sábado, 25 de abril de 2009

DOIS CARAS BACANAS NUM PAPO LEGAL!

“Ruy Castro e Nelson Motta lotaram auditório do Café Literário.”
Por Elenilson Nascimento
O Brasil carece de infra-estrutura cultural de divulgação, pesquisa, edição e distribuição de livros e CDs. O Brasil carece de infra-estrutura cultural de tudo (*e de educação também). O empresariado local não patrocina arte e a cultura da cidade, consequentemente a mídia pouco divulga e não apóia porque não tem publicidade, gera-se um circulo vicioso... dantesco e ordinário, porém, nem só desse triste panorama falamos aqui na LITERATURA CLANDESTINA. Falamos também de muitas coisas boas. Falamos de livros! Livros bons para cabeças boas!
E, num bate-papo descontraído em torno de biografias, os organizadores da “9ª Bienal do Livro da Bahia”, reuniram os escritores Ruy Castro e Nelson Motta no auditório principal da Bienal. Autor Ruy Castro de “Uma biografia de Carmen Miranda” (2005), apontou os dois tipos do gênero: “as não autorizadas”: “São aquelas que a gente faz com a cara e com a coragem”. E “as autorizadas”: “Negociadas com a família, que entrega todo o material e abre todas as gavetas para a produção do texto”. Mas, “antes da publicação, eles tiram tudo o que querem do livro, ou seja, não tem graça nenhuma”, conclui. Bem humorado, Castro disse que o biografado ideal é aquele que já faleceu, e, de preferência, há mais de dez anos, “pois o morto recente nunca tem defeitos”, completou.
No ano passado, Ruy Castro, que também é colaborador do jornal Estado de S. Paulo, ficou em primeiro lugar na categoria biografias do 48.° Prêmio Jabuti de Literatura com "Carmem - Uma Biografia", seguido pelo escritor Orestes Barbosa com "Repórter, Cronista e Poeta Carlos Didier" e do jornalista e editor-executivo Daniel Piza, com "Machado de Assis: Um Gênio Brasileiro". , exemplificou Castro.
Outro que tem desempenhado um excelente papel de biografo é o Nelson Motta (foto ao lado). O cara se autodefine como um falso carioca, é jornalista, compositor, escritor, roteirista e produtor musical, além de ter sido “caso” de Elis Regina e de tantas outras musas da MPB.
Autor de canções de sucesso como “Dancing Days” (com Ruben Barra) e “Como uma onda” (com Lulu Santos), Motta integrou durante oito anos a mesa do programa “Manhattan Connection”, da GNT/Globosat. É dele o best-seller “Noites Tropicais”, que vendeu mais de 75 mil cópias. Escreveu também “O canto da sereia” e “Nova York é aqui” (*que eu até já resenhei), entre outros.
“Para investigar a vida de uma personagem eu preciso entrevistar pelo menos 200 pessoas. E para chegar nessas 200 pessoas, preciso falar com mais 200”. Ainda sobre a busca da informação, Nelson Motta disse que teve que aprender a filtrar as histórias mais interessantes acerca de Tim Maia, no livro “Vale Tudo - O som e a fúria de Tim Maia” (2008). “Todo lugar que eu ia sempre tinha alguém que tinha algo a contar sobre ele. Isso é muito bacana”, falou. Motta também comentou que a vida de Tim foi um prato cheio. “É o sonho de qualquer ficcionista, pois ele vivia louca e intensamente. Poderia até ser uma ficção. E daria uma ficção maravilhosa, inimaginável”, se diverte. Pelo menos eu descobrir o porque do Nelson Motta só aparecer de óculos escuros faça chuva faça sol na TV. Olha só os pés de galinha na cara do cara! Rapaz, já existe Botox e você, que eu saiba, não precisa ir para a fila do SUS. fotos: Via Press Comunicação

2 comentários:

Adriana disse...

um luxo de dabate!

DOUGLAS disse...

EU AMEI ESSE BLOG.