domingo, 30 de agosto de 2009

LÁZARO “ARREBENTANDO” RAMOS

“Às vezes eu fico um tempão me perguntando: mas de onde é que eu conheço esse cara?” (L.R.)
Para ficar mais perto das locações de “Ó Paí Ó”, o ator baiano Lázaro Ramos preferiu hospedar-se desta vez no luxuoso (*agora o cara pode!) Convento do Carmo, mas antes ficava numa casa alugada. Assim pode ir gravar a pé, matando as saudades do Pelourinho e respondendo aos muitos cumprimentos dos passantes. “Aqui na Bahia é como se todo mundo fosse meu primo”, ele conta, rindo.
Foi nesse hotel que ele recebeu a equipe da revista “Muito” para fazer as fotos que acompanham a entrevista publicada na edição que circula neste domingo, 30/08. Tinha acabado de tomar café, chegou vestindo uma blusa do Ilê Aiyê e uma bermuda folgada, como um baiano típico. Entre uma foto “estilosa” e outra conta que as gravações da série vão até o começo de setembro (mais precisamente no dia 9), faz graça dos DVDs piratas de “Ó Paí, Ó” que se espalharam nos camelôs e diz que sente inveja do também ator Luiz Miranda, que conseguiu ficar morando aqui. “É meu sonho, né”. Ele adianta que Luiz está no elenco desta temporada da série, além do também baiano Daniel Boaventura.
O fotógrafo pede alegria. “Vamo lá, gente, me conta aí uma piada”, ele retruca (como se precisasse, tão confortável fica em frente à câmera). Em mais de uma hora de fotos, mantém a disposição e o bom-humor. Fala sobre o acidente com Felipe Massa, a posse de Obama (ele estava nos EUA e foi assistir ao grande evento) e pede notícias sobre os úlitmos escândalos no Congresso Nacional Sarney, sempre Sarney.
“Vocês vão me odiar se eu perguntar que horas são?”. Era quase meio-dia, à 1h ele tinha que virar o cantor Roque. O trabalho já estava mesmo encerrado. Confira mais alguns cliques que ficaram de fora da revista:
Numa das cenas da segunda temporada de “Ó Paí , Ó” que volta à Globo em novembro, o personagem de Lázaro Ramos presta homenagem à Michael Jackson em cima do trio elétrico.fonte: Muito
fotos: Thiago Teixeira

sábado, 29 de agosto de 2009

MEXEU COM O DANILO, MEXEU COMIGO!

Por Elenilson Nascimento
Depois que um retardado postou no YouTube o vídeo “Mexeu Com a Xuxa, Mexeu Comigo!” defendendo a apresentadora Xuxa contra a enxurrada de protestos que a global anda sofrendo no Twitter e contra o jornalista/humorista Danilo Gentili (CQC) que meteu o pau na “rainha dos baixinhos dos outros” – CLIQUE AQUI, uma cachoeira de outros vídeos defendendo o Gentili começaram a aparecer na rede.
Um deles é o do já famoso emo Chris Crocker - que outrora publicou um vídeo no YouTube defendendo o desempenho da “gorda” Britney Spears no PopStar no WMA. Nesse vídeo, ele se mostra revoltado com as críticas da mídia sobre a apresentação da cantora, que foi bastante comentada no mundo todo. Britney não é mais aquela garotinha, ela cresceu e como todos têm seus altos e baixos por conta de seus problemas com drogas, ex-marido e outros acontecimentos, pois é disso que o povo gosta, é isso que vende jornal. Veja o vídeo de “defesa da Britney”, onde o cara aparece chorando e soluçando, e pede a todos que deixem Britney em paz. O vídeo chega a ser cômico, o rapaz em questão é um tipo de comediante do Youtube, em seu perfil no Youtube existem outros vídeos com performances para lá de bizarras. Confira:

Confira também a performance do rapaz “defendendo o Danilo Gentili”:

fotos: divulgação

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CRISTO DESPENCA E OCEANO ENGOLE A CIDADE MARAVILHOSA

“Novos cartazes de '2012' incluem destruição no Rio de Janeiro. Será que essa seria uma solução para todos os nossos problemas?”
Por Elenilson Nascimento
Chega de falar sobre a bunda da professora em Salvador. Daqui a pouco vocês vão dizer que é uma questão antropofágica o fato de ela gostar de se exibir com a calcinha enfiada na bunda. Me poupe. Esse espaço aqui não quer ganhar audiência dessa forma, então vamos falar de CUltura. Ou da falta dela. Já que no dia de hoje o f.d.p. do Palocci acabou de ser absorvido sobre aquele caso do caseiro Francenildo. Alguém lembra? CLIQUE AQUI e leia uma ótima crônica de Reinaldo Azevedo sobre esse caso.
Só pra refrescar a memória de vocês: ontem Francenildo acompanhou o julgamento do STF. Pediu para falar aos ministros. Negaram-lhe a palavra. Alegou-se falta de previsão legal. Consumado o arquivamento da denúncia contra o Palocci, o caseiro esquivou-se dos jornalistas. Parecia deprimido.
Não era só depressão. Ele deve ter ficado muito decepcionado e por isso não valeria mais a pena falar. Falar pra que? Natural. Lá atrás, violaram-lhe o sigilo bancário. Agora, invadiram-lhe a esperança de ver seu algoz acomodado no banco de réus. Francenildo não foi o único a deixar o prédio do Supremo desapontado. Teve a luxuosa companhia das minhas últimas esperanças nesse país de “merda”. É essa a Justiça que temos nesses país! Justiça de "merda"!
Mas, mudando um pouco de assunto, vamos falar de cinema. A cultura Maia – assista “Apocalypto” (foto ao lado) de Mel Gibson – afirma que o planeta Terra, como a gente conhece, terá um fim no ano de 2012. A teoria revela que o fim da terra começa com o alinhamento planetário e uma inversão dos pólos da Terra após um grande tsunami. Após isto o caos se instala e o planeta terra começa a se tornar inabitável.
E depois do trailer japonês, “2012”, o novo filme-catástrofe do diretor alemão Roland Emmerich (“O Dia Depois de Amanhã”, “Godzilla” e “Independence Day”), ganhou novos cartazes - incluindo um com o Cristo Redentor em pedaços e o Rio de Janeiro submerso. O filme estreia em 13 de novembro.
>>> Leia mais sobre o filme “2012”.
>>>
CLIQUE AQUI e veja vários trailers do filme.
fotos: divulgação

XUXA DANDO CHILIQUE NO TWITTER

“Apresentadora se irritou com comentários sobre ela e a filha no Twitter.”
Por Elenilson Nascimento
Sempre achei a Xuxa linda, mas também sempre achei que ela não tinha mais nada a oferecer, a não ser a sua beleza. Uma pena. E aproveitando a onda de polêmicas aqui na LITERATURA CLANDESTINA, uma outra história bizarra envolvendo a Xuxa, o Twitter, chilique e esse que vos escreve, invadiu a Internet – e posteriormente os jornais, programas de TV, rádio, conversas no banheiro, etc e tal nessa semana.
Tudo começou alguns dias atrás, quando a ainda modelo, “atriz”, “cantora”, “rainha dos baixinhos” e super-chata Xuxa Meneghel criou a sua própria conta no Twitter (*o serviço de microblog que é uma das maiores febres da Internet em todo o mundo – e que até hoje ainda não sei que utilidade tem aquilo). Até aí nada de mais. O problema é que a Xuxa sempre postava seus comentários usando somente letras maiúsculas, o que, na etiqueta da web, é considerado falta de educação – letras maiúsculas significam que você está GRITANDO.
"EU NÃO ESTOU GRITANDO, NEM QUERO SER MAL EDUCADA, GALERA. SEMPRE QUE ESCREVO NO COMPUTADOR, ESCREVO ASSIM. É O MEU JEITINHO!", escreveu a loira em 19 de agosto. Cinco dias depois, tentou se adaptar: "olha q feio assim. gostaram?????? nada vê comigo. posso voltar???? OIEEEEEEE , VOLTEI". Que coisa impressionante!E os internautas, é claro, começaram a fazer piadas sobre isso. Xuxa até levou a brincadeira numa boa, e sem querer lançou um ótimo bordão que virou moda no Twitter: “é o meu jeitinho” (sua justificativa para escrever daquele jeito) caiu no gosto geral da nação de desculpados funcionais twitteira.
Mas o negócio ficou feio mesmo na noite de terça-feira, quando Xuxa colocou sua filha para postar também. Xaxa, digo, Sasha acabou cometendo alguns graves erros de português (como escrever “sena” ao invés de “cena”) e, como já se era de esperar, acabou sendo vítima de uma enorme quantidade de piadas e gongos.
Mãe-coruja que ela só, Xuxa ficou furiosa, desceu do salto da bota e saiu em defesa da cria. “Para quem não sabe, minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela para falar com vocês. Sasha não merece ouvir certas coisas”, ela escreveu. “Fui, vocês não merecem falar comigo nem com meu anjo (sic)”.
Daí pro circo pegar fogo foi um pulo. Escrevi até uma matéria para um jornal em Minas Gerais , sem pretensão algum de criar tumulto, mas o episódio já tinha virado uma polêmica sem tamanho, provocando a ira dos fãs e estimulando cada vez mais o lado piadista dos twitteiros. Pra piorar ainda mais a situação, o humorista Danilo Gentili (CQC) entrou na roda e deixou os fãs da loira com os nervos à flor da pele – a tal ponto que um deles gravou um vídeo nada discreto chamado “Mexeu Com a Xuxa, Mexeu Comigo!” e pôs no YouTube. Nem precisa dizer que virou hit instantâneo. Confira abaixo o retardado:
E tem gente que ainda acha que ela é um amor de pessoa 24 horas por dia... Alguém perguntou em que língua a filha dela foi alfabetizada? Isso mesmo Xuxa, cospe no dinheiro do país que te deixou rica, humilha mesmo! Porque o povo merece isso. Um bando de imbecis que valoriza falsos ídolos e que ainda não tem consciência da “merda” que esse país se encontra. Por isso que os políticos fazem o que fazem. O mais engraçado nisso tudo é que no programa ela adora falar com esse "povo".
"Maísa do it better! E não tem antecedentes pornográficos", pronto falei!
Mas as brigas não terminaram nisso. A audiência na TV nas manhãs de sábado anda colocando a Xuxa, 45, contra a menina Maísa Silva, 6. A Globo voltou a exibir o sempre péssimo “TV Xuxa”, das 10h às 11h30, para concorrer direto com o “Sábado Animado”, comandado por Maísa no SBT. E, nesta quinta-feita, a guerra aumentou ainda mais quando um site publicou uma matéria falsa dizendo que a apresentadora ia processar o Twitter e bloquear o acesso de todos os brasileiros. Apesar de tal notícia ser totalmente FALSA (*o próprio autor do texto escreve isso no final da matéria), muita gente não leu tudo até o final e saiu xingando a apresentadora por todos os cantos. Agora é esperar que a imprensa brasileira explore o tal causo até o talo. E pelo que parece, isso vai demorar um pouco para acabar.
fotos: divulgação

A LITERATURA CLANDESTINA BATE RECORDE DE ACESSOS

Desde 2003, quando inaugurei o blog LITERATURA CLANDESTINA no provedor do IG (*que posteriormente acabou me expulsando) com o único intuito de promover e debater sobre CULTURA nesse país de faz-de-conta, nunca tivemos tantos acessos em comparação a outros blogs com menos conteúdos e muito mais fofocas e futilidades. Mas, enfim, ontem, 27/08, descobrimos o segredo do sucesso no mundo virtual: falar sobre PUTARIAS.
Nesta última quinta-feira, o blog bateu um recorde de acessos de mais de 1.000 internautas num único dia. E, para completar, em um dado momento, tivemos 181 leitores ao mesmo tempo agora. Tudo graças a matéria (*que eu ainda acho que não tem nada o que acrescentar) sobre o caso da professora de educação infantil e alfabetização com a sua performance da música “Tudo Enfiado” numa boate em Salvador – CLIQUE AQUI.
Parece pouco, mas é muito, já que esse blog não tem o objetivo de agradar todo mundo e muito menos ficar divulgando quem “comeu” quem na ilha de Caras. Mas como vivemos num país onde a população valoriza muito mais a cultura inútil e ainda foi capaz de premiar o Dado Rolabella com o título de campeão do péssimo reality show “A Fazenda”, da Rede Record, na noite do último domingo, 23/08, então, não posso me admirar mais como nada.
Porém, graças ao incremento de novas ferramentas de interação, como o fórum de discussão no Orkut; os boletins virtuais; textos também divulgados nos sites Overmundo, Recanto das Letras e O Rebate; Twitter e do crescente número de adesões, a LITERATURA CLANDESTINA vai integrando cada vez mais os internautas – apesar de só ter muitos acessos com factóides. Mesmo assim, obrigado!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

PROFESSORA DANÇA EM PAGODÃO E ACABA DEMITIDA

“Por causa da dança sensual, que vazou na internet, professora foi demitida do cargo de professora da alfabetização do ensino fundamental de uma escola particular.”
Por Elenilson Nascimento
Saiu hoje no jornal Correio da Bahia, mas já havíamos comentado aqui na LITERATURA CLANDESTINA, o caso da professora de educação infantil e alfabetização numa performance na música “Tudo Enfiado”. Conforme a matéria, a professora J. C., 28 anos, não tinha como calcular que cada passo de dança que deu naquela noite de junho de 2009, na casa de shows Malagueta, no Corsário, Salvador – BA, daria um resultado negativo em sua vida. Ela só não imaginou que, ao subir ao palco para participar de uma coreografia em que o vocalista de uma banda de pagode puxaria a sua calcinha, seria penalizada com tanto rigor.
Por causa da dança sensual, que vazou na internet, J. foi demitida do cargo de professora da alfabetização do ensino fundamental de uma escola particular. Um dos mais tocados sucessos dos atuais guetos de pagode da cidade, a música “Todo Enfiado”, da banda O Troco, embalou a demissão da professora.
O apelo de baixo nível vem da péssima letra e do péssimo vocalista Mário Brasil, mas agrada ao péssimo gosto dos sem cérebro desse Brasil. O tal “cantor” levanta a calcinha de mulheres nádegas acima. E no caso da professora, filmada por dezenas de celulares, a imagem de J. caiu na rede no dia seguinte. A professora aparece num vestido curto, com estampa de oncinha, ao lado de mais três jovens, todas realizando a mesma coreografia bizarra de dar inveja a qualquer “Boquinha da garrafa”.
Mário Brasil, o vocalista, é o autor da péssima música
e das estúpidas coreografias no palco
Ridicularizada no bairro em que morava, São Rafael, J. se mudou para a casa de parentes, na Ribeira. O motivo de sua demissão surpreendeu fãs e integrantes da banda O Troco. “O que ela faz na vida pessoal, fora do trabalho, é problema dela. Pelo amor de Deus, aquilo é uma brincadeira de palco, não pode prejudicar uma pessoa a esse ponto”, diz o empresário do grupo, Júnior Badega. “Jacki é uma menina de família. Ninguém tem o direito de julgar ela assim” concorda Mário Brasil. “A demissão não tema mínima justificativa”, completa o produtor Cláudio Magrini, lembrando que J. é PEDAGOGA e cursa PÓS-GRADUAÇÃO (*só lembrando que isso não significa absolutamente nada).
Quanto ao vídeo, virou mania na rede. Na terceira semana no ar, contabilizava mais de 90 mil acessos no YouTube. Depois, outras filmagens com o mesmo conteúdo foram postadas. Shows na capital e no interior, com mulheres realizando a coreografia, podem ser facilmente encontrados. Mas nenhum bate o recorde da edição em que a professora aparece. Até a noite de ontem, eram 101.504 acessos.
fonte: Correio da Bahia
fotos: divulgação

4 DISCOS PARA VOCÊS!

Graças ao maravilhoso blog “Eu Osso Mp3”, estamos presenteando os leitores da LITERATURA CLANDESTINA com alguns discos maravilhosos. O primeiro é a trilha sonora de "Quidam" (2009), mais um grande espetáculo produzido e realizado pelo “Cirque du Soleil” (super caro!) que atualmente está em apresentações em Salvador (BA), e que conta com a participação do baiano Jailton Carneiro (*e na capa do disco - eu quero ter o corpo desse cara! – clique aqui e confira o baiano). O "Quidam" é sobre uma figura solitária no meio da multidão - aquele dentro de nós que grita, canta e sonha. No repertório, 12 faixas com produção de Jim Bevan e participações de Sébastien Thériault (guitarra), Sébastien Savard (violino), Josée Campeau (violoncelo), Hammadi Bauard (saxofone e teclado), Daniel Gullaci (bateria), além dos cantores Dalyane Dumas, Ella Bangs, André Boileau. Não deixe de conferir! CLIQUE AQUI.
O segundo disco é Nasi e os Irmãos do Blues – Os Brutos Também Amam” (1995). Em maio de 1995, Nasi (ex-Ira!) subiu ao palco do Palace e mostrou, que é do ramo e sabe fazer blues. Prova disso é o CD “Os Brutos Também Amam”, no qual Nasi convocou os seus “Irmãos do Blues” para criarem juntos um dos melhores momentos do blues no Brasil. É com atitude que Nasi faz a festa. Eles animam “o salão”, com suingue e todos os ingredientes do blues, temperados em português. Trazem de volta as levadas das big bands negras e o típico som acústico de voz, violão e gaita. "Já provei tudo na vida. Prazer e dor. Pequei tantos pecados. Ninguém jamais perdoou. Tive tantas amantes. Mas tão pouco amor. Meus melhores amigos. Me esqueceram na pior".
Vale a pena baixar, botar para rolar e enrolar o tapete da sala pra cair na festa. CLIQUE AQUI.
O terceiro disco é o novo da Pitty. Você não pode deixar de conferir o terceiro álbum de estúdio da Pitty, batizado de “Chiaroscuro” (2009), "claro-escuro" em italiano, uma das técnicas inovadoras de pintura usada por Leonardo Da Vinci, caracterizada pelo contraste entre luz e sombra. Durante o processo de gravação do disco, o nome surgiu como uma síntese e um conceito para tudo o que estava sendo feito ali. Nas canções, que ora são mais sutis e sensoriais; ora são mais soturnas e densas. Nas imagens, registradas em preto, branco e todos os seus 256 tons de cinza. No quadro pintado durante a gravação por Catarina Gushiken, e do qual foi extraído a arte da capa do disco. Leve e pesado. Luz e sombra. Céu e inferno, bom e mau, macio e áspero, doce e azedo. O ser humano vive impregnado por esse conceito de dualidade, de opostos complementares e necessários. Destaque para o primeiro single "Me Adora". A música é sensacional! Veja isso: “Você que nem me ouve até o fim. Injustamente julga por prazer. Cuidado quando for falar de mim. E não desonre o meu nome”. CLIQUE AQUI.
E para fechar esse pacotão (como bônus track): “Madonna - Twenty5 And More - Celebrative Compilation Volume 1”. Agora que o Alesandro Sagatto do blog "Twenty 5 More" nos abandonou (*isso mesmo, o “sacana” largou o blog de mão porque entrou numa de crise existencial, que porra viu, e eu pensava que esse lance de crise existencial fosse só para ricos e moradores da ilha de Caras), contínuo idolatrando o “menino”. O cara, mesmo em crise existencial, é “o cara”. Minha coleção de CDs triplicou depois que o conheci e olha que eu já baixava muita coisa pela net. Pois bem. Esse álbum “Celebrative Compilation Volume 1” é superiormente melhor do que a nova coletânea “Celebration”, aliás todas as coisas lançadas por fãs é melhor do que esse disco de “merda”. Confiram o disco e observem o cuidado do Sagatto na capa. Sagatto, eu te amo, volta logo porra! O disco traz versões remixes de alguns sucessos da Madonna como “Holiday”, “Into The Groove”, “Vogue”, “Secret”, “Sorry” e outros. CLIQUE AQUI Parte 1 e Parte 2.
fonte: Eu Osso Mp3, Playlist’M e Twenty 5 More

terça-feira, 25 de agosto de 2009

JOSÉ SARAMAGO “MORREU”

“Gostaria de saber se houve um momento na história em que pegamos um atalho diferente, que nos levou ao mundo em que vivemos hoje. É claro que não funciona assim, mas algo deu errado neste processo. Hoje vivemos a decadência total das instituições, da família, e isso me preocupa! Não sou eu o pessimista, o mundo é que é péssimo!” (Saramago)
Por Luís Antônio Giron
José Saramago “morreu” na noite de 22 de dezembro de 2007, às 4 da madrugada. Ressuscitou nove horas depois, recuperando-se daquilo que chamou de “colapso orgânico total”. O escritor português conta o episódio em seu blog (blog.josesaramago.org), num post de 23 de dezembro de 2008, para celebrar um ano de sobrevida e combate contra um câncer. O período se revelou um dos mais ricos para sua atividade literária: escreveu o romance fantástico A viagem do elefante, percorreu o mundo e iniciou um diário pela internet, lançado nesta semana sob o título "O caderno: textos escritos para o blog, setembro de 2008 – março de 2009" (Cia. das Letras, 22 páginas, R$ 45). O blog está no ar e os projetos literários em andamento. Mesmo assim, reunir um conjunto de posts em volume é para ele um acerto de contas com o conjunto da obra. Não se trata de um espaço on-line qualquer. Não só porque o blogueiro ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998, mas porque ele abarca várias coisas ao mesmo tempo: uma coletânea de crônicas, fragmentos de autobiografia e um testamento em forma de blog.
Saramago sempre foi polemista. Mas, depois de ter olhado a morte de perto, ele se dá ainda mais o direito de discutir ideias e lançar farpas. O esquema do blog segue o dos Cadernos de Lanzarote, reunião de diários lançada em volume em 1994. A diferença desses para o blog está na intensidade do veneno e do pessimismo e na urgência dos assuntos. Saramago investe contra a globalização, a Igreja Católica, os governos de Silvio Berlusconi e George W. Bush, os especuladores de Wall Street, o capitalismo à europeia e o marxismo à chinesa. Lembra o bairro pobre de Lisboa onde morou a partir dos 2 anos, analisa a evolução da educação sexual e a decadência das relações familiares. Há os posts de elogios, como o que dedica ao colega da editora Chico Buarque e ao conterrâneo Gonçalo M. Tavares, a quem vaticina o Nobel para daqui a 30 anos. Também dá lições de estilo e uma boa dica de leitura de sua obra: “Costumo dizer que quem não tiver paciência para ler os meus livros passe os olhos ao menos pelas epígrafes porque por elas ficará a saber tudo”.
Entre os temas de momento, o que mais deixa o blogueiro de 86 anos obcecado é a consciência da morte. Saramago assume uma voz póstuma para falar de si próprio. E desfia paradoxos. Diz que se libertou das paixões e dá a obra por encerrada, passando o controle dela a sua mulher, Pilar, à frente da Fundação José Saramago. Ao mesmo tempo, sente-se impelido a cada gesto, palavra e emoção que neguem a finitude. “Em verdade, sinto-me vivo, vivíssimo, quando, por uma razão ou por outra, tenho de falar da morte...”
O caderno pode ser saboreado como um volume ao pé da letra eletrônica, dotado de uma única página, a “página infinita da internet”. Com visão da arquitetura do texto literário, Saramago eleva o blog a gênero literário de primeira grandeza. Segui-lo é um prazer. Se todos fossem iguais a ele, a blogosfera não teria virado o paraíso dos chatos.fonte: Época.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ENCONTRE O BELCHIOR!

Pois é, meus amigos. Belchior sumiu. Ou na mais absoluta verdade: ele deve está de saco cheio desse mundinho de “merda” e resolveu se dá um tempo. Mas a Internet é uma porta aberta para as insanas suposições e devaneios e, para completar, a Globo ainda ajuda nisso. Numa matéria publicada do início do mês de agosto, a jornalista Mariana Filgueiras pôs o anúncio Procura-se Belchior. O sumiço ganhou o Twitter até chegar à sensacionalista reportagem Onde está o cantor Belchior?”, veiculada no último domingo, 23/08, pelo Fantástico (que está cada vez pior!).
O jornalista Bruno Ferrari, por exemplo, disse que “como em diversas situações envolvendo temas tragicômicos, o fato aguçou a criatividade dos internautas brasileiros”, relembrou a clássica série de livros “Onde está o Wally?”, e cahou num perfil um programa para upload de fotos no Twitter, uma adaptação feita especialmente para quem está procurando o “rapaz latino americano”. (Aqui em formato tela cheia)
Até o fechamento deste post para a LITERATURA CLANDESTINA, não consegui identificar todos. Mas pelo menos uns dez já foram encontrados. Se você olhar bem, também dá para encontrar até o Paulo Coelho = Mago barba branca.
>>> E o povo começou a mandar um monte de coisas para o meu e-mail. A Margareth Feittosa (RS) acabou de mandar esse vídeo abaixo com uma das últimas aparições públicas de Bigode. Confiram! Pô Bigode, manda sinal de fumaça pra mim? Eu te amo e um monte de gente também!

imagem: divulgação

DEIXEM BELCHIOR EM PAZ!

“Segundo o Fantástico, o artista tem dívidas acumuladas e carros abandonados em dois estacionamentos.”
Por Elenilson Nascimento
Eu acho deprimente a maneira como a mídia tenta minimizar e se meter na vida dos outros. Ontem, 23/08, mais uma vez, a Rede Globo numa atitude antiética, moralista e sensacionalista, levou ao ar uma matéria no Fantástico sobre o “desaparecimento” do maravilhoso cantor e compositor Belchior.
“Tem gente que diz que ele está na Holanda, tem gente que diz que ele está em São Paulo”, contou um tal de Luiz do Monte. “Eu procurei alguns empresários que eu sei que trabalhavam com ele. Eles disseram que nunca mais fizeram show com ele, porque não o encontram”, disse o ex-sócio e parceiro Jorge Mello.
Desde o sucesso nos anos 70, quando foi gravado por gente do quilate de Elis Regina, Roberto Carlos, Vanusa, Jair Rodrigues, até meados dos anos 2000, o cantor fazia cerca de cem shows por ano, em todo o Brasil. Em 40 anos de carreira, lançou 15 discos. Em 1983 lançou uma gravadora própria, a Paraíso Discos, e em 1997 criou o selo Camerati, que lançou discos antológicos de José Miguel Wisnik e do Grupo Rumo.
Belchior, cujo nome deve ser pronunciado como "Agenor", "Claudionor", e não como "suor" ou "Christian Dior", tinha até uma casa de cultura com seu nome, em Fortaleza, e aparecia esporadicamente em programas de TV. Uma carreira sólida, portanto. Uma obra que é até tema até de estudos acadêmicos. E, de repente, segundo o Fantástico, amigos, parceiros e a família perguntam: onde está Belchior? Produtor de Belchior durante 15 anos, Jackson Martins diz que chegou a conversar com ele sobre uma mudança de vida: “Ele falou que ia dar uma incerta, que ia mudar a vida dele”. Em um vídeo, Belchior é flagrado cantando em abril deste ano, em Brasília. Ele apareceu de surpresa em um show de Tom Zé. E o público vibrou. O também compositor Renato Teixeira não tem notícias de Belchior e estranha a situação. O produtor George Jean, que quer agendar shows para Belchior, também não tem pistas: “Não existe notícia. Diariamente, eu ligo atrás dele”, conta.
Pela Internet várias pessoas já se manifestaram. Na garupa de uma moto a caminho de Tianguá, no norte do Ceará, um primo de segundo grau chamado Robério Belchior deu a sentença: "Belchior encerrou a carreira. Está bem de saúde, de finanças, mas decidiu não gravar mais ou fazer shows. Há mais de um ano que nem nós, da família, temos contato com ele. Só uma irmã, Ângela, que de vez em quando recebe telefonemas. Ninguém sabe nem onde mora, só que parou com tudo". O desaparecimento de Belchior foi repentino, mas anda deixando muitos desesperados.
Alarmismo ou não, nem os amigos, parentes, fãs, ex-sócio, gravadora, nem o Google sabe o paradeiro deste que integra a lista afetiva dos maiores compositores do Brasil, autor do maior sucesso na voz de Elis Regina, "Como Nossos Pais" e de hits dos anos 70, como "Apenas um Rapaz Latino-Americano", "Velha Roupa Colorida" e "A Palo Seco".
Aos pedidos de shows que recebe de todo Brasil, o antigo empresário, Georges Jean, tem mandado o cantor Guilherme Arantes no lugar. "Olha, se você achar o Belchior, por favor me passe o contato, porque eu estou atrás dele há dois anos", apela Georges, pelo telefone.
Segundo alguns, se não fosse o Tom Zé ter reconhecido o indefectível bigodão perdido na platéia de um show que fez em Brasília em março deste ano, os milhares de fãs que mantêm sites e comunidades no Orkut em busca do cantor já teriam até pensado que – toc, toc, toc – "Bel", como chamam, bateu as botas.
Vestido com uma saia estampada à "calçadão de Copacabana", Tom Zé avistou o cabra, parou o show e o chamou ao palco. Meio tímido e bastante cabeludo, Belchior subiu e não fez feio. Entoou, vozeirão em dia, uma versão de "Sweet Mystery Of Life". Tom Zé, em reverência, foi assistir da platéia. O estilo sincero dos versos, as milhares de referências intertextuais, a voz forte (e o bigode, claro) transformaram Belchior em ídolo "cult".
Em 2006, dublou o mágico Zás-Trás no desenho animado "Garoto Cósmico", com Vanessa da Matta, Raul Cortez e Arnaldo Antunes. Um doce para quem adivinhar qual música o pequeno mágico cantava. No mesmo ano, a canção "A palo seco" foi gravada pelo Los Hermanos (o que mais poderia ser mais cult em 2006?). Os também bigodudos, e barbudos, levaram Belk’s a tiracolo para seus shows. Um sucesso absoluto. Agora, o Fantástico diz ter procurado Belchior por telefone, sem sucesso. Pois, segundo eles, os números mudaram. Mas ninguém se pergunta se não seria ele mesmo que tomou essa decisão. Deixem o cara em paz! Ele deve ter tomado férias por conta própria. Eu amo Bel! E qualquer coisa que ele decidir, eu concordo! Confira abaixo o sensacionalismo “calhorda” da Globo:

fotos: divulgação

domingo, 23 de agosto de 2009

ENTREVISTA COM O ATOR BAIANO UARLEN BECKER

“O teatro virou uma coisa para poucos, uma coisa cult, um artesanato. É como vestir roupa feita de tecido que tem por base a maconha, para fazer um paralelo algo infeliz.” (U.B.)
Por Elenilson Nascimento
Atrasos em repasses de prêmios e patrocínios acontecem por motivos diversos, nós sabemos. Nesses casos, produtor de teatro vira malabarista, remaneja uma coisa de lá, põe cá, e resolve, para que o dinheiro seja gasto da forma prevista, os prazos sejam cumpridos, e para que não tenham problemas com o público, com os profissionais envolvidos ou com a prestação de contas. Essa realidade é muito conhecida. Assim como, na Bahia, já fizeram teatro sem patrocínio, sem apoio financeiro algum, do jeito que dava, pedindo emprestado, negociando permutas, como quase todo artista de teatro brasileiro faz ou fez um dia. Assim, como Glauber, os atores e produtores de teatro na Bahia já puderam experimentar de tudo: ser bem pagos, mal pagos e não pagos. A situação atual, no entanto, não nenhuma novidade.
Com meses de atraso de repasse do patrocínio, a única informação que normalmente obtivemos da Fundação Nacional de Artes (*apesar dos insistentes telefonemas e e-mails), é que em breve teríamos uma previsão de quando a verba para algumas produções locais seria repassada. Até agora continuamos sem essa previsão. Outro comunicado interessante é que não podemos saber o motivo do atraso! Fomos informados que é "um problema com a Petrobras", que não pode ser revelado! Então para quem nós ligamos? Com quem a gente fala? Para quem a gente reclama? O que acontece com os prazos a serem cumpridos? Fica a impressão de que não somos levados a sério e que eles mesmos não consideram importante as ações que promovem e que tanto faz ter ou não projetos acontecendo...
Por isso mesmo, aproveitando a participação de um talentosíssimo jovem ator baiano no livro “Poemas de Mil Compassos”, fizemos (*Elenilson Nascimento e a também escritora Eliane Silvestre, de Brasília-DF) uma entrevista com o “tudo de bom” Uarlen Becker. “Hoje nada mais importa. Tudo importa. Tudo é material para celebridade e tudo é material para desdém. Não sei (é melhor que não sabemos) os limites de mais nada, da arte, do belo, do terror e do horror; do cômico e do trágico; sei da não surpresa, sei ainda das cores, se é que se pode afirmar que o vermelho é vermelho e não um grau ou tom de rosa. No mundo do tudo pode ao mesmo tempo nada pode. Não se pode mais ser, posto que estamos perdidos e pulverizados onde não resta mais nenhuma certeza, só as dúvidas”.
Eliane Silvestre - Fale um pouco do universo uarleniano...
Uarlen Becker – Vixe! Quanta responsabilidade! E não sou só ator não, sou diretor, dramaturgo e roteirista, além de produt
or. Ator, sou um dos menores. Sempre dizem que sou egocêntrico. Tanto mais: faço posee de artista-gênio incompreendido. Artista? Gênio? Sei não. Mas o egocêntrico pensa que é o centro de tudo, que tudo gira em torno de sua existência. Eu tenho consciência que nada gira ao meu redor nem por causa da minha existência. Mas eu gostaria que fosse, gostaria que o mundo girasse ao meu redor. Infelizmente não é assim. Outra coisa: não se pode expressar opiniões. Defender ideias, debater de forma democrática um assunto e tudo ficar numa boa, de forma sadia. Geral-mente quando defendo uma ideia as pessoas tomam como uma facada no peito, uma ofensa pessoal. Daí eu termino como egocêntrico, arrogante, metido, frio, calculista, metódico, passivo-agressivo e tantos outros adjetivos nada simpáticos. Quer um conselho? Seja como o homem da cabeça de papelão, do João do Rio, cuja verdade era a dos outros, nunca a dele próprio. Cérebros eletrônicos. Alienari. Seja como todo mundo. Não diga nada, cale-se, bajule. A pudicícia agrada a todos. Seja mais cristão, no mal sentido, digo, no sentido que agrada a todos. Nada de assuntos polêmicos. Não há nada mais terrível hoje em dia do que expressar sua opinião sobre assuntos polêmicos como aborto, união civil de pessoas do mesmo sexo, eutanásia, liberação da maconha e tantos outros. Admita o mundo como ele é, veja sempre o lado positivo, trabalhe para que todos se enquadrem nesse perfil de mundo e seja feliz.
Eliane Silvestre - No que tange ao seu comentário sobre o teatro sem público ser uma "punheta", com o qual concordo, quais as ações que você pensa que grupos, companhias de teatro, universidades de arte e governo poderiam fazer para fomentar um ato sexual mais completo com relação ao teatro brasileiro contemporâneo, diminuindo a distância do grande público?
Uarlen Becker – Acredito em
todos os teatros. Acredito no teatro do incômodo e no teatro do prazer. Acredito mesmo no teatro que tira as pessoas de casa, pois custa muito uma pessoa sair de casa com o propósito de ir ver um espetáculo de teatro. Então, se a peça (não os ami-gos ou a mídia) consegue fazer isso, fazer a pessoa pagar para ver uma representação, eu aplaudo de pé. De que adianta fazer aquela peça cult e só cumprir uma temporada curta, curtíssima para os amigos de profissão e os familiares mais próximos? Valorizo esse tipo de trabalho, mas acho que a comédia que todos dizem ser baixa, ser subarte e que fica vinte anos em cartaz e faz as pessoas saírem de casa muito mais re-levante. É o caso de "A Bofetada" aqui de Salvador, que está há vinte e um anos em cartaz. Você sabe o que é tomar um ônibus e ouvir um cobrador dizer que viu uma peça de teatro, adorou e vai levar a família para ver também? Parece outro país, mas acontece regularmente na terra do axé.
Eliane Silvestre - Na verdade eu estenderia a opinião de acreditar em todos os teatros para acreditar em todas as formas de expressar através da arte. Por mais que, numa opinião pessoal pese o gosto por um gênero ou linguagem, reconheço que todas têm a sua função. E, em termos de teatro, concordo com você que não adianta fazer apenas um teatro específico para uma elite intelectual, que só será do entendimento desta. A comédia considerada como subarte, como disse, quando traz o povo ao teatro, cria o hábito e depois de criado viabiliza outros caminhos teatrais mais diversificados. Você acha que as leis de incentivo à cultura no Brasil estão realmente incentivando?
Uarlen Becker – As leis de incentivo ajudam pouco, acredito que o incentivo deve ser fiscal e não através do marketing. Os caras já recebem o desconto do imposto e ainda querem atrelar sua marca ao produto, é demais. Aí prejudica.

ELENILSON - Em tempos de crise, pequenos movimentos podem levar sim a grandes consequências. E isso não é piada! Nós estamos vendo isso no Irã e, embora a batalha "titânica" do nosso Senado Federal possa ser comparada a uma "briga de botequim" no Beco do Buraco Doce (*para não dizer uma briga num bordel) frente ao tamanho da Revolução Iraniana, a situação guarda uma certa semelhança: lá uma eleição fraudada, como sempre fraudaram as eleições por lá, levou a um movimento de massas impressionante (*leia o artigo de Alan Wood). Em decorrência disso, em que você ainda acredita?
Uarlen Becker – É preciso acr
editar. Acreditar nas pessoas e no mundo. Acreditar que o próximo é alguém especial, melhor que eu. Ou que poderá melhorar e evoluir significativamente na escala humana. Progredir. É preciso acreditar num futuro melhor, que poderemos reverter o quadro de degradação que flagela a sociedade atual. É preciso acreditar. Que as pessoas darão o melhor de si, que serão honestas, que honrarão suas palavras, que cumprirão os compromissos, que se esforçarão. E que num futuro bem próximo...
Eliane Silvestre - Que ferramentas você acredita que os grupos de teatro, especialmente os amadores, podem fazer uso para sobreviver aos caça-níqueis televisivos?
Uarlen Becker – A saída para os grupos é a criatividade e a ousadia. Não têm o que perder, então devem "se jogar" de verdade no processo criativo.

Eliane Silvestre - Você acha que o profissional de teatro brasileiro tem condições de viver apenas da sua profissão?
Uarlen Becker – É possível sobreviver da profissão, como um médico que recebe 30 reais po
r uma consulta, que é uma coisa de imensa responsabilidade. Mas não se pode somente atuar, tem que se prostituir de outras maneiras e em outras plagas: comercial de TV, peças institucionais, eventos, projetos para escolas e empresas, cursos e oficinas...
Eliane Silvestre - Para você técnica e criação são inseparáveis? Caso afirmativo, o que pensa de atores que são "pescados" numa comunidade (temos muitos casos assim no cinema) sem nunca terem feito nada na arte dramática conhecida como tal e fazem um excelente trabalho cênico?
Uarlen Becker – Acredito que a técnica seja imprescindível, um diamante precisa ser lapidado. Esses artistas que são “pescados” em comunidad
e passam por um treinamento, por processos de criação de personagem para depois aparecer na peça no filme ou na TV. Não é preciso fazer uma faculdade para ser ator ou diretor ou mesmo dramaturgo. Um bom curso pode dar régua e compasso. Agora, tem gente que é foda, basta um empurrãozinho e o cara vai longe. Sobre a resposta aí de cima, a foda completa, ou o ato sexual completo, como queria, é um entrosamento quase perfeito, pois o perfeito não sei se existe, tenho dúvidas. Refiro-me a conhecer o perfil do público de sua cidade e montar espetáculos para esse público. Não se pode receitar uma pomada para quem precisa de uma injeção. Não se oferece vodka a quem precisa e necessita de água. Parece uma coisa tola, mas o perfil das pessoas conta muito. A Rede Globo, por exemplo, faz isso muito bem as novelas das seis que são para atingir um público mais conservador, em geral senhoras, religiosas, pessoas de idade, donas de casa; as das sete que visa ao público jovem e assim por diante. Então, é necessário saber para qual tipo de público você vai montar um espetáculo, assim a troca será mais intensa e prazerosa.
Eliane Silvestre - Que companhias ou grupos de pesquisa no teatro baiano você acredita que estejam fazendo um trabalho digno de citação?
Uarlen Becker – Prefiro não citar g
rupos, sei que alguns poucos fazem um trabalho de pesquisa, mas aqui vivemos um dilema: tentamos ser do sul com um pé no nordeste, é uma crise de identidade enorme. Pelo menos eu vejo assim. Os trabalhos ditos "regionais", que tratam da cultura nordestina falam mais do sertão ou de Pernambuco e do Ceará. Vivemos no Recôncavo Baiano, tudo aqui é diferente do resto do Nordeste. Salvador teima em ser cosmopolita. Creio que existam temas mais relevantes para se discutir por aqui. Mas é muito complicado fazer pesquisa com muitos atores. Eles comungam de ideias e ideais diferentes. O lance da TV Globo é muito forte, busca-se uma representação televisiva (que muitos estúpidos chamam de realismo). Então, fica uma coisa difícil falar de pesquisa ou mesmo de grupo. São poucos e seus trabalhos são dignos de reconhecimento.
ELENILSON - O que mais lhe deixa entediado?
Uarlen Becker – Não há nada pior que o tédio. A palavra em si mesma causa tédio, um leve "muxoxo", se é que se escreve assim. Causa-me tédio ir ao dicionário pesquisar a correta grafia. Vou ao teatro e olho sempre ao meu redor. Busco me distanciar do espetáculo para tentar captar o sanguinolento tédio atacando os espectadores. A
coisa é tão tediosa que muitos aplaudem e riem por puro tédio. Pura obrigação. Nada mais causa mais nada! Ouvi dizer que o homem atual só reagia a estímulos externos. Agora nem isso. Tudo causa tédio. Causa tédio saber da morte de Isabella; causa tédio saber que o Brasil não consegue cuidar da Amazônia; causa tédio saber que uma nova novela vem aí; causa tédio saber que amanhã iremos acordar e começar tudo de novo. E, sobretudo, causa tédio escrever e até mesmo ler esse artigo. O tédio é uma praga que devemos combater com o mais potente dos pesticidas. Talvez a criatividade e o trabalho e bons pensamentos dêem cabo do tédio. Penso constantemente que porra podemos fazer pelo teatro para que ele seja cada vez menos tedioso. Creio que será uma tarefa árdua e constante, um duro exercício para toda a vida. Tentarei não desistir, prometo. A reforma da Sala 5 só se concluirá dia 4 de junho. Mais uma vez minha peça de pré-formatura é adiada. Agora me resta remanejar os ensaios, refazer os planos de ensaios, contactar os atores, buscar novos estímulos, procurar Bira para saber quando terei pautas disponíveis. Que tédio!
Eliane Silvestre - O crítico teatral Macksen Luiz disse certa vez em uma palestra realizada na UNB que "um ator defecar no palco não é agressivo, não é mal gosto, dependendo do contexto, que traz uma linguagem de transformação; se procurarmos o prazer, ele não tem mais possibilidade de existir, e o que incomoda pode ser o caminho". Você também acredita no teatro que toma este caminho do que incomoda e não do prazer?
Uarlen Becker – O mais importante é o fazer, prefiro sempre a pesquisa prática. Não
que a teorização seja inválida, de forma alguma! Mas é fazendo que se aprende, é na prática cotidiana e na pesquisa do corpo, do espaço e da voz que vamos lapidando o material. É na experiência da troca mútua entre o artista e o público que vamos elaborando nosso caminho e a comunicação flui com mais facilidade e beleza. Artistas e grupos devem buscar a prática. Em minha experiência como encenador (bastante pequena, diga-se de passagem), sempre dei primazia ao fazer, sempre busquei colocar a encenação a serviço do espetáculo e da comunicação com as pessoas. Aprendi isso com o mestre Peter Brook, mas não quer dizer que isso seja fácil, muito pelo contrário, é muito difícil, é um terreno acidentado, complexo e perigoso. As pessoas se acostumam com os acertos e não estão preparadas para os erros, se é que eles existem. Pode-se errar para uns e acertar em outros. Minha experiência com teatro pode ser resumida com o Grupusina, que ajudei a fundar com a atriz e diretora Ana Paula Carneiro. Inclusive tudo o que escrevi foi para o grupo, visando encenações para aquela trupe. Esse trabalho dramatúrgico com uma companhia de teatro me deu a possibilidade de compreender melhor o fazer teatral, essa busca por uma troca fluente, por uma comunicação mais eficiente entre palco e platéia a partir das possibilidades da companhia, de suas dificuldades, suas qualidades e peculiaridades. Mas, acima de tudo, me fez entender o quanto o público aprecia o teatro e quanto às pessoas precisam do teatro. Uma prática mais sistemática e pensando no público talvez produza uma mudança de paradigma no que tange aos problemas enfrentados pelos artistas e pelo público, este, a razão de ser e existir do teatro.
ELENILSON - Você trabalha muito em cima de situações do cotidiano. O que faz vocês escolherem o que vai entrar em cena? Você já teve de modificar alguma cena por ser considerada politicamente incorreta?
Uarlen Becker – Já modifiquei alguma coisa porque os atores não entenderam ou não conseguiram fazer, mas adoro o politicamente incorreto, sempre adorei. Se for politicamente incorreto, aí é que gosto de utilizar. Eu gosto de encher o saco, de questionar principalmente o que é "moralmente aceitável" pela
sociedade. Não é uma rebeldia infantil ou uma saída do armário para qualquer coisa, mas é uma observação da sociedade por trás da sociedade.
ELENILSON - Qual o maior desafio em se fazer teatro na Bahia?
Uarlen Becker – O desafio de fazer teatro é o mesmo em qualquer lugar do Brasil: tratar de uma arte que interessa pouco às pessoas, que foi, infelizmente, quase suplanta por outras mídias do audiovisual como o cinema e TV e a Internet. O teatro virou uma coisa para poucos, uma coisa cult, um artesanato. É como vestir roupa feita de tecido
que tem por base a maconha, para fazer um paralelo algo infeliz. Então, captar recursos fica difícil, conseguir pessoas para assistir pagando é também difícil, mas nada disso é impossível. Trata-se de uma arte de total entrega, 8 ou 80! Os profissionais de teatro em geral não atuam somente em um segmento. Veja o Fernando Guerreiro, por exemplo, dirige peças, shows de música, prêmios de publicidade e propaganda; faz o diabo a quatro para sobreviver. E não deixa de fazer isso sendo um ótimo profissional, um excelente diretor teatral. Gosto de dizer que somos artistas multifuncionais.
ELENILSON - A que você
atribui o surgimento de vários atores baianos - de uma mesma geração, inclusive - no cenário nacional? As escolas de teatro da Bahia estão melhorando ou é o momento que está propiciando esta mudança?
Uarlen Becker – Mas a Bahia sempre revelou talentos para o resto do Brasil, não é somente agora que isso está acontecendo. O problema da memória nacional é fogo! Vamos lembrar do Benvindo Siqueira, do Othon Bastos, do Antonio Pitanga, pai da Camila, Harildo Déda, Mário Gusmão, Frank Menezes
, Jackyson Costa e tantos outros quem nem lembro mais, já que também faço parte da im-memória nacional. Então essa coisa de surgirem novos talentos não é nova. E está fodido quem pensa que basta ter um rostinho bonito ou uma formação acadêmica para fazer sucesso, ele advém de intenso trabalho. Essas pessoas batalharam e batalham muito para estarem onde estão. Ensaiam muito, se dedicam de corpo e alma ao que fazem, coisa que essa novíssima geração, salvo alguns poucos, não estão interessados. Conheço gente que começou esse ano e quando é convidado para alguma coisa diz que vai "analisar a proposta", ou pergunta "quanto vai ganhar". É de fuder mesmo!
ELENILSON - Eu não acredito que a Bahia está preparada para criar estrutura para que talentos, como você, fiquem produzindo no próprio Estado. O que vai acontecer sempre é o mesmo que vimos com o Lazáro Ramos, o Vladimir Brichta, o Wagner Moura. Essas pessoas têm de migrar para fora, ou você terá de ter uma segunda profissão. Até porque, hoje em dia, não fazemos mais teatro a semana inteira, como antigamente. Hoje as produções, ficam em cartaz de quinta a domingo. E isso não porque não se tratam de bons espetáculos e sim porque o fluxo de público é cada vez mais inconstante.Você acredita que, em alguns anos, será possível lançar talentos que ficarão na Bahia, fortalecendo o teatro e a TV locais?
Uarlen Becker – O teatro vai sempre existir. Vez ou outra ele morre e ressuscita, vez ou outra ele é engolido por outras mídias, como agora, por exemplo, mas vai sempre existir. Agora ele é cult, ele é de rua, de palco, do espaço alternativo. Dentro ou fora de sua cidade de origem o que importa é fazer. Se esses artistas que você citou fizessem um puta sucesso fora da Bahia apenas no teatro, conseguissem ser reconhecidos e ganhar muito dinheiro com teatro, poucas pessoas saberiam disso, porque o teatro é a arte do encontro. O que aconteceu com esses artistas é que eles migraram para a TV, que é uma mídia de grande alcance. I
magina ser visto por 100 milhões de pessoas? Quando Paulo Autran apareceu na TV ele já tinha uma baita carreira consolidada no teatro. Nunca precisou da televisão. Muita gente vira celebridade, que é uma coisa diferente, é uma “merda”, uma grande pena. Artista é outra coisa, o artista faz algo para ser visto, algo concreto, mesmo que fugaz, a celebridade, ao contrário, é vista por não ter feito nada, ou por ter feito alguma tolice. Dentro ou fora de sua cidade o que importa é fazer, com ou sem patrocínio, tendo ou não outra atividade. É manter viva a arte do encontro, pois quando no futuro não houver energia elétrica, televisão, Internet ou cinema, bastará uma simples representação, com atores, com bonecos e estará viva a chama do nosso anseio pela arte, pelo belo/feio, pela poesia e pelo encontro.

Trabalho com crianças com câncer. Um encontro com pessoas muito especiais.Diz ele que estava fazendo tipo antes da apresentação de “Cinco Histórias de Cuíca de Santo Amaro”. Eu gostei do tipo!

"Cabeça fria", cena de "Mister Holliday". Uma solidão ímpar estar em cena sozinho.

Cena da peça "O Homem que Casou com um Veado", em Quiririm, cidade de imigrantes italianos em São Paulo. Uarlen encontra-se sentado, como o Sr. Pinto.

Blog do Uarlen: www.uarlen.blogspot.com
fotos: divulgação/arquivo particular

sábado, 22 de agosto de 2009

LANÇAMENTO - POEMAS DE MIL COMPASSOS

Caros, colegas artistas, é com muito orgulho que eu repasso para todos vocês, enfim, o produto final do nosso esperado filho. Parido num trabalho de parto (muito) doloroso, mas foi (muito) gostoso de fazer e de conhecer (muitos) de vocês que dividiram comigo os seus talentos, as suas dores e os seus sonhos. E o que eu aprendi com tudo isso: que um poeta (de verdade) deve ser um não-especializado, ir no ventre do vento, cortar a porra do cordão umbilical, fugir do Panteão. Só pra variar. Mas, mesmo que as nossas obrigações diárias nos façam capengar e quanto mais você se afastar da poesia, mais poesia você faz. E é preciso se agarrar à poesia, mesmo fugindo dela. Tudo é matéria para o homem, essa geléia de dúvidas, também, sem dúvida. Mas, como sempre digo, cansa quando não se alcança. Talvez o homem não olhe (e não molhe) mais a poesia,mas a Internet está fazendo esse papel (de olhar e de molhar). Quer falar de si? Abra um blog, um Twitter, um Orkut, ponha fotos na rede. Eu, faço e seguirei fazendo poesia sempre porque, falar, todo mundo fala. Eu quero é dizer alguma coisa. Por isso, segue abaixo o link para vocês comprarem o livro diretamente com a editora. Tentei a todo custo convencê-los em baratear mais o livro que sairia, a princípio, por R$ 64,90, mas mesmo com os custos de edição, custos administrativos, custos logísticos, impostos e meios de pagamentos, ficou por R$ 45,38 (*ainda está caro, eu sei) para um livro de 315 páginas, papel supremo 250g/m², 4x0, laminação fosca, brochura sem orelhas. Divulguem em seus blogs, Twitters, Orkuts, MSNs, amigos, amantes e sei lá mais quem. E parabéns a todos vocês!
foto: divulgação

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

MORTE DO CANTOR E COMPOSITOR BAIANO COMPLETA 20 ANOS

Por Elenilson Nascimento
Nesta sexta-feira, 21/08, completa 20 anos que Raul Seixas, o "maluco beleza", morreu em São Paulo. Esse baiano de Salvador deixou composições que são cantadas até hoje. Várias são as homenagens feitas no dia de hoje, entre elas, a morte do Raul é o principal tema da conversa com Mário Lucena, um dos escritores do livro “Raul Seixas - Metamorfose Ambulante" (editora B&A), no Bate-papo UOL com Convidados.
Esse livro de 260 páginas, também escrito pelos psicólogos Igor Zinza e Laura Hokan e com coordenação de Sylvio Passos, presidente do fã-clube oficial do músico, é baseado em uma pesquisa de mais de cinco anos, na qual os autores mostram como conceitos filosóficos foram inseridos nas letras de suas canções.
Segundo Lucena, o filósofo alemão Schopenhauer, um dos maiores representantes da corrente niilista, é a maior inspiração para as composições do roqueiro baiano.Com mais de 30 álbuns lançados, entre obras originais, ao vivo e póstumas, Raul Seixas começou sua trajetória no grupo "Raulzito e os Panteras", trabalhou como produtor musical e fundou a sociedade alternativa com o escritor Paulo Coelho. Clique abaixo e ouça uma matéria bem bacana sobre o Raul. Toca Raul!

foto: divulgação

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

BESOURO

O filme "Besouro" (foto), de João Daneil Tikhomiroff, está programado para estrear no dia 30/08. Seu trailer, no entanto, já recebeu mais de 300 mil acessos no YouTube e acaba de entrar para a história como o mais acessado do cinema nacional. Também, pelas imagens e efeitos especiais, o filme não perde em nada para as produções americanas e, o melhor, fala sobre um herói do Recôncavo Baiano e que luta capoeira.
Até Gilberto Gil já teceu seus comentários sobre o filme: “Olha, em muitos momentos da minha vida na Bahia, especialmente na adolescência, eu tive muito contato com pessoas que tinham a memória do Besouro, principalmente no círculo da capoeira e do samba de roda. Mas os que mais me marcaram foram os relatos de dona Canô, mãe de Caetano Veloso, que foi contemporânea de Besouro, e gostava muito de contar suas histórias”.
Em nota no blog do filme, consta que Dona Canô testemunhou os últimos momentos da vida de Besouro: ela conta ter visto o herói sendo levado para um hospital, ensanguentado, no dia em que foi assassinado. Não vou perder por nada!

>>> CLIQUE AQUI e confira o blog oficial do filme.
foto: divulgação

PROTESTO INUSITADO CONTRA A “MERDA” DO SENADO FEDERAL

“A crise econômica ajuda a afundar ainda mais as instituições burguesas deste país de “merda”. E esse nosso Senado, é a Casa do Povo ou Casa da Podridão Burguesa Hereditária?
Por Elenilson Nascimento
Teoricamente, esse governo do Lula, do “nada faz e nada viu”, eleito pelo povo trabalhador (*ignorante, sem estudos, sem critérios e alienado), contraria então mais de 65% dos votos no Senado Federal. Esta conta, porém, é ilusória. Em termos gerais, só existem dois partidos de base operária na podridão do Senado Federal: o PT e o PCdoB - contando os dois juntos com somente 13 senadores.
A burguesia, então, conta com o restante da corja de senadores (PMDB, DEM, PSDB, PP, PR, PRB, PTB) totalizando 60 senadores. Ou seja, em termos de classe, a classe operária é sub-sub-sub-representada neste órgão, ainda mais que dos senadores todos, hoje, somente 1 tem origem ligada à luta operária (Paulo Paim, PT-RS). Os demais senadores do PT são médicos (2), professor universitário (4), servidor público (2), professor do ensino médio (2), engenheiro chefe (1). Como se vê, a maior parte da base organizada do PT fraudulento conta somente com um representante direto. Piada né?
Lembremos: quando se falam das patifarias do Senado, toda a imprensa anota que elas começaram muito tempo antes. Então, o que levou a que somente agora tudo isso viesse a lume? Por que não conseguiram fazer, como de outras vezes, um grande “acordo de cavalheiros” que encobertasse tudo, redistribuindo benesses, favores e cargos entre os diferentes envolvidos para que todos calassem a boca? Piada né?
Essa crise que aí está, formalmente, tem origem na disPUTA da presidência do Senado, onde se enfrentaram o senador Tião Viana (PT) e o senador José Sarney (PMDB), dividindo um setor “ético”(?) contra o setor ligado ao senador Renan Calheiros (PMDB) que no ano passado esteve ameaçado de ser cassado e só sobreviveu devido ao APOIO do governo à manutenção de seu mandato. Piada né?
Mas, em tempos de crise, pequenos movimentos podem levar sim a grandes consequências. E isso não é piada! Nós estamos vendo isso no Irã e, embora a batalha “titânica” do nosso Senado possa ser comparada a uma “briga de botequim” no Beco do Buraco Doce (*para não dizer uma briga num bordel) frente ao tamanho da Revolução Iraniana, a situação guarda uma certa semelhança: lá uma eleição fraudada, como sempre fraudaram as eleições por lá, levou a um movimento de massas impressionante (*ler artigo de Alan Woods: A Revolução Iraniana: O que significa e para onde vai?).
E assim começaram as “batalhas titânicas” do Senado - esse local sagrado da alta sapiência política, onde o que mais se troca são cargos e benesses e pouco se trata do interesse público e da nação. As denúncias começaram a se suceder, de nomeações de filhos de senadores, de viagens internacionais com dinheiro do Senado, de pagamento de viagens para parentes (até o “tão ético” Suplicy entrou nessa, pagando as viagens de sua namorada com a cota do Senado) e chegaram até o esquema que organizava tudo isso. Piada né?
Indignado, como muitos brasileiros anônimos, o cantor do grupo Detonautas, Tico Santa Cruz (nas fotos) resolveu protestar contra a política de fachada deste do país. Ele protestou contra o Senado com uma foto (quase) pelado em SEU BLOG como forma de dizer que sente-se envergonhado. O Tico colocou no post “Eles apelam de lá, eu apelo de cá”, uma foto vestindo apenas uma toca preta estilo ninja e uma meia cobrindo o ”tico” (à la Red Hot Chili Peppers) e segura uma placa na mão, escrito “Senado Sem Vergonha”. E não precisou nem de texto para mostrar o descontentamento com o rumo da política, não é mesmo?
fotos: divulgação

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

CANTOR CEARENSE GRAVA CLIPE EM RESPOSTA A STEFHANY, DE 'ABSOLUTA'

"O cantor cearense Maxwell Rodrigues gravou “Resposta a Stefhany” e a música é o mais novo sucesso do YouTube e das rádios do Nordeste."
Por Elenilson Nascimento
Na Internet tem de tudo. E dá para se divertir muito sem sair de casa. A cantora(?) piauiense Stefhany (*mais sobre ela AQUI), que gravou uma versão de “A Thousand Miles”, canção de Vanessa Carlton, rebatizada de “Eu Sou Stefhany”, faz o maior sucesso. E o (inacreditável) clipe da canção depois de “bombar” na Web, e que tem como ator coadjuvante um... Volkswagen CrossFox!, levou a menina até para a Globo.
Stefhany chegou ao requinte de citar o aventureiro da VW na letra, que virou “No meu CrossFox...” . E depois da Volkswagen dizer desconhecer a música e o clipe, a menina ganhou um CrossFox novinho da empresa, no programa do Luciano Hulk. Que merda viu, porque eu não escrevi uma coisa linda como essa: “No meu CrossFox, eu vou sair, vou dançar, me divertir. Não vou ficar mais te esperando, pois agora eu sou demais!”. Eu sou um cuzão mesmo, viu!
Mas, de repente, não mais que de repente, a Stefhany ganhou uma resposta masculina ao seu hit. O feito foi feito (*que lindo, tô aprendendo!) pelo cantor cearense Maxwell Rodrigues que gravou “Resposta a Stefhany” e a música é o mais novo sucesso do YouTube e das rádios do Nordeste – se bem que eu ainda não ouvi em rádio nenhuma. No vídeo, ao invés do já famoso Cross Fox, o carro que aparece é um Rolls Royce.
Vamos dar uma força para ele. CLIQUE AQUI e leia o blog do rapaz, onde escreve sobre a sua carreira. Ele me pediu para fazer uma campanha “Maxuell no Programa do Jô”, mas isso eu não sei se vai rolar. Mas, sei lá, afinal "ele é rico , é bonito e mulher não vai faltar!". Agora que foi anunciado aqui na LITERATURA CLANDESTINA e até na Globo.com o cara vai estourar... O cara tem até uma voz bacana. Confira o vídeo que está bombando:

foto: divulgação

ENTREVISTA – VERÔNICA PIRES EM SALVADOR

“As pessoas nunca te dão o verdadeiro valor. Você vai fazer um show em um determinado local e não tem estrutura eu não tenho a estrutura que a Madonna tem. Tenho uma estrutura pequena, eu peço o mínimo que posso. Se eu fosse famosa teria tudo que eu quisesse.”
Ela iniciou sua carreira em 1991, após assistir ao documentário “Na Cama com Madonna”, e de lá para cá se tornou a cover oficial da musa no Brasil e de toda a América Latina. Verônica Pires, já é uma artista consagrada que transfere para o palco, um pouco do trabalho e da energia de um dos maiores ícones da música pop internacional, a Madonna. No último dia 15/08, Verônica o show “Madonna Forever 2009”, em Salvador, em comemoração ao aniversário da cantora. Leia abaixo a entrevista que ela deu para mim e para o Pepê Santos, do Portal Axezeiro.
Pepê Santos – Quem é Verônica Pires?
Verônica Pires – É uma pessoa comum, uma pessoa que imita um personagem a Madonna que é um grande mito no mundo.
Pepê Santos – Madonna é um ícone na música pop internacional, e sabemos que ela tem um grande respaldo, com isso, quais são os pontos positivos e negativos em ser cover de Madonna?
Verônica Pires – Positivos posso dizer que é o momento que estou no palco e os fãs da Madonna transfere essa carinho e admiração para mim e os pontos negativos por ser cover você nunca é julgado como artista, você é discriminado. As pessoas nunca te dão o verdadeiro valor. Você vai fazer um show em um determinado local e não tem estrutura eu não tenho a estrutura que a Madonna tem. Tenho uma estrutura pequena, eu peço o mínimo que posso. Se eu fosse famosa teria tudo que eu quisesse. Essas são as dificuldades maiores. No fim dá tudo certo.

ELENILSON – Como é tocar em Salvador?
Verônica Pires – O público é maravilhoso. Este show que eu fiz no “Madonna Forever” foi o maior que já fiz na minha carreira em matéria de quantid
ade e agitação.
Pepê Santos – Você já passou por
alguma situação complicada, inusitada por se parecer com a cantora?
Verônica Pires – Não, o pessoal chega perto de mim como se eu fosse a Madonna. Eles contam historias de vida, acabo virando uma conselheira. Aquela coisa de querer ta perto da Madonna, e eu posso fazer isso para cada fã. Faço coisa que
a Madonna não faz. Poder tocar no artista, pegar na mão essas coisas.
ELENILSON – Porque
é tão complicado a aceitação de alguns com relação ao seu talento?
Verônica Pires – Bom, eu não sei quem são esses "alguns". Mas a minha preocupação é com quem gosta do meu trabalho. Como você mesmo disse são "alguns". Minha preocupação é com a massa. Com os meus amigos e fãs.
Pepê Santos – Com o seu trabalho, já fez alguma apresentação internacional?
Verônica Pires – Já fiz Paraguai, Assunção e Cidade de Leste. A receptividade foi maravilhosa, quando eu subir no palco foi uma troca de energia. Em Assunção o pessoal ficou maluco, foram no camarim tirar foto comigo e tudo. Coisa de louco, muito legal
.
ELENILSON – Gostou de "Celebratio
n"?
Verônica Pires – Muito legal... Tanto é q
ue já vai entrar no meu show em breve.
ELENILSON – Você acha havia alg
uma necessidade de um disco duplo com músicas velhas?
Verônica Pires – A necessidade é da gravadora que ainda tem cartas na manga para vender Madonna. Eu gostaria de um disco com músicas novas.
Pepê Santos – Já teve alguma oportunidade de conhecer Madonna?
Verônica Pires – Não infelizmente, era meu sonho em conhecê-la. Ela esteve no Brasil e eu não pudi vê-la, estava realizando um show na mesma data no Mato Grosso. A Madonna é uma pessoa muito difícil de chegar perto dela, é complicado. Eu adoraria chegar perto dela. Mais quem sabe um dia?
Pepê Santos – Será que ela sabe do seu trabalho?
Verônica Pires - Eu acho que ela tem o conhecimento sim. Foi enviado um vídeo para mim de um bailarino dela e que fez uma participação em São Paulo, de lá para cá ele manda boa sorte, um alô, eu acho que a Madonna tem o conhecimento, mas não sei.
Pepê Santos – Se você tivesse a oportunidade de está cara a cara com Madonna, o que você diria a ela?
Verônica Pires - Será que eu conseguiria falar alguma coisa? (risos). Eu acho que iria ficar tão nervosa. Eu iria agradecer a ela pela artista que sou hoje, pelo que represento tudo devido a ela. Se subo no palco e faço o que faço foi graças a você.
ELENILSON – Deixa uma mensagem para mim e para os leitores da LC?
Verônica Pires – Gostaria de deixar um abraço a todos do LC e dizer que o trabalho continua, independente das alfinetadas.

Madonna vs Verônica Pires pelos traços do desenhista Jorge Bin.
>>> CLIQUE AQUI e leia uma outra entrevista que a Verônica já deu para a LITERATURA CLANDESTINA.
>>>
CLIQUE AQUI e também leia a entrevista de Jorge Bin na LC.
* Pepê Santos é jornalista do Portal Axezeiro.
fotos do show em Salvador: divulgação