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Por Elenilson Nascimento
Que o preconceito racial e social na Bahia é uma coisa vergonhosa, todo mundo sabe, mas se evita falar! Porém, para o professor da Ufba e historiador baiano Ubiratan Castro de Araújo, membro da Academia de Letras da Bahia (ALB), diretor-geral da Fundação Pedro Calmon e que recentemente recebeu o prêmio Jaime Wright de Promotores da Paz e Direitos Humanos, preconceito sempre esteve atrelado à cultura do povo.
Elenilson – O seu CD “Terra Papagali Coffee Shop” é uma continuação do que você já vinha fazendo em outros projetos? Não à toa que o título nos remete a um elemento primordial: um projeto autoral num corpo nada descartável.Elenilson – Existem trocas de ideias no seu meio? Ou você é do tipo que não se mistura?
Ricardo Chacon – Claro que existe! Se não não conheceria tantos artistas e discos antigos, que me ajudam bastante na minha pesquisa diária. Sempre fiz grandes amigos nesse meio, e estou sempre buscando aprender. Se misturar é necessário para quem busca o conhecimento. Hoje em dia, para mostrar nossa música precisamos uns dos outros, formando verdadeiras cadeias de informação, trocando experiências sobre o mercado. Existe um movimento positivo nesse sentido.
Elenilson – E a banda Seu Chico?
Ricardo Chacon – São grandes amigos que eu tenho e que são bastante talentosos! Temos uma ligação muito forte e respeito demais o trabalho que eles desenvolvem.
Elenilson – Rapaz, quantas bandas você faz parte?
Ricardo Chacon – Atualmente canto na Nós 4 e procuro divulgar meus trabalhos paralelos. Pretendo sempre produzir trabalhos novos. Com a Nós 4, fizemos 1 CD e mais 3 DVDs. Paralelo a isso, gravei o “Terra Papagali Coffee Shop” (2008) e, agora, estou trabalhando no meu primeiro EP solo. Acho que o músico tem que diversificar, principalmente nos tempos de hoje. Tenho planos de dar continuidade ao “Terra Papagali...”, e tenho trabalhado bastante pra isso. Dividindo o tempo de forma correta temos como conciliar tudo. E ainda sobra tempo para cantar rock em inglês, na noite, com a SOS Rock, que é um projeto criado em 2000 e que é bastante prazeroso.
Elenilson – O seu trabalho tem raízes de nossa MPB, são perceptíveis as influências de nomes como, por exemplo, Vinicius, Tom, Elis, Belchior e Edu Lobo. Como é fazer essa mistura com pop americano?
Ricardo Chacon – No caso da Nós 4, começamos tocando baladas internacionais, e aos poucos fomos inserindo a MPB até mudarmos a casaca de vez (risos). Preferimos nos manter nessa praia brasileira, pois nos agradava mais e também para começar a desenvolver nossas carreiras como intérpretes. Mas nesse meu próximo projeto - o EP- tem muita influência gringa. Acho isso bastante natural, pois vivemos num mundo globalizado.
Elenilson – Você gosta de afro sambas?
Ricardo Chacon – Temos uma influência grande dos afro sambas no “Terra...”. Uma obra de Vinícius e Baden Powell que mexe com as crendices da miscigenação brasileira. Algo muito rico e que a gente admira bastante. E indica fortemente!
Elenilson – Como você avalia hoje a repercussão do seu trabalho?
Ricardo Chacon – Sou grato a tudo que recebo. Sempre soube que seria difícil e demorei para aceitar isso. Mas viver de música é também um privilégio muito grande e enquanto eu puder fazer isso eu vou seguir o meu caminho sem esperar ter nada em troca!
Elenilson – Eu percebi que pelo Twitter você tem uns posicionamentos bem interessantes. O que você acha desses políticos que adentram no Twitter, mas as páginas serem monitoradas por assessores de imprensa?
Ricardo Chacon – Acho que o Twitter hoje representa um grande meio de informação; talvez o maior do momento - até surgir outro. E todos vão utilizar essa ferramenta. Caberá a nós, mais uma vez, ter critério para escolher o que queremos ler, e a quem queremos levar a nossa mensagem. Não tenho a intenção de influenciar ninguém com o quê escrevo. Apenas escrevo o que penso.
Elenilson – O que você acha dessa programação das TVs no Brasil?
Ricardo Chacon – Acho que deixa muito a desejar. Acho que existe um monopólio forte de informação, que só transmite o que é conveniente transmitir. Também tenho muitas restrições aos telejornais que são tendenciosos e preconceituosos, e com isso atrapalham bastante o nosso desenvolvimento cultural, e contribuem com a banalização da violência.
Elenilson – Como é a sua relação com as tietes? Rola muito sexo?
Ricardo Chacon – (Muitos risos) Fala sério! Existe um mito muito grande quanto a isso. A relação com as pessoas que curtem meu trabalho é de muita gratidão e respeito.
Elenilson – Provavelmente já lhe perguntaram sobre tudo nas entrevistas. Tem algo que você sempre quis falar e ninguém nunca perguntou?
Ricardo Chacon – Cara, gostaria de agradecer a oportunidade desse espaço no seu blog e reiterar uma mensagem de Lennon: "Imagine".
Elenilson – Quais os projetos para o futuro?
Ricardo Chacon – Como falei acima, quero seguir produzindo sempre. E meu próximo projeto trata-se de um EP com 5 ou 6 músicas (ainda estou fechando as ideias) para ser lançado depois do São João! Agora é aguardar para conferir. Grande abraço a todos e obrigado a você!
Juliana Fernandes (voz), Piero Bianchi (piano, violão), Ricardo Chacon (voz) e João Melo (guitarra), começaram a desenvolver em 2004 o que viria a ser uma empreitada e tanto.
Mais fotos do Ricardo Chacon com o "Nós 4".
No estúdio.
Foto massa: Ricardo Chacon e Piero Bianchi (foto: Helder Miguel)
Piero e Ricardo em show no Bar do Tom, RJ.
"Nós 4" emociona ao som da flauta de Carlos Malta em mais uma participação super especial no Teatro Odisséia, em 2009.
Mais de perto: Breno, Chacon e Malta no Teatro Odisséia, em 2009.
Mais uma foto do show do "Nós 4" no Teatro Odisséia, em 2009.
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e compositora mineira Roberta Campos através do meu amigo poeta-cantador Dandy – clique aqui e leia a entrevista com ele. Roberta vem aparecendo devagar, devagarzinho. Já compôs, cantou, tocou e gravou o primeiro disco em casa, no ano de 1998. Postou umas músicas no MySpace, mandou para algumas pessoas. Passou a ter fãs e a faixa “Varrendo a Lua” entrou na programação de diversas rádios. Aos poucos, sua música delicada e cheia de personalidade foi conquistando mais gente. Roberta já fez diversos shows, tocou com Ricardo Koctus (Pato Fu), já recebeu elogios de Marcelo Camelo e também fez parceria com Nando Reis. Agora, confira a entrevista dessa artista abaixo:
Elenilson – O que você leva das suas vivências para o palco e para as suas composições? Você ainda pensa em fazer parte ou produzir um musical? Ou produzir outro artista?
Com o baixista Dadi.
Com o poeta-cantador Dandy.
Por Elenilson Nascimento
Enquanto o Lula está lá de papinho com o Ahmadinejad e toda a corja, o Conselho de Segurança da ONU pretende adotar novas sanções contra o Irã, já que alguns integrantes do Conselho - como os Estados Unidos - desconfiam das intenções do governo de Teerã quanto ao seu programa nuclear. E é por estas e outras que essa política de interesses com os problemas dos outros me revolta. As tragédias dos outros sempre são mais dolorosas do que as nossas. As mortes dos outros sempre são mais sofridas do que as nossas. A falta de dinheiro dos outros (Grécia) são piores do que as nossas. E a chance de sermos menos medíocres está na mão dos pequenos gênios e dos talentos que habitam cada casa por aí dessa birosca chamada Brasil.
uta dos moradores do Pelourinho (Salvador-BA) sabe que várias famílias e comerciantes do local, em especial as 21 famílias da ocupação do prédio nº 36/38 da Rua do Passo, no Pelourinho, estão sendo ameaçados por uma absurda reintegração de posse. Todos não têm para onde ir, mas mesmo assim estão sendo despejados. E que estrutura governamental de patifes é essa que não consegue administrar áreas urbanas e tombadas? Porque a pior cidade, o pior Estado em relação à moradia é a Bahia, ao contrário da propaganda do governo do "aqui tem... tem... tem..."