comprometer o voto. Oras, aborto já se tornou uma questão de saúde pública há anos, e a grosso modo, já está “legalizado” há tempos. Quanto às privatizações, somente um energúmeno incompetente é que tem medo delas, a propósito, exemplos de que elas foram muito mais benéficas do que ruins pululam por todos os cantos – a própria internet e nossos celulares o são.
O governo Lula, demagogicamente critica as privatizações, mas também as fez, mudou apenas o nome para parceria público privada. O tal do pré-sal já está todo licitado, prontinho para ser explorado pelos “donos do capital”.
Prometem-se universidades, mas se esquecem que nosso calcanhar de Aquiles é justamente o ensino fundamental e médio. Nem professores decentes possuímos, para que mais prédios formando pessoas que nunca leram um livro, que não conseguem nem interpretar um simples texto? Universidade pública e gratuita para ricos? São nossas contradições, permeadas a discursos demagógicos.
Qualquer gestor capaz sabe que o país necessita de reformas estruturais urgentes, como a política e da previdência, mas ninguém as fez até o presente, e provavelmente ainda não farão tão cedo.
Lula está saindo, com aprovação recorde e jogando no ralo todas as instituições democráticas a cada palavra que profere. O país está melhor do que há dez anos? Sim está, mas poderia estar muito mais. Economia não é uma ciência exata, mas existem medidas que parecem, ou deveriam ser, óbvias.
Eu não torço contra o país, seja quem for o vencedor, rogo votos que seja melhor do que o atual governante – o que não é difícil de conseguir, diga-se -, mas não dá para relevar o histórico de cada um.
O próximo presidente terá muitos desafios, terá que consertar todo o estrago até agora feito, terá que enxugar a máquina pública, chutando os comissionados – incompetentes por natureza –, acabar com o paternalismo, resgatar a ética do cargo, o respeito ao erário e estimular a liberdade, a transparência e respeitar a independência dos poderes.
Muitos dizem que a democracia só é plena com a alternância do poder. Infelizmente, mesmo que Serra seja eleito – o que é pouco provável –, não vislumbro tanta “alternância” assim. Mas, como já declarei anteriormente, será um voto de nariz tapado, engolindo sapos e torcendo para estar enganado.
fonte: Opinião e Notícia
fotos: divulgação
Por Afonso Vieira*
O que me instou a escrever esta crônica foi um e-mail recebido de uma amiga, onde consta uma suposta carta de Pedro Bial pregando o voto em Dilma Roussef. Até aí nada demais, o problema foram as respostas, como a mensagem foi enviada abertamente para uma grande lista, alguns começaram a responder para “todos” colocando suas posições.
Não há nada mais estúpido que alguém que se ache melhor que os demais, portando-se como senhor da razão. Oras, tem que ser muito biltre para querer dizer que entre José Serra e sua concorrente há muita diferença, não, não há! Infelizmente estamos diante de dois candidatos desenvolvimentistas, populistas e de centro esquerda. Suas divergências nas propostas são mínimas. Em meu entendimento, a única diferença relevante é no quesito das liberdades individuais, e é aí que está o X da questão, e eu já abordei o tema em artigo recente.
Ambos possuem inúmeras denúncias que os desabonam como entes públicos, ambos têm um passado na luta contra a ditadura militar, ambos mentem quando dizem ter lutado pela democracia. Está certo que Serra era da ala moderada, mas nenhum marxista luta/lutou pela liberdade. Aliás, socialismo e liberdade são coisas excludentes! Querer dizer o contrário é jogar na lama toda a história do século XX, distorcendo o que de fato ocorreu. Dirão alguns que as ideias de Karl Marx nunca foram colocadas em prática, que foram distorcidas, isso é balela. Todo planejamento ou ideia, quando de sua aplicação, necessita de adaptações e correções. A coletivização só funciona se for imposta suprimindo a individualidade e a liberdade, na forma de regimes autoritários e fazendo lavagem cerebral de seus seguidores.
E parece exatamente isto que acontece com militontos nas eleições. Seus candidatos passam a ser onipotentes, onipresentes, imunes a críticas, verdadeiros deuses. Vira briga de torcida, às favas com a razão! Ao invés de debatermos projetos e soluções para os gargalos da nação, ficamos vendo quem é o “menos pior”, qual sua religião, sua sexualidade; sua capacidade gerencial e seu projeto para o Brasil são relegados a segundo plano.Somente numa nação atrasada e ignorante que temas como a privatização e o aborto são coisas que denigrem alguém ao ponto de comprometer o voto. Oras, aborto já se tornou uma questão de saúde pública há anos, e a grosso modo, já está “legalizado” há tempos. Quanto às privatizações, somente um energúmeno incompetente é que tem medo delas, a propósito, exemplos de que elas foram muito mais benéficas do que ruins pululam por todos os cantos – a própria internet e nossos celulares o são.
O governo Lula, demagogicamente critica as privatizações, mas também as fez, mudou apenas o nome para parceria público privada. O tal do pré-sal já está todo licitado, prontinho para ser explorado pelos “donos do capital”.
Prometem-se universidades, mas se esquecem que nosso calcanhar de Aquiles é justamente o ensino fundamental e médio. Nem professores decentes possuímos, para que mais prédios formando pessoas que nunca leram um livro, que não conseguem nem interpretar um simples texto? Universidade pública e gratuita para ricos? São nossas contradições, permeadas a discursos demagógicos.
Qualquer gestor capaz sabe que o país necessita de reformas estruturais urgentes, como a política e da previdência, mas ninguém as fez até o presente, e provavelmente ainda não farão tão cedo.
Lula está saindo, com aprovação recorde e jogando no ralo todas as instituições democráticas a cada palavra que profere. O país está melhor do que há dez anos? Sim está, mas poderia estar muito mais. Economia não é uma ciência exata, mas existem medidas que parecem, ou deveriam ser, óbvias.Eu não torço contra o país, seja quem for o vencedor, rogo votos que seja melhor do que o atual governante – o que não é difícil de conseguir, diga-se -, mas não dá para relevar o histórico de cada um.
O próximo presidente terá muitos desafios, terá que consertar todo o estrago até agora feito, terá que enxugar a máquina pública, chutando os comissionados – incompetentes por natureza –, acabar com o paternalismo, resgatar a ética do cargo, o respeito ao erário e estimular a liberdade, a transparência e respeitar a independência dos poderes.
Muitos dizem que a democracia só é plena com a alternância do poder. Infelizmente, mesmo que Serra seja eleito – o que é pouco provável –, não vislumbro tanta “alternância” assim. Mas, como já declarei anteriormente, será um voto de nariz tapado, engolindo sapos e torcendo para estar enganado.
fonte: Opinião e Notícia
fotos: divulgação
Marcadores:
Crônicas de outros autores
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
UM POEMA SOBRE A MENTIRA
“Então, ouço o poeta Affonso Romano de Sant'Anna, que é um caso muito raro de artista e intelectual (*num tempo que intelectuais são trocados por cantores de pagodes) que ainda teima em unir a palavra à ação, recitando um poema escrito no ano de 1984 sobre essa mentirada toda chamada democracia.”
Por Elenilson Nascimento
A campanha presidencial de 2010 reescreve o poema “Quadrilha” de Drummond? João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria...? Parece que sim. Já se foi o tempo em que a ditadura militar – que amava ACM que amava FHC que amava o Jader Barbalho que não amava ninguém (*a não ser roubar os cofres públicos) – policiava pensamentos, sumia e matava pessoas, alienava a nação e deturpava acontecimentos. Mas FHC – que amava José Jorge que amava Zé Estevão que amava o juiz Nicolau que não amava ninguém – já fez apodrecer alguns sentimentos coerentes. Itamar – que amava Collor e FHC que amavam o Ciro Gomes que amava José Serra que amava Tasso Jereissati – fez o seu topete balançar mais do que as suas bolas e as obrigações com regente dessa nação de bananas.
E o presidente Lula – que amava José Alencar que ama os lucros e exploração sobre os operários – hoje, ama a Dilma do PAC. Aloizio Mercadante – que amava Lula que amava José Dirceu que amava Armínio Fraga que amava Jorge Soros e o FMI – concorreu recentemente com Geraldo Alckmin a uma vaguinha para continuar “mamando” nas tetas do governo, especificamente, no governo de São Paulo. Mas se f...!
Mas de novo o Itamar – que odiava Newton Cardoso que amava o Serra que amava FHC que amava o PMDB que amava o Quércia que não amava ninguém –, depois de tudo isso, virou senador. Ciro, Lula, Serra, Garotinho – que amavam FHC que ama os ianques que amam toda a quadrilha – continuam mandando nessa bagaça sem tempo coerente e sem respeito ao tempo (e paciência) dos outros. E tanto tempo depois do movimento pelas “Diretas Já” faltam ideias. Dê-me então tempo para pensar.
Então, ouço o poeta Affonso Romano de Sant'Anna, que é um caso muito raro de artista e intelectual (*num tempo que intelectuais são trocados por cantores de pagodes) que ainda teima em unir a palavra à ação, recitando um poema escrito no ano de 1984 (*igual ao livro “1984” de George Orwell, que talvez seja o livro mais importante do século, porque, a qualquer sinal de tirania, a sociedade lembra dele) sobre essa mentirada toda chamada democracia. O poema abaixo, sobre a “mentira descarada” desses “ordinários camuflados de representantes do povo”, foi publicado durante o episódio do Rio Centro, nos anos 60, de uma produção diversificada e consistente desse poeta crítico e sempre atual que pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca além de poeta, como teórico, cronista, professor, blogueiro, comentarista de rádio, administrador cultural e como jornalista. Confira e baixe o áudio do poeta recitando-o:

(*Poema publicado no "Jornal do Brasil" no ano de 1984, quando do episódio do Rio Centro, e em diversas antologias do autor. Está também em “Poesia Reunida”, Vol. 2, L&PM)
+ Aproveite e baixe e ouça o próprio poeta Affonso Romano Sant'Anna recitando o poema acima e falando um pouco sobre essa política e suas mentiras:
podcast: Portal da Metrópole
fotos: divulgação
A campanha presidencial de 2010 reescreve o poema “Quadrilha” de Drummond? João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria...? Parece que sim. Já se foi o tempo em que a ditadura militar – que amava ACM que amava FHC que amava o Jader Barbalho que não amava ninguém (*a não ser roubar os cofres públicos) – policiava pensamentos, sumia e matava pessoas, alienava a nação e deturpava acontecimentos. Mas FHC – que amava José Jorge que amava Zé Estevão que amava o juiz Nicolau que não amava ninguém – já fez apodrecer alguns sentimentos coerentes. Itamar – que amava Collor e FHC que amavam o Ciro Gomes que amava José Serra que amava Tasso Jereissati – fez o seu topete balançar mais do que as suas bolas e as obrigações com regente dessa nação de bananas.
E o presidente Lula – que amava José Alencar que ama os lucros e exploração sobre os operários – hoje, ama a Dilma do PAC. Aloizio Mercadante – que amava Lula que amava José Dirceu que amava Armínio Fraga que amava Jorge Soros e o FMI – concorreu recentemente com Geraldo Alckmin a uma vaguinha para continuar “mamando” nas tetas do governo, especificamente, no governo de São Paulo. Mas se f...!
Mas de novo o Itamar – que odiava Newton Cardoso que amava o Serra que amava FHC que amava o PMDB que amava o Quércia que não amava ninguém –, depois de tudo isso, virou senador. Ciro, Lula, Serra, Garotinho – que amavam FHC que ama os ianques que amam toda a quadrilha – continuam mandando nessa bagaça sem tempo coerente e sem respeito ao tempo (e paciência) dos outros. E tanto tempo depois do movimento pelas “Diretas Já” faltam ideias. Dê-me então tempo para pensar.
Então, ouço o poeta Affonso Romano de Sant'Anna, que é um caso muito raro de artista e intelectual (*num tempo que intelectuais são trocados por cantores de pagodes) que ainda teima em unir a palavra à ação, recitando um poema escrito no ano de 1984 (*igual ao livro “1984” de George Orwell, que talvez seja o livro mais importante do século, porque, a qualquer sinal de tirania, a sociedade lembra dele) sobre essa mentirada toda chamada democracia. O poema abaixo, sobre a “mentira descarada” desses “ordinários camuflados de representantes do povo”, foi publicado durante o episódio do Rio Centro, nos anos 60, de uma produção diversificada e consistente desse poeta crítico e sempre atual que pensa o Brasil e a cultura do seu tempo, e se destaca além de poeta, como teórico, cronista, professor, blogueiro, comentarista de rádio, administrador cultural e como jornalista. Confira e baixe o áudio do poeta recitando-o:
Fragmento 1
Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente.Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.
Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases
falam. E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ver
a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil
e para alguns é cara e escura.
Mas não se chega à verdade
pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.
Fragmento 2
Evidente/mente a crer
nos que me mentem
uma flor nasceu em Hiroshima
e em Auschwitz havia um circo
permanente.
Mentem. Mentem caricatural-
mente.
Mentem como a careca
mente ao pente,
mentem como a dentadura
mente ao dente,
mentem como a carroça
à besta em frente,
mentem como a doença
ao doente,
mentem clara/mente
como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente,
como nenhuma lavadeira mente
ao ver a nódoa sobre o linho.Mentem
com a cara limpa e nas mãos
o sangue quente. Mentem
ardente/mente como um doente
em seus instantes de febre. Mentem
fabulosa/mente como o caçador que quer passar
gato por lebre. E nessa trilha de mentiras
a caça é que caça o caçador
com a armadilha.
E assim cada qual
mente industrial? mente,
mente partidária? mente,
mente incivil? mente,
mente tropical? mente,
mente incontinente? mente,
mente hereditária? mente,
mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país
de mentira
-diária/mente.
Fragmento 3
Mentem no passado. E no presente
passam a mentira a limpo. E no futuro
mentem novamente.
Mentem fazendo o sol girar
em torno à terra medieval/mente.
Por isto, desta vez, não é Galileu
quem mente.
Mas o tribunal que o julga
herege/mente.
Mentem como se Colombo partin-
do do Ocidente para o Oriente
pudesse descobrir de mentira
um continente.
Mentem desde Cabral, em calmaria,
viajando pelo avesso, iludindo a corrente
em curso, transformando a história do país
num acidente de percurso.
Fragmento 4
Tanta mentira assim industriada
me faz partir para o deserto
penitente/mente, ou me exilar
com Mozart musical/mente em harpas
e oboés, como um solista vegetal
que absorve a vida indiferente.
Penso nos animais que nunca mentem.
mesmo se têm um caçador à sua frente.
Penso nos pássaros
cuja verdade do canto nos toca
matinalmente.
Penso nas flores
cuja verdade das cores escorre no mel
silvestremente.
Penso no sol que morre diariamente
jorrando luz, embora
tenha a noite pela frente.
Fragmento 5
Página branca onde escrevo. Único espaço
de verdade que me resta. Onde transcrevo
o arroubo, a esperança, e onde tarde
ou cedo deposito meu espanto e medo.
Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem
ao substantivo
e a rima rebenta a frase
numa explosão da verdade.
E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
pra dentro explode
implosiva.
e hoje mentem novamente.Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.
Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases
falam. E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ver
a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil
e para alguns é cara e escura.
Mas não se chega à verdade
pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.
Fragmento 2
Evidente/mente a crer
nos que me mentem
uma flor nasceu em Hiroshima
e em Auschwitz havia um circo
permanente.
Mentem. Mentem caricatural-
mente.
Mentem como a careca
mente ao pente,
mentem como a dentadura
mente ao dente,
mentem como a carroça
à besta em frente,
mentem como a doença
ao doente,
mentem clara/mente
como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente,
como nenhuma lavadeira mente
ao ver a nódoa sobre o linho.Mentem
com a cara limpa e nas mãos
o sangue quente. Mentem
ardente/mente como um doente
em seus instantes de febre. Mentem
fabulosa/mente como o caçador que quer passar
gato por lebre. E nessa trilha de mentiras
a caça é que caça o caçador
com a armadilha.
E assim cada qual
mente industrial? mente,
mente partidária? mente,
mente incivil? mente,
mente tropical? mente,
mente incontinente? mente,
mente hereditária? mente,
mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país
de mentira
-diária/mente.
Fragmento 3
Mentem no passado. E no presente
passam a mentira a limpo. E no futuro
mentem novamente.
Mentem fazendo o sol girar
em torno à terra medieval/mente.
Por isto, desta vez, não é Galileu
quem mente.
Mas o tribunal que o julga
herege/mente.
Mentem como se Colombo partin-
do do Ocidente para o Oriente
pudesse descobrir de mentira
um continente.
Mentem desde Cabral, em calmaria,
viajando pelo avesso, iludindo a corrente
em curso, transformando a história do país
num acidente de percurso.
Fragmento 4
Tanta mentira assim industriada
me faz partir para o deserto
penitente/mente, ou me exilar
com Mozart musical/mente em harpas
e oboés, como um solista vegetal
que absorve a vida indiferente.
Penso nos animais que nunca mentem.
mesmo se têm um caçador à sua frente.
Penso nos pássaros
cuja verdade do canto nos toca
matinalmente.
Penso nas flores
cuja verdade das cores escorre no mel
silvestremente.
Penso no sol que morre diariamente
jorrando luz, embora
tenha a noite pela frente.
Fragmento 5
Página branca onde escrevo. Único espaço
de verdade que me resta. Onde transcrevo
o arroubo, a esperança, e onde tarde
ou cedo deposito meu espanto e medo.
Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem
ao substantivo
e a rima rebenta a frase
numa explosão da verdade.
E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
pra dentro explode
implosiva.
(*Poema publicado no "Jornal do Brasil" no ano de 1984, quando do episódio do Rio Centro, e em diversas antologias do autor. Está também em “Poesia Reunida”, Vol. 2, L&PM)
+ Aproveite e baixe e ouça o próprio poeta Affonso Romano Sant'Anna recitando o poema acima e falando um pouco sobre essa política e suas mentiras:
fotos: divulgação
Marcadores:
Crônicas de Elenilson Nascimento
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
GILBERTO GIL & BEM GIL JUNTOS EM SHOW ACÚSTICO
Eu adoro essa foto que ilustra esse post. E mais do que isso, eu adoro o Gil. Agora, a voz e o violão do mestre e poeta da música brasileira terão a companhia do seu filho talentosíssimo Bem Gil no próximo dia 07/11, no evento “Show na Casa”. Pai e filho estarão se apresentando em um show acústico, às 18h, no espaço de eventos Casa Cor Bahia, no Morro do Ipiranga, Ondina, em Salvador – BA. O primeiro lote de ingressos será vendido ao preço de R$ 120. Tá caro, viu Gil!
Marcadores:
Textos jornalísticos de Elenilson Nascimento
TIRIRICA DIZ "SÓ FAÇO PROVA DE PORTUGUÊS SE O LULA CORRIGIR"
“Mas pelo menos o Tiririca deve ser um pouco mais honesto que o camaleão de quatro dedos que muda o discurso de acordo com o público e só faz é enrolar o Zé povinho.”
Por Elenilson Nascimento
Se podemos ter um presidente semi-analfabeto, porque não um deputado analfabeto? Acho essa polêmica toda em torno da vitória do Tiririca nas urnas desproporcional ao que se escancara há olhos vistos e que ninguém quer discuti: AS PESSOAS ESTÃO DE SACO CHEIO DE POLÍTICA!
Até o presidente Lula já desatou a falar publicamente a respeito da vitória do novo deputado federal-humorista. Os 1.353.820 votos que elegeram o Tiririca — o mais votado do país em números absolutos — e puxaram outros três candidatos a deputado federal de sua coligação poderão ser anulados por suspeita de que ele é analfabeto, o que, pela Lei Eleitoral, é um impedimento para sua eleição. Mas existe aí um preconceito arraigado de falso moralismo, muito comum na nossa sociedade.
O presidente Lula, por exemplo, é possivelmente a pessoa mais imoral que já vi na face da Terra! Lula é mitomaníaco, mente compulsivamente, demonstra claros sinais de perversidade. Mas todo mundo acha engraçado ele viver por aí falando palavrões e chamando ditadores de “companheiros”. Seu populismo demagógico é absurdo e lembra os piores caudilhos que esse continente já teve.
Lula vive ridicularizando as leis o tempo todo, misturando a função de presidente com a de garoto-propaganda de partido. O folgado até já deixou sobre o colchão bem macio, recebido do governo de FHC, o seu vomito radioativo e, agora, se apoderou de vez de todo o legado de mentiras e demagogias que propagandeiam a farsa que é essa democracia de fachada nesse país. Assim é muito fácil governar! Agora quer eleger a Dilmentira. E o povo, imbecil como é, vai votar na marionete do Lula.
Dias atrás, o site R7 saiu às ruas para fazer o teste de português que Tiririca, deputado federal eleito pelo povo de São Paulo, pode ser obrigado a realizar perante a Justiça Eleitoral. Nas ruas, os comentários foram que o parlamentar pode ter alguns problemas na hora de escrever o texto – composto por um ditado e uma sessão de leitura, segundo a PRE (Procuradoria Regional Eleitoral).
O material a ser escrito e lido em voz alta será decidido por um juiz, e de acordo com a PRE, na maioria dos casos eleitorais sobre analfabetismo que acontecem em São Paulo, o texto escolhido é um trecho da Constituição. Que lindo! Emocionante! Democrático. E no caso da reportagem do R7 que leu para os entrevistados a introdução do capítulo quatro, sobre os direitos políticos. A palavra “sufrágio” foi a que mais confundiu o público, que também teve dificuldades em escrever “plebiscito”. Imagina só o que vai acontecer com o tiririca! Imagina só o que aconteceria com o Lula, se algum (insano) pensasse também em fazer sabatina com o presidente.
Não sou a favor de tantos eleitores “analfa” – quanto candidatos idem – participarem de um processo tão importante como são (supostamente) as eleições, mas do que adianta esse povo todo que não tem condições de saber o que estão fazendo ser “obrigado” a mostrar cidadania? Mas pelo menos o Tiririca deve ser um pouco mais honesto (“Pior que tá não fica!”) que o camaleão de quatro dedos que muda o discurso de acordo com o público e só faz é enrolar o Zé povinho. O camaleão petista nunca estudou e, que eu saiba, nunca trabalhou na vida. Sempre foi um fanfarrão, inicialmente sustentado pelos sindicatos, depois pelo partido, e agora, por todos nós, otários eleitores alienados brasileiros.
Se podemos ter um presidente semi-analfabeto, porque não um deputado analfabeto? Acho essa polêmica toda em torno da vitória do Tiririca nas urnas desproporcional ao que se escancara há olhos vistos e que ninguém quer discuti: AS PESSOAS ESTÃO DE SACO CHEIO DE POLÍTICA!
Até o presidente Lula já desatou a falar publicamente a respeito da vitória do novo deputado federal-humorista. Os 1.353.820 votos que elegeram o Tiririca — o mais votado do país em números absolutos — e puxaram outros três candidatos a deputado federal de sua coligação poderão ser anulados por suspeita de que ele é analfabeto, o que, pela Lei Eleitoral, é um impedimento para sua eleição. Mas existe aí um preconceito arraigado de falso moralismo, muito comum na nossa sociedade.
O presidente Lula, por exemplo, é possivelmente a pessoa mais imoral que já vi na face da Terra! Lula é mitomaníaco, mente compulsivamente, demonstra claros sinais de perversidade. Mas todo mundo acha engraçado ele viver por aí falando palavrões e chamando ditadores de “companheiros”. Seu populismo demagógico é absurdo e lembra os piores caudilhos que esse continente já teve.
Lula vive ridicularizando as leis o tempo todo, misturando a função de presidente com a de garoto-propaganda de partido. O folgado até já deixou sobre o colchão bem macio, recebido do governo de FHC, o seu vomito radioativo e, agora, se apoderou de vez de todo o legado de mentiras e demagogias que propagandeiam a farsa que é essa democracia de fachada nesse país. Assim é muito fácil governar! Agora quer eleger a Dilmentira. E o povo, imbecil como é, vai votar na marionete do Lula.
Dias atrás, o site R7 saiu às ruas para fazer o teste de português que Tiririca, deputado federal eleito pelo povo de São Paulo, pode ser obrigado a realizar perante a Justiça Eleitoral. Nas ruas, os comentários foram que o parlamentar pode ter alguns problemas na hora de escrever o texto – composto por um ditado e uma sessão de leitura, segundo a PRE (Procuradoria Regional Eleitoral).
O material a ser escrito e lido em voz alta será decidido por um juiz, e de acordo com a PRE, na maioria dos casos eleitorais sobre analfabetismo que acontecem em São Paulo, o texto escolhido é um trecho da Constituição. Que lindo! Emocionante! Democrático. E no caso da reportagem do R7 que leu para os entrevistados a introdução do capítulo quatro, sobre os direitos políticos. A palavra “sufrágio” foi a que mais confundiu o público, que também teve dificuldades em escrever “plebiscito”. Imagina só o que vai acontecer com o tiririca! Imagina só o que aconteceria com o Lula, se algum (insano) pensasse também em fazer sabatina com o presidente.
Não sou a favor de tantos eleitores “analfa” – quanto candidatos idem – participarem de um processo tão importante como são (supostamente) as eleições, mas do que adianta esse povo todo que não tem condições de saber o que estão fazendo ser “obrigado” a mostrar cidadania? Mas pelo menos o Tiririca deve ser um pouco mais honesto (“Pior que tá não fica!”) que o camaleão de quatro dedos que muda o discurso de acordo com o público e só faz é enrolar o Zé povinho. O camaleão petista nunca estudou e, que eu saiba, nunca trabalhou na vida. Sempre foi um fanfarrão, inicialmente sustentado pelos sindicatos, depois pelo partido, e agora, por todos nós, otários eleitores alienados brasileiros.
Marcadores:
Crônicas de Elenilson Nascimento
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
LULA GANHA BOLO DE ANIVERSÁRIO COM IDADE ERRADA
“Presidente completa 65 anos e no bolo a idade era 56. Lula, um analfabeto? Não mesmo. Lula, o esperto! O que mais me surpreende é ainda existir pessoas que defendem este governo de patifes ordinários.”
Por Elenilson Nascimento
Amigo leitor, nada muda nesse Brasil que Deus esqueceu, onde a cobra ainda morde o seu próprio rabo e cospe no prato que comeu. O único fato realmente importante para este país foi, sem dúvidas, a campanha das “Diretas Já”. Mas, esse ano, a tragédia das chuvas no Nordeste mostrou que presidente Lula só beneficia os pelegos bolcheviques e não faz o que deveria ser feito.
76 % dos recursos contra calamidades foram destinados a Bahia, que é governada pelo PT – e mesmo assim até hoje os baianos esperam as melhorias – e somente 14% desta verba foram destinadas a Alagoas e Pernambuco. E o que mudou de lá pra cá? Aí, esqueci, a Dilma virou a prioridade do Lula e os pobres que se f... Agora, o governo que ama tanto os pobres precisará de pelo menos 2 bilhões de reais para reconstruir o que a chuva e o descaso botaram abaixo.
Este governo é um governo de marketing, da farsa e das mentiras. Não houve qualquer avanço na melhora da educação, como mostra relatório elaborado por técnicos do próprio governo federal. Um documento – que estava na Internet, mas que foi censurado pelo governo petista e tirado do ar – afirmava que os avanços na educação desde 2003 são insignificantes e que os problemas são muitos e graves: a baixa qualidade da educação oferecida, alta repetência, evasão elevada. Muitas famílias pobres continuam em áreas de risco e o programa "Minha Casa Minha Dilma" não entregou nem 1% das casas prometidas. Mas na propaganda da Dilma isso não é mostrado. Só aqui mesmo viu!
Mas, como aqui tudo é festa, o presidente Lula, que completou 65 anos de idade nesta quarta-feira, 27/10, e que teve, provavelmente, o dia inteiro marcado por muitas comemorações – já que parece que não trabalha mais, onde a primeira delas ocorreu depois de o presidente ter entregue a última fase da reconstrução do porto do Itajaí, em Santa Catarina, em quem Lula foi presenteado por um bolo e velinhas com a idade errada do presidente:"56" ao invés de "65".
Segundo o jornal “Estadão”, outra comemoração ocorreu no Palácio do Planalto, com ministros e funcionários. Depois, por volta das 19h30, o presidente foi homenageado com um bolo feito por puxa-sacos petistas, que estavam reunidos na porta do Palácio da Alvorada. À noite, para encerrar as comemorações, o presidente participou de um jantar organizado pela primeira-dama-botocada Dona Marisa Letícia, no qual os ministros do governo compareceram em massa.
Não me surpreendo quando vejo o Lula – que passou oito anos defendendo todos os grandes corruptos do país – de amizades, no Maranhão, por exemplo, com deputados petistas que são comprados por Roseane Sarney pela bagatela de 40 mil reais, manda criar dossiês falsos numa uma clara atitude de mau caratismo político. Mas para Lula e o PT vale tudo pelo poder, pois este é o único projeto do PT, o poder à moda Castro. Valeu tudo, até o mensalão, mensalinho e sei lá mais o que ele usou. Lula, um analfabeto? Não mesmo. Lula, o esperto! O que mais me surpreende é ainda existir pessoas que defendem este governo de patifes ordinários. Só posso atribuir isso a desinformação ou ao fanatismo. Infelizmente, o "novo Brasil" é só mais uma nova mentira do Lula e de sua gangue. Segue abaixo um vídeo cheio de poesia dedicado a todos eles:
foto: Ricardo Stuckert/PR
fonte: Estadão
Amigo leitor, nada muda nesse Brasil que Deus esqueceu, onde a cobra ainda morde o seu próprio rabo e cospe no prato que comeu. O único fato realmente importante para este país foi, sem dúvidas, a campanha das “Diretas Já”. Mas, esse ano, a tragédia das chuvas no Nordeste mostrou que presidente Lula só beneficia os pelegos bolcheviques e não faz o que deveria ser feito.
76 % dos recursos contra calamidades foram destinados a Bahia, que é governada pelo PT – e mesmo assim até hoje os baianos esperam as melhorias – e somente 14% desta verba foram destinadas a Alagoas e Pernambuco. E o que mudou de lá pra cá? Aí, esqueci, a Dilma virou a prioridade do Lula e os pobres que se f... Agora, o governo que ama tanto os pobres precisará de pelo menos 2 bilhões de reais para reconstruir o que a chuva e o descaso botaram abaixo.
Este governo é um governo de marketing, da farsa e das mentiras. Não houve qualquer avanço na melhora da educação, como mostra relatório elaborado por técnicos do próprio governo federal. Um documento – que estava na Internet, mas que foi censurado pelo governo petista e tirado do ar – afirmava que os avanços na educação desde 2003 são insignificantes e que os problemas são muitos e graves: a baixa qualidade da educação oferecida, alta repetência, evasão elevada. Muitas famílias pobres continuam em áreas de risco e o programa "Minha Casa Minha Dilma" não entregou nem 1% das casas prometidas. Mas na propaganda da Dilma isso não é mostrado. Só aqui mesmo viu!
Mas, como aqui tudo é festa, o presidente Lula, que completou 65 anos de idade nesta quarta-feira, 27/10, e que teve, provavelmente, o dia inteiro marcado por muitas comemorações – já que parece que não trabalha mais, onde a primeira delas ocorreu depois de o presidente ter entregue a última fase da reconstrução do porto do Itajaí, em Santa Catarina, em quem Lula foi presenteado por um bolo e velinhas com a idade errada do presidente:"56" ao invés de "65".
Segundo o jornal “Estadão”, outra comemoração ocorreu no Palácio do Planalto, com ministros e funcionários. Depois, por volta das 19h30, o presidente foi homenageado com um bolo feito por puxa-sacos petistas, que estavam reunidos na porta do Palácio da Alvorada. À noite, para encerrar as comemorações, o presidente participou de um jantar organizado pela primeira-dama-botocada Dona Marisa Letícia, no qual os ministros do governo compareceram em massa.
Não me surpreendo quando vejo o Lula – que passou oito anos defendendo todos os grandes corruptos do país – de amizades, no Maranhão, por exemplo, com deputados petistas que são comprados por Roseane Sarney pela bagatela de 40 mil reais, manda criar dossiês falsos numa uma clara atitude de mau caratismo político. Mas para Lula e o PT vale tudo pelo poder, pois este é o único projeto do PT, o poder à moda Castro. Valeu tudo, até o mensalão, mensalinho e sei lá mais o que ele usou. Lula, um analfabeto? Não mesmo. Lula, o esperto! O que mais me surpreende é ainda existir pessoas que defendem este governo de patifes ordinários. Só posso atribuir isso a desinformação ou ao fanatismo. Infelizmente, o "novo Brasil" é só mais uma nova mentira do Lula e de sua gangue. Segue abaixo um vídeo cheio de poesia dedicado a todos eles:
foto: Ricardo Stuckert/PR
fonte: Estadão
Marcadores:
Crônicas de Elenilson Nascimento
ENTREVISTA COM O REPÓRTER CELSO DURAN
“As emissoras recordistas de audiência vivem rezando ou orando para o Ibope subir. As que se dizem globalizadas, nos mostram na hora do almoço como mudar nossos cabelos. A política virou uma guerrinha de bola de papel. E os alunos cada vez mais preocupados com o mercado de trabalho. Quando chegam nos veículos, não sabem como orientar uma pauta.” (C. Duran, pelo Twitter)
Por Elenilson Nascimento
À primeira vista, a impressão que se tem do repórter Celso Duran, da Rede Record Bahia, é que ele está – a todo o tempo – compenetrado demais com o trabalho, porém, quem também o acompanha no “Confessionário” (*programa semanal que co-apresenta na Rádio Metrópole FM) percebe, no entanto, que ao menos o lado despojado ele tem em comum com o personagem sério da TV.
Celso além de jornalista é professor da Unijorge e, talvez por isso, eu tenha achado essa missão muito árdua de “pegar” um cara acostumado a entrevistar as cabeças mais interessantes (ou nem tanto) da Bahia, para esse post aqui no blog. Apesar de ter demorado “um século” para mandar as respostas, e ainda ter mandado faltando, o cara foi de uma simpatia tremenda, ao contrário da imensa massa de “mal humorados” que infesta as empresas de comunicação, principalmente na Bahia, onde parece que todo mundo é “estrelinha”.
E apesar de ter achado que ele quis se preservar (ou se esquivar) das minhas perguntas, pois deixou algumas respostas muito evasivas, há muito tempo não fazia uma entrevista tão competentemente. Talvez porque eu quisesse impressionar o Celso, já que o acho um dos poucos profissionais que costumo me espelhar.
Outro dia, ele andou escrevendo umas coisas bem interessantes no Twitter à respeito da sua “nova carreira” como professor: “Quando encarei o desafio de ensinar jornalismo, não achei que fosse ser tão difícil. Foi preciso um ano para perceber que já não se fala na profissão como instrumento de transformação social”. E eu gostei muito desse comentário porque além de eu não acreditar mais em educação universitária, achei um ato de coragem no “desabafo” do Celso, pois muitos que hoje estão dando aulas nas faculdades parecem que estão ali fazendo um “bico”.
Percebi que o Celso não gosta de opinar sobre política, não bateu boca, não se entregou a contestações, não me xingou, nada disso! Ele só deu respostas com o natural desassombro de quem está preparado para as perguntas mais indiscretas. Mas o Celso mandou as respostas dessa entrevista bem menores do que eu esperava. Não por maldade, eu acho, que foi tecnicamente irrepreensível, mas por implicância mesmo (*só pra me abusar). Vocês podem se escandalizar com uma coisa ou outra do que vai abaixo. Mas nada que diz respeito ao caráter do homem e do repórter. Algumas respostas até achei absolutamente insuperáveis. Divirtam-se.
Elenilson – Um bom jornalista é completo quando tem quais características?
Celso Duran – Justo, bom caráter, capacidade de se colocar no lugar do outro, seguro e livre de preconceitos.
Elenilson – Porque escolheu o jornalismo? Devemos escolher a carreira pelo prazer ou pela recompensa financeira?
Celso Duran – Escolhi porque acredito que sem informação, educação e instrução não se vai a lugar algum. É lógico que foi pelo prazer e pela função da profissão. Jornalista ganha pouco. Mesmo quem tem contratos milionários, abrir mão de estar presente em momentos especiais da vida, não há dinheiro que compense.
Elenilson – A profissão de repórter tem se tornado cada vez mais perigosa nos grandes centros urbanos. Você acha que esse tema deve ser debatido nas universidades?
Celso Duran – Não! A profissão é segura. Tivemos alguns jornalistas mortos nos últimos 10 anos, mas se compararmos com o número de matérias "supostamente" perigosas, o saldo ainda é positivo.
Elenilson – Temos visto tentativas em países como Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia e até Brasil de cerceamento da liberdade da imprensa. O que fazer, caso você fique sem poder exercer sua profissão com plena liberdade?
Celso Duran – Não existe plena liberdade, a não ser que você crie o seu próprio veículo de comunicação. Quanto aos meios de controlar a atuação da imprensa, o presidente durante a campanha "louvou" a imprensa por ter "desmascarado" a farsa da "bolinha de papel". Ele é um defensor do controle da imprensa.
Elenilson – Como é o dia-a-dia no trabalho de um repórter do naipe do Celso Duran, na TV e, agora, como radialista?
Celso Duran – Obrigado pelo "naipe"! (risos) Normal. Rotina, apuração, precisão, técnica. Como radialista, uma diversão! Trabalhar com uma grande amiga e profissional (Aline Castelo Branco), que tem um enorme apelo popular, me conectou com os ouvintes da Rádio Metrópole.
Elenilson – Rola muita puxada de tapete dentro da Record (BA)?
Celso Duran – Não! Tem que saber e estar disposto a trilhar o caminho. Eu mesmo continuo aprendendo. A Record é uma emissora em constante mudança, com objetivo de evoluir. É preciso acompanhar o pique do IBOPE.
Elenilson – O que o jornalismo na Bahia tem de melhor e de pior?
Celso Duran – Melhor o regionalismo. Temos uma sociedade rica em cultura que nos faz ter material farto para produzir matérias. Pior, o fato de estarmos no Nordeste. Assim, como em alguns outros setores, estaremos sempre em segundo plano, em relação ao Sul e Sudeste.
Elenilson – Quando você entrevista em particular uma pessoa muito importante, e ela responde em 'off', mas a resposta é um assunto que pode prejudicar milhares de pessoas, o que você faz? Fica com o segredo sabendo do dano que causará ou denuncia e quebra o "off"? Até onde o "off" pode ser respeitado?
Celso Duran – Não existe OFF! Se a fonte não quiser que um fato seja divulgado, ela não te conta! (risos)
Elenilson – Cada país, cada povo, tem os representantes que merece. Uma das coisas mais comuns de ouvirmos do senso comum em relação ao universo político brasileiro é a máxima de que em Brasília só há corruptos. E a Bahia não fica atrás. A frase é ilustrativa do quanto o brasileiro exime-se quando se trata de assumir as responsabilidades pelas mazelas nacionais. Como você encara esse cenário político em plena agitação para as próximas eleições?
Celso Duran – Bom, vou considerar "próximas" o segundo turno. É verdade! Por necessidade e romantismo, brasileiro ainda vota por um saco de cimento e por programas eleitorais bem feitos.
Elenilson – Falamos co
mo se Brasília, o Distrito Federal, fosse uma terra maligna fértil de onde brotam espontaneamente políticos nada dignos e sempre dispostos a corromperem e serem corrompidos. Ora, o que há de bom e de ruim na capital federal é nada menos que o produto da exportação de todos os estados do país, de todos os eleitores brasileiros. Brasília tem o que nós, como cidadãos e eleitores, enviamos das urnas para lá. Você tem algum pé atrás com relação à política no nosso país? O que de bom (se tiver) e de ruim temos nas Câmaras e prefeituras?
Celso Duran – Falamos não, você fala! Brasília é uma cidade linda! Cheia de monumentos, quadras, lotes, lagos, night clubs... Mas isso é a matéria. A estrutura de concreto, a grama e a natureza. Tenho uma amiga em Brasília que é uma das melhores pessoas que conheci na vida e me ajudou a ser o que sou hoje. Políticos são capítulos separados. São reflexo dos outros estados. A política no Brasil é uma só. Brasília é só a "sala de estar".
Elenilson – Quais as suas influências no meio?
Celso Duran – É difícil falar em influências! Nunca consegui aprovar uma lei! Conheço políticos influentes e em várias oportunidades jantei e almocei com "vampiros", por exemplo.
Elenilson – Por que a carreira de jornalista tem como pré-requisito o diploma de jornalismo? Na sua visão, até que ponto a faculdade de jornalismo é importante para um futuro sucesso profissional? Você é a favor ou contra a obrigatoriedade do diploma de jornalismo?
Celso Duran – Não sou contra o diploma. É importante passar por uma universidade porque é lá que se aprende a pensar. É lá que se aprende o porque das coisas. Não adianta fazer uma matéria e não saber o porque está fazendo nem o possível efeito que ela vai ter.
Elenilson – Qual sua opinião sobre o jornalismo investigativo, como o que ocorria no programa "Linha Direta" com o que andam fazendo nas TVs em Salvador com programas popularescos de baixo nível como é o caso do “Se Liga Bocão”, “Que Venha o Povo”, “Balanço Geral” e o pior de todos “Na Mira”?
Celso Duran – As TVs dão o que o que o povo consome. Já viu aquelas promoções de biscoito temporárias? É a mesma coisa. Põe no ar e, se der audiência, vamos lá! A escola e a família deveriam preparar as pessoas para consumir ou não determinado produto.
Elenilson – O Lula espalhou aos quatro ventos em 2010 que o candidato à sucessão dele não necessitava ser do PT, mas de base aliada. O PT, no entanto, decidiu lançar a Dilma como a única esperança de substituí-lo. Ou seja, uma candidata que não tem opinião sobre nada, que não tem carisma, que não tem força aliada, mas que repete categoricamente tudo o que o chefe manda é a chance que o PT tem de prolongar a festa. Como você encara isso tudo?
Celso Duran – Mais uma vez, "tudo isso" é VOCÊ está dizendo! Acho que Dilma tem um apelo forte por ser mulher e brasileiro sempre gostou de inovação. Quanto ao programa próprio de governo, eu pessoalmente já perguntei a ela em coletiva qual era o diferencial do plano dela em relação ao governo Lula: ela falou em continuidade.
Elenilson – Na história vergonhosa do mensalão, às vezes, envolvia uma discussão semântica que não levava a absolutamente nada. É evidente que houve situações de recursos indevidamente repassados a partidos, a parlamentares. Chamem isso do que quiserem, mas vamos falar da falta de vergonha na cara desses políticos. Evidentemente que houve situações em que dirigentes petistas agiram como não deveriam. Temos de dizer isso com toda a clareza. Mas não se trata aqui no blog de ficar discutindo casos individualizados. São TODOS da mesma corja, da mesma gangue. Não existe ética alguma no Congresso. Não é possível pensar, como falaram em alguns encontros do PT, que a construção da democracia e do socialismo prescinde da ética. Que ética? Eu pergunto! É justo um trabalhador ganhar um salário ridículo e os aposentados penarem todos os meses para receber uma vergonhosa aposentadoria?
Celso Duran – Aposentados e trabalhadores façam algo! Vão cobrar dos vereadores, deputados e senadores nos quais vocês votaram! Façam protesto, se revezem e vão em grupos para as portas dos prédios públicos exigirem o que lhes é de direito! Esqueçam essa história de que vão te chamar de revoltado, mal amado ou "dormiu de calça jeans"! É um direito, não é favor! Reclamem! Fila de banco: 15 minutos! Gente reservando vaga de estacionamento: desça do carro e tire o cone! Fila de 20 itens no supermercado: conte os itens do carrinho da frente e se tiver mais, chame o gerente ou não deixe a pessoa passar na sua frente! Aqui no Brasil a mulher grávida tem preferência em restaurante e cinema! Preferência para lazer só para cadeirante ou idoso! Mulher grávida que não quer pegar fila para cinema ou restaurante fica em casa! Prioridade é para necessidades básicas e direito de ir e vir!
Elenilson – Nós temos um Congresso de pilantras e bandidos. Como o presidente ainda quer que acreditemos que “eles” precisam resgatar a credibilidade que o PT já teve?
Celso Duran – Reformule essa.
Elenilson – Reformular? Tá bom. Os intelectuais brasileiros são uns bananas. Uns babacas. Cadê o Chico, o Caetano, Gil e sei lá mais quem indo nas TVs conta o governo Lula? Por muito menos o Collor sofreu impeachment. Comenta.
Celso Duran – Cada um tem seu ideal e seu poder de escolha. Eles devem estar produzindo música, que é o que sabem fazer bem.
Elenilson – Desde que o PT chegou ao governo, há um choque entre o partido e os meios de comunicação. Agora, vai ser criada a TV pública, como forma de pôr uma cunha na mídia. O que acha da TV pública?
Celso Duran – TV Pública? Hum?! Público vem de povo! É o povo que vai dirigir, editar, pautar e veicular?
Elenilson – No Congresso recente do PT, foi aprovada a realização de plebiscito a respeito da privatização da Vale do Rio Doce. O que você acha dessa decisão?
Celso Duran – Para o Brasil, sou a favor de privatização.
Elenilson – Sabe-se que a maior dificuldade do jornalismo on-line é despertar o interesse do leitor e fazê-lo ler um texto integralmente. O que chama muito atenção é a falta de criatividade e de profissionais de talento para inventar novos atrativos. As emissoras acabam recorrendo a modelos que já inspiram sucesso em outros canais, sejam eles nacionais ou internacionais. Por onde anda a criatividade brasileira tão difundida na sociedade?
Celso Duran – Cansei... (risos)
Elenilson – O público merece uma atençãozinha maior e trabalhos televisivos de qualidade e inovadores. Quem sai ganhando, além da emissora com um programa novo, são os telespectadores, que passam boa parte de suas vidas à frente dos aparelhos de tevê. Na maior parte do tempo, com um desejo incontrolável de mudar de canal. E o que seria o melhor para TV brasileira?
Celso Duran – É preciso saber o que as pessoas querem assistir! Os programas super criticados, são líderes de audiência!
Elenilson – Gostaria de saber como você construiu a sua habilidade em permanecer super-calmo em frente às câmeras sem aparentar nenhum nervosismo e a importância de ser o melhor naquilo que você faz.
Celso Duran – Concentração mesmo! Também ajuda pensar que não é um "bicho de sete cabeças". Estou falando com pessoas que são iguais a mim. E, mais uma vez, obrigado pelo "melhor".
Elenilson – Com o avanço da internet, já há muitas pessoas que preferem saber dos acontecimentos do mundo em blogs. É possível que daqui a cinco ou dez anos jornais e revistas estejam obsoletos? Se sim, como fica o mercado de trabalho?
Celso Duran – É difícil avaliar isso, pois já vivemos fenômeno semelhante no caso da chegada da TV. Achávamos que o rádio iria sumir. Eu tenho uma certeza: o jornal impresso está com os dias contados. Veja o JB e repare nas crianças de 10, 11 anos, a maioria busca a informação por meio da TV ou do computador.
Elenilson – Stanley Kubrick com “Laranja Mecânica”, Akira Kumosawa com “Os Sete Samurais”, Luchino Visconti com “Morte em Veneza” e Coppola com “O Poderoso Chefão”. Adoro todos esses caras porque, com esses filmes, eles conseguiram mudar alguma coisa na cultura do século XX. O que você acha que temos de fundamental na cultura desse início de século XXI (que eu acho que ainda nem começou)?
Celso Duran – Virtualidade e interação!
Elenilson – Eu já dei aulas numa faculdade particular, onde pude perceber que os alunos (*e muitos colegas professores) desconheciam por completo o Glauber Rocha. Teve até um que me disse que achava que ele era jogador de futebol. Todos sabiam TUDO sobre Wolverine, mas desconheciam “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”. Comente.
Celso Duran – É fase! Não dá para exigir que conheçam ou gostem. Se assistirmos a um filme mudo da década de 20, por exemplo, é capaz de não gostarmos. E aí?!
Elenilson – Quem você tem como espelho? Alguém impulsionou sua carreira?
Celso Duran – Um grande jornalista de Santa Catarina que me sinalizou o caminho para a profissão. Coordenador de produção da RBS, retransmissora da Globo no Sul. Um cara conhecedor de TV que me disse que eu tinha tudo para ser um grande jornalista.
Elenilson – Ao longo de sua carreira, se especializou em algum assunto? Qual?
Celso Duran – Não! Gosto do prazer de fazer de tudo! Inclusive futebol! É muito gratificante saber que você é capaz de comunicar informações diferentes, mesmo aquelas que você não se identifica.
Elenilson – Quais foram suas maiores descobertas no jornalismo?
Celso Duran – A realidade. Nunca conhecemos ela se não estamos em diversos lugares interagindo com diversas pessoas. O jornalismo me dá isso.
Elenilson – Qual foi a melhor entrevista (*além dessa que eu estou fazendo com você) que fez na vida?
Celso Duran – Boa sim, mas longa! (risos) Dona Canô! No centenário dela conversamos pela terceira vez e ela sempre me passou uma imagem admirável de tranquilidade e auto controle.
Elenilson – E qual foi a pior? Cite nomes viu!
Celso Duran – Várias! Todos os monossilábicos!
Elenilson – A juventude hoje não tem opinião e não quer saber de política, em consequência disso continuaremos sendo mandando por um bando de parasitas travestidos de políticos. Os poucos que se aventuram em entrar na política o fazem somente pela recompensa financeira. Comenta.
Celso Duran – Agora cansei de verdade! Depois respondo as outras, ou você já está satisfeito?!
Eu gosto dessa foto erótica: Celso com cara e adolescente imberbe,
do alto do Empire State Building - New York – EUA.
O cara é muito rico: viaja muito! No Golden Gate - San Francisco/CA – EUA.
E também em Santiago de Compostela - Galícia – Espanha.
Que inveja: Bedloe - Ilha da Liberdade/NY – EUA. E todo sorridente
(*eu estaria de mau humor) quase abaixo de zero em Gramado/RS.
Com cara de ator dos filmes de Almodóvar, na Torre de Belém - Lisboa – Portugal.
Com cara de repórter do Globo Rural, em Vitória – ES.
No Teatro Amazonas. Ao fundo, o pano de boca, uma das atrações do teatro. Foi pintado em Paris por um artista pernambucano. A lona não pode ser dobrada, por isso quando recolhido é elevado a uma altura de quase 10 metros. Tem que ser visto e apreciado!
No Salão Nobre do Teatro Amazonas. Destaque para a iluminação com 32 lustres de vidros de Murano. O piso é formado por 12 mil peças de madeira, encaixadas sem prego ou cola. “Pode não parecer, mas a minha expressão é de deslumbramento!”, escreveu o Celso no Orkut.
Seringueira: árvore que representou riqueza durante os anos de 1890 e 1912.
Dela se extrai o latex - matéria-prima da borracha. Riqueza que logo se esvaiu,
devido à biopirataria, afirmam os pesquisadores. Imigrantes teriam levado mudas
para a região sudeste da Ásia, onde também há floresta tropical.
O rio Solimões encontra o rio Negro; juntos seguem
até o oceano Atlântico, em Belém, como rio Amazonas.
Eu não poderia deixar de postar essa aqui. O repórter sério tomando um “bronze”
pelo Amazonas. Se eu tivesse lá já o teria jogado para as piranhas!
Com Mara Maravilha. E com o Billy Paul no camarim da TV.
Com um fã no estúdio. Nem a Xuxa ganhou gravatas!
Repórter em ação numa ameaça de bomba em um banco no centro de Salvador
(*a polícia detonou o artefato e ninguém ficou ferido).
O repórter emocionado na Cidade de Plástico (BA). "Distanciam-se do real,
para retratar o fato que se encontra na fragilidade, força para agir".
fotos: C. Duran/arquivo particular
À primeira vista, a impressão que se tem do repórter Celso Duran, da Rede Record Bahia, é que ele está – a todo o tempo – compenetrado demais com o trabalho, porém, quem também o acompanha no “Confessionário” (*programa semanal que co-apresenta na Rádio Metrópole FM) percebe, no entanto, que ao menos o lado despojado ele tem em comum com o personagem sério da TV.
Celso além de jornalista é professor da Unijorge e, talvez por isso, eu tenha achado essa missão muito árdua de “pegar” um cara acostumado a entrevistar as cabeças mais interessantes (ou nem tanto) da Bahia, para esse post aqui no blog. Apesar de ter demorado “um século” para mandar as respostas, e ainda ter mandado faltando, o cara foi de uma simpatia tremenda, ao contrário da imensa massa de “mal humorados” que infesta as empresas de comunicação, principalmente na Bahia, onde parece que todo mundo é “estrelinha”.
E apesar de ter achado que ele quis se preservar (ou se esquivar) das minhas perguntas, pois deixou algumas respostas muito evasivas, há muito tempo não fazia uma entrevista tão competentemente. Talvez porque eu quisesse impressionar o Celso, já que o acho um dos poucos profissionais que costumo me espelhar.
Outro dia, ele andou escrevendo umas coisas bem interessantes no Twitter à respeito da sua “nova carreira” como professor: “Quando encarei o desafio de ensinar jornalismo, não achei que fosse ser tão difícil. Foi preciso um ano para perceber que já não se fala na profissão como instrumento de transformação social”. E eu gostei muito desse comentário porque além de eu não acreditar mais em educação universitária, achei um ato de coragem no “desabafo” do Celso, pois muitos que hoje estão dando aulas nas faculdades parecem que estão ali fazendo um “bico”.
Percebi que o Celso não gosta de opinar sobre política, não bateu boca, não se entregou a contestações, não me xingou, nada disso! Ele só deu respostas com o natural desassombro de quem está preparado para as perguntas mais indiscretas. Mas o Celso mandou as respostas dessa entrevista bem menores do que eu esperava. Não por maldade, eu acho, que foi tecnicamente irrepreensível, mas por implicância mesmo (*só pra me abusar). Vocês podem se escandalizar com uma coisa ou outra do que vai abaixo. Mas nada que diz respeito ao caráter do homem e do repórter. Algumas respostas até achei absolutamente insuperáveis. Divirtam-se.
Elenilson – Um bom jornalista é completo quando tem quais características?Celso Duran – Justo, bom caráter, capacidade de se colocar no lugar do outro, seguro e livre de preconceitos.
Elenilson – Porque escolheu o jornalismo? Devemos escolher a carreira pelo prazer ou pela recompensa financeira?
Celso Duran – Escolhi porque acredito que sem informação, educação e instrução não se vai a lugar algum. É lógico que foi pelo prazer e pela função da profissão. Jornalista ganha pouco. Mesmo quem tem contratos milionários, abrir mão de estar presente em momentos especiais da vida, não há dinheiro que compense.
Elenilson – A profissão de repórter tem se tornado cada vez mais perigosa nos grandes centros urbanos. Você acha que esse tema deve ser debatido nas universidades?
Celso Duran – Não! A profissão é segura. Tivemos alguns jornalistas mortos nos últimos 10 anos, mas se compararmos com o número de matérias "supostamente" perigosas, o saldo ainda é positivo.
Elenilson – Temos visto tentativas em países como Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia e até Brasil de cerceamento da liberdade da imprensa. O que fazer, caso você fique sem poder exercer sua profissão com plena liberdade?
Celso Duran – Não existe plena liberdade, a não ser que você crie o seu próprio veículo de comunicação. Quanto aos meios de controlar a atuação da imprensa, o presidente durante a campanha "louvou" a imprensa por ter "desmascarado" a farsa da "bolinha de papel". Ele é um defensor do controle da imprensa.
Elenilson – Como é o dia-a-dia no trabalho de um repórter do naipe do Celso Duran, na TV e, agora, como radialista?
Celso Duran – Obrigado pelo "naipe"! (risos) Normal. Rotina, apuração, precisão, técnica. Como radialista, uma diversão! Trabalhar com uma grande amiga e profissional (Aline Castelo Branco), que tem um enorme apelo popular, me conectou com os ouvintes da Rádio Metrópole.
Elenilson – Rola muita puxada de tapete dentro da Record (BA)?
Celso Duran – Não! Tem que saber e estar disposto a trilhar o caminho. Eu mesmo continuo aprendendo. A Record é uma emissora em constante mudança, com objetivo de evoluir. É preciso acompanhar o pique do IBOPE.
Elenilson – O que o jornalismo na Bahia tem de melhor e de pior?
Celso Duran – Melhor o regionalismo. Temos uma sociedade rica em cultura que nos faz ter material farto para produzir matérias. Pior, o fato de estarmos no Nordeste. Assim, como em alguns outros setores, estaremos sempre em segundo plano, em relação ao Sul e Sudeste.
Elenilson – Quando você entrevista em particular uma pessoa muito importante, e ela responde em 'off', mas a resposta é um assunto que pode prejudicar milhares de pessoas, o que você faz? Fica com o segredo sabendo do dano que causará ou denuncia e quebra o "off"? Até onde o "off" pode ser respeitado?
Celso Duran – Não existe OFF! Se a fonte não quiser que um fato seja divulgado, ela não te conta! (risos)
Elenilson – Cada país, cada povo, tem os representantes que merece. Uma das coisas mais comuns de ouvirmos do senso comum em relação ao universo político brasileiro é a máxima de que em Brasília só há corruptos. E a Bahia não fica atrás. A frase é ilustrativa do quanto o brasileiro exime-se quando se trata de assumir as responsabilidades pelas mazelas nacionais. Como você encara esse cenário político em plena agitação para as próximas eleições?
Celso Duran – Bom, vou considerar "próximas" o segundo turno. É verdade! Por necessidade e romantismo, brasileiro ainda vota por um saco de cimento e por programas eleitorais bem feitos.
Elenilson – Falamos co
Celso Duran – Falamos não, você fala! Brasília é uma cidade linda! Cheia de monumentos, quadras, lotes, lagos, night clubs... Mas isso é a matéria. A estrutura de concreto, a grama e a natureza. Tenho uma amiga em Brasília que é uma das melhores pessoas que conheci na vida e me ajudou a ser o que sou hoje. Políticos são capítulos separados. São reflexo dos outros estados. A política no Brasil é uma só. Brasília é só a "sala de estar".
Elenilson – Quais as suas influências no meio?
Celso Duran – É difícil falar em influências! Nunca consegui aprovar uma lei! Conheço políticos influentes e em várias oportunidades jantei e almocei com "vampiros", por exemplo.
Elenilson – Por que a carreira de jornalista tem como pré-requisito o diploma de jornalismo? Na sua visão, até que ponto a faculdade de jornalismo é importante para um futuro sucesso profissional? Você é a favor ou contra a obrigatoriedade do diploma de jornalismo?
Celso Duran – Não sou contra o diploma. É importante passar por uma universidade porque é lá que se aprende a pensar. É lá que se aprende o porque das coisas. Não adianta fazer uma matéria e não saber o porque está fazendo nem o possível efeito que ela vai ter.
Elenilson – Qual sua opinião sobre o jornalismo investigativo, como o que ocorria no programa "Linha Direta" com o que andam fazendo nas TVs em Salvador com programas popularescos de baixo nível como é o caso do “Se Liga Bocão”, “Que Venha o Povo”, “Balanço Geral” e o pior de todos “Na Mira”?
Celso Duran – As TVs dão o que o que o povo consome. Já viu aquelas promoções de biscoito temporárias? É a mesma coisa. Põe no ar e, se der audiência, vamos lá! A escola e a família deveriam preparar as pessoas para consumir ou não determinado produto.
Elenilson – O Lula espalhou aos quatro ventos em 2010 que o candidato à sucessão dele não necessitava ser do PT, mas de base aliada. O PT, no entanto, decidiu lançar a Dilma como a única esperança de substituí-lo. Ou seja, uma candidata que não tem opinião sobre nada, que não tem carisma, que não tem força aliada, mas que repete categoricamente tudo o que o chefe manda é a chance que o PT tem de prolongar a festa. Como você encara isso tudo?
Celso Duran – Mais uma vez, "tudo isso" é VOCÊ está dizendo! Acho que Dilma tem um apelo forte por ser mulher e brasileiro sempre gostou de inovação. Quanto ao programa próprio de governo, eu pessoalmente já perguntei a ela em coletiva qual era o diferencial do plano dela em relação ao governo Lula: ela falou em continuidade.
Celso Duran – Aposentados e trabalhadores façam algo! Vão cobrar dos vereadores, deputados e senadores nos quais vocês votaram! Façam protesto, se revezem e vão em grupos para as portas dos prédios públicos exigirem o que lhes é de direito! Esqueçam essa história de que vão te chamar de revoltado, mal amado ou "dormiu de calça jeans"! É um direito, não é favor! Reclamem! Fila de banco: 15 minutos! Gente reservando vaga de estacionamento: desça do carro e tire o cone! Fila de 20 itens no supermercado: conte os itens do carrinho da frente e se tiver mais, chame o gerente ou não deixe a pessoa passar na sua frente! Aqui no Brasil a mulher grávida tem preferência em restaurante e cinema! Preferência para lazer só para cadeirante ou idoso! Mulher grávida que não quer pegar fila para cinema ou restaurante fica em casa! Prioridade é para necessidades básicas e direito de ir e vir!
Elenilson – Nós temos um Congresso de pilantras e bandidos. Como o presidente ainda quer que acreditemos que “eles” precisam resgatar a credibilidade que o PT já teve?
Celso Duran – Reformule essa.
Elenilson – Reformular? Tá bom. Os intelectuais brasileiros são uns bananas. Uns babacas. Cadê o Chico, o Caetano, Gil e sei lá mais quem indo nas TVs conta o governo Lula? Por muito menos o Collor sofreu impeachment. Comenta.
Celso Duran – Cada um tem seu ideal e seu poder de escolha. Eles devem estar produzindo música, que é o que sabem fazer bem.
Elenilson – Desde que o PT chegou ao governo, há um choque entre o partido e os meios de comunicação. Agora, vai ser criada a TV pública, como forma de pôr uma cunha na mídia. O que acha da TV pública?
Celso Duran – TV Pública? Hum?! Público vem de povo! É o povo que vai dirigir, editar, pautar e veicular?
Elenilson – No Congresso recente do PT, foi aprovada a realização de plebiscito a respeito da privatização da Vale do Rio Doce. O que você acha dessa decisão?
Celso Duran – Para o Brasil, sou a favor de privatização.
Elenilson – Sabe-se que a maior dificuldade do jornalismo on-line é despertar o interesse do leitor e fazê-lo ler um texto integralmente. O que chama muito atenção é a falta de criatividade e de profissionais de talento para inventar novos atrativos. As emissoras acabam recorrendo a modelos que já inspiram sucesso em outros canais, sejam eles nacionais ou internacionais. Por onde anda a criatividade brasileira tão difundida na sociedade?
Celso Duran – Cansei... (risos)
Elenilson – O público merece uma atençãozinha maior e trabalhos televisivos de qualidade e inovadores. Quem sai ganhando, além da emissora com um programa novo, são os telespectadores, que passam boa parte de suas vidas à frente dos aparelhos de tevê. Na maior parte do tempo, com um desejo incontrolável de mudar de canal. E o que seria o melhor para TV brasileira?
Celso Duran – É preciso saber o que as pessoas querem assistir! Os programas super criticados, são líderes de audiência!
Elenilson – Gostaria de saber como você construiu a sua habilidade em permanecer super-calmo em frente às câmeras sem aparentar nenhum nervosismo e a importância de ser o melhor naquilo que você faz.
Celso Duran – Concentração mesmo! Também ajuda pensar que não é um "bicho de sete cabeças". Estou falando com pessoas que são iguais a mim. E, mais uma vez, obrigado pelo "melhor".
Celso Duran – É difícil avaliar isso, pois já vivemos fenômeno semelhante no caso da chegada da TV. Achávamos que o rádio iria sumir. Eu tenho uma certeza: o jornal impresso está com os dias contados. Veja o JB e repare nas crianças de 10, 11 anos, a maioria busca a informação por meio da TV ou do computador.
Elenilson – Stanley Kubrick com “Laranja Mecânica”, Akira Kumosawa com “Os Sete Samurais”, Luchino Visconti com “Morte em Veneza” e Coppola com “O Poderoso Chefão”. Adoro todos esses caras porque, com esses filmes, eles conseguiram mudar alguma coisa na cultura do século XX. O que você acha que temos de fundamental na cultura desse início de século XXI (que eu acho que ainda nem começou)?
Celso Duran – Virtualidade e interação!
Elenilson – Eu já dei aulas numa faculdade particular, onde pude perceber que os alunos (*e muitos colegas professores) desconheciam por completo o Glauber Rocha. Teve até um que me disse que achava que ele era jogador de futebol. Todos sabiam TUDO sobre Wolverine, mas desconheciam “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”. Comente.
Celso Duran – É fase! Não dá para exigir que conheçam ou gostem. Se assistirmos a um filme mudo da década de 20, por exemplo, é capaz de não gostarmos. E aí?!
Elenilson – Quem você tem como espelho? Alguém impulsionou sua carreira?
Celso Duran – Um grande jornalista de Santa Catarina que me sinalizou o caminho para a profissão. Coordenador de produção da RBS, retransmissora da Globo no Sul. Um cara conhecedor de TV que me disse que eu tinha tudo para ser um grande jornalista.
Elenilson – Ao longo de sua carreira, se especializou em algum assunto? Qual?
Celso Duran – Não! Gosto do prazer de fazer de tudo! Inclusive futebol! É muito gratificante saber que você é capaz de comunicar informações diferentes, mesmo aquelas que você não se identifica.
Elenilson – Quais foram suas maiores descobertas no jornalismo?
Celso Duran – A realidade. Nunca conhecemos ela se não estamos em diversos lugares interagindo com diversas pessoas. O jornalismo me dá isso.
Elenilson – Qual foi a melhor entrevista (*além dessa que eu estou fazendo com você) que fez na vida?
Celso Duran – Boa sim, mas longa! (risos) Dona Canô! No centenário dela conversamos pela terceira vez e ela sempre me passou uma imagem admirável de tranquilidade e auto controle.
Elenilson – E qual foi a pior? Cite nomes viu!
Celso Duran – Várias! Todos os monossilábicos!
Elenilson – A juventude hoje não tem opinião e não quer saber de política, em consequência disso continuaremos sendo mandando por um bando de parasitas travestidos de políticos. Os poucos que se aventuram em entrar na política o fazem somente pela recompensa financeira. Comenta.
Celso Duran – Agora cansei de verdade! Depois respondo as outras, ou você já está satisfeito?!
Eu gosto dessa foto erótica: Celso com cara e adolescente imberbe,do alto do Empire State Building - New York – EUA.
O cara é muito rico: viaja muito! No Golden Gate - San Francisco/CA – EUA.E também em Santiago de Compostela - Galícia – Espanha.
Que inveja: Bedloe - Ilha da Liberdade/NY – EUA. E todo sorridente(*eu estaria de mau humor) quase abaixo de zero em Gramado/RS.
Com cara de ator dos filmes de Almodóvar, na Torre de Belém - Lisboa – Portugal.
Com cara de repórter do Globo Rural, em Vitória – ES.
No Teatro Amazonas. Ao fundo, o pano de boca, uma das atrações do teatro. Foi pintado em Paris por um artista pernambucano. A lona não pode ser dobrada, por isso quando recolhido é elevado a uma altura de quase 10 metros. Tem que ser visto e apreciado!
No Salão Nobre do Teatro Amazonas. Destaque para a iluminação com 32 lustres de vidros de Murano. O piso é formado por 12 mil peças de madeira, encaixadas sem prego ou cola. “Pode não parecer, mas a minha expressão é de deslumbramento!”, escreveu o Celso no Orkut.
Seringueira: árvore que representou riqueza durante os anos de 1890 e 1912.Dela se extrai o latex - matéria-prima da borracha. Riqueza que logo se esvaiu,
devido à biopirataria, afirmam os pesquisadores. Imigrantes teriam levado mudas
para a região sudeste da Ásia, onde também há floresta tropical.
O rio Solimões encontra o rio Negro; juntos seguematé o oceano Atlântico, em Belém, como rio Amazonas.
Eu não poderia deixar de postar essa aqui. O repórter sério tomando um “bronze”pelo Amazonas. Se eu tivesse lá já o teria jogado para as piranhas!
Com Mara Maravilha. E com o Billy Paul no camarim da TV.
Com um fã no estúdio. Nem a Xuxa ganhou gravatas!
Repórter em ação numa ameaça de bomba em um banco no centro de Salvador(*a polícia detonou o artefato e ninguém ficou ferido).
O repórter emocionado na Cidade de Plástico (BA). "Distanciam-se do real,para retratar o fato que se encontra na fragilidade, força para agir".
Marcadores:
Entrevistas
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A LIGA DA JUSTIÇA
“Ninguém fala da classe média amordaçada, vilipendiada, inglória para manter os caprichos do PT com os pobres ou com os muito ricos.”
Por Anna Carvalho*
Semana passada fui numa visita orientada na Igreja da Trindade, em Salvador, igreja que é abrigo de moradores de rua, sem teto, pessoas com HIV. No altar da igreja, uma sandália, um cajado e o seu lema: “Levanta-te e anda”. Tudo isso administrado por um padre suíço que falava que esmola também submete.
Lá um ex-morador de rua com diabetes toma insulina, sim com acesso dado pelo governo, isto também é um fato não vou aqui mentir ou plantar para dar o indício da minha posição. Mas, este mesmo governo que mantém com insulina o ex-morador de rua, também mantém uma relação umbilical tácita com a manutenção desta pobreza orientada, dando esmolas, e num hospital em Brasília pessoas com suspeita de câncer demoram dois anos para saberem o veredicto porque faltam digitadores.
Na Bahia, até outro dia, a máquina que faz exames também para diagnóstico estava quebrada, o ministro Temporão (*quem dera que fosse temporão de fato) esteve envolvido com pendências com relação ao remédio Tamiflur e ontem, no debate, a Dilma estava doída, parecia uma esquizofrênica, dura, rígida, com a rispidez dela, com faca entre os dentes e eu aqui não entendo esta violência programada já que ela está na frente das pesquisas (pesquisas que são inquestionáveis), mas tudo era motivo de ataque verborrágico. Ontem, ao ser questionada sobre o MST, a candidata com esporas, não respondeu, correspondeu e atacou no estilo mais aprimorado dos sem defesas, ataque.
Outro dia, um leitor do LITERATURA CLANDESTINA questionava a minha posição sobre a demissão de Maria Rita Kehl, e me faz lembrar que no Brasil as coisas têm que ser muito explicadas somente por alguns. A entidade que se faz nesta democracia de arremedo é um festival de eu não me lembro, de amnésia, de arritmia cerebral, enquanto os outros que estão no poder embasbacam também esta entidade democrática que é o povo, este mesmo povo que acha que tem poder, mas, efetivamente não pode.
Eu não sou a favor de FHC e do PSDB e esta é a minha culpa e o meu medo, estabeleceu-se uma relação maniqueísta entre os pombinhos e a elite, representada respectivamente por Dilma e pelo dito candidato Serra e isto eu não tolero, não admito que estes candidatos discutam o futuro do país, sobretudo, com uma agenda programática desfalecida, e ninguém tem uma agenda programática, tem ataques, escândalos. Ninguém fala da classe média amordaçada, vilipendiada, inglória para manter os caprichos do PT com os pobres ou com os muito ricos.
Ontem, vendo a campanha da Dilma e olhando alguns nomes que experimentaram a ditadura, artistas, intelectuais, hoje uma elite ilustrada que, tal qual souvenir reascende quando requisitada, apoiando a candidata: Chico Buarque, Hugo Carvana, Cristina Pereira, Leonardo Boff, Paulo Betti, Osmar Prado, Alcione, Margareth Menezes, numa tentativa clara de apoio de uma política em estado de graça com o poder, mas eu não entendo esta arrogância, esta defesa, este ataque, e fico imaginando a dita candidata sem inteligência emocional no poder, as mentiras que são contadas por todos que estão contra o PT, se transformam em verdades quando o governo acha conveniente, ou seja, verdades só quando atingem a oposição.
Erenice Guerra deve ter sido sequestrada ou está em prisão domiciliar para não aparecer mais, e até então era uma mentira, um ataque, uma emboscada. Este país deve aprender muito com este tipo de gestão competente na difamação, nos ataques, na defesa e na alienação daquilo que ele não quer que o povo saiba.
Este país é mesmo uma mãe para poucos, mas eu não entendo por que o medo do povo, ele já está acostumado a votar errado, ter este debate eleitoral mínimo, desqualificado entre uma títere e o outro moderado, que se limitou a escolher benesses, barganha, a manutenção da liberdade sem carta de alforria, os pulos dentro dos muros, de rinocerontes ideológicos que passam impunemente sobre as cabeças de seus desafetos como qualquer agrura coronelista, este é o poder democrático, o povo no seu lugar amordaçado e vítima da sua própria natureza subserviente.
>>> E nós continuamos com a campanha contra a CENSURA NA REDE – clique aqui e ajude a espalhar. Mas, em entrevista à TV Estadão, o humorista Marcelo Madureira, do “Casseta e Planeta”, disse que governo não perde oportunidade de mostrar autoritarismo de forma velada. Confira:
* Anna Carvalho é professora de literatura em Salvador e co-autora de Elenilson Nascimento em “Clandestinos” (2010) e “Diálogos Inesperados Sobre Dificuldades Domadas” (2005). Contato: carvalhoanna141@gmail.com
foto e charge: divulgação
Semana passada fui numa visita orientada na Igreja da Trindade, em Salvador, igreja que é abrigo de moradores de rua, sem teto, pessoas com HIV. No altar da igreja, uma sandália, um cajado e o seu lema: “Levanta-te e anda”. Tudo isso administrado por um padre suíço que falava que esmola também submete.
Lá um ex-morador de rua com diabetes toma insulina, sim com acesso dado pelo governo, isto também é um fato não vou aqui mentir ou plantar para dar o indício da minha posição. Mas, este mesmo governo que mantém com insulina o ex-morador de rua, também mantém uma relação umbilical tácita com a manutenção desta pobreza orientada, dando esmolas, e num hospital em Brasília pessoas com suspeita de câncer demoram dois anos para saberem o veredicto porque faltam digitadores.
Na Bahia, até outro dia, a máquina que faz exames também para diagnóstico estava quebrada, o ministro Temporão (*quem dera que fosse temporão de fato) esteve envolvido com pendências com relação ao remédio Tamiflur e ontem, no debate, a Dilma estava doída, parecia uma esquizofrênica, dura, rígida, com a rispidez dela, com faca entre os dentes e eu aqui não entendo esta violência programada já que ela está na frente das pesquisas (pesquisas que são inquestionáveis), mas tudo era motivo de ataque verborrágico. Ontem, ao ser questionada sobre o MST, a candidata com esporas, não respondeu, correspondeu e atacou no estilo mais aprimorado dos sem defesas, ataque.
Outro dia, um leitor do LITERATURA CLANDESTINA questionava a minha posição sobre a demissão de Maria Rita Kehl, e me faz lembrar que no Brasil as coisas têm que ser muito explicadas somente por alguns. A entidade que se faz nesta democracia de arremedo é um festival de eu não me lembro, de amnésia, de arritmia cerebral, enquanto os outros que estão no poder embasbacam também esta entidade democrática que é o povo, este mesmo povo que acha que tem poder, mas, efetivamente não pode.
Eu não sou a favor de FHC e do PSDB e esta é a minha culpa e o meu medo, estabeleceu-se uma relação maniqueísta entre os pombinhos e a elite, representada respectivamente por Dilma e pelo dito candidato Serra e isto eu não tolero, não admito que estes candidatos discutam o futuro do país, sobretudo, com uma agenda programática desfalecida, e ninguém tem uma agenda programática, tem ataques, escândalos. Ninguém fala da classe média amordaçada, vilipendiada, inglória para manter os caprichos do PT com os pobres ou com os muito ricos.Ontem, vendo a campanha da Dilma e olhando alguns nomes que experimentaram a ditadura, artistas, intelectuais, hoje uma elite ilustrada que, tal qual souvenir reascende quando requisitada, apoiando a candidata: Chico Buarque, Hugo Carvana, Cristina Pereira, Leonardo Boff, Paulo Betti, Osmar Prado, Alcione, Margareth Menezes, numa tentativa clara de apoio de uma política em estado de graça com o poder, mas eu não entendo esta arrogância, esta defesa, este ataque, e fico imaginando a dita candidata sem inteligência emocional no poder, as mentiras que são contadas por todos que estão contra o PT, se transformam em verdades quando o governo acha conveniente, ou seja, verdades só quando atingem a oposição.
Erenice Guerra deve ter sido sequestrada ou está em prisão domiciliar para não aparecer mais, e até então era uma mentira, um ataque, uma emboscada. Este país deve aprender muito com este tipo de gestão competente na difamação, nos ataques, na defesa e na alienação daquilo que ele não quer que o povo saiba.
Este país é mesmo uma mãe para poucos, mas eu não entendo por que o medo do povo, ele já está acostumado a votar errado, ter este debate eleitoral mínimo, desqualificado entre uma títere e o outro moderado, que se limitou a escolher benesses, barganha, a manutenção da liberdade sem carta de alforria, os pulos dentro dos muros, de rinocerontes ideológicos que passam impunemente sobre as cabeças de seus desafetos como qualquer agrura coronelista, este é o poder democrático, o povo no seu lugar amordaçado e vítima da sua própria natureza subserviente.
>>> E nós continuamos com a campanha contra a CENSURA NA REDE – clique aqui e ajude a espalhar. Mas, em entrevista à TV Estadão, o humorista Marcelo Madureira, do “Casseta e Planeta”, disse que governo não perde oportunidade de mostrar autoritarismo de forma velada. Confira:
* Anna Carvalho é professora de literatura em Salvador e co-autora de Elenilson Nascimento em “Clandestinos” (2010) e “Diálogos Inesperados Sobre Dificuldades Domadas” (2005). Contato: carvalhoanna141@gmail.com
foto e charge: divulgação
Marcadores:
Crônicas de outros autores
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
MAURÍCIO ZERK – AGOSTO
"As cores vivas, a escuridão as esconde, lucidez e razão, se dispersam, clamando pelo inconsciente, imagens surgem ao acaso, presságios e lembranças se confundem. A perfeição só se vai com a chegada, da luz de um novo amanhã." (Zerk)
Por Elenilson Nascimento
Enfim, hoje é o lançamento oficial do CD do Maurício Zerk. O artista, que se considera um autodidata, que gravou a primeira demo em 2004 com a banda Via Dupla, que já participou de vários festivais de música, e que também já fez parte também dos grupos Fluxo Visceral, Conexão Urbana e da banda de rock UT Supra, além de participar do livro “Poemas de Mil Compassos” (2009), acaba de lançar o álbum “Agosto”. O disco já está disponível para audição na internet, onde Zerk deixa aos fãs a oportunidade de conhecer todas as faixas antes do lançamento em formato físico, programado para breve.
Depois de meses trabalhando nesse projeto, Zerk, enfim, lança de forma independente, esse seu primeiro álbum de carreira, depois de ter lançado vários singles na rede. “Agosto” é o projeto do cantor, músico, poeta, arranjador e compositor em que este último rótulo não pode ser aplicado assim de forma isolada. Zerk pisa em território muito conhecido por seus fãs, mas nem por isso menos desafiador. “Estou solto no mundo largo. Lúcido cavalo com substância de anjo que circula através de mim. Sou varado pela noite, atravesso os lagos frios, absorvo epopéia e carne, bebo tudo, desfaço tudo, torno a criar, a esquecer-me: durmo agora, recomeço ontem”, escreveu em seu blog.
O disco abre com o melancólico-instrumental “Bob”, em seguida entra nos “desejos que se foram em você” de “Janeiro”, surge até sons de chuva em “Certos Planos”, violinos sonoros com batidas fortes de baterias em “Tudo Igual” (linda essa música!). Mas, se você pensa que acabou, o disco continua pulsando como sexo em “Bom Pra Você” (lembra muito Evanescence), na canção “No Caminho” que fala de perdas, carinhos e esperas, na forte “O Que Importa”.
E as baterias voltam a bater na faixa título “Agosto”, e na música que eu achei mais autobiográfica de todo o disco “Mais Um Dia”, adorável! E, enfim, o meu poema chega de mansinho, lindo e gritante em “Uma Visão Contemporânea”. Nem vou falar mais sobre o que o Zerk fez com ele, pois vão dizer que eu paguei. Mas ficou perfeito! Em “Olha Só” ele revela que não sabe dizer nada, mas ainda tem tempo de contemplar o dia. Mas o bônus track não poderia ter sido melhor: uma versão maravilhosa de “Ray Of Light” (eu amo essa música) de Madonna. Ficou fodaço!
O projeto demorou a sair pela dificuldade de tempo, equipamento e de compor compulsoriamente – compor para o artista como Zerk parece ser uma necessidade física – mas o resultado superou todas as expectativas. Recentemente, Zerk lançou também o single “Eu Queria Ser John Lennon” – clique aqui – que traz, com muito orgulho, na canção título desse trabalho um outro poema meu retirado do livro “Palavras Faladas Fadadas Palavras” (2002). Já esse novo álbum “Agosto” surge com doze faixas muito bem arranjadas e numa levada pop incrível. Por tanto, o cara tem talento. Pena que esse talento AINDA não esteja tocando nas rádios, mas, enfim, o cara não faz pagodes ordinários. Baixe o disco, confira e devore-o! É gostoso!

fonte e fotos: MZerk/divulgação
contato: www.infinitewhilelast.blogspot.com
Por Elenilson Nascimento
Enfim, hoje é o lançamento oficial do CD do Maurício Zerk. O artista, que se considera um autodidata, que gravou a primeira demo em 2004 com a banda Via Dupla, que já participou de vários festivais de música, e que também já fez parte também dos grupos Fluxo Visceral, Conexão Urbana e da banda de rock UT Supra, além de participar do livro “Poemas de Mil Compassos” (2009), acaba de lançar o álbum “Agosto”. O disco já está disponível para audição na internet, onde Zerk deixa aos fãs a oportunidade de conhecer todas as faixas antes do lançamento em formato físico, programado para breve.
Depois de meses trabalhando nesse projeto, Zerk, enfim, lança de forma independente, esse seu primeiro álbum de carreira, depois de ter lançado vários singles na rede. “Agosto” é o projeto do cantor, músico, poeta, arranjador e compositor em que este último rótulo não pode ser aplicado assim de forma isolada. Zerk pisa em território muito conhecido por seus fãs, mas nem por isso menos desafiador. “Estou solto no mundo largo. Lúcido cavalo com substância de anjo que circula através de mim. Sou varado pela noite, atravesso os lagos frios, absorvo epopéia e carne, bebo tudo, desfaço tudo, torno a criar, a esquecer-me: durmo agora, recomeço ontem”, escreveu em seu blog.
O disco abre com o melancólico-instrumental “Bob”, em seguida entra nos “desejos que se foram em você” de “Janeiro”, surge até sons de chuva em “Certos Planos”, violinos sonoros com batidas fortes de baterias em “Tudo Igual” (linda essa música!). Mas, se você pensa que acabou, o disco continua pulsando como sexo em “Bom Pra Você” (lembra muito Evanescence), na canção “No Caminho” que fala de perdas, carinhos e esperas, na forte “O Que Importa”.
E as baterias voltam a bater na faixa título “Agosto”, e na música que eu achei mais autobiográfica de todo o disco “Mais Um Dia”, adorável! E, enfim, o meu poema chega de mansinho, lindo e gritante em “Uma Visão Contemporânea”. Nem vou falar mais sobre o que o Zerk fez com ele, pois vão dizer que eu paguei. Mas ficou perfeito! Em “Olha Só” ele revela que não sabe dizer nada, mas ainda tem tempo de contemplar o dia. Mas o bônus track não poderia ter sido melhor: uma versão maravilhosa de “Ray Of Light” (eu amo essa música) de Madonna. Ficou fodaço!
O projeto demorou a sair pela dificuldade de tempo, equipamento e de compor compulsoriamente – compor para o artista como Zerk parece ser uma necessidade física – mas o resultado superou todas as expectativas. Recentemente, Zerk lançou também o single “Eu Queria Ser John Lennon” – clique aqui – que traz, com muito orgulho, na canção título desse trabalho um outro poema meu retirado do livro “Palavras Faladas Fadadas Palavras” (2002). Já esse novo álbum “Agosto” surge com doze faixas muito bem arranjadas e numa levada pop incrível. Por tanto, o cara tem talento. Pena que esse talento AINDA não esteja tocando nas rádios, mas, enfim, o cara não faz pagodes ordinários. Baixe o disco, confira e devore-o! É gostoso!


fonte e fotos: MZerk/divulgação
contato: www.infinitewhilelast.blogspot.com
Marcadores:
Músicas
domingo, 24 de outubro de 2010
CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA PROMETEM TUDO!
“Mas vivemos numa época de censuras, num país onde quem pensa muito e tem blog ou qualquer outro meio de comunicação crítico é tratado como criminoso.”
Por Elenilson Nascimento
Era uma vez um país das bananas onde todos conviviam sem violência, pois os criminosos, políticos mentirosos, religiosos mercenários, estrelinhas decadentes de BBBs, todos eles tinham sido exilados para a ilha de “Caras”, bem longe de tudo. Era uma vez um país das bananas onde ninguém passava fome ou frio, onde a educação era top de linha, onde os postos de saúde funcionavam, pois todas as riquezas eram distribuídas de forma igualitária.
E para resolver os problemas da saúde, por exemplo, bastava apresentar um cartão, e tudo estaria pago pelo governo como num passe de mágica. Problemas de trânsito não existiam, pois trens aéreos se encarregavam de levar as pessoas a todos os destinos rapidamente. Em Salvador ao invés de trens aéreos passaram mais de dez anos fazendo uma de um metrô de manivela que leva "do nada" ao "lugar algum", além de terem feito, agora, em épocas de eleições, viadutos gigantescos para desafogar o transito. Mas o transito continua afogado.
Tudo isso parece um conto de fadas, mas poderia ser verdade no Brasil sonhado nos programas utópicos de governo dos dois candidatos sobreviventes à Presidência da República. Longe dos holofotes, Dilminha e Serrinha se preparam com uma equipe, provavelmente formada por Spielberg, para mostrar e iludir o eleitor por que são as melhores opções nas urnas em 31 de outubro.
Mas vivemos numa época de censuras – tanto na vida quando na rede –, tanto que o LITERATURA CLANDESTINA e muitos outros blogs estão na lista dos meios perigosos – clique aqui –, num país onde quem pensa muito e tem blog ou qualquer outro meio de comunicação crítico é tratado como criminoso. E é nesse clima de desonra que o candidato do PSDB, por exemplo, parece ser o mais desesperado, pois usa o horário eleitoral todas as noites para prometer expandir o acesso à água encanada em todo Brasil. Sua propaganda afirma que 12 milhões de casas no Brasil ainda não possuem acesso ao benefício, citando que 31% delas ficam no Nordeste e 54% na região Norte (*redutos eleitorais da presidenciável petista Dilma).
"O governo da Dilma não fez nada para mudar isso. Como ministro, Serra fez obras de água e esgoto que beneficiaram nove Estados do Nordeste", afirmou a narração gritada aos berros como se todos nós fossemos surdos, que afirmou ainda que o tucano investirá na área "para que todo brasileiro quando abrir a torneira encontre água boa". Acredite viu!
APORTO, GAYS E DROGAS – E logo na primeira semana após as eleições do primeiro turno, ao invés de grandes comemorações ou manifestações de decepção por conta da candidatura que cogitava fortemente a possibilidade de vencer o processo no primeiro turno, o que veio à tona, em tons pasteis nada explícitos e embalado em subterfúgios e até enviesado em discursos que têm Deus à frente, foi o aborto, a união gay e sei lá mais que assunto para a “família” brasileira se emocionar.
Num tom talvez inspirado em algum saudosismo ancorado em tempos de Inquisição, o que prevaleceu nas manchetes das TVs foi uma palavra de ordem na linha “com Deus e pela vida”. Patético! A presença do aborto, dos gays e das drogas nas campanhas dos candidatos sobreviventes, nas primeiras horas após o resultado do primeiro turno, não se deu nem em formas nem em termos claros.
E quando apareceu na TV após o segundo turno, mais gordinha, com cara de Mônica, como pé enfaixado e com os seus terninhos engomadinhos muito distantes do desejo daqueles que esperam que uma roupinha básica da C&A desse um jeito em seu figurino, Dilminha olhou para as câmeras e, numa postura serena e terna, afirmou em tom solene que ela é “a favor da vida e vem de uma família extremamente católica”. Dava assim o seu recado aos fundamentalistas da fé que já acreditaram que comunista come criança. Pela vida significa, nesta campanha, ser contra mudanças na legislação sobre o aborto.
AS MENTIRAS – A ex-ministra da Casa Civil também passou a enfatizar ainda mais as promessas de “lugar algum” na área da saúde, com "planos que a médio e curto prazo vão fazer muita diferença na vida dos brasileiros". Dilma, cada vez mais tão eloquente quanto o seu chefe-deus, prometeu lutar para "acabar com as filas" do SUS e aumentar o número de médicos na rede pública de atendimento. Ela também prometeu expandir os programas "Brasil Sorridente" e "Saúde da Família". Acredite também viu! Além disso tudo, a peça publicitária da Dilma veiculou depoimentos de apoio à petista feitos pelo cientista Miguel Nicolelis e por Gabriel Chalita, ex-secretário de Educação do governo de São Paulo na gestão do tucano Geraldo Alckmin (2003-2006).
Segundo Serra, “a saúde está ruim no Brasil”, como se ninguém soubesse. Em seu programa de promessas, ele disse que construirá mais de 150 policlínicas, hospitais regionais e postos de atendimento para dependentes de drogas. E com qual dinheiro? Dilma, por sua vez, já prometeu ampliar o número de médicos na rede pública, construir mais unidades de pronto-atendimento 24 horas e ampliar e fortalecer o programa "Saúde da Família". Etá, agora que os miseráveis desse país vão votar no “homi”, digo, na mulher.
SEM EDUCAÇÃO – Na área da educação, Serra propôs a criação de um milhão de vagas no ensino técnico e mais investimento em cursos técnicos. Isso significa dizer que ensino superior que já não valia nada, passou a ser relegado à mero factóide. Já no horário eleitoral da Dilma, ela também prometeu construir escolas e mais escolas técnicas.
Dilma também adora associar Serra às privatizações promovidas no governo FHC. No programa da petista foram mostradas mensagens de apoio do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil e dos governadores do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Também foi mostrada mensagem do chefe-deus gritando: “Escolha o que você quer, o Brasil que dava errado ou o Brasil que está dando certo”. Enquanto isso, no programa do Serra, um dos apresentadores disse que Dilma não foi capaz nem de administrar uma loja de brinquedos de 1,99 em Porto Alegre (RS). Depois, foi mostrada a seguinte mensagem: “Ela não vai dar conta”.
BOLINHA DE PAPEL – Pois é, meu amigo leitor, são esses os únicos candidatos que temos para gerenciar por mais quatro anos esse país das bananas. E essas pesquisar eleitorais? Tudo mentiras arquitetadas para iludir os já iludidos. E Lula, no altar da sua arrogância, fica colocando lenha na fogueira, naquele estilo que lhe é peculiar.
Hoje, o presidente Lula foi contundente nas críticas ao Serra, sobre a “suposta agressão sofrida pelo tucano”, ontem, 20/10, durante caminhada no centro no Rio de Janeiro, onde Lula chegou a usar os termos "mentira descarada" para classificar o ocorrido. Para o presidente, o episódio "deixou o dia de ontem marcado como o dia da farsa, o dia da mentira".
Mas o nosso Lulinha adora desqualifica e ridicularizar os seus oponentes. Se foi mentira ou não, o nível dessa campanha eleitoral está abaixo da linha da ribanceira. Para Lula, Serra foi atingido apenas por uma bolinha de papel e seguiu caminhando por mais 20 minutos, quando recebeu um telefonema "de algum assessor da publicidade da campanha que o sugeriu para parar de caminhar e por a mão na cabeça para criar um factoide": "A mentira que foi produzida pela equipe de publicidade do candidato José Serra é uma coisa vergonhosa, aliás, ontem deveria ser denominado o dia da farsa, o dia da mentira, porque, gente, porque venderam o dia inteiro que esse homem tinha sido agredido, e se vocês não viram ainda, vocês peguem o que foi divulgado no Jornal da Record ou o que foi divulgado no SBT", afirmou o presidente. Tá Lula! Tá Lula! Tá Lula! Mas é muito ruim não darmos a dimensão verdadeira do uso da violência nessa política de mentiras. Para que os trilhos do metrô se ele não vem?
+ Ouça também o escritor Affonso Romano Sant'Anna falando sobre a eleição e a confusão na Internet:
podcasts: Portal da Metrópole
Por Elenilson Nascimento
Era uma vez um país das bananas onde todos conviviam sem violência, pois os criminosos, políticos mentirosos, religiosos mercenários, estrelinhas decadentes de BBBs, todos eles tinham sido exilados para a ilha de “Caras”, bem longe de tudo. Era uma vez um país das bananas onde ninguém passava fome ou frio, onde a educação era top de linha, onde os postos de saúde funcionavam, pois todas as riquezas eram distribuídas de forma igualitária.
E para resolver os problemas da saúde, por exemplo, bastava apresentar um cartão, e tudo estaria pago pelo governo como num passe de mágica. Problemas de trânsito não existiam, pois trens aéreos se encarregavam de levar as pessoas a todos os destinos rapidamente. Em Salvador ao invés de trens aéreos passaram mais de dez anos fazendo uma de um metrô de manivela que leva "do nada" ao "lugar algum", além de terem feito, agora, em épocas de eleições, viadutos gigantescos para desafogar o transito. Mas o transito continua afogado.
Tudo isso parece um conto de fadas, mas poderia ser verdade no Brasil sonhado nos programas utópicos de governo dos dois candidatos sobreviventes à Presidência da República. Longe dos holofotes, Dilminha e Serrinha se preparam com uma equipe, provavelmente formada por Spielberg, para mostrar e iludir o eleitor por que são as melhores opções nas urnas em 31 de outubro.
Mas vivemos numa época de censuras – tanto na vida quando na rede –, tanto que o LITERATURA CLANDESTINA e muitos outros blogs estão na lista dos meios perigosos – clique aqui –, num país onde quem pensa muito e tem blog ou qualquer outro meio de comunicação crítico é tratado como criminoso. E é nesse clima de desonra que o candidato do PSDB, por exemplo, parece ser o mais desesperado, pois usa o horário eleitoral todas as noites para prometer expandir o acesso à água encanada em todo Brasil. Sua propaganda afirma que 12 milhões de casas no Brasil ainda não possuem acesso ao benefício, citando que 31% delas ficam no Nordeste e 54% na região Norte (*redutos eleitorais da presidenciável petista Dilma).
"O governo da Dilma não fez nada para mudar isso. Como ministro, Serra fez obras de água e esgoto que beneficiaram nove Estados do Nordeste", afirmou a narração gritada aos berros como se todos nós fossemos surdos, que afirmou ainda que o tucano investirá na área "para que todo brasileiro quando abrir a torneira encontre água boa". Acredite viu!
APORTO, GAYS E DROGAS – E logo na primeira semana após as eleições do primeiro turno, ao invés de grandes comemorações ou manifestações de decepção por conta da candidatura que cogitava fortemente a possibilidade de vencer o processo no primeiro turno, o que veio à tona, em tons pasteis nada explícitos e embalado em subterfúgios e até enviesado em discursos que têm Deus à frente, foi o aborto, a união gay e sei lá mais que assunto para a “família” brasileira se emocionar.
Num tom talvez inspirado em algum saudosismo ancorado em tempos de Inquisição, o que prevaleceu nas manchetes das TVs foi uma palavra de ordem na linha “com Deus e pela vida”. Patético! A presença do aborto, dos gays e das drogas nas campanhas dos candidatos sobreviventes, nas primeiras horas após o resultado do primeiro turno, não se deu nem em formas nem em termos claros.
E quando apareceu na TV após o segundo turno, mais gordinha, com cara de Mônica, como pé enfaixado e com os seus terninhos engomadinhos muito distantes do desejo daqueles que esperam que uma roupinha básica da C&A desse um jeito em seu figurino, Dilminha olhou para as câmeras e, numa postura serena e terna, afirmou em tom solene que ela é “a favor da vida e vem de uma família extremamente católica”. Dava assim o seu recado aos fundamentalistas da fé que já acreditaram que comunista come criança. Pela vida significa, nesta campanha, ser contra mudanças na legislação sobre o aborto.
AS MENTIRAS – A ex-ministra da Casa Civil também passou a enfatizar ainda mais as promessas de “lugar algum” na área da saúde, com "planos que a médio e curto prazo vão fazer muita diferença na vida dos brasileiros". Dilma, cada vez mais tão eloquente quanto o seu chefe-deus, prometeu lutar para "acabar com as filas" do SUS e aumentar o número de médicos na rede pública de atendimento. Ela também prometeu expandir os programas "Brasil Sorridente" e "Saúde da Família". Acredite também viu! Além disso tudo, a peça publicitária da Dilma veiculou depoimentos de apoio à petista feitos pelo cientista Miguel Nicolelis e por Gabriel Chalita, ex-secretário de Educação do governo de São Paulo na gestão do tucano Geraldo Alckmin (2003-2006).
Segundo Serra, “a saúde está ruim no Brasil”, como se ninguém soubesse. Em seu programa de promessas, ele disse que construirá mais de 150 policlínicas, hospitais regionais e postos de atendimento para dependentes de drogas. E com qual dinheiro? Dilma, por sua vez, já prometeu ampliar o número de médicos na rede pública, construir mais unidades de pronto-atendimento 24 horas e ampliar e fortalecer o programa "Saúde da Família". Etá, agora que os miseráveis desse país vão votar no “homi”, digo, na mulher.
SEM EDUCAÇÃO – Na área da educação, Serra propôs a criação de um milhão de vagas no ensino técnico e mais investimento em cursos técnicos. Isso significa dizer que ensino superior que já não valia nada, passou a ser relegado à mero factóide. Já no horário eleitoral da Dilma, ela também prometeu construir escolas e mais escolas técnicas.
Dilma também adora associar Serra às privatizações promovidas no governo FHC. No programa da petista foram mostradas mensagens de apoio do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil e dos governadores do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Também foi mostrada mensagem do chefe-deus gritando: “Escolha o que você quer, o Brasil que dava errado ou o Brasil que está dando certo”. Enquanto isso, no programa do Serra, um dos apresentadores disse que Dilma não foi capaz nem de administrar uma loja de brinquedos de 1,99 em Porto Alegre (RS). Depois, foi mostrada a seguinte mensagem: “Ela não vai dar conta”.
BOLINHA DE PAPEL – Pois é, meu amigo leitor, são esses os únicos candidatos que temos para gerenciar por mais quatro anos esse país das bananas. E essas pesquisar eleitorais? Tudo mentiras arquitetadas para iludir os já iludidos. E Lula, no altar da sua arrogância, fica colocando lenha na fogueira, naquele estilo que lhe é peculiar.
Hoje, o presidente Lula foi contundente nas críticas ao Serra, sobre a “suposta agressão sofrida pelo tucano”, ontem, 20/10, durante caminhada no centro no Rio de Janeiro, onde Lula chegou a usar os termos "mentira descarada" para classificar o ocorrido. Para o presidente, o episódio "deixou o dia de ontem marcado como o dia da farsa, o dia da mentira".
Mas o nosso Lulinha adora desqualifica e ridicularizar os seus oponentes. Se foi mentira ou não, o nível dessa campanha eleitoral está abaixo da linha da ribanceira. Para Lula, Serra foi atingido apenas por uma bolinha de papel e seguiu caminhando por mais 20 minutos, quando recebeu um telefonema "de algum assessor da publicidade da campanha que o sugeriu para parar de caminhar e por a mão na cabeça para criar um factoide": "A mentira que foi produzida pela equipe de publicidade do candidato José Serra é uma coisa vergonhosa, aliás, ontem deveria ser denominado o dia da farsa, o dia da mentira, porque, gente, porque venderam o dia inteiro que esse homem tinha sido agredido, e se vocês não viram ainda, vocês peguem o que foi divulgado no Jornal da Record ou o que foi divulgado no SBT", afirmou o presidente. Tá Lula! Tá Lula! Tá Lula! Mas é muito ruim não darmos a dimensão verdadeira do uso da violência nessa política de mentiras. Para que os trilhos do metrô se ele não vem?
+ Ouça também o escritor Affonso Romano Sant'Anna falando sobre a eleição e a confusão na Internet:
>>> ouça aqui <<<
E o poeta baiano Sebastião Nery falando sobre as mentiras dos cientistas políticos e dos institutos de pesquisa:
>>> ouça aqui <<<
imagens: divulgação
podcasts: Portal da Metrópole
Marcadores:
Crônicas de Elenilson Nascimento
sábado, 23 de outubro de 2010
O ATOR MILTON GONÇALVES PASSA POR SAIA JUSTA COM XUXA
"Quando a Xuxa está estressada, ela deve largar tudo e ir de helicóptero fazer massagem, terapia, Yoga, etc. E o povão que acorda às cinco da manhã para ir trabalhar de buzú lotado?"

Acho essas cerimônias de lançamento de projetos sociais, apesar de toda a boa vontade, uma chatice sem fim. Todo mundo com cara de bondade, mas eu quero mesmo é saber se essas ONGs e esses projetos funcionam e ajudam mesmo. Porém, como só tem coisas que acontecem no Brasil, tipo: as pessoas ainda consideram a Xuxa um anjinho loirinho que vive numa terra de algodão doce.
Na última terça-feira, 19/10, o excelente ator Milton Gonçalves foi mestre de cerimônias no lançamento de mais um projeto social, “Carinho de verdade”, que aconteceu no Cosme Velho, Zona Sul do Rio, onde disse – sem maldade, eu creio – que “uns cascudos nas crianças podem ser uma manifestação de afeto”. Na mesma hora, segundo amigos presentes na cerimônia, a Xuxa parece que não gostou muito da declaração.
Rapidamente, abrindo um parênteses no roteiro de contos de fadas, a “rainha dos baixinhos” fechou o semblante e se manifestou: “Ah, mas isso não pode mesmo! Nada disso, violência contra criança, não. Se continuar, vamos para o tribunal”, disse.
Para a apresentadora Xuxa deve ser muito fácil dizer: "Não bata, eduque", pois ela tem um monte de babás que cuidam da filha dela. Acho que até ela deve ter uma babá também. Quando a Xuxa está estressada com a baixa vendagem dos seus DVDs “Xuxa para baixinhos Vol. 1000”, nas Lojas Americanas por R$ 9,90, ela deve largar tudo e ir de helicóptero fazer massagem, terapia, Yoga, etc. E o povão que acorda às cinco da manhã para ir trabalhar de buzú lotado? E os pais normais que estão todos os dias resolvendo problemas de todos os tipos e tamanhos?
Talvez seja muito fácil quando ela for mãe de verdade, aí sim ela pode querer ter moral para falar assim... O Milton está com toda a razão, é claro que espancar não educar ninguém, mas uns cascudos sim, não matam, pelo contrário, ajuda muito... Só achei o fim da picada que, apesar da saia justa, antes de encerrar o cerimonial, um ator do nível do Milton Gonçalvez ter indo se explicar em público: “Xuxa querida, somente para esclarecer que onde você ouviu cascudo, ouça carinho, afeto e muito amor”, encerrou Milton que é pai de três filhos.
O ator ainda tentou falar (humilhação viu!) com a Xuxa assim que a imprensa se afastou, mas a apresentadora, "educada" como sempre, acompanhada por três seguranças, "não conseguiu ouvir" os seus chamados do ator.
Em dezembro de 2009, a apresentadora lançou o projeto "Não bata, eduque", em defesa das crianças que sofrem maus tratos por parte dos pais. Mas eu ainda acho que se você for atrás dos conselhos de celebridades e não educar os seus filhos, mas cedo ou mais tarde a polícia está aí pra isso!
Enquanto você reflete sobre esse caso, se bem que eu acho que nem vale à pena, confira o “Rap da varinha” no Youtube. Segundo informações, este vídeo tem por objetivo ensinar o valor de corrigir os filhos antes que seja tarde demais. Não pregamos a violência aqui, acreditamos no valor de uma boa conversa, mas entendemos que em certos momentos a "vara" deve ser bem usada. Muito interessante:
foto: Ego

Xuxa e Milton Gonçalves em cerimônia de projeto no Rio de Janeiro.
Por Elenilson NascimentoAcho essas cerimônias de lançamento de projetos sociais, apesar de toda a boa vontade, uma chatice sem fim. Todo mundo com cara de bondade, mas eu quero mesmo é saber se essas ONGs e esses projetos funcionam e ajudam mesmo. Porém, como só tem coisas que acontecem no Brasil, tipo: as pessoas ainda consideram a Xuxa um anjinho loirinho que vive numa terra de algodão doce.
Na última terça-feira, 19/10, o excelente ator Milton Gonçalves foi mestre de cerimônias no lançamento de mais um projeto social, “Carinho de verdade”, que aconteceu no Cosme Velho, Zona Sul do Rio, onde disse – sem maldade, eu creio – que “uns cascudos nas crianças podem ser uma manifestação de afeto”. Na mesma hora, segundo amigos presentes na cerimônia, a Xuxa parece que não gostou muito da declaração.
Rapidamente, abrindo um parênteses no roteiro de contos de fadas, a “rainha dos baixinhos” fechou o semblante e se manifestou: “Ah, mas isso não pode mesmo! Nada disso, violência contra criança, não. Se continuar, vamos para o tribunal”, disse.
Para a apresentadora Xuxa deve ser muito fácil dizer: "Não bata, eduque", pois ela tem um monte de babás que cuidam da filha dela. Acho que até ela deve ter uma babá também. Quando a Xuxa está estressada com a baixa vendagem dos seus DVDs “Xuxa para baixinhos Vol. 1000”, nas Lojas Americanas por R$ 9,90, ela deve largar tudo e ir de helicóptero fazer massagem, terapia, Yoga, etc. E o povão que acorda às cinco da manhã para ir trabalhar de buzú lotado? E os pais normais que estão todos os dias resolvendo problemas de todos os tipos e tamanhos?
Talvez seja muito fácil quando ela for mãe de verdade, aí sim ela pode querer ter moral para falar assim... O Milton está com toda a razão, é claro que espancar não educar ninguém, mas uns cascudos sim, não matam, pelo contrário, ajuda muito... Só achei o fim da picada que, apesar da saia justa, antes de encerrar o cerimonial, um ator do nível do Milton Gonçalvez ter indo se explicar em público: “Xuxa querida, somente para esclarecer que onde você ouviu cascudo, ouça carinho, afeto e muito amor”, encerrou Milton que é pai de três filhos.
O ator ainda tentou falar (humilhação viu!) com a Xuxa assim que a imprensa se afastou, mas a apresentadora, "educada" como sempre, acompanhada por três seguranças, "não conseguiu ouvir" os seus chamados do ator.
Em dezembro de 2009, a apresentadora lançou o projeto "Não bata, eduque", em defesa das crianças que sofrem maus tratos por parte dos pais. Mas eu ainda acho que se você for atrás dos conselhos de celebridades e não educar os seus filhos, mas cedo ou mais tarde a polícia está aí pra isso!
Enquanto você reflete sobre esse caso, se bem que eu acho que nem vale à pena, confira o “Rap da varinha” no Youtube. Segundo informações, este vídeo tem por objetivo ensinar o valor de corrigir os filhos antes que seja tarde demais. Não pregamos a violência aqui, acreditamos no valor de uma boa conversa, mas entendemos que em certos momentos a "vara" deve ser bem usada. Muito interessante:
foto: Ego
Marcadores:
Textos jornalísticos de Elenilson Nascimento
Assinar:
Postagens (Atom)




