“Acredito que quem faz leitor são os pais, inegavelmente. Os jovens leitores são filhos de leitores. Dificilmente aparece uma criança ou adolescente que não tenha os pais leitores. A grande campanha que na minha opinião deveria ser feita pelo governo é mais ou menos assim: "Se você não lê, como quer que seu filho leia?".” (P.H.)
Segundo o dono da Livraria Cultura,
Pedro Herz, cuja rede abrirá três novas lojas neste ano e passará a vender no novo formato,
e-readers, o poder da indústria eletrônica é a causa de tanta badalação. Herz avalia que o alarido em torno dos
e-readers, os leitores eletrônicos que para muitos extinguirão o livro de papel, não passa de "uma nuvem". A ameaça real ao futuro do livro, opina, é
ausência de novos leitores entre os jovens. Para ele,
há um apagão na educação do país que, somado à redução no tamanho das famílias instruídas, projeta uma perspectiva sombria para o livro no Brasil.
Numa viagem recente à Nova York, Herz fez um teste: ao andar de metrô pela cidade, observou quantos passageiros portavam
e-readers. Em dez dias, encontrou um único leitor com o novo equipamento. Herz diz ter visto burburinho semelhante em outros tempos, e atribui tanto barulho à sede da indústria eletrônica por escoar os novos produtos que cria a cada ano. Apesar do ceticismo, ele informa que a Cultura passará a vender 150 mil títulos de e-books em suas lojas.
>>> Leia aqui os principais trechos da entrevista que ele deu à Folha num restaurante paulistano.
1 comentários:
Oiii, tudo bem?
Não que eu não concorde com isso, mas tenho exemplos como o da minha mãe, que não teve pais, foi criada pela avó analfabeta e sempre gostou de ler, me transmitindo isso.
Tanto que hoje realizo um projeto de incentivo a leitura, que penso que como o blog trata de literatura, vale a pena conhecer:
Passa livros presenteia cerca de 500 pessoas com livros na periferia de Poços de Caldas ! http://bit.ly/9edpMC
um abraço
Jéssica Balbino
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