quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

EDUCAÇÃO BRASILEIRA: PRESTÍGIO ZERO

“Alunos de ensino médio são desencorajados em casa de optar pelo curso de pedagogia e professores cada vez mais limitados nos seus mundinhos de ensino decadente.”
Por Elenilson Nascimento

Todo mundo já sabe que a educação no Brasil é pífia, para eu não dizer medíocre, que os cursos universitários são decadentes com seus professores-doutores que só se dão ao trabalho de avaliar os seus alunos a base de seminários e com uma metodologia ultrapassada. E se tem uma coisa que eu me arrependo amargamente foi ter perdido o meu tempo em faculdades. Mas fazer o que mesmo nessa sociedade de patifes-doutores que lambem os lábios de contentamento com a oportunidade que tiveram de julgar e condenar moralmente e no grau máximo o Boris Casoy, por seus comentários elitistas e preconceituosos, emitidos nacionalmente por descuido, após a apresentação de uma matéria sobre garis desejando feliz ano novo aos telespectadores, mas que não se dão ao trabalho de exigir dos Poderes Públicos melhorias na educação e em outros serviços básicos.
Exigir dos Poderes Públicos alguma coisa? Pra que mesmo? Já temos BBB, Carnaval, futebol, bundas nas praias e tudo o mais que faz esse País “abençoado por Deus e bonito por natureza”. E falando em educação, a revista Veja, 10/02, publicou uma matéria muito boa para calar a boca de todo mundo que entra aqui no blog para me crucificar quando eu meto o pau nessa educação de “merda” oferecida nesse País de babacas.
Segundo a reportagem, uma pesquisa mostrou que os bons alunos não queremmais seguir o magistério. Como se precisássemos de pesquisas para saber disso: “A situação de desprestígio da carreira de professor é o retrato final de um processo deflagrado na década de 70, quando se iniciou no país uma acelerada massificação do ensino público. Sem profissionais em número suficiente para suprir a galopante demanda, as escolas passaram a recrutar até leigos para dar aulas. Foi aí também que as faculdades de pedagogia e as licenciaturas proliferaram à revelia da qualidade acadêmica, e os salários começaram a cair”.
Ainda segundo a matéria: “A remuneração dos professores é, por sinal, o segundo fator elencado pelos jovens de hoje para nem sequer cogitarem o magistério, atrás de um item que se refere à completa falta de identificação com o ofício, segundo mostra a pesquisa da Fundação Carlos Chagas. Os estudantes contam ainda que são desencorajados pelos próprios pais de fazer essa opção”.
Se a reportagem suscita o fascínio dos melhores alunos pela docência diz respeito, acima de tudo, à possibilidade descortinada pela carreira de verem seu talento reconhecido e sua capacidade intelectual estimulada, contudo, na educação nada disso é realizado. Atualmente podemos encontrar nas salas de aulas profissionais frustrados, salários baixos, alunos com as mesmas caras de sacanas de sempre, grade (*só na educação mesmo para termos o nome de “grade” para o conteúdo pedagógico) totalmente fora da realidade, avaliações sem sentido e listinhas para tudo. E ainda querem que eu acredite que em alguém dia esse País de “merda” vai sair do buraco nesse Projeto Ribanceira orquestrado pelo governo Lula.
fonte e imagem: Veja

4 comentários:

Anônimo disse...

Compreendo sua indignação e me uno a ela. Mas o que se poderia esperar dos aboletados no poder, que demonizaram o saber, a cultura e a educação, classificando-os de reacionarismo burguês? Também não vejo saída, porque esta avacalhação, infelizmente, faz bastante sucesso entre o povão e grande parte dos nossos "valoros" acadêmicos e "intelequituais". Um abraço.

Rute disse...

Educação no Brasil é igual ao resultado do Enem: uma farsa!

Wilson Correia disse...

Elenilson, boa tarde. Escrevi pelo menos três pequenos e singelos artigos sobre esse caso e gostei bastante de sua abordagem. Só tenho algumas perguntas: 1. É a educação que está falida ou é uma certa educação, essa que a despiu de toda sorte de formação cultural e a pauperizou a ser uma indústria de ferramentas de inserção no mercado e na cidadania do homem liberal capitalista? 2. Os professores e sua má formação são culpados? E a economia? E a polítíca? E a cultura (cultura é o que o homem e a mulher produzem e os bestiais da Uniban são produto dessa cultura, bem ou mal, são os seres que a sociedade produziu e educou). E a ideologia? Esses setores de nossa vida em sociedade não tem culpa alguma? A meu ver, estamos diante de um modelo de sociedade e diante de um estilo existencial que levam à existência de pseudos humanos e é por aí, penso, que o debate pode de ser pautado. Uma boa tarde e parabéns pelo trabalho: ignado - com o que compartilho inteiramente. Abraços.

Prima disse...

...animadamente, declaro: "abriu vagas para magistério no rio!"..desanimado expresso:"o salário é de R$600,00...!"que coisa, hein?