O excelente grupo Cordel do Fogo Encantado levou muito sincretismo musical ao Festival na madrugada desta sexta, 30/01, ao público que lotou a Arena Universitária do Festival de Verão para acompanhar o som dos pernambucanos de Arco Verde, cidade definida pelo vocalista Lirinha como “uma terra de loucos, misturas, maracatus, ciranda, poesia e teatro”. Para aqueles acostumados a ouvir “merdas” pelas rádios e nunca consumiu coisas boas, o grupo pode ser definido como um laboratório de experiências estéticas, onde folclore, música, religião e teatro se misturam, resultando em uma sonoridade marcada pelo sincretismo e poesia.
Já a Ana Carolina apresentou uma performance admirável em sua estréia no Festival e abriu show com homenagem a Elvis. Embora tenha evitado todos os veículos de imprensa, vetando entrevistas antes e depois do show (*toda vez que ela vem a Salvador faz isso), a cantora e compositora mineira não apenas presenteou os fãs com novos e antigos sucessos, como revezou o comando de instrumentos, entre eles um piano, um dos momentos mais bonitos do show e de maior participação do público que lotava a arena do palco principal.
Ana Carolina trouxe também o hit “Eu Comi a Madonna”. Um detalhe desta noite é que a cantora preferiu só cumprimentar o público, que se apinhava para conseguir a melhor visão do palco, quando ela já estava pra lá da sexta música do set list. E foi o que fez. Muitos acharam essa atitude uma total falta de educação.
Os também mineiros da banda Jota Quest fizeram a "mesmice" de sempre. Em mais de uma hora de show, a banda não deixou o romantismo de lado e tocou grandes sucessos como “Só Hoje” e “Além do Horizonte”. Durante a apresentação, Rogério Flausino falou da sensação de tocar no Festival. 'É uma grande honra subir nesse palco, e abrir esta noite que ainda reserva muitas surpresas', disse.
Um dos momentos mais esperados do Festival na noite desta quinta-feira foi quando Ivete “piriguete” Sangalo subiu ao palco sob o espírito de Dalila, personagem da sua nova música de trabalho, “Cadê Dalila”. Ela entrou no palco num trono (*tipo Madonna) carregada por quatro dançarinos. Os integrantes da banda também estavam devidamente caracterizados. Ivete caprichou na organização e pintou de dourado todos os instrumentos do grupo.
Logo no início do show Ivete se declarou para a multidão que esperava ansiosamente pelo show. “É um prazer estar aqui. Tudo o que eu faço eu penso em vocês para poder fazer o melhor show”. A cantora não podia deixar de fora o seu humor sarcástico (*bem diferente de Daniela Mercury). “Estou nervosa, toda de dourado parecendo que passaram catarro em meu corpo”, brincou. Que nojo, Ivete!
No final do show, Ivete voltou a cantar o novo hit “Cadê Dalila” e recebeu em seu palco crianças, sobrinhos do seu namorado. A baiana agradeceu a produção do evento por autorizar que ela permanecesse no palco por mais vinte minutos além do tempo limite. Muita emocionada e ao som de som de “Arerê”, a cantora encerrou sua apresentação fazendo o sinal do Pai Nosso. Ivete foi a única artista a se apresentar em todas as 11 edições do Festival de Verão Salvador. Em maio, ela lança o novo CD e DVD “Pode Entrar”, gravado no estúdio de sua casa com participações de artistas como Saulo e Carlinhos Brown. Mas a crise econômica pode adiar o lançamento desse projeto. Foi o que a artista após o terceiro show do Festival. "Estamos avaliando, mas fazer um show fora, onde você sabe que a comunidade brasileira iria comparecer, diante de toda essa crise, seria uma irresponsabilidade nossa", disse, em entrevista coletiva.
A atriz Cristiana Oliveira, com os seus belos 45 anos, da novela “Pantanal”. Sabia que ela já chegou a pesar quase 100 quilos em dois momentos da sua vida. E conseguiu vencer a balança? Mas pelo visto, seu corpinho está em forma!
O ator Iran Malfitano, após a polêmica com o seu personagem Orlandinho da péssima novela “A Favorita”, agora, muito bem acompanhado.
O cantor da banda Eva Saulo Fernandes e o ator Lyu Arisson que representou a fogosa Yolanda na minissérie "Ó Paí, Ó", continuação do filme de mesmo nome que foi sucesso nos cinemas brasileiros.
“É o segundo ano que venho ao Festival de Verão e estou encantada. É uma festa que tem uma energia muito boa. Acho muito melhor do que o Carnaval. Estou emocionada!”, disse a sempre sorridente ex-apresentadora do Fantástico e ex-futura cantora Glória Maria.
O excelente cantor e compositor baiano Alexandre Peixe. “Mas aquela propaganda de uma rede de materiais de construção que você fez, senhor Peixe, aquilo foi barra!”
“Achei um horário na minha agenda e aproveitei para vir. Estou achando tudo muito bonito”, disse a sempre bela atriz Carolina Dieckmann.
“É meu primeiro ano no Festival de Verão e estou adorando. Agora, depois que terminaram as gravações de “Maysa” – CLIQUE AQUI –, estou aproveitando para descansar muito e ficar junto com a minha família”, essa foi a declaração da atriz Larissa Maciel.
“É a primeira vez que venho à Bahia e estou feliz por estar aqui no Festival. Estou trabalhando com muitos baianos na peça Hamlet e essa experiência está sendo ótima. Acho que tudo que faz a gente mais feliz é válido”, disse o ator Mateus Solano, o Ronaldo Boscolli da minissérie “Maysa”.
Aíííííí Carolina, vale a pena outro registro aqui!foto do Cordel do Fogo Encantado: Fernando Ximenes; foto 1 de Ana Carolina: Nanna Possa;
foto de Alexandre Peixe e foto 2 de Ana Carolina: Kleber Galvão; foto 2 de Ivete (assoviando) e Jota Quest: Sebastião Bisneto/A Tarde; e demais fotos: iBahia.
foto de Alexandre Peixe e foto 2 de Ana Carolina: Kleber Galvão; foto 2 de Ivete (assoviando) e Jota Quest: Sebastião Bisneto/A Tarde; e demais fotos: iBahia.





3 comentários:
Valeu Elenilson. Admiro muito o seu trabalho. Quanto ao festival, acho um absurdo a repetitividade das atrações num brasil musicalmente tão diverso. Como vc mesmo citou em Cazuza: Raspas e restos no momento é o que me interressa. Tenho buscado ouvir os sem teto e sem espaço na mídia. Forte abraço e vida longa ao Blog.
Sensacional. Parabens pelo blog.
Olá, Elenilson!
Obrigada pela visita e pelo elogio. Já conhecia o Literatura Clandestina há alguns anos... Ótimo espaço para a cultura.
Abraços,
Camilla Ribeiro.
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