sexta-feira, 31 de julho de 2009

I LOVE YOU, LEE!

“Da flauta doce dos anos 60 ao Theremim de hoje, a sempre mutante Lee tornou-se um mito – um mito num país de bundas. Que contradição!”Por Elenilson Nascimento
Eu sempre fui um chato com relação às minhas coisas. Sejam os meus amores (*na sua maioria problemáticos), sejam os meus livros, meus discos, mas não sou do tipo que faria o mesmo que a Elis: “Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais. E tenha somente a certeza, dos amigos do peito e nada mais. Eu quero uma casa no campo, onde eu possa ficar no tamanho da paz (...) Eu quero uma casa no campo, do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé, onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros e nada mais!”. Primeiro, eu detesto mato. Não consigo conceber nem ao menos uma chancezinha de fazer um acampamento, nem no tempo em que eu era escoteiro. Quanto aos amigos: a minha lista está cada vez menor, contrariando o que a vã filosofia julgaria como necessário. Quanto aos meus livros e discos: não empresto, não dou e nem troco!
Mas queria compartilhar uma coisa com vocês: eu amo a Rita Lee! Pena que eu não nasci nos anos 60, pois seria mais um “caso” dessa menina. Mulheres como a Rita já estão em extinção. Da flauta doce dos anos 60 ao Theremim de hoje, a sempre mutante Lee tornou-se um mito – um mito num país de bundas. Que contradição! É claro que ela fez por onde quando chutou o pau na barraca da mesmice, criou asas e detonou seu próprio Big Bang na história do Brasil e, principalmente, na minha. Íntima do tal de “roque enrow” (tá errado né?) amplificou o dom da sua dimensão cósmica e descobriu-se uma fantástica criadora de amor, tatuando na alma de todas as “galeras” a marca ruiva e bem-humorada de suas instigantes canções...
Recentemente, a “menina”, apoiada nos mínimos detalhes pela guitarra falante do maridão Roberto de Carvalho (*um abuso de sensibilidade e bom gosto) e pelo filho Beto Lee (*que além de tocar bem... e muito mais, apresenta o making off no DVD) , a “ovelha iluminada” fez o que quis nesse “Multishow Ao Vivo Rita Lee”. Contando ainda com o auxílio elegante de uma excelente e poderosa gangue de músicos e lindas vocalistas que respiram junto com ela... coisas para Paul McCartney nenhum achar defeitos. Compre, baixe, “pida” a alguém, roube nas Americanas, sei lá, mas tenha esse disco. Eu não achei o linck para colocar aqui na LC. Porém, deixo outra parte da Rita pra vocês. Dessa vez ao lado da Fernanda Young (foto ao lado) – outra que eu tenho muita admiração, não pela nova versão apresentadora, mas pela Young escritora – superiormente melhor do que a menina da TV. Outro dia, um “caso antigo” me disse, com desdém, que não conseguia entender o porquê um cara como eu (*que pensa) gosta da Fernanda. No dia que eu começar a ter essas respostas, prefiro cravar uma bala na cabeça, igual ao Hemingway. Confira abaixo uma entrevista bem bacana que a Fernanda fez com a Rita:

fotos: divulgação

2 comentários:

Fortress Of Solitude- disse...

Caro Elenilson,compartilho com você da mesma paixão pela Rita Lee,já tive casos e acasos da vida embaladas pelas canções dessa grande estrela da música brasileira,a quem admiro muit.Mas fico triste em saber que os jovens de hoje não conhecem ou ingnoram trabalhos como o dela,pois preferem ridiculas boy bands ou cantoras de pop rock.Parabéns pela grande qualidade do texto e compartilhe mais vezes os seus gostos músicais.Abraço.

Domenium disse...

Oi Elenilson!
Valeu pela visita. Que bom que curtiu o blog. Escrevo contos de literatura fantástica, porém, que caminham em paralelo com a nossa realidade social e a marginalidade.
Muito massa seu blog também.
Volte sempre!