Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

ENTREVISTA COM O PALESTRANTE AIRTON SOARES

“As universidades são hoje instituições comerciais, haja vista que anunciam seus "produtos" a partir do valor das mensalidades e não da qualidade e da severidade do ensino. (...) A maioria dos que ficam é de "bonzinhos", isto é, os que têm sangue de barata, toleram tudo, arredondam notas, abonam faltas, contam piadas, enfim, acovardam-se.” (A.S.)
“O salpicão fumegava, nas mesas, rodeado de ervilhas e olhares pidões. Ao meu lado, um par de fartos e opulentos seios, vitrinicamente exibido, roubava a cena da venerada e salivante iguaria. Cuidei em dissimular minhas inquietudes. Nestas circunstâncias não é fácil administrá-las, mas engrandece quem aceita o desafio. Na verdade, a tarefa se abranda e nos torna menos vulneráveis e muito mais afoitos quando esse formigamento animal surge das profundezas do inconsciente. Daí leitor, não existir no Código Civil Brasileiro nenhum Artigo que condene os apetites do subconsciente. Não sei se a justificativa atende, mas foi a única que me veio à mente.” Esse trecho de “O Salpicão” de Airton Soares, autor de “O Mundo Fora de Esquadro” –, palestrante, blogueiro e um artista muito bacana que me fez acreditar que a excelência reside da simplicidade, resume bem a “figura” por trás do “artista". Que bom seria se todos os artistas ou os “tidos artistas” soubessem disso, eu garanto que esse mundo seria um lugar bem melhor.
ELENILSON – Gostaria de começar essa entrevista com o que considero, talvez, as questões mais importantes nos nossos dias: a falta de educação e o aumento da violência. Peço licença ao leitor da LITERATURA CLANDESTINA para formular uma pergunta um pouco longa. No seu blog Li Por Aí você sempre estabelece uma relação de desespero e esperança – seja através das charges, dos trechos de poemas, das noticias e por aí vai – muito parecida com três clássicos da interpretação do Brasil das décadas de 1930-40, “Casa Grande & Senzala”, “Raízes do Brasil” e “Formação do Brasil Contemporâneo”. Você lembra que, no primeiro, de Gilberto Freyre, o olhar se debruça sobre a vida privada; o terceiro, de Caio Prado Jr., é um estudo sobre a "empresa colonial" portuguesa no Brasil; e o do meio, de Sérgio Buarque, é um meio-termo, ou uma síntese entre essas perspectivas privada e pública. Pois bem, uma virtude inequívoca do seu blog é a capacidade de pensar, simultaneamente, o macro e o micro, a democrática pelada na praia e o movimento do capital transnacional, os cálculos perversos do capitalismo e a experiência subjetiva que lhe é irredutível, em suma, o público e o privado. A pergunta que lhe faço é, portanto, a seguinte: até que ponto você acha que um olhar exclusivamente voltado para uma "teoria da dependência" – que não leva em conta nossas "originalidades culturais populares", isto é, "a sobra", "o excedente humano" da empreitada colonial - está capacitado a compreender o Brasil em sua complexidade e ambivalência?
Airton Soares – Para compreender o Brasil em sua complexidade e ambivalência há necessidade de se acelerar e intensificar a prática discursiva sobre esses olhares, de maneira circunspecta e sábia, pois se tratam de questões por demais espinhosas e complexas. Vivemos encharcados de conhecimento, mas é importante estabelecermos uma clara linha divisória entre conhecimento e informação, entre ciência e acúmulo de dados. T.S. Eliot, no seu poema "The Rock", de 1934, oferece para os dias de hoje uma resposta que incomoda aos ditos estudiosos: "Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento? Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?" Onde estão nossos valores essências para rivalizarem com o sistema atual que somente olha e cuida da pecúnia? Daí minha desconfiança nos "acrisolados" projetos que todos os dias são espirrados gabinete afora. Acredito até que, dentre os responsáveis pelas nossas políticas públicas, exista uma minoria cônscia do seu dever de casa, mas que no íntimo, reconhece que seu poder de fogo é... de artifício!
ELENILSON – Eu não tenho mais esperança alguma com relação ao Brasil. Até a revista Veja (20/08) – que eu não gosto muito – publicou uma excelente matéria sobre o fracasso da educação no país: “...a constatação de que as escolas que pais, alunos e professores tanto elogiam são as mesmas que devolvem à sociedade jovens incapazes de ler e entender um texto, que se embaralham com as ordens de grandeza e confiam cegamente em suas calculadoras digitais para não apenas fazer contas ma substituir o pensamento lógico”. Como você encara a questão da falta de preparo dos professores na formação de uma juventude pensante e atuante? E você tem alguma esperança quanto ao futuro desse país, já que o complexo educacional brasileiro é medíocre e não se enxerga como tal?
Airton Soares – Sua pergunta me fez lembrar o psicólogo Luiz Carlos Prates. Há três razões para o baixo nível universitário no Brasil. A primeira é que as universidades são hoje instituições comerciais, haja vista que anunciam seus "produtos" a partir do valor das mensalidades e não da qualidade e da severidade do ensino. "Só faltam gritar", diz ele, nas calçadas, como mascates da instrução: “Aproveite, aproveite, preços convidativos, entra quem quiser na universidade, aproveite...” A segunda razão – continua Prates – é que são raríssimos os bons professores em sala de aula. A maioria dos que ficam é de "bonzinhos", isto é, os que têm sangue de barata, toleram tudo, arredondam notas, abonam faltas, contam piadas, enfim, acovardam-se. A terceira razão é a mais importante de todas: "ESTUDANTES" NÃO ESTUDAM. A maioria é viciada em internet, são "pesquisadores" de internet, são coladores de internet. O mundo de hoje é imagético. Que bom. Uma imagem vale por mil palavras. Vale até por duas mil, mas cadê as palavras? Li por aí: 80% das reprovações dos concurseiros é por falta de leitura; falta de vivência vocabular. Internet é um globalizante poderoso, mas se o usuário pensa. Se pensar aborrece, não pensar emburrece!
ELENILSON – Muitos professores, com a justificativa de “incentivar a cidadania”, incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas em seus alunos. O que você acha disso?
Airton Soares – Nas ideologias anacrônicas há muito ressentimento quando deveria haver muita revolta. Ressentimento chama a lamúria; revolta chama a luz, a compreensão das coisas. Revoltar-se é, em sentido etimológico, dar várias voltas em torno do problema para resolvê-lo a contento. Assim, incutir a auto-revolta nos alunos com o fito de incentivar a cidadania, se não é uma panacéia é um excelente remédio.
ELENILSON – O que você achou dessa “festa” das Olimpíadas em Pequim?
Airton Soares – In"festa"tada de consumo. Eis como vi a suma "festa". O espírito original do evento...O vento levou. Assim pensaria – não tenho dúvidas – Spiridon Louis, o primeiro atleta grego a vencer uma maratona, nos Jogos Olímpicos de Atenas em 1896.
Airton Soares em ação no Teatro Emiliano Queiroz, SESC, Fortaleza-Ceará,
dando uma palestra sobre qualidade de vida – 2007.


ELENILSON – Você postou no seu blog uma colocação muito pertinente de Luiz Carlos Prates, do jornal Diário Catarinense: “Será que todos os que estão contra o uso de algemas em pessoas presas pela polícia também estão de igual modo contra as "algemas" vendidas em sex shops?” Gostaria que você mesmo comentasse.
Airton Soares – Creio que a intenção de Prates era não só fazer um trocadilho jocoso, mas dizer também as pessoas que à luz do diz se mostra ética, “santa”, mas que no santuário de suas alcovas ou bordéis... pinta o sete desprendidamente com suas "algemas" bacantes.
ELENILSON – Como você avalia esse governo Lula?
Airton Soares – Muito inteligente e esperto. Sua preocupação maior é agradar a área palaciana (banqueiros & cia...) e o povão. E pronto. A classe pensante: professores, médicos, etc... que se lasque!
ELENILSON – Políticos no Brasil têm tanto crédito com a população quanto o Fernandinho Beira-Mar. Aqui em Salvador a situação está tão ridícula que temos até um travesti como candidato(a) à uma vaguinha na Câmara de Vereadores. Como você avalia a política no nosso país?
Airton Soares – A política do Brasil está coerente com a filosofia mundana: "Toma lá dá cá" ou "não existe almoço grátis" por isso recomendo:

“Não faça da urna uma loto
Nesta data decisória
Você sabe que o seu voto
Pode mudar toda uma história.”
Quanto ao travesti, se tiver caráter, não vejo como situação ridícula.
ELENILSON – Existe uma imensidade de poetas na net, destes a grande maioria tem uma arrogância irritante inerente do pedantismo por “se achar” poeta. Tenho descoberto pessoas que aparentemente são tão boas com as suas poesias quanto com a “arte” de tratar o outro. Porque esses “artistas” não trocam informações, porque eles não se dão ao prazer de ironizar a sua própria ignorância e produzir cultura, porque essas pessoas que trabalham com idéias são tão irritantes?
Airton Soares – Porque são "artistas". E a coisa mais fácil do mundo é ser "artista", difícil é manter a fama. A fama, apesar de ter muito do falatório público, não deixa de ser um termômetro de sucesso. São irritantes porque lhes falta HUMILDADE. Sugestão aos arrogantes: mirem-se no exemplo da Terra. Quanto mais HÚMUS a terra recebe, mais se fertiliza.
ELENILSON – Quais são os melhores livros e autores da sua biblioteca?
Airton Soares – De pronto minha resposta é “Dom Casmurro” a quem me pede meu autor favorito e por extensão todos os autores que seguem a linha machadiana: Rubem Alves (o “Eterno e Torno” e “Educação dos Sentidos”; Mira y Lopez com “Quatro Gigantes da Alma”; Valdo Emerson com “Ensaios”; Blaise Pascal com “Pensamentos”; Schopenhaeur e seus seguidores Kant, Nietzsche, Freud. Em cada um desses autores/livros encontro atitudes e comportamentos machadianos.

“Para o inferno com isso”, ele exclamou, quando seu supervisor acadêmico tentou enquadrá-lo no estreito currículo universitário. Ele desistiu de trabalhar no seu projeto e preferiu recolher-se ao campo, para ler. E prosseguiu a vida toda a ler livros sobre quase tudo: antropologia, biologia, filosofia, arte, história, religião. E continuou a lembrar aos outros que um caminho seguro para atingir o mundo se descortina ao longo das páginas impressas. (...) Para mim, senhores, o academicismo é muito seco. Frio. Por não saber, ou não querer, ACORDAR as palavras. Airton Soares na pele do personagem Boca Linda, numa das suas inúmeras palestras.

ELENILSON – Tomei emprestado a expressão "desfeito e refeito" de um ensaio do professor Antonio Candido a respeito da crônica como gênero literário. Para mim ela define perfeitamente o papel dos poetas, escritores e artistas de verdade diante desse mundo globalizado: desconstruí-lo e reconstruí-lo tornando-o mais interessante e surpreendente. Como Airton Soares cidadão descreveria o "mundo desfeito e refeito" através do olhar do Airton Soares pensador?
Airton Soares – Costumo dizer em minhas palestras que a definição pode ser um atraso ou avanço de vida. Por isso, minha preocupação como cidadão pensador é estar sempre... sempre definindo e redefindo o mundo; construindo e destruindo semânticas. Por isso:
“Amante do pensamento
Papel, palavra leitor
Testemunhar o meu tempo
Eis minha função como escritor.”
ELENILSON – O que acha da poesia em si?
Airton Soares – Uma das coisas mais importantes em nossa vida é o ar que respiramos... e nem o percebemos. Poesia para mim é vital. É "AR" percebido. Poesia requer sensibilidade, a porta de entrada das sensações. Poesia é essencialmente linguagem de percepção, das sensações elaboradas. Busca-se na poesia a melhor semelhança entre aquilo que é captado pelos sentidos e as palavras que melhor possam expressar-lhes. Poesia é a fala do coração. `Faculdade que está muito próxima da clarividência´,como disse bem o poeta Carlos Alberto Coelho.
Airton Soares declama “Zé da Luz”


Airton Soares declama Cecília Meireles

Trecho da poesia “Palavras Aéreas”, de Cecília Meireles. Poesia excelente para se trabalhar o tema MUDANÇA.
fotos: arquivo pessoal de AS; e AFAI (Boca Linda)

22 comentários:

Síssi Filassi disse...

Essa entrevista retrata a limitação da capacidade do brasileiro de amanhã. Porque educação não é carteira, não é giz nem sopa de fubá. É informação dada com responsabilidade
e conhecimento de causa.
Síssi Filassi
Uberaba, MG

Maria Lucia Simões disse...

Enfim uma maravilhosa e lúcida reportagem sobre a real situação do ensino brasileiro. Finalmente alguém conseguiu retirar do cenário o grande vilão da história – o aluno – e deixar o rei completamente nu: a instituição escola, os pais e os professores. O processo ensino-aprendizagem e a formação do pensamento crítico construtivo e criativo dos alunos são de responsabilidade e competência da escola; o papel do professor é de facilitador do aprendizado, mesmo porque ele dispõe de inimagináveis recursos para isso. O papel dos pais não se restringe à escolha de uma "boa" escola – de renome. Os pais têm de estar de olho na qualidade do ensino. Airton Soares dá palestras onde? Eu gostei muito.
Maria Lucia Simões
Consultora organizacional e psicanalista
Brasília, DF

Eliane De F. Franqui Barbiero disse...

Finalmente uma entrevista em que alguém diz que "poesia é como o ar que respiramos"...Claro,como viver sem isso! Mas poucos conhecem ou valorizam esta energia vital.
Élenilson, vc deixou um recado no meu scrapbook comentado o meu doutorado. Realmente, vc está correto. Hoje as faculdades demitem quem tem titulação para poder pagar menos e dispensa os que não são "bonzinhos" ...Vale o menor preço...Que se dane qualidade.
Assisti uma aula na USP chamada "AIDS e Artes" nunca vi nada mais maravilhoso!!! Pergunte quantos amaram como eu??
Creio que eu poderia divagar horas sobre isso...Mas, apenas gostaria de parabenizá-lo pelo magnânimo entrevistado e pedir que ele possa nos brindar mais vezes com suas posições. Quem sabe, isso motiva alguns, lendo, a se "revoltarem" contra certas coisas enlatadas nas escolas....
Grata

<b>Ricardo Aragão</b> disse...

Falar do mestre Aírton Soares é, acima de tudo, uma grande satisfação para mim. Pois, do pouco tempo que o conheço (aproximadamente um ano), já o tenho com carinho no rol de meus bons amigos.

O A.S. é inquieto e intrigante! Suas tiradas são de muita perspicácia e constantemente nos levam a reflexões bastante interessantes. Pois, trata dos mais diversos assuntos com muita alegria e descontração, envolvendo a todos que o lêem.

Visitar o Li Por Aí é uma terapia muitíssimo interessante para o senso crítico da gente!

Ler o A.S. é um exercício fantástico!

Ricardo Aragão

Nazaré disse...

Adorei. Senhor Airton , o que o senhor achou dos comentários absurdos dos alunos da UFBA?? Fui aluna dessa faculdade também e até hj não consigo entender o pq esses "deslumbrados" colocam a faculdade (com todos os seus problemas) nas alturas!!!!!!!!!!!

Nazaré disse...

São essas as classes de pessoas que não valem a pena conversar:
professores, políticos, policias, evangélicos e alunos da UFBA. Todos sem argumentos!!!!

Willeam disse...

Excelente entrevista!

myrson disse...

Airton Soares é uma figura extremamente polivalente. Atua nos mais variados campos com desenvoltura e maestria admiráveis.
É um homem irrequieto,extremamente comunicativo, de domínio fácil e elegante do idioma.
No depoimento sobre a educação, soube sair do lugar-comum, questionando com seriedade verdades estabelecidas, instigando o leitor à reflexão e à análise crítica da realidade brasileira.
Admiro-o como intelectual; estimo-o
como a afeição de amigo.

Elenilson Nascimento disse...

Aeeeeeeeeeeeee irmão, fazendo sucesso!!!!

Augusto Cruz disse...

Airton Soares, ou AS, como gosta de ser chamado, é um companheiro de trabalho como facilitador em treinamentos empresariais, com quem tenho o prazer de dividir o "palco" de vez em quando. É uma pessoa que consegue reunir duas coisas aparentemente difíceis de reunir: profundidade de conhecimento com simplicidade. Entre trovas e prosas, vai dizendo o que todos nós temos vontade de dizer e as vezes nem sabemos como. Por isso esta entrevista se tornou tão rica, tão poética e tão simples, penetrando na alma e nos fazendo enxergar coisas na estrelinhas da educação e da situação do país. Parabéns, mais uma ves, AS! Um grande abraço

Paulo Rocha disse...

O entrevistador deveria ter começado assim : Atenção internautas com vocês o grande ARTISTA AIRTON SOARES!!! O ArtiSta (a própria palavra tem suas iniciais) Airton Soares deu através da entrevista concedida ao Elenilson uma pequena amostra do seu estilo eclético. Ao vivo o AS supreende até aqueles que já conhecem o seu estilo. Ele está sempre inventando alguma coisa. É realmente irriquieto. A mesmice não faz parte da sua vida. Lembro-me quando o AS foi escolhido para ocupar uma cadeira na AILCA -Academia Ipuense de Letras Ciencias e Artes. Na solenidade de posse - ocorrida em Janeiro de 2008 na cidade de Ipu - quando o cerimonialista anunciou o nome do novo Acadêmico Airton Soares, quem esperava aquele Acadêmico formalmente vestido, supreendeu-se ao ver o Airton Soares entrando vestido de palhaço e anunciando o seu espetáculo. E a solenidade que estava um porre, transformou-se num grande espetáculo. Um beijo no seu grande coração meu estimado amigo AS.

Paulo Rocha
Fortaleza (CE)

Cherry Blossom disse...

Mestre!
É o que Airton Soares significa pra mim. Espelho-me nesse "espelho", mais que amigo, moço querido!
Parabéns pela maravilhosa entrevista, professor meu...
Cherry Blossom

José leite disse...

Impressionante a sutileza e, ao mesmo tempo, a profundidade nas respostas do "AS". A forma como "passeia" pelo conteúdo das tão abrangentes perguntas, nos leva a perceber sua ampliada visão. Parabéns.

jpMourão disse...

José Airton Pereira Soares, Airton Soares ou simplesmente AS. O Criador muniu os seres humanos de inteligência, vontade, livre-arbítrio e pensamento.

Inteligência para descobrir o próprio caminho de ser feliz. Vontade para perseverar sempre. Livre-arbítrio para que somente ele seja responsável pelos seus atos. Pensamentos para que abra e feche a mente para a criatividade, para o bem ou para o mal.

Você, AS, além de inteligente e criativo é uma pessoa especial. Nesta entrevista, vejo que Você mostra que NÃO é a “marca do que se foi,” mas, sim, a marca do que competentemente existe. Sem dúvida!

Peço a Deus que você continue sendo uma flecha viva sempre a atingir o alvo desejado, seu e de todas as empresas/alunos para os quais ministra palestras, demonstrando ser poeta, escritor e artista. Competentemente!

Dalinha Catunda disse...

Airton Soares em sua multiplicidade é espetacular.
Navegar pelos espaços onde Airton trafega é sair recolhendo as mais diversas informações numa caminhada prazerosa onde só os seres iluminados conseguem nos levar.
Airton, você é tudo e mais um Bocadinho. "E eu acho é pouco!!!!"

João Silas Falcão Soares disse...

Mente amadurecendo é herança construtiva do cinzel da dor desbastando nossas asperezas.

Olhar identificando, sem o respaldo dos antecedentes de tempos de relacionamentos, um bom caráter é consequência prazerosa deste cinzelamento.

Conheci, há poucos meses, a inteligência talentosa do ArtiSta centilhando no Abraço Literário.

Existem pessoas que são Pasárgada por serem pensamentos de
felicidade, unção, convergência.

Colas humanas da qual seres humanos sensíveis não desejam dela, descolarem-se.

O ArtiSta é uma delas. Espírito iluminado, veio a este mundo fora do esquadro com o propósito de desalgemar da escuridão existêncial os que defendem o toma lá dá cá.

Muito lúcida sendo educativa a entrevista do ArtiSta para Literatura Clandestina.

Faço-me refém da afirmação que cidadania é estar sempre... sempre definindo e redefinindo o mundo; construindo e destruindo semânticas.

Ser platéia do ArtiSta, neste mundo humano, é a certeza que a lanterna do Diógenes, sob sol zenital, finalmente encontrou o Homem.

Ao ArtiSta dedico meus bons pensamentos e estes versos de Cora Coralina:
Poeta, não somente o que
escreve. É aquele que sente a poesia, Se extasia sensível ao achado de uma rima, a autencidade de um verso.

Elenilson Nascimento disse...

João Silas, que lindo isso! Eu também quero!!! Pode fazer um texto desse pra mim também? Sou filho adotivo de AS. Muito bom cara.

TECA disse...

Amei amigo poeta, muitissimo interessante!!! Um abraço!

Aládia disse...

Taí, gostei! Gostei muito! Não costumo passar o tempo lendo blogs ou vasculhando boas palavras que não sejam sobre o assunto que mais me apetece: MÚSICA! Pórem, me surpreendi lendo esta entrevista deliciosa até o final, na qual fiquei "lambendo os beiço" com gostinho de quero mais!

Carlos Roberto disse...

Andei perdido pelo marzão da internete e de repente me achei no "Literatura Clandestina". Dentro dele essa figura que eu tanto admiro: Airton Soares. Valeu, companheiro, respostas inteligentes, sensibilidade e arte poética, humor, passeio na filosofia e na literatura. Esse é o você que conheço. Parabéns também ao Elenilson Nascimento.

Carlos Roberto Vazconcelos

Anônimo disse...

Ai.. ai.. sei não, Airton..

Li tudo... tudinho mesmo... entrevista, comentários, li sobre o Elenilson, enfim... o que dizer??? Creio que tudo já foi dito..., porém, fiquei encantada
com o que o prof. Myrson (que é outra sumidade) disse: "É um homem irrequieto, extremamente comunicativo, de domínio fácil e elegante do idioma"... powwwww.. isso é perfeito..

Asssino embaixo.. :)

Grande abraço.
Fransilma

Inezteves disse...

Hum...o que eu acho?Não digo agora...Estou aprendendo a pensar!
:-)