segunda-feira, 27 de abril de 2009

O ÚLTIMO DIA DA BIENAL DO LIVRO DA BAHIA 2009

Por Elenilson Nascimento
A “9ª Bienal do Livro da Bahia”, segundo a organização, levou cerca de 272 mil pessoas ao Centro de Convenções de Salvador nos dez dias de evento, que terminou nesse domingo, 26/04. Deste total de possíveis “leitores”, 50 mil eram estudantes do Programa de Visitação Escolar. A 9ª edição do evento homenageou os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai e, em virtude das comemorações do Ano da França no Brasil, o país homenageado foi a França, onde a Bienal do Livro da Bahia foi um dos primeiros eventos a fazer parte das comemorações, aberto oficialmente no dia 21 de abril pelo Governo Federal, através dos Ministérios da Cultura, das Relações Exteriores e Governo do francês.
Apesar de ter tido muitos problemas com o alagamento de estandes devido às fortes chuvas, despreparo de muitos funcionários, falta de educação dos seguranças, muita sujeira, mofo, roubos (dentro e fora) no local do evento, mentiras jogadas na imprensa, livros caros (*pelo menos os que eu queria) e principalmente a falta de infraestrutura do local, o que acarretou em um prejuízo de R$ 25 mil aos expositores e também com número de pessoas que ficaram de fora de palestras devido a falta de estrutura para receber o público presente, a gerente geral da Bienal da Bahia, Tatiana Zaccaro, avaliou – lógico – que o evento cumpriu todos os seus objetivos.
A comediante global Heloísa Perissé num dos debates na “9ª Bienal do Livro da Bahia”.
As atrizes Heloísa Perissé e Zeca de Abreu se encontraram na Bienal para debater, de forma divertida e dinâmica, o tema “O que é, hoje, uma mulher bonita?”. O bate papo aconteceu na “Arena Jovem Oi”, um dos espaços culturais do evento.
A atriz Zeca de Abreu, 44 anos, diz que sempre foi gordinha. “Quando alguém me chama de gordinha eu respondo: gordinha e gostosa. Sempre tive meus casos e beijei muito na boca. Chamo isto de cidadania”, e acrescentou: “É preciso coragem para se conhecer e se gostar. Estamos aqui de passagem, para nos tornamos pessoas melhores. O corpo é só um instrumento”.
A Praça de Cordel e Poesia apresentou durante toda a Bienal do Livro 2009, atrações especiais com grandes nomes da Poesia e Cordel. Para o último dia da Bienal, a praça recebeu uma programação recheada de muita criatividade e cultura.
A poesia dos poetas Heber Sales, Priscila Fernandes
e Moacir Eduão dan
do um show na Bienal.
O cantador e pesquisador de cultura popular Sapiranga.
Dona de uma voz suave e marcante, a ex-cantora da banda Cheiro de Amor,
Carla
Visi, também marcou presença na Bienal.
Carla Visi lendo poesias na Praça de Cordel e Poesia. Um luxo!

fotos: Via Press Comunicação

9 comentários:

Carla disse...

Esse blog é lindo!

Renata Marinho disse...

Elenilson, parábens pelo excelente trabalho. Q saudades rapaz. Comprei teu livro na Bienal, aliás, comprei dois.

Moacir Eduão disse...

O "dando um show" fica por sua conta. rs. Li uns poemas lá. Nem recitar eu sei. Obrigado pela divulgação no blog!

Ayedna disse...

Parece que estar havendo um interesse maior pela literatura no pais . Pena que a nossa média de leitura de livros por ano ainda seja baixa em relação a outros países 2,5 livros por ano, contra 10 nos Estados Unidos ou 15 em países como a Suécia ou a Dinamarca. A era da internet trouxe a velocidade e superficialidade da informação. Os livros estão perdendo espaços para outros veículos de comunicação como os áudios-visuais, que requerem um esforço intelectual consideravelmente menor na apreensão de informações. Veja só ..... uma Feira de Livros , traz em destaque outras atrações como entrevistas com atrizes globais, shows musicais entre outros.
Mas, não esqueçamos do nosso velho e bom amigo LIVRO. Na minha concepção nada o prazer de ler-lo.

K.Olive disse...

Adorei os textos, excelente!

Elenilson Nascimento disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Elenilson Nascimento disse...

Obrigado amigos. Vcs não sabem o quanto são importantes esses comentários aqui!

Gil M C Veiga disse...

ue teus desabafos me levaram,em que alucinados se retorciam,ferozes algozes se desfaziam,glamourosamente levianos,como ritos práxis freudianos,analisando o que psicanalisei,sem fronteiras de ilusões,como somente um poderia,há muito ter sido concreto,mas foi tão cético e discreto,que se fez de fato e verdadeiro,um equilibrado psicopata da paixão...

Ceiça Rocha disse...

Apesar dos tropeços que ocorreram, valeu a pena. Principalmente ver no painel meu escriba num painel lindíssimo, muito chique! Aqui está acontecendo no Centro de Convenções. Acho válido a oportunidade de conhecermos novos escritores, e principalmente as escolas que levam alunos para aprensentá-los ao universo literário, que em sua maioria desconhecem.