Por Elenilson Nasci
mento
Dizem lá pelos livros de História do Brasil que, lá pelos idos de 1549, o primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Souza (*o mesmo que teve a incumbência de fundar a cidade de São Salvador da Bahia) sentenciou à morte um índio que assassinara um colono. A pena foi cumprida a risca e de forma bárbara, como bárbaros eram aqueles tempos e como também bárbaros são os de hoje com os “novos capitães do mato” (a polícia) barbarizando.
Mas, voltando ao índio condenado: colocado à boca de um canhão, o homicida voou pelos ares. Um ano depois, ainda sob a administração de Souza, dois franceses foram flagrados contrabandeando pau-brasil, um crime que a Coroa não tolerava. Mas a dupla de criminosos foi perdoada. Não, o mandatário não havia se abrandado repentinamente ao som de músicas imbecis do padre Antonio Vieira (*o Marcelo Rossi daqueles tempos). Apenas considerava que há criminosos e criminosos, exatamente como acontece nos dias de hoje com a liberação (*por habeas-corpus) na última sexta-feira, 27/03, da Eliana Tranchesi , dona da loja (*só para ricos) Daslu, enquanto centenas de miseráveis estão encarcerados nas penitenciarias por qualquer “crimesinho básico” e sem um apoio jurídico confiável.
Decorridos 460 anos, as desigualdades sociais ainda marcam o dia-a-dia das grandes cidades brasileiras que, como Salvador, enfrentam o desafio de conviver com a violência urbana. Mas, como apontam os estudiosos do tema, o fenômeno (*que não se chama Ronalducho) decorre de vários fatores históricos, às vezes, de forma imperceptível.





foto 1: Caminho dos Versos; fotos 2 até 5: Fernando Vivas
foto 6: Lúcio Távora; foto 7: Marco Aurélio Martins
e foto 8: Eduardo Martins
mentoDizem lá pelos livros de História do Brasil que, lá pelos idos de 1549, o primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Souza (*o mesmo que teve a incumbência de fundar a cidade de São Salvador da Bahia) sentenciou à morte um índio que assassinara um colono. A pena foi cumprida a risca e de forma bárbara, como bárbaros eram aqueles tempos e como também bárbaros são os de hoje com os “novos capitães do mato” (a polícia) barbarizando.
Mas, voltando ao índio condenado: colocado à boca de um canhão, o homicida voou pelos ares. Um ano depois, ainda sob a administração de Souza, dois franceses foram flagrados contrabandeando pau-brasil, um crime que a Coroa não tolerava. Mas a dupla de criminosos foi perdoada. Não, o mandatário não havia se abrandado repentinamente ao som de músicas imbecis do padre Antonio Vieira (*o Marcelo Rossi daqueles tempos). Apenas considerava que há criminosos e criminosos, exatamente como acontece nos dias de hoje com a liberação (*por habeas-corpus) na última sexta-feira, 27/03, da Eliana Tranchesi , dona da loja (*só para ricos) Daslu, enquanto centenas de miseráveis estão encarcerados nas penitenciarias por qualquer “crimesinho básico” e sem um apoio jurídico confiável.
Decorridos 460 anos, as desigualdades sociais ainda marcam o dia-a-dia das grandes cidades brasileiras que, como Salvador, enfrentam o desafio de conviver com a violência urbana. Mas, como apontam os estudiosos do tema, o fenômeno (*que não se chama Ronalducho) decorre de vários fatores históricos, às vezes, de forma imperceptível.
foto 6: Lúcio Távora; foto 7: Marco Aurélio Martins
e foto 8: Eduardo Martins





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