Por Elenilson Nas
A sociedade parece mais “atenta” (*sem bem que ainda tenho minhas dúvidas) aos debates sobre a violência no mundo todo – CLIQUE AQUI. A violência é reflexo do que acontece não apenas numa cidade, mas em todo o planeta e expande-se como uma onda e se propaga numa velocidade muito alta por falta de investimentos na Educação e de projetos realmente eficientes de Políticas Públicas. Além disso, não é “construindo casas populares” ou “aumentando em mais duas parcelas o seguro desemprego” que a coisa vai resolver. É necessário programas “de verdade” que diminuam as desigualdades sociais e façam com que os jovens desde cedo tenham uma perspectiva de vida, coisa que anda se perdendo.
O que um jovem deseja hoje? Bem, depende da classe social. Se for de classe A e B, provavelmente, morar fora do Brasil, beber nas baladas, pular nas micaretas, comer gente, comprar roupas de marcas e por aí vai. Mas se for das classes C até Z, como é de praxe, ser jogador de futebol, pagodeiro famoso ou cair no tráfico. Triste futuro o nosso!
Na teoria, a polícia vem trabalhando com a perspectiva de que a maioria desses crimes bárbaros que vem acontecendo por todo o país esteja ligada ao tráfico de drogas. Não é só no Rio de Janeiro que o tráfico vem agindo. Em Salvador – CLIQUE AQUI – em 18 horas desse último fim de semana, foram executadas a tiros oito pessoas na Região Metropolitana. Neste mesmo período houve também assaltos, seqüestros e furtos de veículos. E o que as autoridades (in)competentes vem fazendo? Nada, a não ser aparecer em programas de péssimo gosto dando showzinho.
As localidades mais atingidas com a violência são os bairros periféricos, como: Pero Vaz, Liberdade, Iapi, São Cristovão, Mata Escura, Pernambués, Bairro da Paz e Baixa da Égua. Foram constatados pela Secretária de Segurança Pública - todos esses locais possuem ligação com tráfico de drogas. O governador Jacques Wagner (*que eu ainda não sei o que fez pelo Estado), falou que, o motivo do crescente índice de violência, em Salvador, está ligado a aposentadoria dos policiais e a falta de concursos públicos. Será mesmo?
Eu acho que o governador não anda nos bairros populares. Também lá não tem ar condicionado nem champanha importado. Mas sem os concursos (*aquilo de Guarda Municipal é uma piada!) não tem como haver substituição dos cargos. Enquanto isso, o alto escalão da Polícia Militar da Bahia anda envolvido com corrupção – CLIQUE AQUI. Pior, com os atuais policiais presentes e totalmente despreparados, os meliantes estão fazendo a festa. Sem eles a população fica refém dos bandidos. A ineficiência dos órgãos públicos de segurança está causando revolta na comunidade bahiana. Mas isso a mídia raras vezes mostra. Este quadro doloroso, vexatório, parece fadado a complicar-se. A desorientação de todos os órgãos públicos de segurança deixa transparecer, que a cidade esta entregue a marginalidade.





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