quarta-feira, 30 de setembro de 2009

TODAS AS PLAYBOY’s DE 75 ATÉ 2009

“Não dá para negar que a presença de mulheres inteligentes dava um ar um pouco mais sofisticado aos ensaios fotográficos da Playboy. Muito distante do que vemos hoje!”.
Faz tempo que as capas da Playboy são dominadas por ex-BBBs sem talento e sem bundas e sem cérebro, mas nem sempre foi assim. Atrizes como Maitê Proença, Vera Fischer e Christiane Torloni já foram as estrelas da Playboy antes da era das dançarinas do Tchan e das famigeradas ex-BBBs.
Não dá para negar que a presença destas mulheres dava um ar um pouco mais sofisticado aos ensaios fotográficos. Afinal, elas eram personalidades que, se não posassem nuas, já tinham sua fama e uma carreira à parte de mostrar os dotes mais ou menos retocados eletronicamente.
Mas, independentemente da escalação dos ensaios, as mulheres sempre costumam folhear Playboy e similares com olhos muito críticos: “aposto que apagaram uma celulite aqui!”, “nossa, como ela é vulgar” e “ah, mas ela nem é tudo isso para esse cachê” são as frases mais ouvidas quando um grupo de moças confere o conteúdo da última revista de pelada nas bancas.
Porém, resolvi presentear todos (tantos os punheteiros como as críticas de celulites alheias que participam do blog) com todas as revistas Playboy's que saíram no Brasil... indispensável para colecionadores e curiosos... Vale a pena para comprovar que a revista já foi melhor frequentada!
fonte: Blog Filme e Download

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ENTREVISTA COM ELENILSON NASCIMENTO NA SIRIUS

“Procuro envolver o leitor nas ambiguidades dos comportamentos e das declarações dos personagens. Não escondo tudo de uma forma desleal e inverossímil, como nos contos antigos de autores renomados. Adoro o Nelson Rodrigues, mas só ficar falando de putarias em todos os trabalhos é um pouco chato. Não desmerecendo o trabalho do Nelson, que eu amo.” (E.N.)
Baiano, trinta e uns anos (*detesta falar de idade), Elenilson Nascimento está literalmente “no tiro”, com todas as balas no tambor e a arma apontada para você leitor. Ele acaba de lançar o livro de contos “Memórias de um Herege Compulsivo” e a antologia poética em parceria com 51 poetas “Poemas de Mil Compassos”, ambos pela editora Clube dos Autores.
Elenilson já trabalhou em banco, clínica médica, jornal e também já foi professor em cursinhos de pré-vestibulares e de vários colégios particulares e da rede pública, sendo que, essa última profissão, onde passou mais tempo, se diz desiludido por completo. “Educação virou um produto de estante de supermercado”, completou. O autor ainda se diz um iniciante, mas que já tem seis livros publicados, dezenas de trabalhos espalhados em outras dezenas de antologias. Mas, ao ler as páginas das “Memórias de um Herege Compulsivo” podemos ter a certeza de que esse autor pode ter elevado a categoria de contos à condição de arte.
Em 2003, recebeu um 1º Lugar no I Concurso de Literatura Virtual, foi classificado no II Prêmio Literário Livraria Asabeça e obteve uma Menção Honrosa no IV Concurso Internacional de Poesias, em Cuba. Alguns críticos passaram a chamá-lo de “clandestino das letras”, mas parece que nada é gratuito ou irreal nas tramas desse nobre baiano de imaginação macabra.
Em “Memórias de um Herege Compulsivo” (Clube dos Autores, 303 páginas, R$ 44,42), seu 6º livro em nove anos como autor, o mistério e a indignação cercam todas as histórias, mas destaque para os contos “O homem que se espremia no traje da cor do mundo”, “A insustentável frieza de ser constipador da vida alheia no jardim das folhas secas” e “O aliciador de Melissas”. A seguir, trechos da entrevista.
Elenilson, você já está trabalhando em algum outro livro novo?
Elenilson Nascimento – Cara, eu acabei de lançar dois e você já quer que eu esteja trabalhando noutro? Pois é. Mas já voltei a rascunhar alguma coisa para um romance sobre Salvador. Mas não quero falar sobre isso agora, pois acabei de lançar a antologia “Poemas de Mil Compassos”, um pequeno-grande volume de poemas, com 51 poetas que me tiraram o sono por alguns meses; e também o meu livro de contos “Memórias de um Herege Compulsivo”, um livro inquieto com 30 contos que estavam na gaveta desde 2006, mas que as editoras não queriam publicar por acharem ser textos problemáticos.
Problemáticos?
Elenilson Nascimento – Exato. Eles querem que eu escreva sobre flores, cores e amores. Me recuso. Meu texto em que tento consolidar tudo o que reflito sobre o mundo, que diz respeito a meu trabalho como escritor de ficção e do crime que estão cometendo contra os brasileiros, na verdade, é um desabafo. Uso o Brasil como material de trabalho e vou lhe dizer, muitas vezes, é muito desagradável. Analiso a estrutura da narrativa de detetive por meio de exemplos de meus antecessores.
Como é trabalhar com 51 autores dentro de um mesmo livro?
Elenilson Nascimento – Complicado. Muito complicado. Esse tipo de seleção é bacana porque faz com que eu conheça trabalhos de artistas diversos, mas muitos desses artistas não têm consideração e respeito pelo trabalho do outro. São os primeiros a dificultar o processo. Esse livro de poemas já fez um mês que foi lançado. Se 10 dos 51 compraram o livro e divulgaram em algum lugar, nem que seja na padaria da esquina, isso já é um milagre.
Você quer dizer que os próprios autores não divulgaram o livro?
Elenilson Nascimento – Divulgar? Rapaz, eu acho muito engraçado as pessoas criticarem tanto a falta disso ou daquilo nesse país de faz-de-conta. Quando rola uma oportunidade de fazer uma coisa bacana, eles próprios não se dão nem ao trabalho de mover o “dedo médio” para digitar alguma coisa. Você já ouviu falar na “teoria das janelas quebradas”? Pois o que acontece com essas pessoas que fazem arte é exatamente isso. Cada qual preocupado com os seus próprios projetos, com os seus mundinhos e com os seus problemas. Trabalho coletivo? Nem deu pra saber se valeu a pena. Cada qual no seu quadrado!

Você pretende organizar mais alguma antologia?
Elenilson Nascimento – Não!
Quais são os autores que mais o influenciaram?
Elenilson Nascimento – Não gosto muito de fazer listinhas de autores, porque não tenho listinhas, tenho listões. De Nelson Rodrigues a Fernanda Young. De Lobo Antunes ao Augusto Cury. Descobri agora o português Miguel Sousa Tavares. Estou achando bacana e, sobretudo, Dorothy L. Sayers, que me ensinou que o mais importante num escritor é manter o interesse do leitor, investigar o que motivou uma história e o que se passa dentro da mente de um personagem. Coisas assim que as faculdades de Letras deveriam fazer, mas que os seus professores não tem tempo, pois tem que exigir dos seus alunos acéfalos seminários de assuntos que eles ainda não dominam e ainda chamam isso de educação superior. Dorothy foi uma autora policial com instinto psicológico – e aí a gente pode chamá-la de feminina e começar a pensar, a partir dela, por que as escritoras são mais sutis que os homens. Eles pensam em armas e em quem matou quem. Dorothy queria adentrar os mistérios que levam as pessoas a cometer crimes ou ser assassinadas. Gosto dessas escritoras insanas. Mas a Patricia Highsmith é a minha preferida. Ela é uma gracinha, estranha, mas gracinha.
Você citou Agatha Christie numa entrevista de 2007, citando-a como uma influência angustiante no início de sua carreira. O que você quis dizer com isso?
Elenilson Nascimento – É verdade. Foi um desafio começar a minha carreira depois de ter passado um período me questionando se era isso mesmo o que eu queria para a minha vida. De qualquer forma, não tive muita influência de Agatha Christie. Pelo menos não assim como você colocou. Porque, para Agatha, o que interessava era a investigação pela investigação, a lógica do crime. Ela era fascinada pelo quebra-cabeça. Os personagens são derivados do quebra-cabeça, são peças de um esquema. Os crimes são impossíveis de ser praticados fora de seus livros. Por serem crimes impossíveis. Seus detetives não vivem neste mundo. São quase seres fantásticos, não têm nada a ver com a vida diária de um detetive amador ou profissional. E como eu sou um ator de crimes “reais”, tipo desses cometidos todos os dias pelos nossos amados congressistas, então as minhas influências são outras.
Sua preocupação recai sempre nas questões sociais da trama. O que, em sua opinião, é mais importante: o cenário, os personagens ou o mistério?
Elenilson Nascimento – Para mim, tudo nasce de um cenário, uma casa, uma paisagem. Em “Memórias de um Herege Compulsivo”, a ideia veio da minha própria vida como professor angustiado. Eu detestava aquela vidinha. Então, os contos vieram tomando forma e as personagens aparecendo. E, dessa forma, fica interessante abrigar um crime ali dentro.
Você já disse que o Brasil é um cenário macabro. Por quê?
Elenilson Nascimento – Sim, e é dele, com suas periferias úmidas de sangue dos excluídos, pedras e lembranças do passado que começo a pensar nos personagens. Eles também nascem dos interiores abissais, do mobiliário antigo que imagino. Faço questão de descrever cada aspecto do ambiente, para que o leitor seja transportado para um lugar que tem um estatuto de realidade e de crime. Mas já aproveitei meus tempos na faculdade de Letras para estudar (sozinho) métodos de investigação e perícia na biblioteca, já que lá não tinha mais nada de interessante para se estudar.
E como esses personagens se desenvolvem?
Elenilson Nascimento – Procuro dar voz a cada um deles, não deixar nenhum detalhe fora. É como criar um mundo. Mas não me pergunte como vou escrevendo uma história. É difícil, para mim mesmo, entender o que se passa quando crio os personagens e escrevo. Escrever é um mistério insondável que não faço questão nenhuma de desvendar! Mas é algo delicioso. Um verdadeiro gozo! Você já gozou com uma pessoa bacana do seu lado? Pois é exatamente assim que eu fico quando alguém comenta alguma coisa sobre os meus trabalhos. Mas ultimamente tento me controlar, pois não quero que ninguém perceba que eu estou de pau duro (risos).
É correto dizer que, em suas histórias, o que importa é menos descobrir quem matou, mas quem está mentindo?
Elenilson Nascimento – Eu não sou nenhum P.D. James. Mas precisamente, sou um cara difícil e incomum. Procuro envolver o leitor nas ambiguidades dos comportamentos e das declarações dos personagens. Não escondo tudo de uma forma desleal e inverossímil, como nos contos antigos de autores renomados. Adoro o Nelson Rodrigues, mas só ficar falando de putarias em todos os trabalhos é um pouco chato. Não desmerecendo o trabalho do Nelson, que eu amo. Mesmo assim, procuro pegar a pessoa pela curiosidade, sem trair o realismo. Daí que a mentira talvez seja o crime mais insidioso e difícil de resolver, até porque as pessoas mentem para si próprias.
Você chegou a trabalhar em investigação de crimes, presenciar autópsias e cenas escabrosas, como tantas que aparecem em alguns dos seus textos?
Elenilson Nascimento – Já trabalhei como repórter num jornal de Salvador, mas é complicado cobrir matérias devido à quantidade de “estrelinhas” que se dizem jornalistas que não deixam “focas” entrarem na sua área. Mas consegui vivenciar tudo indiretamente. Só se eu fosse um policial formado na academia (*Deus me livre) poderia trabalhar em assassinatos. Mas eu era, na época, um professor de cursinho, que dava aulas para sobreviver e estudava Jornalismo porque queria escrever. Mesmo assim, aproveitei meus tempos de jornalista para estudar métodos de investigação e perícia. O que mais fiz em minha vida, agora me sentindo um escritor, foi pesquisar, pesquisar, pesquisar. Disso tudo, estou fazendo bom uso em meus livros, para dar credibilidade a uma história. Para não falar da infinidade de homens e mulheres que trabalharam, que amam – olha eu falando de amor – que pecam, que fodem e me inspiraram para compor os personagens.
Como é o seu dia-a-dia como cidadão digital? Que tipo de coisas costuma fazer?
Elenilson Nascimento – Eu adoro Internet. Tenho tudo: MSN, Orkut, blogs, Twitter e sei lá mais o quê. Mas não me pergunte se eu olho tudo isso todos os dias. Sou um sujeito bem típico do tipo cidadão atomizado. Mas não faço parte de nenhum grupo, não sou filiado a nenhum partido. Aplico o princípio de Groucho Marx: “Não acredito em instituições que aceitem pessoas como eu”. Sou, nesse sentido, marxista (risos). Isso não quer dizer que não possa me juntar a outras pessoas ou organizações para fazer reivindicações. Agora, para o indivíduo ser prestável republicanamente, tem de ter um nível de compreensão e de conhecimento do que acontece no campo político que é fundamental. Sou um cidadão digital sim, mas no sentido de que fico bem informado usando os recursos digitais. Tenho alguma competência em ter informação dessa natureza e, portanto, poder reagir digitalmente, embora seja atômico. Portanto, adoro Internet! A Internet é uma coisa do demônio. Então, devo gostar dele também.
Em um artigo publicado na revista “Emerge Magazine”, no mês de setembro/09, você disse que “acredita que os “artistas” brasileiros – formadores de opinião – se dobraram a ditadura do “politicamente correto”, que eles se omitem diante das crises desse governo Lula que ajudaram a eleger, além de que, o Lula só não sofreu um impeachment até agora por incompetência da oposição, e que os “formadores de opinião” costumam agir em bando”. De onde têm partido iniciativas exitosas de mobilização para a participação política e o controle social?
Elenilson Nascimento – Para as antigas teorias políticas do século 19 e 20, era impossível que indivíduos atomizados pudessem ser prestáveis politicamente, sem ser alienados. Mas é preciso reconhecer que a sociedade mudou e que o sujeito presta, sim: ele acompanha (mesmo não aparentando), está muito ligado nas merdas que os nossos políticos fazem, no beócio do Collor, nas arapucas do Renan Calheiros, sabe dos fatos importantes e conhece caminhos para reagir. Ele pode mandar uma mensagem via MSN, se juntar com alguém, entrar em uma comunidade no Orkut, ou sair da que não o interessa mais, assinar petições… De toda parte. No Brasil, existe uma tendência de esquerda de sociologia política – que as universidades teimam em não aceitar – que acha que isso só pode vir da sociedade, porque o Estado é um adversário. Mas isso não é verdade. Passamos dessa fase. Até há circunstâncias em que o Estado é adversário da sociedade, mas não é esse o padrão. Estamos há 26 anos em social-democracia. A própria sociedade civil tem tido boas iniciativas, como as ONGs Contas Abertas e Transparência Brasil. E no Estado também há coisas assim. O escândalo do cartão corporativo, por exemplo, acontece porque o Estado divulga a informação. Está em linguagem contábil, mas se um jornalista que é expert vai lá e traduz a informação, então a informação está disponível a todos.
Você costuma criticar o governo Lula. Você não acredita no O Portal da Transparência, em que o governo federal presta contas da aplicação do dinheiro público?
Elenilson Nascimento – Pode até funcionar. Direito não, é claro, mas funciona na medida do que eles querem demonstrar. Há links quebrados, informações desatualizadas, nem todo sistema, ele é uma espécie de centralização, mas formado por várias páginas produzidas por diversos setores do governo. Nem todos alimentam aquilo com a mesma velocidade e a mesma integridade dos dados. Mas é uma boa iniciativa. Mesmo não sendo eficiente.
Então, a transparência não é apenas demagogia?
Elenilson Nascimento – Há muita demagogia e esforço de propaganda. O blog de Lula, nesse sentido, é uma tristeza. Esperava-se que fosse um blog do presidente para falar com a população, e não é um blog do presidente. E não tem o mais fundamental de um blog, que são os comentários das pessoas. Nem que se filtrassem as coisas que ofendam e xinguem. Mas não, virou mais um instrumento de propaganda. É um uso hipócrita.
O sir João Grandão, o seu anti-herói que abre o “Memórias de um Herege Compulsivo”, foi baseado em alguma dessas figuras com quem você trabalhou?
Elenilson Nascimento – Todos os personagens que eu crio têm alguma coisa de “figuras” que eu já conheci ou conheço. Já o sir João Grandão é uma soma de muita gente que conheci, mas não é nenhum em especial. Eu me baseei em homens paranóicos que se acham importantes. E é o que mais tem por aí. Criei-o antes mesmo de ter pensado em ser escritor. Minha primeira dúvida era se ele seria um profissional ou um amador. Ora, há muito amador na literatura, e um cara paranóico nunca poderia trabalhar num mundo concreto. Por isso, decidi que o sir João Grandão fosse antes de tudo um profissional, que se comportaria segundo os procedimentos de sua classe, mas completamente louco. Depois, quis que ele fosse correto, corajoso, decente, galante... e que tivesse pendores artísticos. Por isso transformei-o em um poeta, mesmo sendo maluco.
Por que aparecem poucos poemas no seu blog?
Elenilson Nascimento – Porque não sou “poeta direito” como o Vinicius ou o Drummond. Sou “poeta errado” e investigativo, e não há pesquisa que faça a gente fazer um bom poema! (risos) Tenho três livros de poemas publicados e até um trecho de um deles no meu romance “Clandestinos” e nada mais do que isso. Portanto, ainda não sou nada e não sei nada. Deixo os outros poemas para a imaginação dos leitores. Eu sou um bom poeta, não posso atribuir meus versos ruins a minha falta de agilidade em trabalhá-los. Mas eu quero ser mais do que isso.
Você sempre se esforça para elevar a literatura. Acha que colaborou na união da arte culta com a literatura popular?
Elenilson Nascimento – Literatura popular, não. Literatura, por favor! Esse foi sempre meu desejo, mostrar que a narrativa deve ser valorizada como obra literária. Eu já disse uma vez que uma história de primeira classe tem de ser literatura de primeira classe. Acho que conquistei isso, e os prêmios que eu já recebi são as provas de que é possível fazer alta literatura. Mesmo que esse prêmios não paguem as minhas contas.
Qual é seu método preferido para escrever?
Elenilson Nascimento – Tenho hábitos arraigados. Tenho que trabalhar com outras coisas porque preciso sobreviver e ainda não tenho condições de viver da minha literatura. Mas quando estou em casa e não tenho compromissos, sempre acordo às 7 horas da manhã, preparo meu suco e me sento diante da escrivaninha, do computador, onde estão o dicionário, o meu caderno de folhas pautadas e canetas esferográficas de tinta preta. Começo a escrever calmamente. Já tive períodos de desespero porque queria publicar e não tinha onde. Hoje faço as minhas coisas com mais cuidado, mesmo que nunca venham a ser publicadas.
Você segue o método de Gustave Flaubert, para quem o bom estilo nasce do texto lido em voz alta?
Elenilson Nascimento – Sim. À medida que dito, vou cortando os excessos, e o texto ganha fluência e leveza. Odeio ornamentos inúteis, palavras rebuscadas e essas “merdas” que muitos autores adoram colocar só para mostrarem o quanto são inteligentes e como a gente percebe isso depois de ler o que escreveu pela terceira e quarta vez! Escrever é reescrever.
fotos: divulgação
artwork: Ewerton Thiago

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO NO RODA BAIANA

O meu livro “Memórias de um Herege Compulsivo” foi citado hoje, 24/09, no programa “Roda Baiana”, da Rádio Metrópole (Salvador Bahia) – apresentado com Jonga Cunha, Fernando Guerreiro e André Simões. Onde o Jonga Cunha até disse que o título era uma coisa interessante e que ele queria trocar o seu livro “Por Trás dos Tambores” pelo o meu “Herege...”. Topado. Mas eu terei que fazer o pedido do livro porque, infelizmente, sou “autor sem mídia” e não ganho livros “de grátis” da editora nem para divulgação. Ser “autor sem mídia” é foda!
foto: divulgação

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

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sábado, 19 de setembro de 2009

LANÇAMENTO – MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO

“O motivo pelo qual Deus me escolheu para escrever é porque sou um louco que, por vezes, eu mesmo acho que não existo. Pertenço apenas ao meu mundo.”
Por Elenilson Nascimento
Muito antes de publicar o meu primeiro livro “Palavras Faladas Fadadas Palavras” (editado de forma independente em 2002) eu já tinha ouvido vários outros autores dizerem que o romance e o conto estavam mortos, pois ninguém mais parece querer dar importância à literatura. Parece que a primeira morte teria sido anunciada ainda em 1880, não obstante, como todos sabem, Emily Dickinson, Proust, Joyce, Kafka, Henry James, o nosso Machado, Eça, Fernando Pessoa (um pouco mais tarde) – todos eles comentaram a mesma coisa.
Porém, o fato é que a televisão e as revistas de variedades engoliram a literatura como um novo “boom” orquestrado por muitos escritores e alguns editores. Mas o humor é uma tradição da inteligência (por isso a maioria de escritores no Brasil é tão séria). Uso a ironia e até o cinismo como forma de enfrentar a estupidez. Acho que a vida passou a ser puro treinamento. Os mamíferos mastigam lixo quase 24 horas por dia em frente à televisão e depois falam de liberdade, sensibilidade, justiça, amor e tantos outros conceitos que não compreendem.
Por isso mesmo, com orgulho, o meu novo livro “Memórias de um Herege Compulsivo” (*na gaveta desde 2006 e ignorado pela maioria das editoras), enfim, acaba de sair do forno, pois em meio a um elenco de desonestos, camuflados de honradez, de educadores falsificados, postulando o conhecimento dos incautos, precisamos mais do que nunca divulgar CULTURA. Mas precisamos de muita consciência política. Se não for assim, diremos que cada país tem os 509 anos que merece. “E a vida se encaminha para a sala dos martírios em que ninguém se revolta, se há um caos em sair deste script maldito e previsto por um diretor onipotente e onisciente que sabe que deixou para a humanidade a sua dor e a sua ira, já que o seu projeto de “amor” foi concebido e que acabou, por meio de nós, numa cruz, então todos pagamos porque pecamos em torno deste homem que sequer conhecemos – intuímos a sua presença porque o que nos resta, sem ela? O mal, mas o que é depois de tudo isso, o mal?”
“Memórias de um Herege Compulsivo” é um livro inquieto e demasiadamente desesperado. São 30 contos em 303 páginas. É o tipo de livro atípico. Alguns dos contos também já foram publicados em algumas antologias. Como é o caso de “Virgem por conveniência” (in Antologia de Contos de Autores Contemporâneos e também Contos Eróticos), “O homem que se espremia no traje da cor do mundo” (in Contos Fantásticos), “O dia em que a terra parou, no dia em que ele surtou”; “A perfeição é só uma ilusão de óptica” e também “O segredo” (todos os três, in Contos Perversos).
Outros, porém, são tão vivos que chegam a pulsar e pular das páginas, como é o caso de “Todo mundo amplia a paranóia que cria”, “Os ombros dos nossos escombros”, “Caos estreitos”, “Para onde olham os olhos de Terri Schiavo?” e “O menino que queria ser Waly Salomão” incluso na antologia Blog de Papel. Já o conto “O vendedor de picolé que amava Capitu” ganhou um prêmio de revelação em 2007 e já havia sido publicado através de um projeto cultural pela Petrobrás. O conto “O aliciador de Melissas” (já publicado na antologia Contos de Bordel) já me causou problemas em colégios em que dei aulas, como também gerou a ira e um certo desconforto em alguns seres membros da irmandade do politicamente correto. “Coração à deriva (Incidente de percurso)”, anteriormente publicado em um jornal do Rio de Janeiro e na antologia Amor Sem Fronteiras, é uma troca de carícias com o que eu acredito ser literatura, assim como “A insustentável frieza de ser constipador da vida alheia no jardim das folhas secas”, publicado na antologia O Livro Negro dos Vampiros.
Outros contos são usados para que eu possa me comunicar com o maior número possível de leitores, como é o caso de “Até não mais se ouvir falar de flores”, “Manifesto defensivo e contraditório”, “O inferno de todos nós”, “Uma história hiperbólica” e “O amor está no ar: terno, terrível e urgente” que foi anteriormente publicado na antologia O Tempo Não Apaga.
O conto “Oxente” é uma prestação de serviço aos leitores. Nem a mim, nem à posteridade ou aos críticos, mas tão somente aos leitores, em especial, aos leitores baianos: “Malditas letras que me pariram e que, ainda assim, não deixaram que as entrelinhas de uma propaganda da Coca-Cola barreassem e condicionassem o seu líquido preto a fundamentalidade da água tônica sem gás na Costa do Sauípe, como numa bagaceira de quinta. De toda forma, vou seguindo em frente e rezando no adro da Igreja da Conceição com aquelas frases escalafobéticas das missas dos domingos, só pra depois ter que arriar um barro num banheiro químico qualquer e limpar o traseiro com uma nota desvalorizada de real.”
Já em “Um escritor de sangue coagulado” manifesto a minha vergonha, como crítico contumaz, da política e da cultura brasileira. “As pessoas têm dificuldade de me situar politicamente. Minha matriz é de esquerda. Sempre fui um social-democrata. Mas a estupidez endêmica da esquerda desse país de “merda” me irrita. Os esquerdistas vão muito atrás do politicamente correto, que é conservador e vai contra a liberdade individual”.
Em “A teus pés” é uma linda história de amor entre uma garota normal e um marginal. Clichê talvez, mas ficou linda. Em “28 de dezembro” é um conto que usa elementos reais, tendo como pano de fundo a morte de Cássia Eller. Os “Cego num cubículo de pavões”, “O Zé do burro só queria a Bettie Page de presente de Natal” e “Liberal literário libertino libertário” finalizam o livro, mas não acaba a história desse que aqui escreve, pois talvez, agora, seja realmente o começo.
E exatamente como escrevi na apresentação do livro: “O motivo pelo qual Deus me escolheu para escrever é porque sou um louco que, por vezes, eu mesmo acho que não existo. Pertenço apenas ao meu mundo. Vivo muito do meu tempo em estudos de rostos cotidianos ou de atitudes mecanizadas da vida, sem, no entanto, jogá-los no universo das palavras ou conselhos alheatoriamente. Guardo para mim mesmo o que julgo ser o correto. Refugio-me no esconderijo da plena consciência, no castelo da memória em que as paredes avançam incansáveis, mas onde só eu habito. Neste sumiço de vislumbres, aspirações e desventuras que é a morte anunciada da literatura, à vista da história, da vida, sob olhar neutro dos coveiros, eis aqui um homem que ainda desconhece o que é a vida. E foi exatamente por isso que Ele me escolheu e disse: “FAÇA-SE A ESCRITA DE VERVE MALDITA”. E eu fiquei aqui com aquilo piscando.” Portanto, compre o livro e divirtam-se! (“MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO”, de Elenilson Nascimento, 303 págs, Rio de Janeiro, 2009 – Clube dos Autores)

Vídeo-promo produzido por Daniel Matos para o meu novo livro "Memórias de um Herege Compulsivo".
>>> CLIQUE AQUI e adquira o livro direto com a editora. AQUI e conheça o blog do livro. E baixe AQUI também o CD “Poemas de Mil Compassos Vol. 1”, com organização de Elenilson Nascimento e vários poemas recitados e muitos bônus tracks.
fotos: divulgação

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O PROFESSOR É A CHAVE PARA UM BOM ENSINO SUPERIOR

“Uma avaliação das universidades brasileiras, feita pelo MEC, permite traçar o perfil dos cursos deficientes. Eles têm menos mestres e mais horistas.”
Não poderia haver prova mais contundente da importância de investir na qualidade dos professores. O Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC), divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação, demonstra uma correlação quase exata entre os piores cursos universitários e os que têm menos professores com mestrado. Também ficou claro que quanto mais professores horistas, que recebem apenas pelas aulas que dão, pior o desempenho dos alunos.
(...) As supervisões incomodam. Desde seu início, no ano passado, surgiu no Congresso um movimento para impedir a divulgação do IGC. Gabriel Mario Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, afirma que o Enade não é válido porque a prova não tem consequências para os alunos. Heitor Pinto Filho, que, além de reitor da Uniban, é presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares, diz que os avaliadores não sabem julgar o ensino privado porque são professores de universidades federais. Os critérios seriam rigorosos demais. “A universidade pública não é referência para mim, é referência para a elite”, afirma. “Contratar professor doutor com dedicação exclusiva, com o orçamento das federais, eu também faço. Mas, para atender pessoas de menor condição financeira, precisamos abrir cursos com custo mais baixo.”
>>> CLIQUE AQUI e leia a matéria.
fonte: Época

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

OS SEM EDUCAÇÃO ESTÃO EM MODA

“Muitas personalidades ricas e bem sucedidas andam nervosinhas. Em menos de uma semana, foram três episódios constrangedores. Veja os protagonistas da temporada americana da falta de modos.”
Por Elenilson Nascimento
Que eu sou fã do Obama, já é uma coisa conhecida. Que definitivamente Obama é o presidente mais simpático do mundo, já é uma coisa conhecida. O cara é tão, mas tão popular que, além de ter sido uma das minhas primeiras observações na apresentação do livro “Poemas de Mil Compassos” (2009), ainda é visto adesivos do Obama pregado em muitos carros circulando por aqui. Com uma poderosa capacidade retórica, ele ainda teve a "sorte" de ser o sucessor do tão odiado “buum” Bush. O contraste entre ele e o antigo presidente norte-americano, é tão grande que o faz parecer não só “o presidente”, como também a pessoa mais "cool" (*e não “cu”) de todos os tempos de todo o universo!
E como se já não bastasse a boa pinta do senhor Obama, a internet ainda ajudou a popularizar e humanizar o cara ainda mais, afinal, é comum esquecer que aquelas pessoas bastante poderosas e idolatradas também são humanos! Como, por exemplo, lembram do Obama olhando para a bunda de uma garota brasileira na reunião do G-8? Esses fatos extra-oficiais que circularam por aí e que só aumentaram a imagem de gente fina do cara.
Lembra daquela vez, enquanto dava uma entrevista na Casa Branca, uma mosca resolveu atormentar a concentração do presidente que logo resolveu tomar uma atitude quanto ao fato? O pior é que ele usou uma técnica extremamente ninja: levantou uma mão para fazer uma plataforma de pouso para a mosca enquanto com a outra deu um único e certeiro golpe fatal! E o fato de ele ficar extremamente orgulhoso com sua habilidade, a ponto de pedir para que filmassem a mosca que jazia no chão da Casa Branca foi simplesmente hilário.
Mas nem todo mundo tem a capacidade de manter o bom humor. E se você é uma pessoa muito bem informada, possui um Twitter (*me segue lá?!) e/ou acompanha blogs de música ou cultura pop, provavelmente deve ter ouvido falar da “merda” que o rapper Kanye West (*ex-vocalista do extinto grupo Puff Daddy & The Family) cometeu na última premiação do Vídeo Music Awards '09 ao intrometer-se no discurso de agradecimento da cantora Taylor Swift por ter ganho o prêmio de melhor vídeo feminino.
O pior é que a Swift tinha acabado de ganhar o primeiro astronauta (prêmio da MTV) de sua vida. Ou seja, devia estar borbulhando de emoção, afinal, mesmo que por mais insignificante que você ache que o prêmio seja, sempre é legal ter o seu trabalho reconhecido pela galera de alguma maneira. Eu que o diga com o livro “Poemas de Mil Compassos” quando recebo um simples comentário.
Então, quando a Swift agradecia o fato de ter ganho o prêmio, toda feliz da vida, o retardado West resolveu aparecer, invadiu o palco, tomou o microfone da mão da “fofuxa” e falou o seguinte: "Yo Taylor, eu realmente estou feliz por você, vou deixar você terminar... mas a Beyoncé tem um dos melhores videoclipes de todos os tempos". E com um olhar incrédulo da própria Beyoncé, no meio de uma mistura de aplausos que logo se tornaram vaias, o cara simplesmente saiu do palco, deixando a pobre Swift toda desconcertada no palco, que logo foi ovacionada por todos os presentes, mas, mesmo assim, Kanye simplesmente destruiu o momento de uma talentosa cantora só para aparecer.
E o fato é que logo após a gafe, milhares de pessoas “twittaram” a respeito do assunto, incluindo várias celebridades que estavam presentes no local da premiação como a Katy Perry, Pink, Madonna e outros. Mas não é só, até o presidente Obama criticou a atitude do cara, chamando ele de "Jackass"! Isso sim é que é presidente sem papas na língua! Eu sei que depois dessa palhaçada, a premiação desenrolou normalmente como já era esperado, ele não deu mais as caras (provavelmente foi expulso) e a Beyoncé acabou ganhando, mais tarde, o grande prêmio da noite que é o de Melhor Videoclipe do Ano.
Mas o melhor nem foi isso, Beyoncé provou que além de talentosa, bonita e gostosa também é super simpática, ao chamar a Swift ao palco para fazer o seu discurso de agradecimento, dessa vez sem nenhum maluco para atrapalhar! Palmas para Beyoncé! Ah! Quanto ao West, pelo menos “percebeu que errou” e pediu desculpas horas após a premiação em seu blog, dizendo que chegou até a se desculpar com a mãe da cantora. Mas não é só, ele também foi ao programa do Jay Leno onde, mais uma vez, pediu desculpas por sua atitude e chorou.
Você pode assistir ao vídeo do momento em que o West invade o palco através de uma gambiarra AQUI MESMO, já que a MTV Brasil ainda não postou o vídeo em seu site e a MTV gringa é antiquada e restringe que nós, brasileiros, possamos assistir ao vídeo normalmente que até o momento já teve mais de 3 milhões de visualizações no site da MTV gringa. Agora a pouco, o “Bom Dia Brasil”, da Globo, também divulgou uma reportagem sobre o mesmo assunto e enfatizando por que celebridades famosas andam tão nervosas. Em menos de uma semana, a tenista Senera Willians, o já citado rapper Kanye West e o parlamentar Joe Wilson tiveram atitudes inapropriadas e constrangedoras nos EUA. E também citou o Obama. Confira o vídeo abaixo:

fotos: divulgação

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

TEXTO DE ELENILSON NO SITE DE AUGUSTO CURY

“Os fracos usam a força, os fortes usam a sabedoria. Que tipo de força você tem usado?” (A.C.)
Por Elenilson Nascimento
Que a Internet é uma ferramenta do demônio, isso eu já sei. Mas deve ser um demônio camarada. Olha só. Meu texto “Briga de Paulo Coelho e Augusto Cury” postado aqui na LITERATURA CLANDESTINA, na última terça-feira, 15/09, sobre a celeuma levantada por Paulo Coelho sobre “quem atualmente vende mais livros no Brasil”, foi postado também no site do próprio Augusto CuryCLIQUE AQUI. “Quem é o autor do interessante texto? Veja sua própria apresentação (retirado do seu blogue): seu instrumento de trabalho: a literatura. Suas vítimas: os leitores incautos. Sua meta: criticar, escrever, publicar, deliciar. Sua cara: ainda pouco veiculada. Seu endereço: desconhecido. Seu diálogo com o público: um monólogo interior. Seu número de telefone: nem mesmo sua família sabe. Ele é um ex-professor (*que não acredita mais em educação e em instituições desse país), escritor desaforado, poeta indignado, e como se não bastante, ficcionista de mão cheia. Graduado em Letras e Jornalismo, pós-graduado em Metodologia do Ensino, mestrando na área de Comunicação e que até hoje se pergunta para que entrou em faculdades.”CLIQUE AQUI.
Mas se você está desempregado, o amor da sua vida deu no pé, anda perdido, o vestibular com as suas cotas de fachada não abrem as portas e as dívidas se avolumam como promessas não cumpridas do Lula, saiba que esta é a hora em que o pastor americano Max Lucado gosta de entrar em cena. "Concorrente crente” de Augusto Cury, Lucado esteve no Rio de Janeiro no mês em julho para lançar seu novo livro, "Sem Medo de Viver", pela Editora Thomas Nelson, no qual prega a virtude da coragem. Tempo de crise mundial, aliás, é o melhor momento para ele ganhar mais almas e leitores. Seus 58 títulos já venderam 70 milhões de exemplares.
fonte: Clube de Leitores do Augusto Cury

ENTREVISTA COM A SOCIÓLOGA BAIANA VILMA REIS

“Os lugares mais privilegiados estão sob controle da ‘branquitude’.” Leia abaixo trechos de uma entrevista muito interessante com a socióloga Vilma Reis, uma das coordenadoras do Ceafro/Ufba e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra.
Sobre a infância em Nazaré das Farinhas:
Vilma Reis – Nasci no bairro de Marechal Rondon, em Salvador, e com dois anos fui para Nazaré das Farinhas. Me criei no Recôncavo com aquele orgulho todo das famílias negras de lá. Fui criada por uma mulher muito forte, a minha avó. Ela já havia criado 13 filhos e depois criou mais oito netos, por conta das interrupções impostas pelo racismo a seus filhos homens. Meu pai era ferroviário e sofreu um acidente na linha férrea. Ele saiu do hospital e assinou uma série de documentos que o fez perder muitos direitos trabalhistas. Ele não aguentou a pressão e foi parar no sanatório. Por isso fui para Nazaré. A minha vó é pra mim o principal exemplo, foi meu primeiro movimento negro. Ela dava diária nas casas das famílias mais abastadas e dizia pra gente: ‘Vocês não vão limpar a casa dos brancos’. Falando me arrepio. Então tenho essa responsabilidade de produzir conhecimento fora da zona de controle da casa grande.
Sobre o trabalho como empregada doméstica:
Vilma Reis – Mesmo com essa batalha da minha vó, fui trabalhadora doméstica desta cidade até o dia 17 de fevereiro de 1988. Cheguei aqui com quase 14 anos e até os 19, quase, estava no trabalho doméstico para sobreviver. Nós entramos numa situação de pobreza muito dramática com esse golpe que meu pai sofreu. Trabalhei na Cidade Nova, Massaranduba e o último trabalho foi no Monte Serrat, e aí já era uma relação de trabalhar realmente para a classe média. Mas sempre continuei estudando. Essa voz da minha vó nunca saiu do meu juízo. Saí dessa casa em plena sexta-feira de Carnaval. Fui procurar meu pai, que estava morando em Itinga, e deixei minhas coisas com ele. Fui para Arembepe… É que depois que deixou a Leste, meu pai foi barraqueiro das festas de largo, e eu vinha sempre ajudar ele. Todo ano depois do carnaval meu pai levava a barraca pra Arembepe. Às vezes nós não tínhamos dinheiro para voltar e aí a gente ficava um, dois meses por lá. Era o lugar mais lindo que eu conhecia, então eu fui. Cheguei lá na beira da lagoa, me sentei, foi um rito de passagem, mesmo. Na volta consegui um trabalho como apontadora de jogo do bicho e vim morar aqui num pensionato no Dois de Julho. No final do ano decidi ir pra São Paulo. Trabalhei na Xerox do Brasil, mas não deu muito certo, não tinha redes de apoio em São Paulo. Voltei e me matriculei no Colégio Central. E lá realmente foi política na veia. Me tornei presidente do grêmio, numa eleição disputadíssima. Depois fundamos o Coletivo de Mulheres Negras da Bahia. Aí fui ficando muito mais com a cabeça dentro do movimento negro, do movimento negras, do que o movimento estudantil.
Sobre a chegada na faculdade:
Vilma Reis – Em 92 terminei o ensino médio. Fiz vestibular para letras com inglês, na Uneb de Caetité. Mas não fiz o curso porque de ganhei uma bolsa numa ONG de mulheres na Áustria e fui morar lá. Passei um ano e meio em Viena. Estudei alemão, fiz um curso focado em comunicação e gênero, participei de uma ONG com mulheres brasileiras, que foi muito importante. Em 95 voltei para a Bahia e aí fiz ciências sociais na Ufba. No final da graduação concorri a uma bolsa e fui fazer especialização junto com outras duas mulheres negras, numa experiência pioneira na universidade de Howard, nos EUA, que é uma universidade negra fundada em 1865. Imagine, o Brasil hoje ainda está brigando para ter cotas.
Sobre o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra:
Vilma Reis – O CDCN é um órgão colegiado da Sepromi, do qual sou presidente, e é muito importante dizer que as 21 pessoas que estão lá são voluntárias. Nosso papel é recomendar e monitorar as políticas públicas de enfrentamento ao racismo que são empreendidas pelo governo. Estamos tentando levar o Conselho para o interior, no ano passado visitamos 20 cidades. Tem algumas questões que estamos discutindo, como a necessidade de mexer na questão do poder, que é extremamente branco na Bahia. Os lugares mais privilegiados estão sob o controle da branquitude. Na universidade também é assim, na indústira. Nós temos um parque industrial na Bahia quase todo ele controlado pelo Eixo Sul-Sudeste. Os ricos baianos eles são tão afetados pelo racismo que não confiam nem de entregar a administração do seu dinheiro a outros brancos baianos. Isso é muito sério. A outra questão tem a ver com terra. A Bahia tem o maior número de comunidades quilombolas do País e temos muitos problemas de titulação dessas terras, com conflitos muito sérios, como é o caso de São Francisco do Paraguaçu. Para a bancada ruralista no Congresso, é questão de honra derrotar nacionalmente a demanda pela titulação dessas terras. As duas principais lideranças, morreram, vítimas do assédio das forças de segurança e de Justiça. São 11 fazendeiros disputando 1 território quilombola. É porque tem muita coisa embaixo daquela terra, não é?
>>> Continuar lendo mais ‘Vilma Reis.
fonte: Revista Muito/A Tarde
foto: Thiago Teixeira
foto 3: internet

terça-feira, 15 de setembro de 2009

BRIGA DE PAULO COELHO E AUGUSTO CURY

“Faz alguns anos que o escritor-bruxo Paulo Coelho não é mais o grande vendedor de livros do mercado nacional. E isso parece ter abalado todas as estruturas do seu caldeirão.”Por Elenilson Nascimento
Que o escritor-bruxo-imortal Paulo Coelho é um barraqueiro todo mundo já sabe. Mas, por essa, nem a assessoria da revista Fuxico esperava. O Colheinho está se sentindo acuado (*e magoado) com um rival nas listas encomendadas de revistas semanais. O tal rival é o psiquiatra Augusto Cury, 50 anos. Cury é um fenômeno em ascensão em todas as direções, seus livros vendem como água na seca no Nordeste e já teve até duas resenhas aqui na LITERATURA CLANDESTINA: “Análise da Inteligência de Cristo” onde uma outra faceta de Cristo é descrita: “Crer ou não em suas palavras é uma questão pessoal, íntima, pois seus pensamentos fogem à investigação cientifica, extrapolam a esfera dos fenômenos observáveis”, comentou o autor, e “Nunca Desista de Seus Sonhos”, uma análise da trajetória vitoriosa de grandes sonhadores como Cristo, Lincoln e Martin Luther King e outros, onde Cury nos faz repensar nossa vida e nos inspira a não deixar nossos sonhos morrerem.
E com quase 10 milhões de livros vendidos no Brasil na última década, segundo suas próprias contas, diga-se de passagem, Cury se consolida como o maior “vendedor” editorial brasileiro desde o estouro de Colheinho, nos anos 1990. E segundo a sua assessoria, o autor de “Verônica Decide Morrer” – que está em cartaz em todo o planeta – já vendeu 9,2 milhões de exemplares no Brasil entre 1998 e 2008, enquanto o Cury debutou no mercado em 1999. Mas há quem diga que o Cury já deixou o “mago” para trás.
Mas, a última edição da lista de livros mais vendidos da VEJA exemplifica o que estamos afirmando: Cury aparece QUATRO VEZES, com títulos e editoras diferentes, e Colheinho, NENHUMA(*mesmo com matérias exclusivas no Fantástico, capas de revistas do mundo todo, biografia encomendada ao Fernando Morais, brasão de imortal na ABL e obra recentemente adaptada no cinema e tudo). O que tudo indica é que o Colheinho já não é mais o mesmo. Faz alguns anos que não é o grande vendedor de livros do mercado nacional. E isso parece ter abalado todas as estruturas do seu caldeirão. Mas enquanto Colheinho centra seus textos em temas místicos, Cury navega pela educação, qualidade de vida e psicanálise - ainda que tenha como base sua teoria da inteligência multifocal, que se dispõe a ensinar ao leitor o “controle das janelas da memória” (*e mesmo ele dizendo que tudo isso junto não é literatura de auto-ajuda).
O SUCESSO – Além dos temas, outros fatores contribuem para o sucesso, segundo representantes do mercado: sua alta produtividade - lança um livro a cada seis meses -; sua formação acadêmica, o que lhe confere credibilidade; texto acessível; e uma “pegada” motivacional. Por isso, Cury foi escalado para embalar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. O ex-jogador Jorginho, assistente do técnico Dunga, solicitou à editora Sextante 40 exemplares do livro “O Futuro da Humanidade”, que serão distribuídos entre os jogadores.
Mas apesar da rejeitar o rótulo de auto-ajuda em sua obra, Cury define o segundo livro da série “O Vendedor de Sonhos”, que tem como subtítulo “O Chamado”, como uma obra em que o protagonista, batizado de Mestre, “inquieta, perturba e instiga seus ouvintes a procurar o mais importante de todos os endereços, um endereço que mesmo os reis raramente encontraram: o interior da alma humana”. Se essa história carrega ou não uma mensagem edificante é uma questão que cabe, como sempre, ao leitor decidir.
Porém, Colheinho leu a matéria na Veja e não gostou nada do que viu. Segundo ele, até junho de 2009 vendeu 135 milhões de livros em 155 países e foi traduzido em 69 idiomas, e afirma e propõe provar que o título de “autor mais vendido no Brasil” é mesmo dele. O escritor desafia cavalheirescamente Augusto Cury provar o contrário. De seu refúgio nos Pireneus, escreveu o seguinte:
“É ótimo servir de referencial do mercado, fico lisonjeado quando dizem que vendem mais que o Paulo Coelho. Me lembro das comparações dos shows de Roberto Carlos no Canecão: quando um artista se apresentava lá, diziam: “teve mais público que Roberto Carlos!”. Alguns meses depois, outro artista subia ao palco, não se referiam ao anterior, e de novo diziam “teve mais público que Roberto Carlos!” A história de “teve mais público que Roberto Carlos” continuou por anos a fio. Desde que estou no meio literário, outros escritores tiveram títulos que venderam mais que o que eu estava lançando naquele ano. Lembro de dois: Lya Luft e Luis Fernando Veríssimo, escritores de merecido sucesso. Mas continuo, com muita alegria, sendo o referencial de vendagem. O mercado de livros é assim, as vezes o livro emplaca, outras vezes não. O meu livro “O Vencedor está só”, por exemplo, não emplacou no ano passado. Embora eu tenha colocado amor no trabalho e minha editora tenha feito uma promoção impecável. Fiquei surpreso com a declaração de um colega autor, Augusto Cury. Ele afirma ter vendido “quase dez milhões de livros”, segundo reportagem da Veja.com. Fiquei curioso para saber como ele chegou a esse número que lembra o “teve mais público que Roberto Carlos!”. Ele não forneceu os comprovantes. A credibilidade de um escritor não está apenas no que escreve, mas também em tudo que diz. Acho bem pouco provável que o Augusto Cury tenha vendido “quase” dez milhões de livros em dez anos. Mas posso estar enganado. Eu e todo o mercado livreiro, que está rindo dos números fornecidos. “Quase” dez milhões de livros significa “quase” um milhão de livros por ano, durante dez anos, o que já teria feito de Cury um sucesso em 1999. Temos pelo menos uma editora em comum e, pelo que apurei, ele terá que ter vendido muitíssimo em outras editoras para chegar a este número. Fica aqui um desafio cavalheiresco: eu me proponho a solicitar a meus editores todas as notas fiscais durante estes dez anos. Chegaremos a 9,2 milhões de exemplares vendidos. Ponho minha mão no fogo. Augusto Cury, autor que merece credibilidade até prova ao contrário, fará o mesmo para provar? De Saint Martin, um abraço. Paulo Coelho”
Agora é só aguardar os próximos capítulos dessa novela. Eu só acho isso tudo lamentável. Coelhinho deveria trabalhar mais ao invés de ficar criando celeumas.fotos: divulgação

VÍTIMA DE CÂNCER, O ATOR AMERICANO PATRICK SWAYZE MORRE AOS 57 ANOS

O excelente ator norte-americano Patrick Swayze morreu ontem, 14/09, aos 57 anos, após longa batalha com um câncer de pâncreas diagnosticado pela primeira vez em 2008. Quando foi diagnosticado o câncer, Swayze continuou trabalhando. Escreveu suas memórias em parceria com a mulher e gravou "The Beast", série dramática produzida pela A&E para a qual ele havia feito o piloto. Quando foram ao ar nos EUA, no início do ano, os 13 episódios da primeira temporada atraíram respeitáveis 1,3 milhões de espectadores. Mas a emissora decidiu não assinar uma segunda temporada. Quando ele foi à público anunciar que estava doente, deram-lhe apenas algumas semanas de vida, mas seu médico disse que a situação era "consideravelmente mais otimista".
Relembre abaixo uma cena do filme "Ghost - Do Outro Lado da Vida" (1990), recorde de público, onde Swayze proporcionou momento inesquecível na cena onde ele e a atriz Demi Moore, muito sensuais moldando uma cerâmica juntos ao som de "Unchained Melody", dos Righteous Brothers. Este filme também conquistou uma indicação para o Oscar de melhor filme e de melhor atriz coadjuvante para Whoopi Goldberg, que disse que jamais teria recebido se não fosse por Swayze. "Quando ganhei o prêmio da Academia, a única pessoa a quem realmente agradeci foi Patrick", disse Goldberg em entrevista a um programa de televisão, em março de 2008.

fonte: Uol

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

COLLOR, AGORA ACADÊMICO?

“Sem nunca ter escrito um livro sequer, Collor “f.d.p.” de Mello agora é um imortal. Poderia ser pior? Sim! Ele poderia ter escrito um livro!”Por Elenilson Nascimento
Vocês me obrigam a cada coisa viu! Com tantas coisas mais úteis para escrever aqui na LITERATURA CLANDESTINA, vocês ficam me pedindo para eu comentar a eleição do f.d.p. do Collor de Mello para a cadeira 20 da Academia Alagoana de Letras, no último dia 02/09, mesmo sem ter escrito livro nenhum. Pode? Pode sim. E o pior que eu nem fiquei estarrecido com essa eleição(?). E por um motivo muito simples. As academias, no geral, são ecos desavergonhados dessa política literária quem impera no nosso país.
Integrante da comissão julgadora dos inscritos, a escritora Enaura Quixabeira, parente distante das irmãs Cajazeiras de “O Bem Amado”, assegurou que o fato de os livros dele não serem vendidos em livrarias e nem estarem disponíveis em bibliotecas não exclui uma candidatura. “Aqui não há política. Elegemos Collor porque ele é um cidadão CULTO e PREPARADO”. Me poupe dona Cajazeira, digo, dona Quixabeira. Já o porta-voz de Collor na eleição, Carlos Mendonça, disse que ele ficou muito emocionado. “Sempre o Fernando fez questão de uma eleição limpa. Não exigimos um voto a quem quer que fosse. Todos foram espontâneos”. É cada uma viu!!!
Aí eu pergunto: cadê os bons autores nas academias? Sem bem que eles não precisam de academias para mostrarem que são bons. Não existe nada mais conservador em termos de instituição cultural. O que se pratica é a bajulação descarada em casos como esse. O ex-presidente nunca publicou um livro de cabeceira para pessoas bitoladas. Apenas artigos preconceituosos e desinformados nos jornais de sua propriedade (*como a família Magalhães na Bahia, ele é um tubarão do ramo em Alagoas) e noutros lugares por aí. As academias caem no descrédito por conta de atos dessa natureza. Reconheço que existem grandes escritores em muitas academias. Inclusive na ABL. No entanto, coisas desse tipo nos fazem pensar muitas vezes acerca da necessidade da existência das academias. Mas vocês precisam aprender a ver o mundo pelo lado bom. Poderia ser pior? Sim! Ele poderia ter escrito um livro!fotos: internet

domingo, 13 de setembro de 2009

COITADA, A MINHA POESIA NÃO TEM CULPA DE SER O QUE É E FAZER O QUE FAZ

"Para me encontrar entreguei-me ao desejo de se perder, "surfando" meus carmas, ao som de muitas canções, catando as pedras do meu caminho e atirando em quem me atirou. Vingança tola, do meu ego, mas é a estes vícios que eu me entrego. E, assim, sigo minha jornada de erros, fazendo dos poucos acertos escada para o céu..."
Por Maurício Zerk
Há uma grande POESIA comendo meu coração. Ela mora nas entranhas e não sabe por que nasceu. Ela só sabe que existe para devorar e cuspir em lágrimas. Ela é uma grandessíssima idiota, imprestável – mas não posso dizer isso em voz alta. Temo que ela se magoe com minha opinião adversa e resolva me castigar ainda mais. Na realidade, nem é assim tão complicado conviver com ela e sei também que ela não é irremediável, mas não tenho ainda uma informação concreta sobre como vencê-la. Coitada, a minha POESIA não tem culpa de ser o que é e fazer o que faz. Talvez eu nem devesse querer me livrar dela. O que será dessa POESIA por aí, sozinha, sem mim? Ela, acostumada a alimentar-se de mim, pode morrer de fome. No fundo, ela é minha POESIA de estimação, que cultivo diante das dúvidas desta existência, da aparente falta de sentido para tudo (nascemos para morrer?), dessa vontade que nunca se concretiza de fazer algo transformador, dessa sensação de precariedade que a vida encerra. Se tudo vai mesmo se extinguir, por que tanta preocupação? De onde nasce essa POESIA que já sabe que vai morrer? Não sei. Mas sei que não vou saber agora, porque já está tarde, quase quatro da madrugada e isso não é hora de gente que trabalha cedo ficar falando de POESIA. Vou levá-la a dormir comigo agora, na minha cama quente de lençol térmico. Minha POESIA me atormenta, mas eu a trato muito bem. Por isso, os “Poemas de Mil Compassos” falam sobre isso e mais um pouco. Boa noite! fotos: divulgação

sábado, 12 de setembro de 2009

ELAS ARREBENTAM!

“Foi-se o tempo em que homens compunham e cantavam e as mulheres só cantavam. A emancipação feminina na música já começou. Elas estão cada vez mais poderosas. São chefes de estado e ministras, são presidentes de grandes corporações, estão crescendo em todas as profissões e muitas vezes são mais competentes do que os homens.
Mas a música popular sempre foi um território masculino, com as cantoras interpretando o que os compositores escreviam para elas, mas isso também está mudando rapidamente”. E na edição de ontem, 11/09, do Jornal da Globo, o Nelson Mota falou sobre as mulheres que cantam e compõe como a Chiquinha Gonzaga, Dolores Duran, Rita Lee, Ana Carolina, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Vanessa da Matta, Paula Toller, Fernanda Abreu, Marina Lima, dona Ivone Lara e claro, Madonna também foi citada. Reveja o vídeo abaixo:

fonte: G1

BAIXE (TUDO) DE DAN BROWN!

"Alguns dizem que ele está passando valores pagãos e satanistas para a população para depois implantar a Nova Ordem Mundial, aquilo que fica escrito atrás do dólar."
Dan Brown foi o escritor que criou a onda de "Jesus traçou Maria Madalena". Seus livros são todos baseados em fatos reais e de uma “veracidade absurda” (que só podem ser comparados a revista Veja) e muitas pessoas acreditam no que ele diz e até fazem viagens baseadas em seus roteiros. Apesar de ser um escritor popular, tem uma diversidade incrível de temas, que vão de Vaticano até à NASA. Obviamente ele "não copiou" a ideia de ninguém. Mas poucos conhecem a mais pura verdade: Brown faz parte do plano de dominação mundial maçônico-illuminati planejado por eles, e aí está a razão para ele saber “tudo” que se passa por trás do Vaticano e da NASA. Alguns dizem que ele está passando valores pagãos e satanistas para a população para depois implantar a Nova Ordem Mundial, aquilo que fica escrito atrás do dólar. Ele, J.K. e o brasileiro imortal Paulo Coelho são os principais escritores dessa Organização.
Tirando seu lado conspirador e satanista, Brown é um excelente escritor que nunca fez nada de errado dentro de seus textos, todos os detalhes sobre lugares, por exemplo, são verídicos, como a exata descrição do quadro da Mona Lisa com 5 metros de altura e pesando 85 quilos e o verdadeiro significado da palavra demônio que provém da palavra “desmond” cuja origem remonta a meados do século 0 a.c. e significa "sem mundo". Lendo seus livros, você verá como é legal saber como o cara resolve 16 desafios e, quando você pensa que vai acontecer algo, aparece mais um quebra-cabeças! O final de seus livros é como o das previsíveis novelas da Globo: bem ao estilo "quem matou Dirceu?". Todo mundo que você conhece, às vezes, até você, faz um bolão para saber o assassino e no final muda tudo e fica tudo completamente sem nexo. Como os livros estão super-caros, baixe tudo aqui na LITERATURA CLANDESTINA.

O Código Da Vinci (2004) – Que mistério se esconde por trás do sorriso de Mona Lisa? Durante séculos, a Igreja conseguiu manter a verdade oculta... até agora. Antes de morrer assassinado, Jacques Saunière, o último grande mestre de uma sociedade secreta que remonta ao tempo da fundação dos Templários, transmite a sua neta Sofia uma chave misteriosa. Saunière e seus antecessores, entre os quais se encontravam homens como Isaac Newton e Leonardo da Vinci, conservaram durante séculos um conhecimento que pôde mudar completamente a história da humanidade. Agora, Sofia, com a ajuda do “expert” em simbologia Robert Langdon, parte em busca deste segredo, em uma carreira trepidante que os levam de uma chave a outra, decifrando mensagens ocultas nos mais famosos quadros do genial pintor e nas paredes das antigas catedrais. Um quebra-cabeça que poderá ser solucionado, já que não estão sozinhos no jogo: uma poderosa e influente organização católica está disposta a utilizar todos os meios para evitar que o segredo seja divulgado. Um apaixonante jogo de chaves escondidas, revelações surpreendentes, enigmas complicados, verdades, mentiras, realidades históricas, mitos, símbolos, ritos, mistérios e suposições em uma trama cheia de reviravoltas inesperadas narrada com um ritmo incessante que conduz o leitor ao segredo mais cuidadosamente guardado desde o inicio da nossa era. P.S. Achei o filme um saco!
>>> download do O Código Da Vinci <<<
Anjos e Demônios (2004) – Antes de decifrar “O Código Da Vinci”, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em “Anjos e Demônios”, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima - um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo - é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. Em "Anjos e Demônios", Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos. P.S. Adorei o filme!
>>> download de Anjos e Demônios <<<
Fortaleza Digital (1998) – Antes de estourar no mundo inteiro com “O Código Da Vinci”, Brown já demonstrava um talento singular como contador de histórias no seu primeiro livro, “Fortaleza Digital”, lançado em 1998 nos Estados Unidos. Muitos dos ingredientes que, anos depois, fariam com que o autor fosse reconhecido como um novo mestre dos livros de ação e suspense já estavam presentes no seu romance de estréia: a narrativa rápida, a trama repleta de reviravoltas que prendem o leitor da primeira à última página e o fascínio exercido por códigos secretos, criptografia e enigmas misteriosos. Em “Fortaleza Digital”, Brown mergulha no intrigante universo dos serviços de informação e ambienta sua história na ultra-secreta e multibilionária NASA, a Agência de Segurança Nacional Americana, mais poderosa do que a CIA ou qualquer outra organização de inteligência do mundo. Quando o supercomputador da NASA, até então considerado uma arma invencível para decodificar mensagens terroristas transmitidas pela Internet, se depara com um novo código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptógrafa, a bela matemática Susan Fletcher. Presa numa teia de segredos e mentiras, sem saber em quem confiar, Susan precisa encontrar a chave do engenhoso código para evitar o maior desastre da história da inteligência americana e para salvar a sua vida e a do homem que ama. Uma corrida desesperada se desenrola paralelamente nos corredores do submundo do poder, nos arranha-céus de Tóquio e nas ruas de Sevilha. É uma batalha de vida ou morte que pode mudar para sempre o equilíbrio de forças no mundo. "Fortaleza Digital” é o melhor e mais realístico suspense tecnológico lançado em muitos anos. A habilidade de Brown para tratar do conflito entre as liberdades individuais e as questões de segurança nacional é impressionante... Impossível não ficar arrepiado a cada página.
>>> download de Fortaleza Digital <<<
Ponto de Impacto (2005) – Quando um novo satélite da NASA encontra um estranho objeto escondido nas profundezas do Ártico, a agência espacial aproveita a descoberta para contornar uma série crise econômica e de credibilidade, gerando sérias implicações para a política espacial norte-americana e, sobretudo, para a iminente eleição presidencial. Com o objetivo de verificar a autenticidade da descoberta, a Casa Branca envia a analista de Inteligência Rachel Sexton para o local. Acompanhada por uma equipe de especialistas, incluindo o carismático pesquisador Michael Tolland, Rachel se depara com indícios de uma fraude científica que ameaça abalar o planeta com uma profunda revelação. Antes que Rachel possa falar com o presidente dos Estados Unidos, ela e Michael são perseguidos por assassinos profissionais controlados por uma pessoa que é capaz de tudo para encobrir a verdade. Em uma fuga desesperada para salvar suas vidas, a única chance de sobrevivência para Rachel e Michael é desvendar a identidade de quem se esconde por trás de uma conspiração sem precedentes.
>>> download de Ponto de Impacto <<<
fonte sobre Dan Brown: Desciclopédia
fonte dos downloads: Adega Rock

ELENILSON NA NAÇÃO GOYTACÁ

Essa semana, no blog “Nação Goytacá”, do queridíssimo escritor Artur Gomes, foram publicadas várias matérias sobre esse que agora escreve. >>> Confira AQUI.
fonte: Goyta City