quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA COM O ESCRITOR VARLEY FARIAS RODRIGUES

“É lamentável que a literatura seja tão maltratada e não lhe seja dado nenhum espaço nas mídias de massa no Brasil. Acredito que ela é uma ponte que poderá propiciar ao indivíduo sair do marasmo, da ociosidade do não pensar, do mar de alienação em que se encontra para um lugar onde existem infinitos horizontes, um lugar onde o pensamento se liberta.” (V.F.R.)
Por Elenilson Nascimento
Cearense, poeta e escritor com um olhar crítico apurado, Varley Farias Rodrigues tem poesias e contos publicados em várias antologias e, entre as principais está os "Poemas Dispersos", da “Coleção Literatura Clandestina” (2006). Nasceu em Crateús, sertão dos Inhamuns (Ceará), foi para Fortaleza com seus pais aos seis anos para se tratar de problemas no coração e diz que desde tenra idade escrever sempre foi como um “comichão” que não o deixava um único instante, como no poema “Pesadelo”: “A cama vazia, outrora vadia, cúmplice, agora calada, dizendo nada, nenhum gemido. Os lençóis agasalhando o teu perfume, misturando os sabores, os sons do silêncio ecoando nos meus ouvidos. Martirizando-me sem compaixão. E eu, orando as paredes, que o dia desperte-me desse pesadelo, mesmo que seja sob a luz de mais uma ilusão”. Há uns vinte anos trabalha com programação de computadores, profissão que gosta muito de exercer, porém, considera a poesia a sua verdadeira paixão.
ELENILSON – A bibliografia adotada nos cursos de Letras e Pedagogia das faculdades brasileiras circunscrita autores da esquerda pedagógica. Eles confundem pensamento crítico com falar mal do governo ou do capitalismo. Não passam de manuais com uma visão simplificada e, por vezes, preconceituosa do mundo. O mesmo tom aparece nos programas desses cursos. Perdi as contas de quantas vezes estive diante da palavra “dialética”, que, não há dúvida, a maioria das pessoas inclui sem saber do que se trata. Em vez de aprenderem a dar aula, os “aspirantes a professor” são expostos a uma coleção de jargões. Tudo precisa ser democrático, participativo, dialógico e, naturalmente, decidido em assembléia. O que você acha dessa falta de conteúdo pedagógico na maioria dos cursos universitários?
Varley F. Rodrigues – É no mínimo lamentável essa situação. Outro dia estive conversando com uma amiga de longas datas e ela me dizia que há oito anos atrás desistira do curso de Pedagogia por achar que os seus professores eram TODOS DESPREPARADOS e COMPLETAMENTE ALIENADOS com relação à profissão que exerciam. O sonho de criança da amiga ia sendo levado pelas águas do descaso profissional, pelas correntes da falta de ética e ela viu-se sendo tragada por um mar de incompetência. Disse-me ainda, que preferiu saltar do barco antes que estivesse completamente naufragada. Hoje com duas formaturas (*Administração e Enfermagem), bem sucedida financeiramente, mas segundo ela, carregando ainda a frustração de não ter realizado seu sonho. E como ela, existem MILHÕES DE PROFISSIONAIS QUE SE DESILUDIRAM COM A PEDAGOGIA, principalmente depois da PROLIFERAÇÃO DESENFREADA DE FACULDADES DE ESQUINA e que, na maioria dos casos, tem meros desejos comerciais esquecendo do seu real papel na sociedade. Mas, o fato é que os velhos jargões continuam formando “professores”. Profissionais que, muitas vezes, sequer conseguem formar um pensamento critico a respeito da Pedagogia e se “formam” sem que ao menos tenham ouvido falar de Antonio Gramsci, Paulo Freire e muitos outros que influenciaram a Pedagogia no Brasil e no mundo.
ELENILSON – Outra coisa, quando esses novos “educadores” chegam às escolas para ensinar, muitos apenas repetem bordões. Eles não sabem nem como começar a executar suas tarefas mais básicas. A situação se agrava com o fato de os professores, de modo geral, não admitirem o óbvio: O ENSINO NO BRASIL É UMA “MERDA”, em parte, porque eles próprios não estão preparados para desempenhar a função. Como você analisa o futuro da educação no Brasil, pois eu já entreguei a Deus?
Varley F. Rodrigues – A educação no Brasil parece ser uma estrela sem brilho algum. Numa ponta vemos faculdades que tem por primeiro objetivo o acumulo de riquezas em detrimento da formação do indivíduo, noutra, o descaso dos governantes em promover uma revolução educacional que tenha por objetivo nortear a formação e a excelência dos profissionais com o intuito de combater esse caos. Noutra ponta ainda, vemos “educadores” desinteressados e incapazes de transmitir algum conteúdo que force os seus alunos a um pensamento critico, justamente porque eles próprios não detêm esse pensamento. E tudo isso, culpa de um sistema educacional inerte e que promove somente a deformação das consciências e a desilusão de possíveis excelentes profissionais. O futuro de fato está entregue a Deus porque se depender somente de boa vontade, daqueles que tem o poder de mudança, cada vez mais veremos essa alienação se generalizando.

ELENILSON – Professores fazem parte de um grupo de trabalhadores totalmente limitados. Eles são corporativistas ao extremo. Podem até estar cientes do baixo nível do ensino no país, mas costumam atribuir o fiasco a fatores externos, como o fato de o governo não lhes prover a formação necessária e de eles ganharem pouco. Os professores se eximem da culpa pelo mau ensino – e, conseqüentemente, da responsabilidade. E nos sindicatos, todo esse corporativismo se exacerba. Comente.
Varley F. Rodrigues – É fácil jogar a culpa no governo, e de fato os governantes tem uma elevada parcela de culpa. Penso que profissionais da educação, da saúde e da segurança, devam ser os mais bem remunerados numa sociedade, mas o que vemos é um Estado inerte que, de um lado remunera muito mal a esses profissionais essenciais, enquanto paga salários altíssimos a políticos, verdadeiros profissionais do engodo. Mas, nenhuma classe deve se espelhar na inércia do Estado, cruzar os braços e esperar dias melhores. Os profissionais da educação, já que tão conscientes do baixo nível de ensino, deveriam usar a força do corporativismo para reivindicarem a elevação desse nível, exigindo do governo cursos e treinamentos. A culpa acaba tendo que ser divida entre governo, professores e a sociedade de modo geral, porque também se mantém calada.
ELENILSON – Uma vez que a grande maioria da população brasileira passa, mesmo que precariamente, pelos bancos escolares, as características antes apontadas articulam-se com as trajetórias escolares "típicas": repetência e evasão como conseqüências do "fracasso escolar". Não é nosso objetivo discutir aqui na LITERATURA CLANDESTINA, especificamente, a questão do fracasso escolar, apenas colocar em evidência que tal dificuldade é, sobretudo, da escola e não do aluno. Comente.
Varley F. Rodrigues – A parcela de culpa do aluno, a meu ver, existe sim. E da família também, como base formadora do individuo, mas recaí sobre a escola o maior peso desse ônus, porque é a escola a base de formação do cidadão e sobre essa responsabilidade, ela tem obrigação de combater o mal da evasão. Sem querer me aprofundar noutros fatores que tem peso no quesito repetência, cito o despreparo dos professores como causa primeira. A falta completa de incentivos proporciona a desilusão com a profissão, ou seja, profissionais mal remunerados, despreparados e uma escola que não tem interesse algum em educar, contribuem para elevação dos índices de evasão e repetência.
ELENILSON – Em qualquer cidade provinciana do Brasil (*país provinciano) existem poucas oportunidades para se falar e fazer literatura. Por isso, uma “conversa” com um cara como você é especialmente importante. Meu interlocutor é um tipo inteligente, mas moderado – o que eu acho uma pena. Outro dia, li uma definição “lamentável” vinda do bostético Diogo Mainardi, que escrevera que a literatura existe para degradar a humanidade, que quando a humanidade se descobre por demais segura de si, ali está à literatura para degradá-la e colocá-la no seu lugar. O outro escritor na história era Saramago, para quem tal idéia era anátema. E o que o Varley acha dessas coisas?
Varley F. Rodrigues – É lamentável que a literatura seja tão maltratada e não lhe seja dado nenhum espaço nas mídias de massa no Brasil. Acredito que ela é uma ponte que poderá propiciar ao indivíduo sair do marasmo, da ociosidade do não pensar, do mar de alienação em que se encontra para um lugar onde existem infinitos horizontes, um lugar onde o pensamento se liberta. O que no meu modo de entender degrada a humanidade são PENSAMENTOS RETRÓGRADOS, são profissionais mal formados, são governantes mal intencionados, é a banalização da violência, é o desinteresse em educar-se, é a parcialidade da mídia e a manipulação de informações. E também é o fato do pensamento ser usado para corromper os indivíduos, é o dizimo corrosivo dos templos que vendem paraísos celestes, são as diversas formas de fanatismo, é o corporativismo alheio aos anseios da sociedade, é a intolerância, é a proliferação de
mentes ociosas facilmente manipuladas, são os vícios que tiram vidas.
ELENILSON – No seu poema “Saga de um nordestino“, você escreveu: “De viver sem alegria, transformei-me nesse chão... Sem nenhuma ilusão“. Você não me parece ser um cara realista, pois muitas vezes você passa a impressão de que ainda tem muitos sonhos nos seus devaneios. Explique.
Varley F. Rodrigues – Acredito que estou muito aquém de ser poeta, porém, tenho devaneios como os poetas, pois talvez os meus sejam mais profundos, ou não, o fato é que às vezes a realidade me faz divagar por devaneios, acho que é uma fuga dessa quase sempre cruel realidade brasileira, onde tudo que parece impossível existe, do mais vil ao mais sublime. Mas também acho que metade de mim é realista, e a outra, é devaneios, sonhos, é quase poeta.
ELENILSON – Eu gosto do Caetano dos anos 80. De lá pra cá ele tem se perdido em seus próprios caminhos e pensamentos. Você acha que isso acontece com todos os poetas?
Varley F. Rodrigues – Eu sinto a mesma coisa com relação a Caetano, pois ele já foi bem melhor. Acho que todos passamos por transformações na vida e o Caetano não é diferente. E são essas transformações que demonstram a nossa evolução (ou involução) como gente, como artistas, como profissionais, como seres sociáveis. Os artistas, poetas, compositores, cantores, escritores entre outros, fazem parte de uma casta onde mais notamos essas transformações porque são nossos ídolos, admirados por nós, e que conseguiram nossa admiração por seguirem uma linha de atuação que nos agradava, e nas suas transformações, achamos que perderam a identidade (muitas vezes até perdem mesmo), mas precisamos entender que também nós nos transformamos, e nossas mudanças interiores também podem nos causar alguma intransigência com relação à obra desse ou daquele. Outro compositor que acho que transformou-se e muito, foi Roberto Carlos. A sua produção artística caiu qualitativa e quantitativamente. Eu preferia o Roberto dos anos 70 e 80.

ELENILSON – Será que a poesia sobrevive nesse mundo medíocre de artistas descartáveis?
Varley F. Rodrigues – Amigo, eu lhe digo sem medo de errar, e quanto a isso eu sou um otimista ilimitado. A poesia sobrevive sim. Ela se transformará, porque como já citei passamos por transformações. A poesia faz parte da alma humana e como tal, sobreviverá.
ELENILSON – Na apresentação dos “Poemas Dispersos“, eu disse que estamos órfãos dos sonetos e saraus literários. O que você acha que também somos órfãos?
Varley F. Rodrigues – Aqui em Fortaleza, graças a uma pequena turma apaixonada por poesias, ainda existe saraus (*poderia haver bem mais), onde os poetas declamam suas poesias. É muito prazeroso e uma terapia excelente. Considero que a poesia e a literatura de modo geral devem ter um espaço maior. De certa maneira estamos presos á feiúra da vida, quando deveríamos nos libertar e buscar coisas belas, coisas que nos fazem bem de verdade.
ELENILSON – Será que estamos todos perdidos?
Varley F. Rodrigues – Muitas vezes amigo, somos colhidos por um estado depressivo ao presenciar as mazelas humanas, tão cotidianamente expostas na mídia, e quando somos vítimas das insanidades do homem, aí é que nos abatemos e nos vem a visão pessimista de tudo. Metade de mim diz que sim. Estamos perdidos! OUTRA METADE, PORÉM, DIZ NA SURDINA QUE AINDA HÁ ESPERANÇA. E nesse segundo momento, com certeza estou longe da TV, sendo esquecido pelo natureza cruel do animal homem e viajando num bom livro, ou ainda curtindo a família e os amigos. Ora considero o apocalipse, ora consigo ouvir o canto de um pássaro, ora enxergo somente a primeira parte da divina comédia, ora somente a última. O fato é que se continuarmos navegando nesse oceano de insanidades, não haverá mais encantos porque prevalecerá o inferno de Dante. Quero crer que há esperança e combato meu pessimismo diariamente.

ELENILSON – Por que livros de autores “não-famosos” e “não-acadêmicos” não entram em listas alguma? Listas (*da Veja, por exemplo) são importantes?
Varley F. Rodrigues – Livros são importantes, listas (*da Veja, por exemplo) não. O indivíduo precisa ler livros e não listas. Aquele que busca ler só livros que estão em listas (*como as da Veja, por exemplo), não passa de uma pessoa sem vontade de conhecer, de se aventurar, é uma “Maria vai com as outras”. A verdade é que esses criadores de listas tem preconceito contra escritores que não são renomados.
ELENILSON – Erasmo escreveu no seu “Elogio da Loucura “ que sempre foi permitido aos homens das letras gracejar sobre a vida humana, ele só esqueceu de mencionar que escritores são uns patifes ordinários, pois gracejam das vidas dos outros e muitas vezes esquece da sua. Comente.
Varley F. Rodrigues – "Já que a raça humana insiste em ser completamente louca - já que todas as pessoas, do Papa ao mais humilde pároco da aldeia - do mais rico dos homens ao mais miserável dos mendigos - da honrada dama em suas sedas e cetins à mulher vulgar em seu vestido de chita - já que todos se decidiram firmemente a não usar o cérebro que Deus lhes deu, mas insistem em se deixar guiar inteiramente pela ambição, vaidade, ignorância, porque, em nome de uma divindade racional, deveriam as poucas pessoas realmente inteligentes perder seu tempo e esforço, tentando mudar o gênero humano, transformando-o em algo que ele jamais desejou ser? Deixêmo-lo viver feliz em suas loucuras. Não o privemos daquilo que, lhe dá maior prazer - seu infinito poder de se tornar ridículo", de Desidério Erasmo. Esses admiráveis “patifes ordinários” e escritores tem de fato vocação em gracejar sobre a vida alheia. É mais fácil criar um personagem do que se expor e o ridículo é sempre o outro. Mas que seria desse mundo sem esses “patifes ordinários” e suas obras que fascinam? Onde estaria a humanidade sem o imensurável prazer da leitura? Se com a literatura estamos vivendo a globalização do caos, imagine sem ela. Enquanto houver um “patife ordinário” produzindo gracejos, haverá esperança de que as sociedades possam melhorar-se.
ELENILSON – A vivência na organização produção dos “Poemas Dispersos“ foi decepcionante. Tanto por parte da editora CBJE que prometeu isso e aquilo e depois me deixou na mão, quanto por parte das pessoas que entraram no livro. Poucos foram aqueles que divulgaram ou mandaram um sinal. Você acha que isso é um fator decorrente da falta de educação dos brasileiros?
Varley F. Rodrigues – Eu senti que houve um momento meio frustrante para você, e confesso que até eu me senti um pouco frustrado pela demora, porém, depois entendi os problemas e percebi que você estava sozinho no barco. Confesso ainda que naquele momento nada fiz para divulgar o livro (apenas falei para uma meia dúzia de amigos, que salvo um ou outro não manifestaram interesse). Considero, portanto, que a minha atitude, que pode lhe ter parecido decepcionante, deveu-se a minha total falta de experiência de como proceder. Era apenas a minha primeira ou segunda participação em seletivas e fiquei mais preocupado em ver o “filho” e tê-lo as mãos, do que espalhar a noticia.
ELENILSON – A literatura já virou comércio, como a educação, ou ainda nos resta alguma esperança?
Varley F. Rodrigues – Virou mercantilismo, e não é de hoje isso não, já vem de algum tempo. Acho tão prazeroso escrever e acredito que ainda exista algum escritor que também ache isso, mas o fato é que grande parte ver nisso apenas um negócio, e só pensa em cifras e ver suas obras em listas.
ELENILSON – E para que serve a ABL?
Varley F. Rodrigues – Você agora me pegou. Quando eu descobrir eu respondo.
ELENILSON – O que falta para movimentar o mercado literário no Brasil?
Varley F. Rodrigues – Boa vontade por parte da mídia de massa, conscientização do individuo de que é necessário ler, reformas verdadeiras e consistentes no modo de ensino, e acredito que o barateamento de livros também seria algo que iria incrementar o mercado.
ELENILSON – Como você encara essas comissões julgadoras de Concursos literários?
Varley F. Rodrigues – Na verdade, as comissões julgadoras de concursos literários que enfrentei, foram de seletivas da CBJE (*entrei em todas que concorri) e no Prêmio Literário Asabeça 2008 (não entrei). Não posso dizer se há ou não algum tipo favorecimento a esse ou aquele, e confesso que gosto de participar, só que eu tenho uma mania horrível de protelar a inscrição e acabo perdendo o prazo.
ELENILSON – Que características os melhores escritores tem em comum?
Varley F. Rodrigues – Acredito que uma visão de mundo mais esmiuçada, mais clara, além do poder de saber ouvir, e perceber a precariedade e a grandeza da alma humana, o saber criar, inventar, mentir e conseguir passar ao leitor tudo que absorve.
ELENILSON – O que você achou desse novo Acordo Ortográfico?
Varley F. Rodrigues – Capenga e inútil.
ELENILSON – Quais os seus projetos futuros?
Varley F. Rodrigues – De imediato ver publicado um livro de poesias e outro de contos (*ambos estão já excessivamente lapidados), e continuar escrevendo porque é o que gosto de fazer.

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Contato: vfarias2005@hotmail.com

foto-montagem: Elenilson/LC
demais fotos: divulgação

26 comentários:

Patricia Galvao disse...

Eu acho que esse varley e um frustrado, pelo menos com relaçao a educaçao. Quanta magoa!

Ana Paula - RJ disse...

Gostaria imensamente de saber o que o senhor Varley quiz dizer com "Livros são importantes, listas (*da Veja, por exemplo) não"?

Mércia Pereira. disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Bruno disse...

Nao gostei dessa entrevista.
Vcs so sabem falar mal da educaçao?

Rita - SP disse...

Eu gostei muito da entrevista!

Mercia disse...

Elenilson,

Agora sim estou me dirigindo pela primeira a você.

Sou Mércia Pereira, autora da suposta postagem para você. Nós dois sabemos que as palavras escritas como um elogio a seus textos e perspicácias foram dirigidas a um outro profissional da imprensa e meio acadêmico.

Não posso deixar de expressar meu repúdio contra tal ato, visto que, mesmo vindo de uma anônima, leitora de jornais, ainda assim se constitui em roubo de capital intelectual. Não posso acreditar que um intelectual precise usurpar elogios que são dirigidos a outras pessoas para justificar seu espaço no mundo cibernático.

Mais uma vez ressalto meu repúdio contra tal ato, que provocou constrangimento tanto a mim e suponho à pessoa a quem foi verdeiramente dirigido os elogios.

Agora, sim, eu Mércia Pereira dou por encerrada minhas observações sobre o sr. Elenilson.

PS: Não sei se meu post durará nesta página, tendo em vista o fato ocorrido anteriormente.

Elenilson Nascimento disse...

Cara Mercia, nao entendi as suas observaçoes aqui.

Rute disse...

É fácil jogar a culpa no governo?? Como assim o que vcs tem feito para melhorar essa situaçao?

Machado disse...

P/ Elenilson sobre o texto do Carnaval:
Ivetona é esperta. Estreiou em Juazeiro,vendeu quentinhas de carne de bode e hoje com muita competência para manipualar a plebe ignara, ficou milionária. Se ela acha quem compre os seus axés, deve mesmo aproveitar. Eu só queria que ela me desse...(hehehehe)

Mercia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mercia disse...

Elenilson,

Você sabe sim o que eu quis dizer, mas vou tentar ser mais clara.

No post onde está escrito que Mércia Pereira disse..e começa os supostos elogios a você, sabemos nós e várias pessoas que leram que esses elogios e comentários não são para você e não foram postados aqui, foram trazidos para esse espaço.

Eu Mércia Pereira, os fiz na página do orkut de um outro profissional da imprensa e também acadêmico, a quem há muito tempo acompanho. Você sabe que os elogios não foram para você. Não te conhecia anteriormente, soube da sua página ontem à noite quando me avisaram que tudo que escrevi para uma terceira pessoa, foi introduzido aqui, só trocando o nome do profissional admiro pelo seu e fazendo alusões ao seu blog.

Temos provavelmente um caso de clones: uma pessoa com meu nome e sobrenome, que pensa como eu, tem as mesmas inquietações carnavalescas que eu e no mesmo dia se dirige àqueles por quem tem admiração na escrita; segundo caso de clonagem: você e o profissional em questão elogiado por mim tem os mesmos trabalhos acadêmicos?

Olha Elenilson, não sei quem copiou o elogio sobre os rumos do Carnaval, mas sabemos nós dois que em nenhum momento escrevi essas palavras para você.

Repito: postei esses comentários na página de recados um profissional a que tenho uma grande admiração, me dirigi a ele e fiz menção à empresa que ele trabalha. Não foram para você, e ainda continuo com a minha estupefação diante das usurpações que ocorrem na internet.

Se sua equipe de colaboradores o fez isso - sim, pois alguém do blog o fez - provavelmente não precisavam, já que deve ter seus admiradores. Mas, sinceramente nesse caso não sou eu.

Mércia Pereira.

Elenilson Nascimento disse...

Cara Mercia, nao tenho o costume de ficar plagiando texto de ninguem, pior ainda, cometarios. Me poupe viu! Q saco isso, viu!!!!

Anônimo disse...

Mercia vs Elenilson.. A briga continua...
Vamos ver quem vai ganhar!!!!!!!!!

Mercia disse...

Oi anônimo,

Não haverá ganhadores. Não é uma briga, só esclarecimentos.
Na verdade exsitem perdas: de acreditar na capacidade das pessoas, de uma certa ingenuidade na visão de mundo, apesar de continuar achando-o bastante azedo, mas ainda tenho uma certa visão romântica dele (mundo)

Repito, não haverá ganhadores, eu é que me sinto perdida desde a madrugada de hoje nos rumos que tomou universo cibernético. Na verdade não deveria, pois ele é um retrato do mundo real. Mas mesmo com seus malefícios, ainda é o espaço mais democrático que exsite (cibernético).

Provavelmente, encerro com essas palavras minha participação nesse espaço.

Elenilson Nascimento disse...

Cara Mercia, vc parece ser uma pessoa madura, entao nao se deixe contaminar com "alguns" que, por nao terem algo mais interessante a fazer, ficam "criando" problemas. Vamos trocar ideias? A melhor coisa q podemos fazer neste pais de "merdinhas". Vc anda se levando a serio demais. Siga o exemplo da Marta: relaxe...
Acho esse tipo de coisa um porre. Nao tenho um pingo de paciencia com esse povo. E se vc nao votar aqui de novo, acho q vou ter q cortar meus pulsos e mandar o resto pelo Correio (via sedex) pra vc. 8)

Elenilson Nascimento disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Flavio - MG disse...

Meu Cristo, com tantas coisas aqui para debatermos... vcs (crianças) ficam brigando?
Queria resaltar a importancia dos temas propostos na entrevista. Mas nao concordo com o que Varley disse sobre: "somos colhidos por um estado depressivo ao presenciar as mazelas humanas, tão cotidianamente expostas na mídia". A midia aliena pq deixamos!

vander disse...

Pq o blog do escritor nao funciona?

Claudia Vianna disse...

Elenilson, obrigada pela entrevista com o poeta Varley.
Segue para o teu e-mail (em anexo) o material que lhe falei.
Beijao
Prof. Claudia (Integral)

Robson - RJ disse...

Onde posso comprar algum material do Varley Farias Rodrigues?
O que se chama de antologias?

Paulo Fernando disse...

Não gostei dessa entrevista. Fala-se mal da pedagogia, educação, governo, estes clichês de sempre. Tanta coisa para se falar artisticamente, e perder tempo cibernético para avacalhar a antiquíssima decadência educacional de nosso país.

O que se está fazendo para mudar essa situação? Falar mal não adianta nada. De problemas andamos cheios. Queremos soluções!!!!! hehehehehehe

De quem te admira muito,

Paulo

Thomaz disse...

Cocordo com o Paulo quanto ao "avacalhar a antiquíssima decadência educacional". Como o autor encara essa situaçao de descaso que ogoverno tem com a educaçao? O que a poesia pode contribuir? Qual o endereço atual do Varley?

Bruno disse...

Engraçado, achei essa entrevista muito pertinente.
Se nao tratarmos a educaçao dessa forma, estaremos jogando sempre panos quentes!

Varley disse...

Respondendo as perguntas.

O link do blog http://varleyfariasrodrigues.blogspot.com/

http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=6869&categoria=7

Antologia (ανθολογία ou "coleção de flores", em grego), é uma coleção de trabalhos literários, geralmente poemas, agrupados por temática, autoria ou período. A palavra vem do nome da mais antiga antologia que se tem conhecimento, organizada pelo poeta grego Meléagro.
Antologia é usado para categorizar coleções de obras curtas, tais como estórias curtas e romances curtos, em geral agrupados em um único volume para publicação.

Devido a pequena tiragem das publicações, no momento não existe mais nada disponível a venda.


Quem tem obrigação de mudar a situação é o governo, é ele que detém bilhões arrecadados de impostos, com o propósito de investir em saúde, educação, defesa, etc...

A mídia tem mostrado com exaustão que a incompetência, o despreparo, e até mesmo o descaso assolam a educação no Brasil, negar os fatos é querer tapar o sol com uma peneira.

Vejo com muita tristeza o fato da educação que a meu ver, deve ser base emancipadora do cidadão, sendo quase que desprezada pelos governos, e me entristecer com esse fato é um direito que me assiste.

O que pode a poesia de um iniciante no mundo literário fazer para mudar o quadro educacional no Brasil?

Como toda forma literária, acredito que a poesia tem poder de mudar o individuo, no que concerne ao pensamento, e é o pensar que pode por em ação as transformações necessárias, é o pensar que pode fazer com que o cidadão se liberte do marasmo, da ociosidade, é o pensar livre das crenças nefastas, das promessas e ações eleitoreiras que pode contribuir para melhorar esse quadro.

Não atribuo a minha pobre poesia a responsabilidade de mudar alguém, sou apenas um iniciante no mundo literário sem sonhos extravagantes, mas aconselho a poesia dos mestres poetas e de outros tantos(poetas e escritores) iniciantes com talento que surgem pelo Brasil a todo instante. Vale a pena ler e deixar-se levar pela beleza da poesia.

É verdade que a mídia aliena porque deixamos, mais são poucos os que teem essa consciência, essa lucidez, a grande maioria prefere mesmo é alienar-se.

Fabio Mendonça - ES disse...

Adorei essa entrevista. Nao conhecia esse poeta, mas deu pra perceber a sua vontade. Gostaria de saber pq ele acredita "que uma visão de mundo mais esmiuçada" para os escritores modificaria o cenario, em decorrencia que sabemos que a grande maioria deles se venderam para o sistema , so produzem por encomenda e daixaram de ter o felling????

Renato disse...

Achei esse poeta muito superficial.