segunda-feira, 30 de agosto de 2010

LANÇAMENTO DO LIVRO 40 ANOS DE GLÓRIA

“A Glória Pires está em Salvador e amanhã, terça-feira, 31/08, vai abrilhantar no lançamento do livro ‘40 Anos de Glória’.”Por Elenilson Nascimento
Eu gosto muito da Glória Pires, aliás, sempre gostei. A última coisa que conferi sobre a Glória foi a revista da filha que, por sinal, ficou ótima. E, diante disso, eu sempre fico muito feliz quando vejo um artista de talento merecendo uma edição de qualidade, como é o caso deste livro “40 Anos de Glória”, de Eduardo Nassife e Fábio Fabrício Fabretti, que celebra a carreira da Glória, hoje provavelmente a mais querida e consagrada atriz de nosso cinema e televisão (*calma, os anos todos são só porque Glória começou muito criança, pelas mãos do grande ator Antonio Carlos, esse sim que também estava merecendo uma biografia!).
Eu já tive a oportunidade de folhear o livro que, por sinal, ficou muito bonito, muito bem editado, com excelente material fotográfico, orelha de Gilberto Braga (*que a consagrou ainda muito nova em “Dancin´ Days”) e feito por dois jovens “iniciantes” e logicamente fãs.
Eu tenho preferência por biografias. Tenho várias. De Marlon Brando até Tim Maia. Mas confesso que não curto muito essas “bio” feitas por fãs, simplesmente porque a maior parte dos jornalistas que fazem essa tarefa não é um Ruy Castro ou Guilherme Fiúza, ou seja, há uma diferença flagrante entre a sinceridade e objetividade concreta. Mas essa da Glória ficou, aparentemente, com um texto florido dos redatores. Talvez porque ela seja discreta demais e isso os tenha levado a fazer o livro na terceira pessoa.
Na verdade, não esperava outra coisa, Glória pouco revela, por exemplo, do casamento com o chatinho do Fábio Jr. (e mal se ressente isso - na foto ao lado, na novela "Cabocla"), não me lembro dela falando mal de alguém, e mesmo assim o livro resiste por causa de sua indiscutível integridade (a princípio a capa branca me remeteu a outra Glória, a Kalil, mas isso acaba sendo até um elogio!).
Não conheço a Glória pessoalmente, mas já tive contato visual quando dei uma de paparazzi para uma revista do Rio de Janeiro e fiquei de tocaia nos bastidores do filme “É Proibido Fumar”, de Ana Muylaert, onde ela interpretou Baby, uma mulher solitária, indecisa, com uma vida monótona, sem perspectivas, que se apaixona por Max (Paulo Miklos), seu novo vizinho descolado. Tão logo se conhecem já rola um clima, embalado pela paixão pela música, que ambos nutrem. Max, no entanto, se incomoda com o hábito de Baby fumar. Por causa dele, ela entra para um grupo que a ajuda a parar.
Depois de “Se Eu fosse Você 2” e “É Proibido Fumar” mais interessante ainda é ver a Glória, desprovida de qualquer tipo de vaidade, na pele de Dona Lindu, a mãe do nosso presidente, no filme “Lula, o filho do Brasil”, de Fábio Barreto (*que eu não gostei nada desse filme!).
Agora, a Glória está em Salvador e amanhã, terça-feira, 31/08, às 19h, vai abrilhantar na livraria Saraiva do Shopping Salvador, para o lançamento do livro “40 Anos de Glória”. E tudo com a organização do meu amigo competente Victor Lacerda, á frente da produtora LK Comunicação. Este livro vem confirmar as qualidades de ser humano, mãe de família, mulher, já que as de atriz já conhecemos e admiramos muito bem. P.S. O Victor me prometeu fotos exclusivas. Vamos aguardar!

Victor Lacerda Skype: victor.lacerda4
Twitter: twitter.com/victorlacerdas
Blog: www.victorlacerdaregistra.blogspot.com
foto 2: Click-click-pose

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CRÍTICOS SÃO COMO EUNUCOS NUM PUTEIRO

“Quanto a esses críticos, professores universitários e colunistas sociais de jornaiszinhos culturais, eles se fecham em seus guetos intelectuais e passaram a falar entre si, esquecendo-se das obras.”
Por Elenilson Nascimento
Esse título neste post talvez soe muito pernóstico, mas porque “críticos são como eunucos num puteiro”? Nas universidades, nas escolas, nos jornais, revistas e na internet, propagou- se com rapidez uma ideia falsa de que a crítica literária não tem mais importância e o importante, agora, é a resenha literária. Ou seja, resumiram-se tudo num texto e o cara ainda acha que sabe de tudo!
Isso agradou, principalmente, aos donos de jornais, donos de colégios e faculdades mercenárias que, com os cadernos de resenhas, passaram a ter um novo produto barato e de forte apelo: listinhas de apostilas para os alunos e leitores tirarem xérox. E, o que é ainda pior, agradou em cheio aos estudantes deslumbrados dos cursos de Letras e derivados e aos professores horistas menos experientes, que passaram a ter mais tempo para a elaboração de resumos e ainda encontraram uma forma de ganhar alguns trocados.
E o que isso tudo tem a ver com os eunucos no puteiro lá no título? Ora, meu caro, eles sabem como a coisa é feita, mas eles mesmos são incapazes de fazer. Um bom exemplo para ilustrar isso foi o Wilson Martins, o último moicano da crítica brasileira no entender do ensaísta José Paulo Paes.
Os últimos 50 dos seus 76 anos, Wilson passou no harém literário brasileiro exercendo o ofício sagrado e execrado de criticar. Meteu o dedo na máquina de escrever elétrica - ele detesta computador - e criticou de Graciliano Ramos - por ter seus textos segundo ele adulterados - a Chico Buarque, pelo que chamou de recozimento de “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell (*que eu adoro!), a “Zero”, de Ignácio de Loyola Brandão.
Wilson Martins atacou o maravilhoso poeta Paulo Leminski, cidadão de Curitiba como ele, mexeu com a esquerda e a direita, futucou feministas e homosexuais, balançou monstros sagrados, tocou nos intocáveis, e passou meio século dizendo o que pensava. Contudo, aproveitando essa história do eunuco, eu preciso desanuviar a mente dessas chatices alheias...
De fato, essas resenhas agradou também, além de todo aquele povinho mercenário sem vícios lá do primeiro parágrafo, aos cadernos de resenhas de revistas semanais, que lucram horrores com as suas resenhas encomendadas e passaram a ter um novo produto barato e de forte apelo nos influenciáveis e sem leituras. Talvez por isso que a minha resenha sobre o livro “Budapeste” do Chico Buarque tenha sido execrada e chamada de “lixo de blogueiro recalcado” por não atender as exigências do circo – clique aqui e leia.
Recentemente, um colunista e “resenheista” de livros best-seller para adolescentes retardados, num jornal mineiro de um caderno de cultura, usou meia página do seu glorioso espaço para “tentar” me desqualificar com relação ao meu texto sobre o livro do Chico. Mas, apesar de não me sentir incomodado, pois já estou vacinado contra esse tipo de gente, me veio uma questão: ele, o colunista social de escritores de livros best-seller, só se sentiu “magoado” com o meu texto porque este não repete feito papagaio o que todos os outros já escreveram.
Parece que o mundo aparente nutre-se, nas suas obscuras profundezas, de escritores fantasmas, de colunistas fantasmas e leitores fantasmas. Cada presidente, político, poeta famoso, escritor consagrado, palestrante ilustre, tem seu "ghost-writer", só para usar um termo que agrada aos mais moderninhos, como no caso do nosso amigo colunista.
Para avançar logo nessa história e provocar essa confusão, Chico Buarque – como eu mesmo fiz questão de escrever na resenha (“é apenas fraco para o quilate de alguém que já escreveu coisas como "Pedro Pedreiro" e "Sonho de um Carnaval" ou que em 1965 musicou o poema "Morte e Vida Severina" do João Cabral de Melo Neto”), escolheu um foco narrativo centrado num protagonista confuso, sempre narrando na primeira pessoa. Chico nunca esteve na capital húngara, onde a trama acontece, mesmo assim ambientou seu romance lá e, como se estivesse debochando do mundo das letras e das pesquisas, deu a seus “personagens húngaros” os nomes que conhecia da famosa seleção de 1954 que, por essas coisas do futebol, não se sagrou campeã.
Em momento algum na minha resenha eu desqualifiquei a obra do Chico, mas não gosto dessa coisa de unanimidade. Todo mundo tem que achar o “cara” o máximo e todas as coisas que ele faz têm que agradar os “cabeças”. Budapeste”, apesar de toda confusão mental, é de fácil leitura, de perturbadora ambiguidade, mexendo um pouco com os leitores fãs do Chico, remetendo a um universo de duplicidade, de enganos, de muita aparência, alimentado por um submundo desconhecido. Mas, é só isso!
Ao contrário das palavras alarmistas do meu fedorento opositor – será que a palavra é essa mesmo? – esse livro de Chico passa bem longe do lugar de destaque na minha estante. Volto a escrever aqui: “o livro tem uma boa fluência de leitura, mas é um porre assim mesmo. E o fato de ser relativamente curto (menos de 200 páginas) ajuda (caso você ache muito ruim, dá pra ler até o final)”.
Talvez a morte da crítica literária no Brasil é uma consequência do aparecimento de um novo jornalismo, infuenciado pelo estilo americano: vamos sempre falar bem para aumentar as vendas! Porém, os jornais americanos, há muito tempo, não têm mais críticos literários. Eles foram substituídos pelos resenhistas. As editoras mandam seus lançamentos diretamente para os editores dos jornais, que, sem muitos críticos, saem à procura de autores de resenhas. Lamentável!
Hoje, exagerando um pouco, pode-se pensar que qualquer um pode escrever sobre qualquer livro. Há, é verdade, um bom número de professores universitários gabaritados que se tornaram resenhistas literários, mas eles já não escrevem mais crítica literária. Só escrevem resuminhos para os seus aluninhos! A morte lenta das críticas literárias, pode ser atribuída a várias razões. Devemos pensar, primeiro, caro coleguinha chatinho de jornalzinho de Minas Gerais, que as faculdades de Letras e Pedagogia não ensinam mais nada. Nem mesmo o que os alunos vão ensinar quando virarem professores. Quanto mais críticas literárias!
A crítica tradicional começou a perder terreno a partir dos anos 60 para o estruturalismo e para a nova crítica de vendagens. Isso trouxe graves consequências para toda uma geração de especialistas em literatura. Hoje vende-se mais uma Bruna Sufistinha do que uma Capitu de Machado de Assis. E isso é patético! Enquanto isso, os formadores de opinião, professores universitários deslumbrados e estruturalistas fazem teoria pela teoria. Porcaria acadêmica para avaliações que não servem para nada, nem para criticar o aluninho-leitor de xérox. Perdem-se em suas elaborações intelectuais, em seus esquemas cifrados e deixam as obras em segundo plano.
Penso que eu não sou crítico formado nessa tradição francesa, que procura conciliar a atualidade com o rigor. Mas críticos de verdade não se limitam a resumir os livros, a vendê-los em páginas de revistinhas semanais cada vez mais decadentes, mas dizem se essas obras são boas ou ruins e põem suas cabeças a prêmio quando se arriscam a dizer por quê. E esse livro do Chico é um saco!
É claro que, muitas vezes, os críticos erram, eu erro, o meu amiguinho-resenheista de livros best-seller erra, o Lula erra e todo muito erra, pois o erro faz parte de qualquer jogo. Mas, ao contrário dos resenhistas, os críticos se arriscam. Por isso eles devem ter, obrigatoriamente, um arsenal teórico para iluminar seus objetos. Já dos resenhistas não se exige aparato teórico algum. Quanto a esses críticos, professores universitários e colunistas sociais de jornaiszinhos culturais, eles se fecham em seus guetos intelectuais e passaram a falar entre si, esquecendo-se das obras. Nas universidades, os alunos não leem mais nada, aliás, leem somente críticas encomendadas. Os próprios escritores passaram a escrever, em muitos casos, para agradar a seus críticos. E Chico, que já foi muito bom, é hoje um desses. E a crítica fica felicíssima, porque a obra passa a ser, apenas, uma confirmação de suas teorias. Essa, infelizmente, é a fisionomia da crítica literária brasileira nos últimos 30 anos.
fotos: divulgação

PERIFATIVIDADE

Nos jornais, revistas e internet, propagou- se com rapidez a ideia de que a crítica literária não tem mais importância e o importante, agora, é a resenha literária. Pensando assim, os escritores Valdeck Sampaio, Elenilson Nascimento, Carla Miranda e Alberto Barreto vão debater no dia 28/08 sobre “A importância da literatura para a agenda cultural das cidades”. Para o baiano Elenilson, por exemplo, “a resenha serve muito mais à publicidade dos livros do que a crítica. Essa nova realidade agradou aos editores, que passaram a ter publicidade farta e, mais que isso, gratuita. Basta ver como é pequena a publicidade paga nas páginas literárias”. Já o mineiro Valdeck, “as resenha literárias não têm pretensão crítica, ela é apenas um instrumento de apresentação e de divulgação do livro”. Portanto, apareçam para esse bate-papo. Vamos gostar!
fonte: Projeto Perifatividade

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ESSA IVETE É UMA VIAGEM VIU!

“Direto de Nova York, Ivete agradece aos fãs por mais um prêmio conquistado.”
Por Elenilson Nascimento
Eu não curto muito o som que ela faz, mas confesso: adoro essa mulher! E na contagem regressiva para gravação do novo DVD no antológico estádio Madison Square Garden (*os maiores da música já se apresentaram por lá), Ivete Sangalo, que já está em Nova York, usou o Twitter para agradecer aos fãs por mais um prêmio conquistado: o Prêmio Multishow, na categoria de melhor show.
Mas o próximo dia 4 de setembro promete ser um dia especial na extensa carreira da baiana. Afinal, a musa fará o aguardado show em pleno Madison Square Garden. Por lá, Ivete grava seu primeiro DVD internacional com participação de Nelly Furtado, Seu Jorge, entre outros.
E como não poderia deixar de ser, Ivete fez convites especiais para alguns amigos que terão o prazer de assistir ao show na badalada área VIP. A lista dos baba-ovo, digo, famosos, conta com Carolina Dieckmann, Preta Gil, Fernanda Paes Leme, Gianecchini, Nívea Stelmann, Lázaro Ramos, Astrid e até Hebe Camargo. E detalhe: depois do show, Ivete recebe seus convidados em uma after party que promete ser das mais animadas! Eu quero ir também!
Com orçamento que gira em torno de U$ 5 milhões, com patrocínio exclusivo da TAM, o lançamento no novo álbum de Ivete é o assunto mais comentado no mundo da música (no Brasil). Quanto aos artistas que vão participar do DVD, o convite não se deu por acaso: “A seleção dos convidados seguiu critérios de afinidade com o público da América Latina, Estados Unidos e Europa, já que Ivete quer diversificar sua audiência”, declarou Jesus Sangalo, irmão da cantora, que está à frente do projeto milionário pela produtora Caco de Telha. P.S. Essa é a mesma produtora que vai produzir o primeiro DVD de carreira do cantor e compositor baiano Alexandre Leão.
Para a cantora, qualquer artista desejaria ter um fã clube como o dela: “os mais lindos, os mais especiais, os que fazem as cartas mais emocionantes, os que postam as fotos mais lindas. Tenho a sorte de ter vocês comigo”, gabou-se. Confira abaixo os dois momentos da Ivete. O primeiro como uma comissária da imigração. É hilário!

E no making of do recente comercial da Bombril, com o excelente Carlos Moreno, só vinculada no Norte e Nordeste.

vídeos e foto: divulgação

O BARRACO DAS BARRACAS (SALVADOR ESTÁ UM CAOS!)

“No terceiro dia de demolições, barraqueiros demonstram revolta, indignação e incerteza.”
Comerciante se acorrentou dentro da barraca e abraçada com o filho tentou impedir a demolição (foto: reprodução/ TVBA).
Por Elenilson Nascimento
Já faz um bom tempo que Salvador se tornou uma cidade estrangulada, verdadeira península, cercada de mar em três de suas fronteiras e sem espaço mais para se expandir. Erguida há quase 500 anos entre morros, com ruas estreitas e tortuosas – que os poderes públicos, por total incompetência, chamam de Centro Histórico. É essa Salvador que caminha para contabilizar em no máximo cinco anos três milhões de habitantes que luta para superar seus problemas crônicos, como gargalos no trânsito, escassas vias para o transporte de massa (*o metrô é a piada de sempre!) e espaço limitado para abrigar mais e mais baianos e não baianos que por aqui aportam na esperança de emprego (que não existe, por mais que o governador Jaques Wagner diga que criou milhões de vagas) e uma qualidade de vida cada vez pior entre as grandes metrópoles brasileiras.
A solução encontrada pela Justiça com relação às barracas de praia na orla, por exemplo, é a prova da incompetência administrativa na cidade do Salvador. Engana-se redondamente quem acha que a capital baiana é só alegria. Já faz um bom tempo que Salvador está no fundo da ribanceira! Ontem, 25/08, o prefeito que “nunca sabe de nada” João Henrique pediu um voto de confiança aos donos das barracas de praia de Salvador, em entrevista péssima numa rádio local (Rádio Metrópole). Ele, no alto da sua arrogância, argumentou que precisava realizar a demolição das barracas porque é obrigado – veja bem: obrigado – a obedecer as decisões da União. "Temos que cumprir, se não cumprirmos seremos presos", disse. Até parece viu!
Ele pediu ainda que os barraqueiros mudem sua postura e afirmou que o advogado da Associação dos Barraqueiros de Praia de Salvador deveria assumir uma postura de consenso. Mas como os barraqueiros poderiam mudar de postura, senhor prefeito, se o senhor junto com a (in)Justiça trabalharam para tirar o sustento de várias famílias? Também já fui contra essas barracas nas praias, acabando com a beleza natural da orla e com o “programa de família” que todos algum dia já o fizeram. Mas os senhores não acham que foi uma estupidez a solução encontrada?
D. Tânia entrara em desespero com a demolição de seus empreendimentos (foto: Arestides Baptista).
ACORRENTADA – Os três dias de demolições das barracas totalizam 349 barracas da orla de Salvador no chão. Em desabafos emocionados, os comerciantes demonstraram revolta, indignação e incertezas. Um dos desabafos mais emocionados foi de uma mãe desesperada. Há 16 anos D. Tânia sustentava a família com as vendas na praia de Tubarão, subúrbio ferroviário de Salvador. Chocada, a comerciante se acorrentou dentro da barraca e abraçada com o filho de nove anos tentou impedir a demolição. Tudo em vão. Em questão de minutos, as máquinas colocaram no chão uma vida inteira de trabalho.
“Eu tiro o pão de cada dia dos meus filhos dessa barraca, eu trabalho para comer, sobreviver, sou mãe de cinco filhos, eu trabalho para sobreviver aqui. O que vou fazer da minha vida agora?”, indagou a comerciante.
Barraqueiros montaram barricadas para conter o avanço dos policiais (foto: Arestides Baptista).
INCENDIANDO PNEUS – Num telejornal local, uma outra família também acompanhou a demolição na praia do subúrbio. De casa, viu o investimento de anos virar escombros. Além da comoção houve protesto no local. Comerciantes e até moradores montaram barreiras, incendiaram pneus e enfrentaram a polícia.
Na Cidade Baixa a força tarefa também demoliu barracas que ficavam na Ribeira, praia do Canta Galo e na Boa Viagem. E só depois das barracas já no chão, representes da prefeitura de Salvador e dos governos estadual e federal se reuniram durante todo o dia para discutir o problema. Vejam só como esses caras são profissionais!
Eles admitem que o processo de reurbanização da orla, que terminou com a demolição das barracas, teve erros. Muitos erros, por sinal! Uma alternativa para os quase três mil barraqueiros desempregados só deve sair no dia 08 de setembro. E o que será? Montar barracas na Estação Iguatemi ou na Lapa cheia de lixo?
Mas será que existe alguém quem pense e busque soluções de curto, médio e longo prazo para essa cidade? Cadê o povo da Conder com os seus mapas, gráficos e estudos de geoprocessamento? Antes de buscar soluções paliativas feitas de cuspe ou formas de consertar o que já existe de errado, quem fará alguma coisa certa para evitar a proliferação de mais invasões, de mais pessoas desempregadas, de ocupações irregulares, principalmente nos vales e áreas de risco? Realmente, com esses incompetentes querendo continuar mamando nas tetas do governo, não sei mesmo!
PMs e guardas municipais usam violência contra manifestantes (foto: Aguirre Peixoto).
A coisa está tão fora de controle que ontem, 25/08, guardas municipais e policiais militares que fazem segurança da prefeitura de Salvador agrediram manifestantes que queriam apenas “lavar a escadaria da prefeitura”, em protesto contra um suposto esquema de corrupção envolvendo a cúpula da prefeitura – funcionários ligados ao prefeito que “nada sabe” João Henrique.
Pelo que constatei, cerca de 70 representantes de associações de bairros, movimentos sociais, sindicatos, além de vereadores de oposição, participaram da manifestação. E muitos transeuntes pararam para assistir à cena lamentável, em plena Praça Municipal, centro da capital baiana.
Segundo o jornal A Tarde, os manifestantes pediam a exoneração de Cláudio Silva, atual superintendente da Sucom, e Ricardo Araújo, secretário particular do prefeito, que estariam favorecendo empresários no esquema da Transcon, segundo a denúncia da ex-secretária municipal, Kátia Carmelo. Ela estima que a "Máfia da Transcon" causou uma perda de R$ 500 milhões aos cofres públicos. Prefeito, cadê aquele Dr. Liminar, que impetrava liminares por todos motivos? A quem interessa tais demolições, prefeito? Quanta bagunça, né? Revele... Triste Bahia!
Barraqueiros não conseguem encontro com prefeito e continuam acampados na Câmara (foto: Iracema Chequer).
Alguns barraqueiros colocaram fogo em suas barracas (foto: Arestides Baptista).
Desolamento: barraqueira senta sobre o que restou dos seus sonhos (foto: Arestides Baptista).
Triste Bahia: rastro da destruição, nenhuma barraca ficou de pé na praia de Tubarão (foto: Fernando Vivas).

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ELIANE SILVESTRE SELECIONADA PARA ELENCO DE PEÇA

A poeta, produtora e atriz Eliane Silvestre (*que também participou dos “Poemas de Mil Compassos”) acabou de ser selecionada para o elenco da peça teatral "História de Algum Lugar", com texto e direção de Áurea Liz.
foto: ES/divulgação

terça-feira, 24 de agosto de 2010

SALVADOR NO CHÃO (Parte II)

“Prefeitura inicia demolição de barracas de praia e clima fica tenso na orla marítima de Salvador.”
Por Anna Carvalho*
Antes falava do estádio da Fonte Nova sendo esmagado pela ambição e o excesso de arrogância de alguns no Estado da Bahia, tive que me certificar de alguns comentários de pessoas que querem fazer lavagem cerebral, e hoje estou assustada com a falta de isenção e incompetência de alguns repórteres da TV Bahia (no caso em questão: Jonnhy e Georgina em entrevista ao superintende da SUCOM que não funciona em casos de poluição sonora, mas funciona para derrubar barracas de praia. Os dois, numa redundância orientada, só perguntavam o que vai ser do futuro das pessoas que tiveram seu parco patrimônio derrubado, eu respondo: NADA).
Todos já sabem que a mídia em Salvador não tem isenção, é redundante, e sabemos também que a TV Bahia não fala mal do prefeito João Henrique (foto abaixo) porque ACM Neto tem, no péssimo prefeito de Salvador um comparsa (para não dizer que só falamos contra Lula, adoramos professar a nossa crítica ao PT e ninguém pode tirar isso de nós, é legítimo, apesar de alguns esforços petistas em estabelecer uma ditadura de informação) para alguns fundamentalistas que professam a democracia, aceitar, ler, admitir a opinião divergente é ditadura.
Os barraqueiros de Salvador chorando, três mil desempregados a mais na cidade, pais e mães de família abandonados à mercê do favor de uma prefeitura que faz lobby com imobiliárias para sitiar a orla. E a lei que funciona para alguns cai feito um Quasímodo diante do povo, deste que precisa saber votar para que esses canalhas não se mantenham no poder, aliás, uma tal de Maria Luíza, mulher de João Henrique é candidata, seria bom que ela não desse vazão e não ganhasse em sinal de resposta à péssima administração do marido sindrômico. Mas, é triste comentar que as eleições de Salvador estão pífias, não há candidato a se votar, pelos conchavos, pelas agendas políticas, vejo, em pânico, algumas legendas, que servem de piada se não fosse sério demais.
Salvador tem uma orla linda, mas totalmente desfuncional, pois está abandonada e para alguns que veem uma Salvador próspera (é tão bom ver aquilo que se deseja), não percebe uma cidade sitiada e abandonada para que empresários salivando venham ceifar vidas e numa cidade de acéfalos que veem em obras faraônicas, respostas para uma cidade mais justa, fica a questão:
Como acreditar numa cidade que escolhe os cidadãos que vão sitiá-la? É como disse anteriormente a cidade se propõe a construções de um novo conceito de lar (prédios de luxo como bolhas, pequenas cidades desconectadas da outra cidade que cai em mendicância) e a outra cidade da ruína, da balburdia, da falta de administração, da falta de gestão, de uma política pública de lobby e benesses para quem tem dinheiro.
Para quem acredita nos vampiros de “Crepúsculo”, em Papai Noel, duendes e que Lula é o pai dos pobres, finalizo o meu texto sem falar dos homens e mulheres que ontem morreram com as suas possibilidades de futuro, sem passado e sem a tolerância de uma cidade que cai bem quando derrubada por poderosos. Não falei da orla abandonada e de uma Salvador que é estranha e tolera, com indiferença, a pobreza, o desemprego e o sonho de uma cidade que se confessa futurista para turista vir fazer xixi nas estrelas do axé... Aguardemos fevereiro.
No final da tarde de hoje, barraqueiros queimaram entulhos das barracas no bairro de Ondina.
Cena lamentável: funcionários da Sucom quebram as paredes de uma das barracas para retirar equipamentos. (foto: Arestides Bapti
sta)
Tratores trabalham desde a manhã da segund
a-feira, 23, para demolir os estabelecimentos. (foto: Lúcio Távora)Agentes da Polícia Federal garantiram apoio aos funcionários da Sucom. (foto: Paula Pitta)Destroços das barracas ficaram expostos sobre a areia da praia.
Em uma das praias, os barraqueiros organizaram um protesto para impedir a ação da prefeitura e até agora o clima é tenso. Os manifestantes usam mesas, guarda-sol e outros materiais para impedir a passagem das máquinas.
No total, mais de 300 barracas devem ser destruídas. A decisão atende a uma determinação da Justiça (*que provavelmente nem se deu ao trabalho de ir aos locais verificar a real situação desses trabalhadores), que considera que as estruturas foram montadas em uma área da União e não têm projeto de saneamento adequado.


* Anna Carvalho é professora de literatura em Salvador e co-autora de Elenilson Nascimento em “Clandestinos” (2010) e “Diálogos Inesperados Sobre Dificuldades Domadas” (2005). Contato: carvalhoanna141@gmail.com
demais fotos: divulgação
charge de João Henrique: Jornal da Metrópole

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A LAMENTÁVEL REALIDADE DESSE BRASIL

“Os principais desafios para os governos e entidades hoje é compreender que vive-se em calamidade social. Mas ninguém quer discuti isso!”
Em Salvador, assaltante de apenas 18 anos é preso e reféns liberados em loja de conveniência. Já estamos no fundo do poço!
Por Elenilson Nascimento
Hoje, 23/08, numa dessas salas de bate-papo e debates o assunto principal foi a prisão de um garoto de 18 anos que mantinha duas pessoas reféns em uma loja de conveniência de um posto de gasolina na região do Iguatemi, em Salvador – BA. O jovem que portava uma arma calibre 38 decidiu se entregar e libertar as vítimas, após a negociação com a polícia ter durado cerca de 30 minutos. O garoto só resolveu se entregar após a chegada da mãe e da irmã ao local.
O rapaz assaltou a loja do Posto BR ao lado do supermercado G Barbosa e tentou roubar um táxi para fugir, mas ao perceber a chegada da polícia voltou à loja, onde manteve uma estudante e um funcionário do caixa como reféns. Não houve troca de tiros e ninguém ficou ferido.
Na comodidade das declarações pela internet um homem que se identificou como promotor público declarou que “bandido bom é bandido morto!”, o que reflete justamente a opinião da grande maioria da população. Segundo o tal promotor: “Direitos humanos é para quem sabe conviver em sociedade de forma pacífica e solidária. O marginal rouba e mata para sustentar o vício da droga. Não me venham falar em falta de oportunidade, porque há pobre que na sua simplicidade, estuda, trabalha e é decente. Por isso, é bom ver o marginal morto... Que vergonha para a sua irmã e mãe, ter um irmão ladrão. Melhor se fosse para estatística dos óbitos. Se a cadeia não corrige, matem!”.
É esse o tipo de opinião formada de um profissional que deveria ter, pelo menos, algum tipo de critério nas suas colocações. Lamentável. Outro internauta declarou o seguinte: “Vamos parar de brincadeira, temos que acabar com as cadeias, e exterminar ladrão seria a solução. A polícia prende a justiça solta. Temos que matar logo, antes de chegar na cadeia para dar dinheiro a esses advogados porta de cadeia. Olha a cara de arrependido desse moleque, pensando ele: - vocês mim prende e eu mato. Fim ao direitos humanos, direito do jovem e adolescente, cadeia é pouco. A morte os esperam...”
Um estudante de Direito escreveu: “É tanta gente defendendo marginal que eu vou sair da faculdade, largar o emprego (antes que algum marginal me mate no trajeto a noite quando voltar para casa) e vou virar marginal também. Aí ninguém vai poder me matar e eu ainda vou achar esses alienados para me defender! Tive tantos problemas na infância (pobreza, pai alcoólatra, violência) e não virei marginal. Pelo contrário, não virei alcoólatra que nem meu pai e nem usei toda a falta de estrutura para virar bandido ou traficante”.
É esse país que vivemos. O país que o Lula e a Dilma tanto se orgulham em dizer que está tudo mudando. Mudando mesmo. E pra pior. Blogs e comunidades virtuais em geral são outro sintoma desse mal-estar da crítica neste país de faz-de-conta e de uma sociedade que tem jogado os verdadeiros valores no lixo. O presidente está nesse mar de rosas com o povo, enquanto a população carente encontra-se nessa “merda boiando”, sem perspectiva de vida e sem nada.
Quando alguém argumenta contra determinadas decisões políticas ou até mesmo esportivas, ou aponta o que julga serem defeitos num filme ou livro, as reações raramente vêm na forma de argumentos. São insultos e falácias, ou então a crença de que basta apontar um suposto lapso para demolir o raciocínio inteiro. O que está por trás não é o incômodo com aquela opinião (*e toda análise contém opinião), mas com a própria existência de uma opinião que não seja a sua. É por isso que tantas das réplicas querem mesmo é que o autor perca seu emprego, de preferência dando lugar ao próprio replicante... O mau leitor é justamente o que acha que o autor serve para dizer apenas o que ele queria dizer. Ninguém analisou a circunstância que tenha levado esse garoto a cometer um crime. A grande maioria já tem uma opinião formada sobre a violência crescente nas grandes capitais e a resposta é sempre a mesma: BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO!
Agora, observem: que tipo de "marginal' é o jovem que praticou esse delito? Com apenas 18 anos, o que será dele nesta conjuntura social perversa, onde a grande maioria é vítima do descaso dos governantes? Vocês pensam que eu defendo bandidos, estão totalmente enganados. Mas faço uma pergunta: quem são os verdadeiros bandidos, corruptos, traficantes, desonestos neste país, que atentam contra a dignidade de um ser humano?
Como dizia Machado de Assis, opinião assim é fruto do temperamento, não do pensamento. Mas o fato de uma crítica não ser boa não significa que não deva existir – ou que deva ser substituída pela ridicularização do outro. Vide Teoria do Medalhão. Preconceito e desprezo são más críticas; nenhuma crítica é o pior. Onde ela não é valorizada, os poderosos é que determinam o que a história dirá. E serão apenas boas notícias.
Os principais desafios para os governos e entidades hoje é compreender que vive-se em calamidade social. Mas ninguém quer discuti isso! E, para saldar esses danos, é preciso ouvir o que os abastados pedem. Os pontos foram muito claros. Há imensa dificuldade de acesso à educação (*e muitas vezes ela nem existe), pouquíssimo estímulo para que eles permaneçam na escola, o modelo educacional é classista e de baixíssima qualidade, impedindo que ele tenha, minimamente, as ferramentas de competir no mercado formal de trabalho. Além da própria falta de empregos e de espaços culturais, esportivos e de lazer. E o que esperar dessa nação, onde o jovem não tem mais sonhos num sistema prisional caótico que não reabilita ninguém? Morte! Só morte!
fotos: Margarida Neide/A Tarde

A FONTE NOVA E SALVADOR NO CHÃO

“As sete pessoas mortas na queda do anel superior da Fonte Nova já foram esquecidas e vão ser reenterradas, (...) se reiterar nessa cidade que faz muito barulho com gente mal educada e corticeira com seus carros com som nas alturas, mas é silente, enfia a língua no saco do alto da sua ignorância mantida cordialmente.”
Por Anna Carvalho*
O estádio da Fonte Nova vai ser implodido hoje e vai cair tão inumano como um gigante que, antes de cair matou sete na ingerência do Estado e com a sua manutenção módica de pão e circo. Como um Quasímodo antiquado, a cidade do Salvador se repassa, sem se reavaliar por uma reforma futurista pré-eleitoreira e é incapaz de ver a sua realidade favelizada (o Pelourinho em dia de chuva reedita o seu sentido literal sem alforria), a pobreza de Salvador morre quando casarões em ruínas e sem memória (Salvador é uma cidade civil no futurismo e incivil no passado), aliás, acho as administrações do PT meio futuristas, desconsideram o passado, truncam, fazem pilhagem e alienam.
No desabamento, um morador de rua teve o seu braço amputado no local do desabamento para não morrer. A cidade no inverno cai mutilada, feia, velha, gente paupérrima a mostra porque os turistas, seus fidalgos, seus mandantes ainda não chegaram para a faxina módica se apresentar.
As sete pessoas mortas na queda do anel superior da Fonte Nova já foram esquecidas e vão ser reenterradas, como diria a canção de Gil numa refavela, na possibilidade de a favela, como uma praga bem rogada, se repetir, se reiterar nessa cidade que faz muito barulho com gente mal educada e corticeira com seus carros com som nas alturas, mas é silente, enfia a língua no saco do alto da sua ignorância mantida cordialmente.
Na semana passada eu, um amigo sociólogo e alguns alunos fomos ao subúrbio, a sub cidade de Salvador, que antes mantinha a cidade indesejada, geograficamente consentida em sua pobreza no lado de baixo, hoje vê a pobreza falta de estrutura sendo esmagada por uma cidade em obras e que espera o metrô em sua epopéia que dura 11 anos de negligência, incompetência em gestão, a via expressa que vai mudar o engarrafamento de lugar, a Fonte Nova, um jogo do Brasil, o Carnaval e seus galáticos, a próxima festa de largo e que a pobreza e a feiúra de uma cidade mal administrada sejam apagadas pelo próximo evento manipulado habilmente pelo governo e seus 103 milhões em propaganda enganosa.
A foto que esboça esse ensaio foi tirada por uma aluna que professa a credibilidade nesta cidade que em pleno trem – em que portas não fecham na estação – ainda tem enfeites de um natal qualquer, que é limpa, mas como se o Estado ali fizesse um favor em manter aquela estrutura clássica, mas esquecida, atemporal e mantendo o povo tratado sem dignidade e esperando o seu voto de cabresto até o próximo verão chegar. Por isso que eu quero morar na propaganda do governo da Bahia:

* Anna Carvalho é professora de literatura em Salvador e co-autora de Elenilson Nascimento em “Clandestinos” (2010) e “Diálogos Inesperados Sobre Dificuldades Domadas” (2005). Contato: carvalhoanna141@gmail.com
foto: Gabriela Brito (tirada numa incurssão ao subúrbio ferroviário de Salvador)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

REDE GLOBO ESTREMECE...

Eu sempre achei que tinha alguma coisa errada com esse tal “Criança (des)esperança” que todo o ano a Rede Globo faz questão de patrocinar. Boazinha ela né? Mas, essa semana está rolando na rede um e-mail bem interessante, não que eu acredite em tudo que me chega às mãos. Mas seria bom que vocês também lessem com cuidado o texto abaixo.
Segura essa, Rede Globo, pois nós brasileiros, apesar que parecemos uns retardados, é só aparência mesmo (*eu acho). Queremos que nos informem via Jornal Nacional, o número da conta da Unicef onde são depositadas as doações do "Criança (des)esperança". Como é? Ficaram mudos? Fala o número, Boninho! Fala para todo o Brasil conferir! Fala aí no Jornal Nacional ou publica nos jornais de maior circulação das capitais! Como é? Vai demorar ou será que não têm resposta imediata! E o pior é que isso procede! O tal e-mail que anda circulando na internet cuja mensagem vem causando arrepios à Rede Globo, é o seguinte:

“Criança Esperança: você está pagando imposto da Rede Globo! Quando a Rede Globo diz que a campanha ‘Criança Esperança’ não gera lucro é mentira, porque no mês de abril do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: doação feita à Unicef no valor de... Aqui vem o valor arrecadado no ‘Criança Esperança’. Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores!
Agora se você vai colocar no seu imposto de renda que doou 7, 15, 30 ou mais para o ‘Criança Esperança’, não pode, sabe por quê? Porque ‘Criança Esperança’ é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito. E não há crime nenhum. Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua? Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de ‘Leão Esperança’.

LIÇÃO: se a Rede Globo tem o poder de fazer chegar a mensagem dela a tantos milhões de televisores, também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores! Agora, a Rede Globo diz que o dinheiro vai direto para uma conta da Unicef, mas porque ela não dá o número da conta? Lembrando sempre: o que pesa mesmo são os impostos sobre nosso consumo, exerçamos este poder - dever, enviando este texto à lista de amigos e contatos!”Que tal uma política séria de inclusão social das crianças pobres? Com renda mínima, educação de qualidade, assistência médica e dentária. Que tal um programa sério de recuperação de crianças e adolescentes delinquentes? Quando realmente vamos comemorar resultados? Mencionei isso só por mencionar. Nada sério será feito em favor das crianças pobres, como sempre. Por isso, vamos continuar tendo esses palhaços ordinários se candidatando aos cargos públicos e a Rede Globo tendo desconto no importo de renda com as doações dos abestalhados. Tudo está na base da educação, por isso que todo mundo vai continuar doando! Por que será que esse ano nem a Xuxa (*olha que ela é a rainha dessa coisa toda viu!) apareceu no programa de doações da Globo?
imagens: divulgação

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

CENSURA NA LITERATURA CLANDESTINA

“Onde estão aqueles que amam muito o povo? Defendendo ditadores sanguinários mundo afora!”Por Elenilson Nascimento
Para evitar o risco de um eventual controle da mídia pelo Estado, o jornalismo deve se autorregular, afirmaram alguns jornalistas que discutiram o tema “Restrições à Liberdade de Expressão” durante o “1º Fórum Democracia & Liberdade de Expressão”, no mês de março, em São Paulo. Achei tudo lindo e interessante, mas deixei o evento com uma certa vegonhazinha por perceber que os colegas hoje preferem baixar as suas cabeças e discutir o controle da mídia ao invés de meter o pau nesses palhaços camuflados em autoridades políticas.
Atualmente vivemos em estado deplorável de putrefação: querem calar até a imprensa alternativa, a imprensa ainda livre dos blogs. Essa semana, recebi um e-mail de uns senhores professores e se lá mais quem de uma faculdade particular de Salvador indignados com o meu texto “Hipocrisia na educação”clique aqui e leia –, publicado aqui no blog no dia 26/03. Segundo os “agentes da moral e dos bons princípios” da educação desse país de bagaça, eu, Elenilson, não passo de um encrenqueiro e difamador do governo Lula e da mais nobre arte que o ser humano possui: a arte do conhecimento. Ui!
Contudo, com a força da indignação mais profunda do povo que não tem voz nem vez, eu pergunto: onde estão aqueles arautos da democracia e da liberdade que tanto queriam o PT no governo como a única solução para as eternas mazelas dos nossos governantes? Onde estão aqueles das classes artísticas que brigam, pediam empregos, sofriam preconceitos porque apregoavam que o PT traria a ética para nossas casas de governo? Onde estão aqueles tidos como nossos “filósofos, pensadores, civilizadores”, que em longos discursos escritos ou falados apresentam o PT como o estofo da legalidade da educação, da saúde e de seu lá mais o quê? Onde estão todos eles, reunidos com políticos que foram cassados, como o f.d.p. do Collor? Defendendo ditadores sanguinários mundo afora? Onde estão todos eles? Onde? O Brasil não merece essa mentira que foi, é e sempre será o PT. Que vergonha! E ainda querem que eu vote na marionete petista. Ai professores, me poupe viu!
+ Aproveitem e ouçam o poeta, romancista, novelista, dramaturgo, ensaísta e compositor baiano Ildásio Tavares também falando sobre a má qualidade das faculdades particulares em Salvador. Talvez vocês aprendam alguma coisa.podcast: Portal da Metrópole