Por Elenilson Nascimento
Depois de termos publi
cado aqui na LC, no dia 26/03, sobre a patética polêmica criada em Feira de Santana (BA), envolvendo o nome do talentosíssimo escritor Ferréz, onde a direção da Escola Estadual Godofredo Filho, naquela cidade, sobre pretexto de ter recebido protesto de pais de alunos, recolheu o livro didático “Linguagem - Práticas de Leitura e Escrita” de Anna Christina Bentes, distribuído numa sala de aula de 8ª série por uma professora, pois no livro continha trechos do livro “Capão Pecado” do Ferréz, onde supostamente relatava, em detalhes, relações sexuais entre dois personagens.
Ontem, 27/07, o próprio Ferréz comentou o ocorrido em seu blog pessoal e também disse que a matéria exibida do Jornal Bahia Meio Dia (TV Bahia) foi “tendenciosa e preconceituosa”, o que eu concordo plenamente e ainda acrescento o comentário da leitora da LC Cláudia Dans que escreveu: “Eles ficaram horrorizados com o texto que só folhearam? Então os alunos nem leram! Ou será que fizeram leitura dinâmica? Atitude ridícula, para não dizer outra coisa! E estas crianças não devem ver novela das 20h, né? Pois nunca viram as cenas de sexos que aparece lá, não?”
Caso parecido aconteceu em 2008, quando Ferréz escreveu o artigo “Pensamentos de um correria” publicado no jornal Folha de S. Paulo – postado também no Blog Controvérsia (clique aqui). Em função deste artigo a Delegacia de Polícia 77ª de São Paulo decidiu abrir inquérito contra ele por incitação ao crime. No ano passado, outra bobagem do tipo aconteceu em Minas Gerais, como o próprio autor escreveu no seu blog e que também foi notícia na revista Isto É. Abaixo a recente nota que o Ferréz divulgou:
E nós aqui da Literatura Clandestina prestamos toda a nossa solidariedade ao Ferréz! Abaixo, o jornal A Tarde também publicou um comentário meu sobre o caso no site deles:





12 comentários:
O caso lembra as censuras anteriores a livros de Cristóvão Tezza (O filho eterno), que teve seu Aventuras provisórias recolhido das escolas públicas de Santa Catarina, e da coletânea de quadrinhos Dez na área, um na banheira e ninguém no gol, recolhido em São Paulo. O próprio Tezza comentou o episódio em sua coluna na Gazeta do Povo e o organizador da coletânea Dez na área…, Gonçalo Valduga, reagiu com veemencia às críticas ao livro no Terra. Para ir mais fundo na questão, cabe dar uma olhada no artigo do site Overmundo que traça um panorama do palavrão como elemento marginal da língua.
Ridículo tanto a professora que não teve o trabalho de verificar o livro, os alunos que não leram nada (só folhearam) e a imprensa que sempre aumenta tudo!
Em vários momentos da história as sociedades baniram determinados livros. A lista parcial apresenta alguns livros que foram censurados por certas organizações, em algum lugar e por um período de tempo. VEja aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Livros_banidos
A polícia de Braga apreendeu, durante uma feira de livros, exemplares do romance "Pornocracia", de Catherine Breillat. A justificativa para o ato foi a de que a reprodução, nas capas de cada livro, de um quadro de Gustave Courbet mostra-se pornográfica.
A pintura de 1866, intitulada "A Origem do Mundo", é uma das principais obras do pintor realista. Enquanto a polícia portuguesa a trata como"perigo de alteração da ordem pública", o nu de Courbet pode ser visto no Museu D'Orsay, em Paris.
Mas hein?
E deixam passar as novelas brasileiras lá, e tem umas que é quase pornô também.
Esses portugas, hein...
Ferréz é massa!
O livro Knife Music, escrito pelo americano David Carnoy, foi disponibilizado na loja virtual do iPhone, App Store, depois de ter sido censurado pela Apple por “conteúdo inadequado”.
Apple é uma piada, ela quer mesmo se queimar… Um dia a maçã vai cair da árvore, tomara que seja na cabeça de alguém bem irritado, que nunca mais coma essa frutinha.
Quanta hipocrisia... enqto isso as crianças da 8ª série estão sendo papais e mamães, mas não podem ler um livro que fale sobre relação sexual?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, só rindo mesmo³!
Palhaçada!
Os meninos e as meninas da 8ª série não fazem sexo? Deixa a professora trabalhar em paz.
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