quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O BARRACO DAS BARRACAS (SALVADOR ESTÁ UM CAOS!)

“No terceiro dia de demolições, barraqueiros demonstram revolta, indignação e incerteza.”
Comerciante se acorrentou dentro da barraca e abraçada com o filho tentou impedir a demolição (foto: reprodução/ TVBA).
Por Elenilson Nascimento
Já faz um bom tempo que Salvador se tornou uma cidade estrangulada, verdadeira península, cercada de mar em três de suas fronteiras e sem espaço mais para se expandir. Erguida há quase 500 anos entre morros, com ruas estreitas e tortuosas – que os poderes públicos, por total incompetência, chamam de Centro Histórico. É essa Salvador que caminha para contabilizar em no máximo cinco anos três milhões de habitantes que luta para superar seus problemas crônicos, como gargalos no trânsito, escassas vias para o transporte de massa (*o metrô é a piada de sempre!) e espaço limitado para abrigar mais e mais baianos e não baianos que por aqui aportam na esperança de emprego (que não existe, por mais que o governador Jaques Wagner diga que criou milhões de vagas) e uma qualidade de vida cada vez pior entre as grandes metrópoles brasileiras.
A solução encontrada pela Justiça com relação às barracas de praia na orla, por exemplo, é a prova da incompetência administrativa na cidade do Salvador. Engana-se redondamente quem acha que a capital baiana é só alegria. Já faz um bom tempo que Salvador está no fundo da ribanceira! Ontem, 25/08, o prefeito que “nunca sabe de nada” João Henrique pediu um voto de confiança aos donos das barracas de praia de Salvador, em entrevista péssima numa rádio local (Rádio Metrópole). Ele, no alto da sua arrogância, argumentou que precisava realizar a demolição das barracas porque é obrigado – veja bem: obrigado – a obedecer as decisões da União. "Temos que cumprir, se não cumprirmos seremos presos", disse. Até parece viu!
Ele pediu ainda que os barraqueiros mudem sua postura e afirmou que o advogado da Associação dos Barraqueiros de Praia de Salvador deveria assumir uma postura de consenso. Mas como os barraqueiros poderiam mudar de postura, senhor prefeito, se o senhor junto com a (in)Justiça trabalharam para tirar o sustento de várias famílias? Também já fui contra essas barracas nas praias, acabando com a beleza natural da orla e com o “programa de família” que todos algum dia já o fizeram. Mas os senhores não acham que foi uma estupidez a solução encontrada?
D. Tânia entrara em desespero com a demolição de seus empreendimentos (foto: Arestides Baptista).
ACORRENTADA – Os três dias de demolições das barracas totalizam 349 barracas da orla de Salvador no chão. Em desabafos emocionados, os comerciantes demonstraram revolta, indignação e incertezas. Um dos desabafos mais emocionados foi de uma mãe desesperada. Há 16 anos D. Tânia sustentava a família com as vendas na praia de Tubarão, subúrbio ferroviário de Salvador. Chocada, a comerciante se acorrentou dentro da barraca e abraçada com o filho de nove anos tentou impedir a demolição. Tudo em vão. Em questão de minutos, as máquinas colocaram no chão uma vida inteira de trabalho.
“Eu tiro o pão de cada dia dos meus filhos dessa barraca, eu trabalho para comer, sobreviver, sou mãe de cinco filhos, eu trabalho para sobreviver aqui. O que vou fazer da minha vida agora?”, indagou a comerciante.
Barraqueiros montaram barricadas para conter o avanço dos policiais (foto: Arestides Baptista).
INCENDIANDO PNEUS – Num telejornal local, uma outra família também acompanhou a demolição na praia do subúrbio. De casa, viu o investimento de anos virar escombros. Além da comoção houve protesto no local. Comerciantes e até moradores montaram barreiras, incendiaram pneus e enfrentaram a polícia.
Na Cidade Baixa a força tarefa também demoliu barracas que ficavam na Ribeira, praia do Canta Galo e na Boa Viagem. E só depois das barracas já no chão, representes da prefeitura de Salvador e dos governos estadual e federal se reuniram durante todo o dia para discutir o problema. Vejam só como esses caras são profissionais!
Eles admitem que o processo de reurbanização da orla, que terminou com a demolição das barracas, teve erros. Muitos erros, por sinal! Uma alternativa para os quase três mil barraqueiros desempregados só deve sair no dia 08 de setembro. E o que será? Montar barracas na Estação Iguatemi ou na Lapa cheia de lixo?
Mas será que existe alguém quem pense e busque soluções de curto, médio e longo prazo para essa cidade? Cadê o povo da Conder com os seus mapas, gráficos e estudos de geoprocessamento? Antes de buscar soluções paliativas feitas de cuspe ou formas de consertar o que já existe de errado, quem fará alguma coisa certa para evitar a proliferação de mais invasões, de mais pessoas desempregadas, de ocupações irregulares, principalmente nos vales e áreas de risco? Realmente, com esses incompetentes querendo continuar mamando nas tetas do governo, não sei mesmo!
PMs e guardas municipais usam violência contra manifestantes (foto: Aguirre Peixoto).
A coisa está tão fora de controle que ontem, 25/08, guardas municipais e policiais militares que fazem segurança da prefeitura de Salvador agrediram manifestantes que queriam apenas “lavar a escadaria da prefeitura”, em protesto contra um suposto esquema de corrupção envolvendo a cúpula da prefeitura – funcionários ligados ao prefeito que “nada sabe” João Henrique.
Pelo que constatei, cerca de 70 representantes de associações de bairros, movimentos sociais, sindicatos, além de vereadores de oposição, participaram da manifestação. E muitos transeuntes pararam para assistir à cena lamentável, em plena Praça Municipal, centro da capital baiana.
Segundo o jornal A Tarde, os manifestantes pediam a exoneração de Cláudio Silva, atual superintendente da Sucom, e Ricardo Araújo, secretário particular do prefeito, que estariam favorecendo empresários no esquema da Transcon, segundo a denúncia da ex-secretária municipal, Kátia Carmelo. Ela estima que a "Máfia da Transcon" causou uma perda de R$ 500 milhões aos cofres públicos. Prefeito, cadê aquele Dr. Liminar, que impetrava liminares por todos motivos? A quem interessa tais demolições, prefeito? Quanta bagunça, né? Revele... Triste Bahia!
Barraqueiros não conseguem encontro com prefeito e continuam acampados na Câmara (foto: Iracema Chequer).
Alguns barraqueiros colocaram fogo em suas barracas (foto: Arestides Baptista).
Desolamento: barraqueira senta sobre o que restou dos seus sonhos (foto: Arestides Baptista).
Triste Bahia: rastro da destruição, nenhuma barraca ficou de pé na praia de Tubarão (foto: Fernando Vivas).

35 comentários:

Joao Paulo disse...

A questão das barracas de praia deve ser vista com muita parcimônia. Com efeito, num País que tem uma grande dívidda com a comunidadde mais carente, principalmente os negros; num País em que é muito frequente a discriminação na contratação de mão de obra; num País em que não se leva a sério a questão da educação e da saúde, direitos básicos do cidadão assegurados na Constituição Federal; num País em que o princípio constitucional da igualdade é apenas teoira; a situação merece extrema cautela.

Daniella disse...

O q começa errado, termina errado...Infelizmente muitas pessoas desempregadas e patrimônios destruidos, mas se não se toma esta medida, não se faz a mudança da orla que Salvador precisa. Agora, e o Barravento, Iate club, Trapiche e aqueles empreendimentos da marina q estão sendo construidos sobre o mar? Não se enquadram neste caso?

Luis Roberto Silva De Santana Santana disse...

Será que o Puder Público já um tem um planejamento para instalar os barraqaueiros e assim evitar o aumento do desemprego, são pessoas que já tem vários anos de trabalho no ramo do negócio!!!!!!!!!!!!!

Sandra Lopes disse...

Na semana passada deixei um comentário aqui sobre a derrubada das barracas, mostrando minha indignação com a Prefeitura quanto a esse assunto e me corrigiram dizendo q a Prefeitura nada tinha a ver com isso. Só que o Prefeito JH em sua campanha política disse que ia reformar a orla de Salvador,que havia um projeto já pronto de reforma e agora ficamos sabendo que não existe NEHUM PROJETO de reforma das barracas. Isso não se faz Sr. Prefeito!!

Regina Célia Leite disse...

Gostaria que toda essa presteza e determinação em tirar o sustento de várias famílias fossem usadas pela "Justiça" e o Estado para combater a criminalidade, a corrupção, os desmandos, enfim toda a sordidez das quais temos conhecimento. E há ainda quem queira votar.

Roberto Paulo disse...

Bom dia, que país desigual é esse, quando é pra mexer com pessoas trabalhodoras e humildes é facil. o clube do E.C. Bahia também faz parte da União, aqueles restaurantes click porque não demoliram? por que tem dinheiro? colocar policia pra pobre é fácil, agora mexer com tem dinheiro é muito dificil, que BRASIL tão desigual, essa pessoas vão fazer o que agora? Grato

Edu Simões disse...

Me respondam:30 metrôs? E porque o mesmo juiz que mandou derrubar as barracas e a juiza que não autorizou uma nova medição não mandaram derrubar o Barra Vento? Que eu saiba a lei diz qualquer construção e não apenas barracas. Tipico de povinho,ficar acatando o que o governo e a justiça dizem e atacando os mais humildes sem se dar conta do jogo de interesses que se esconde por trás de todas as ações nessa cidade. Cidade feia? Feio foi ver a Paralela inteira ser desmatada e ninguém embargar.

Edu Simões disse...

A prefeitura não tem envergadura moral de fazer nada. Você se engana ou nos engana com essa conversa mole?Você se esquece que eles pagam impostos?Que o proprio prefeito mandou os barraqueiros investirem nas barracas?Modifica-las? Tem noção da qualidade esturtural das barracas de Stela Mares e do Flamengo para falar tanta bobagem?Você sabe lêr? A lei diz qualquer construção,então me responda porque não foi derrubado o Barra Vento?Isso sem falar de inumeros outros restaurantes da orla.

Leda disse...

Isso é um absurdo !!!!

Anônimo disse...

Tristeza saber que tantas famílias agora estão sem saber como irão se sustentar e isso tudo somente por capricho de um governo que nada fez, que só fez destruir a nossa cidade e tornar a nossa Orla num verdadeiro vazio... Se o objetivo era organizar a Orla, existiam inúmeras formas senão essas. Inúmeras palavras não conseguiriam definir o que senti ao ver pela TV tal situação. Esperança...Seguimos com ela... Inteligência é o que devemos ter para escolher melhor...

barbara disse...

Eles já sabiam o que iria acontecer com muito tempo de antecedência...Não tomaram providência pois acharam que não ia dar em nada...banana de pijama...sem ofença ao desenho.

Marina Silveira disse...

Está certo que os barraqueiros utilizavam há muitos anos o terreno que pertence a união, porém antes de deixar várias famílias sem ter como manter o seu sustento deveriam colocar o projeto em prática e relocar as barracas uma a uma. Se fosse feito desse jeito tudo seria resolvido na paz e não seria necessário chegar a situação que estamos vendo hoje. É lamentável o que está acontecendo com a nossa cidade...

vander disse...

Lamentavel a atitude intolerante e autoritária do prefeito João Henrique, o meu voto nunca mais ele terá..Apoio total aos barraqueiros já.

Anônimo disse...

A todos vcs que estão criticando o Prefeito: Ele não pode fazer nada, o que tá acontecendo é o cumprimento de uma lei federal que o MP conseguiu executar, esta demolição deveria ser feita em 2006 quando reformaram as barracas com dinheiro do contribuinte que nada tem haver com barraqueiros ou barraca de praia. A prefeitura deveria era ressarcir os cofres públicos com tamanha falta de responsabilidade fiscal. Agora é liberar crédito pra os "prejudicados" e revitalizar a orla.

gabriel disse...

Achei muito boa a derrubada das barracas da orla de salvador. Agora é fazer o mesmo com os condominios de luxo, restaurantes e hoteis que estão na orla de salvador também! Chega de lixo, barulho, barraqueiros vendendo cervejas, agua, refrigerante e comida com preços muito altos para a sociedade! Chega de amus tratos nas barracas e de ter de pagar para sentar em uma praia pública!

amaral disse...

Temos a pior orla do nordeste, a ordem de desocupação já existia a mais de 4 anos,. ordem da justiça federal. Na democracia ordem judicial deve ser cumprida. Neste caso não vejo no prefeito qualquer responsabilidade, a única coisa que pode ser feita é tentar realocar os trabalhadores para outros locais e atividades, preservando seus empregos. Quanto a orla ficará sem dúvida mais bonita sem barracas que não tinham a mínima condição de funcionamento.Abrirá oportunidades para centenas de ambulantes

Zé R. disse...

Que presentinho lindo o prefeito reeleito está dando para a população. O lobinho disfarçado de carneiro. Que pena que nao pode ter um terceiro turno, se tivesse, certamente ele seria reeleito...os baianos tem memória curta...não generalizando....

eduardo disse...

neste país em que vivemos e com a justiça que temos se eu tivesse no lugar de algum barraqueiro e pelas entrevistas que vejo de que eles só tem este meio de sustento eu partiria para justiça com as próprias mãos seja contra juiz, o prefeito ou quem quer seja que tenha sido omisso. parte para a familia do mesmo mata um filho, a esposa e depois ver se vale a pena matar ele tb , parece um absurdo o que estou dizendo mais só assim para se fazer justiça neste país nojento com estes politicos ordinári

Para o Brejo disse...

A Br 324 tambem é da união e em breve RE-pagaremos pelo seu uso por meio de parceria publico-privada. Porque não demarcarão a area das barras com fizerão com a 324 e criarão um cronograma de adequação ambiantal? Ou será que essa é a segunda parte, licitação de barracas para amigos dos politicos?

Anônimo disse...

É impressionante a falta de compromisso das nossas autoridades em relsolver um problema de tal magnitude; de um lado um Prefeito do outro o judiciário, todos com responsabilidade, uma decisão tomada dentro dos Gabinetes sem de fato conhecer as consequencias do PROBLEMA.

ana carvalho disse...

As palavras do Jão soaram como vingança. Então, desde 2006 ele alimentava o desejo de derrubar todas as barracas naquela inciativa desordenada que foi barrada pelo CRA, MP e etc. Se ele disser que agiu por força de uma ordem judicial federal, com medo de ir preso, ele deveria pensar nas muitas vítimas fatais provocadas pela falta de dragagem de canais de esgoto, de conteção de encostas, desmorronamentos. Quando o bicho pegou ele deu piti e foi para hospital particular. Ele deveria ser preso!!

Lena disse...

João MUniz, a orla fede sim, mas, pelos dejetos que o SEUv esgoto, entre outros, que são levados para lá. A orla FEDE pq VOCÊ e outros tantos não são educados o suficiente para recolher o lixo que geram quando vão à praia, para usar o sanitário para atender necessidades fisiológicas. A nossa orla FEDE, mas, ó abilolado cidadão, não venha dizer que 300 barracas são as únicas responsáveis. Jão agiu em nome de empresários e de Gedel, mais um falso profeta. Jão vc é o pior prefeito do Brasil

paulo disse...

As construções eram ilegais e todos sabiam. Todos sabem que é área de marinha, que essa hora chegaria. Enquanto isso muitos exploraram o espaço sem piedade, poluindo a natureza pois poucos davam o devido cuidado ao lixo produzido. Perdi as contas de quantas vezes, ainda adolescente fui a praia e como não bebo e muitas vezes não tinha dinheiro para gastar, fui impedida de sentar, ouvi piadinhas de pessoas que passaram a donas do espaço que é da humanidade. ...

Anônimo disse...

Por que deixaram construir, deixaram essas pessoas gastarem suas reservas para construir e depois derrubarem. Acho que a justiça deveria também derrubar as casas, mansões que ficam na praias do nosso litoral. O limite não é de 300 m. Tem casa dentro do mar. Ora bolas!

ray disse...

e o restaurantão na praia de patamares? tá dentro do tal limite. saí ou não?

Paulo disse...

Apesar das demolições terem sido necessárias - os barraqueiros exploraram a orla de Salvador durante anos, ganharam muito dinhero e não fizeram nada pelas praias de Salvador (a não ser degradar e produzir sujeira) - acredito que nada nesse país é por acaso. A medida não foi imparcial, como muitos disseram anteriormente, e muitos restaurantes e construções à beira bar deveriam sofrer a mesma sanção. Porém, sendo justo ou injusto, a medida permitiu que as praias pudessem respirar e se tornar pontos de lazer mais democráticos pro povo. Abraços.

Renato Barbalho disse...

Caro Paulo, temos um prefeito incompetente, um governador omisso e um governo federal intransigente e totalitário, que retira o emprego de um monte de pessoas e coloca toda a orla marítima de Salvador insegura. Vamos gente, vamos continuar votando neles. E vc Paulo ainda fica nessa de defender quem mesmo?

Anônimo disse...

Durante muito tempo trabalhou-se sobre uma irregularidade. Chega de "jeitinho", de extorsão do público disfarçada de cordialidade. Lei é lei, mas, além de umas poucas barracas bacanas, retirem também alguns trambolhos como a sede do Bahia e o Aeroclube

Lucia disse...

Sabe de quem e a culpa. Daqueles que nao fiscalizaram e deixaram colocar esse mundo de barracas nas areias, ou melhor favelada, horrivel uma vergonha para orla de Salvador. Em nenhuma cidade do \brasil existe uma nojera daquela. Agora sim, as praias estao lindas, maravilhosas, Vamos colocar poucas barracas e oRGANIZADAS E LIMPAS. Que haja sempre fiscalizçao.

Vander disse...

Enquanto isso, construções de alvenaria na praia de Paripe continuam avançando em direção ao mar, com marcações inclusive para fechar o acesso à praia. Lá funcionam bares noturnos e até uma rinha de galo.

Jota disse...

Se fosse no tempo de ACM seria posto como carrasco, coronel e muito mais...mas hoje e só mais uma desse governo que se diz uma "Nova Bahia" ta mudando, ta mudando.E uma pena que o povo nao acorda....!!!

Anônimo disse...

quer dizer q só tem pena dos barraqueiros de uma invasão em areias da nossa praia e o meio ambiente como fica o q fizeram com ele,por que invadiram se sabiam q estava errado seriam todos mesmo inocentes.de quem é a culpa do ambiente ou do ser humano invasor.

Rodrigo Guimaraes disse...

É triste ver isso acontecer. A terra da alegria esta chorando lágrimas de sangue. O desespero é total, ver esses pais e mães de familia nesse sofrimento é cruel. O que vai ser desses trabalhadores? Como vão alimentar suas familias? O que vão fazer de suas vidas? Morrer de fome?
O sábio Fernando Soares da Fonseca muito bem escreveu:
"O Imbrólio das Barracas de Praia.
A cidade assiste incrédula, mas também passiva, a derrubada das Barracas de Praia na orla baiana. O turismo, com certeza, será afetado de forma significativa. De Tubarão, área do subúrbio de Salvador até o Litoral Norte, a ordem é por tudo ao chão. Sonhos, trabalho, investimento, empréstimos, lazer, entretenimento, geração de emprego e renda, ABAIXO, EM NOME DA LEI. Pais e mães de família jogados ao desespero, trabalhadores sem emprego, fornecedores sem clientes, e aí? Quem vai empregar esse novo contigente de desempregados? Então, vem a tona a pergunta: O que faltou para o diálogo? Claro, sensibilidade, visão macro e responsabilidade de todos os lados. Se não se pode estar em área de Marinha, por que deixou construir e se agigantar? E a Prefeitura de Aeronáutica, o Barravento, o Condomínio que irá surgir onde estava Clube Espanhol, o Hotel Pestana, o Aeroclube, só para citar esses, estão em que área? Perguntar, não ofende. E como a ninguém é dado o direito de não saber, pois quem não sabe pergunta, estou perguntando. A Prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, conseguiu, até quando não se sabe, a suspensão da derrubada das Barracas na cidade por ela administrada, com o apoio e ajuda do Governador Jaques Wagner, conforme matéria na Tribuna da Bahia, edição de hoje, 25 de agosto de 2010. Então, por que esse mesmo procedimento não foi adotado com relação a Salvador? Divergência política? Falta de interesse dos Poderes Públicos Municipal e Estadual? O certo é que o problema está criado, a revolta é grande, e a solução não vem. A Orla de Salvador degradada e imunda, com certeza vai piorar. Aracaju, Maceió, Recife e Fortaleta estão com uma Orla que a de Salvador não chega perto. Os órgãos de turismo da Bahia, as Agências de Viagem, através da sua Associação de classe, e a sociedade organizada, deveriam, desde o início do problema, estarem buscando o entendimento com as autoridades competentes.Como se atribui a Octávio Mangabeira a frase, "O que não for possível em nenhum lugar do mundo, traga pra Bahia que se abre um presedente", só se pode dizer: TRISTE BAHIA, ONDE TUDO ACONTECE E, AO MESMO TEMPO, NADA ACONTECE. "

José de Macedo disse...

O Sr Governador só se pronunciou após a derrubada das barracas, será que Salvador não faz parte do Estado da Bahia? os barraqueiros não fazem parte da população baiana? será que a omissão do Governador foi uinvoluntária ou proposital?a estas perguntas merecem uma resposta, o que farão estes barraqueiros para sobreviverem?

Anônimo disse...

Acho muito triste tudo isso. Me corta o coração ver essas pessoas desesperadas,chorando, vendo seu trabalho virando entulho.São pessoas honestas que apenas querem se sustentar !

O que vai acontecer com eles? Receberão algum auxílio, vão passar necessidade ou entrarão para o crime ? Se optarem pela vida crimonosa, nem poderemos condenar, afinal de contas,estão sem escolha !

Me pergunto o que se passa na cabeça das pessoas responsáveis por tudo isso.

Não se colocam no lugar desses barraqueiros? E se fosse com eles, o que fariam?

Que Deus os ajude !