quinta-feira, 22 de julho de 2010

MUITA COVARDIA, PANCADARIA, CANALHICE, IGNORÂNCIA E VERGONHA NO FUTEBOL BRASILEIRO

“O técnico do time de Goiás, Emerson Leão, protagonizou uma cena lamentável na noite de ontem em Salvador, com direito a tapa na cara de jornalista e palavrões.”
Por Elenilson Nascimento
“A vida é um eterno perde e ganha”, já dizia o músico Marcelo D2, ao qual não tenho nenhuma admiração ou apego. E complementa: “Um dia a gente perde, no outro a gente apanha” ou “um dia a gente perde, no outro a gente ganha”. Não sei bem, pois a letra se abrigou na minha mente sem permissão, por osmose. Mas ela cai como uma luva quando o assunto é futebol e os nossos falsos ídolos de barro.
Um exemplo crasso do que escrevo aqui e do que vejo hoje em dia, é a idolatria exacerbada a jogadores de futebol. Essa nova leva de ídolos é totalmente vazia, oca e venerável. Vejo várias crianças e jovens dizendo que desejam ser iguais a determinado jogadores quando “crescerem”, elas pecam pela ingenuidade. Mas e quanto aos adultos dementes que idolatram jogadores, que brigam por eles e que xingam por eles?
Jogadores estes que sequer se importam com o nome do presidente da república, que possuem como meta de vida somente ter uma Ferrari, que fogem de lares beneficentes e que matam por se acharem acima do bem e do mal é um desafio muito pesado a minha racionalidade.
Por outro lado, como fiel de uma balança defeituosa, temos essa mídia oca e perversa, que cria esses pseudo mitos, os eleva e os condecora ao status de divindades, os endeusa e os empurra pela guela abaixo daqueles seres fracos de personalidade que possuem uma enorme dificuldade em avaliar a conduta de determinado “ídolo” e, assim, com propriedade e critério, tê-lo como exemplo, como influência, como ídolo no sentido mais literal da palavra ou não. E o caso do goleiro Bruno é a mais pura comprovação do que estou dizendo.
Acusado de agressão, o técnico Leão foi detido pela polícia de Salvador.
Ontem em Salvador, no duelo entre Vitória e Goiás, no precaríssimo Estádio Baradão (*será que vai ser sede da Copa do buraco?), tinha tudo para terminar bem. Bom jogo, apesar de eu não gostar de assistir futebol, com empate de 2 a 2, mas que não merecia um final com pancadaria e agressões do técnico Emerson Leão, do atacante Rafael Moura e da comissão técnica do time do Goiás a jornalistas que estavam no gramado.
Tudo isso depois de uma reclamação do técnico Leão à arbitragem, que inclusive anulou um gol no fim da partida. Leão, no entanto, achou que a arbitragem foi tendenciosa para o time da casa. Logo depois de tentar dirigir-se ao juiz, o técnico discutiu com um radialista da Rádio Metrópole FM, Roque Santos, que foi entrevistá-lo. Depois, houve trocas insanas de empurrões, e o jornalista o acusou de agressão. O tumulto se espalhou pelo campo. Integrantes da comissão técnica do Goiás participaram da pancadaria.
O atacante Rafael Moura, numa versão mais ridícula de Rambo, levou a nocaute o mesmo radialista. Alguns jornalistas e jogadores do Goiás procuravam acalmar os ânimos, mas a polícia,como sempre, só apareceu no fim da confusão. O radialista Roque Santos foi dar queixa de agressão na 10ª DP, do bairro de Pau da Lima, em Salvador. Mas segundo o site do Ibahia, Leão e Rafael Moura receberam voz de prisão e foram conduzidos à DP. A Rádio Sociedade informou que o jogador Romerito também está detido.
O radialista agredido covardemente foi submetido a exames de corpo delito e promete, além da queixa-crime, entrar na Justiça contra o quarteto do Goiás. O repórter revelou ainda que um supervisor e o presidente do time goiano tentaram fazer um acordo para a queixa não ser registrada. Na delegacia, os jogadores e o treinador do Goiás prestaram depoimento, pediram desculpas, mas a queixa foi registrada do mesmo jeito.
A punição para o crime de agressão física "leve" é de até dois anos, mas poderá ser cumprida com pena alternativa. Eu poderia dar mais nomes aos bois da bola, mas não irei fazê-lo aqui, o objetivo deste texto é fazer com que as pessoas reflitam, pensem, analisem, relevem e concluam algo útil em suas vidas, sem querer ser o dono da verdade logicamente, mas, devemos ter cuidado com quem idolatramos, pois na grande maioria dos casos, nossos ídolos estão demasiadamente vazios, mergulhados no caos e não são exemplos de nada, assim como qualquer um de nós humanos comuns, aliás, arrisco-me a dizer que estão muito mais corrompidos do que qualquer “humano mortal” comum, pois em 100% dos casos, estes seres possuem um poder aquisitivo enorme, o que os torna mais senhores de si ainda e conseqüentemente mais aptos a se tornarem falsos ídolos e falsas divindades.

foto2: Ag. Estado

9 comentários:

ivan disse...

Lastimável a atuação da polícia baiana nessa caso, precisam urgentemente de mais preparo. E em relação aos ignorantes jogadores e técnico do Goiás, sabemos que não vai dar em nada, isso é fato, já que nosso país os ricos e poderosos fazem o que querem.

Anônimo disse...

Tudo poderia ser evitado se o juiz marcasse a falta se o Leão não fosse tão arrogante e Roque Santos não aumenta-se o tumulto final de jogo 1 ponto para o Vitoria 1 ponto para o Goias e uns 4 ponto na fussa de Roque Santos tomara que ele aprenda que confusão a gente se pica de perto.

vitor disse...

estes covavardes fizeram barbaridades aqui em salvador e vai ficar por isso mesmo pensem voçes leitores se aquele reporter fosse o pai de vçs caido no gramado sangrando, puniçao, puniçao.

andréia disse...

Esse Leão é muito nervoso, alguns indivíduos da imprensa agem como se fossem seres superiores, querem ser respeitados mas não respeitam.

Paulo disse...

Esses vagabundos tês que responder aqui na Bahia pela agressão que cometeram ao trabalhador Roque Santos! Os baianos exigem justiça por parte das autoridades competentes para colocar esses animais no xilindró! PROVAS É O QUE NÃO FALTAM!!!

Almir disse...

Sou torcedor do bahia mas achei um absurdo o que esse cidadão fez com os trabalhadores que estava na partida, ele tinha que cair na porrada poís não é a primeira vez que Emerson Leal faz isso! Punição a todos o envolvidos!

Alexandre Bacelar disse...

Acho errado o fato da violência, mas será que não seria mais organizado tomar como exemplo as últimas copas do mundo como parâmetro no trabalho da imprensa ? apenas entrevistas após os jogos num local adequadro ? ou continuar com a cultura de várzea e correr atrás do atleta dentro do campo no calor do jogo e fazer perguntas muitas vezes " irresponsáveis " ?

Theol disse...

Essa turma do futebol pensa que tem o rei na barriga. Esse leão, não mete medo nem em gazela....O passado dele o condena. Cadeia neles...

Anna CArludia disse...

Estão pensando que o Barradão é casa da Sogra? Mais respeito, senhor encrenqueiro Leão.