sábado, 18 de maio de 2013

O MUNDO ESTÁ CHEIO DE GENTE INTERESSANTE

Por Elenilson Nascimento
O mundo é uma grande bola interessante
Cheio de gente interessante
E você é uma pessoa interessante
Buscando constantemente pessoas interessantes
E como pessoa interessante que é
No meio de tantas coisas interessantes
Fazendo tantas coisas interessantes
Pensando tantas coisas interessantes
Busca desesperadamente respostas interessantes
Para todas as questões interessantes
Que tenta resolver interessantemente, é claro!

Há tantos problemas, no meio dessas coisas interessantes
Há tantos preconceitos em meio ao turbilhão
de coisas interessantes
Há tantas dores por causa de tantos amores
Há tantas doenças por causa de carências
E, mesmo assim, o mundo continua tão interessante

A música está no ar e é muito interessante
O amor está no ar e é bem mais interessante
O sexo, aaahh o sexo, é muito mais interessante
E você pessoa interessante que é
Observe todas essas coisas interessantes
E faça a sua vida valer a pena
Transformar a sua vida não é um problema
Pois, o mundo está cheio de gente interessante

quarta-feira, 15 de maio de 2013

UM TOM ZÉ INDIGNADO XINGA PÚBLICO NO RIO 

"Toda a vida, respeitei vocês! Vai tomar no c*!"
Por Elenilson Nascimento
Tom Zé sempre foi muito criativo. Criativo e polêmico! Seus CDs sempre tiveram variadas influências: rap, samba, rock, pop... e da-lhe refrigerante, Coca, Dolly e outros tipos de referências (patrocinadas?) e surge um outro CD! Nem todas as músicas que o artista já fez eu gosto, mas o CD “Com Defeito de Fabricação” é muito bom! 
Em março desse ano, Tom topou fazer a locução de um comercial da Coca-Cola onde exaltava as qualidades(?) do povo brasileiro a propósito da Copa do Mundo de 2014. E não demorou muito para surgirem, por meio das redes sociais, opiniões favoráveis e contrárias a tal iniciativa. O baiano aproveitou a indignação de alguns como temas para o seu próximo EP, “Tribunal do Feicebuqui”, que pretende lançar em formato físico no segundo semestre com uma grande festa em Irará (Bahia), sua cidade natal.
Semanas atrás, perguntei ao Tom, via internet, o que ele achou desse patrulhamento e se levou a sério? E como resposta respondeu: “Não é questão de levar a sério ou levar na pilhéria. É que eu sempre procurei fazer música para essas pessoas que me seguem e sempre estive trabalhando como quem trabalha para elas. Eu sou um empregado que tem um patrão”, disse.
Contudo, em um show realizado no Rio de Janeiro, na última sexta, 10/05, Tom ficou indignado com um espectador que jogou um copo de cerveja no palco. Ao perceber o acontecido, Tom aumentou o tom e passou um "sabão" na plateia "Que filho da p***. Não é show de covarde. Se não está gostando, a porta de saída é ali. Vá a p*** que o pariu!", revela um trecho do vídeo.
O baiano afirmou revoltado (e com razão) que nunca desrespeitou o público em mais de 50 anos de carreira. "Eu tenho 76 anos! Eu tenho 76 anos! Sou um homem de respeito! Durante toda a vida, respeitei vocês. Toda a vida, respeitei vocês! Vai tomar no c*!", protestou e, por incrível que pareça, foi ovacionado pela plateia. Confira o vídeo:

SOU UM ESCRITOR CLANDESTINO...

imagem: EN/divulgação

NEWHITS É MAIS UMA VERGONHA IMPORTADA DA BAHIA

Por Elenilson Nascimento
Estou envergonhado, enojado, puto, indignado muito mais com a população que ainda valoriza esses cretinos fdp que não sei por que ainda têm espaço cativo em casas de shows, rádios, TVs, dinheiro dos empresários e divulgação da imprensa, principalmente dos babacas que trabalham na Rede Bahia e genéricas.
Ontem, 14/05, assisti os estupradores da péssima banda NewHits, que (*graças a nossa linda Justiça) ainda estão soltos e fazendo shows, no Profissão Repórter (Globo)! E hoje me deparo com essa declaração no jornal: "Eu percebi que o meu público, o público do pagode, sempre admirou a vida do crime. O cara que é gângster, tem vontade de pegar uma grana, pegar dez mulheres e tal. Então quando criei esse personagem, o público se identificou". Público? Esse público deve ser tão desqualificado quanto as mães e parentes desses escrotos que ainda estão ganhando rios de dinheiro com uma música ridícula para ridículos.
É claro que o público de pagode e do axé vai continuar admirando criminosos, pois se artistas como Robisão, Igor Canário, NewHits e todas essas bandas toscas ficam ricos e fazem o que querem sem ser punidos. É uma perspectiva lamentável para pessoas sem acesso a cultura, educação, oportunidades. É uma construção cultural que está sendo feita. Mas é justamente isso que esse governo do PT quer: um bando de lesados que perdem tempo com o lixo. Viva a Arena Fonte Nova! Viva ao pagode! Viva os artistas do axé sem opinião sobre nada! Viva essa população cada vez mais burra!
Até quando a impunidade vai prevalecer??? Acho que isso só vai parar quando a filha ou filho de um advogado, patrocinador, Juiz, presidente de qualquer coisa nem Brasília, dono de casa de show for estuprado, assassinado... Pelo amor de Deus! Acorda, Bahia! Estamos involuindo, estamos nadando contra a maré... Vamos resgatar nossa cultura, nossa auto-estima!!! 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ENTREVISTA COM O ATOR DUDA WOYDA

"Vamos ajudar que enxerguem a margem com olhos menos racistas, homofóbicos e sexistas." (D.W.)
Por Elenilson Nascimento
Realmente, nesses tempos de burrice e intolerância só mesmo o teatro como parte indispensável na formação cultural e educacional desse povo. E abrem-se as cortinas e à frente de uma grande placa circular negra estão dois personagens que, numa técnica apurada, apresentam a introdução do espetáculo "O Diário de Genet" em gestos que os deixam bastantes semelhantes às máscaras gregas do teatro antigo.
E comédia e tragédia se fundem em num texto e direção de Djalma Thürler, num mergulho (*quase como um tapa na cara da hipocrisia) no pensamento político do escritor francês Jean Genet e um avanço na compreensão da ideia de cárcere. E a entrevista de hoje aqui no blog é justamente com um dos excelentes atores dessa peça: Duda Woyda.
Woyda é ator com experiências nos estados do Paraná e Rio de Janeiro, já integrou o Núcleo de Atores Dançarinos (RJ), e integra atualmente, em Salvador, a Ateliê Voador Companhia de Teatro, do diretor e pesquisador Djalma Thürler, além de ser mestrando em Cultura e Sociedade da UFBA e aluno regular da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Nessa entrevista exclusiva, o ator fala da perspectiva de estreia em Salvador de “O Diário de Genet”, além de debater um pouquinho sobre preconceitos, cultura e reflete sobre o fazer teatro.
Elenilson - Woyda vem de “Guerra nas Estrelas”?
Duda Woyda - Não, o personagem do filme era Yoda, Woyda é o sobrenome do meu avô paterno que veio da Hungria antes da 2ª Guerra.
Elenilson - Imagino que não seja tarefa fácil destacar todos os pontos importantes da trajetória do Duda Woyda. Mas como podemos fazer um levantamento de "todo" o histórico da carreira do ator?
Duda Woyda - As coisas têm sido corridas nos últimos anos, mas em resumo sou ator, produtor e dançarino. Divido meu tempo entre a agenda apertada da ATeliê voadOR Companhia de Teatro e a escrita da dissertação de mestrado, na UFBA, onde pesquiso questões relacionadas ao teatro físico e a sua relação entre dramaturgia corporal, gênero e teatralidade. Antes de chegar a Salvador passei por experiências nos estados do Paraná e Rio de Janeiro. Pela ATeliê voadOR fui indicado ao Prêmio Braskem de Teatro da Bahia (2010) na categoria de Melhor Ator, pelo espetáculo "O Melhor do Homem"; rodo o país com "Salmo 91", que terá estreia internacional em julho no XXVIII Festival Internacional de Teatro Hispano de Miami (EUA); atuo e canto ao lado de Valerie O’Harah no espetáculo de rua "A Alma Encantadora do Beco", que abre o III Enlaçando Sexualidades, em Salvador, no dia 15 de maio, e atualmente, vou voando com meu companheiro de cena, Rafael Medrado, em "O Diário de Genet", espetáculo que teve estreia nacional na Mostra Oficial do Festival de Teatro de Curitiba (2013) e que fica em cartaz, em Salvador, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves até dia 02 de junho. Depois da temporada baiana, "Genet..." vai para o Rio Grande do Sul, no VI Festival de Teatro Independente de Santa Maria.
Elenilson - Como separar o ator do homem comum e cheio de responsabilidades?
Duda Woyda - Na verdade tento não separar e sim unir as coisas, faço do meu trabalho minha vida, assim como minha pesquisa de mestrado o meu trabalho/teatro. Nas horas vagas, que são poucas, encontro os amigos e família para comer e beber.
Elenilson - Qual a sua expectativa de estrear em Salvador uma peça tão polêmica numa época de intolerâncias por todos os lados?
Duda Woyda - Era imperativo que falássemos sobre isso, sempre foi nossa preocupação aproximar o palco das discussões sociais, das polêmicas e que bom que aconteceu agora, nessa fase de “(in)felicianos” e “joelmas” (com letras minúsculas). "O Diário de Genet" chega para mostrar o quanto somos iguais mesmos nas diferenças, e que isso não nos impede de sermos mais ou menos felizes.
Elenilson - “O Diário de Genet” é um mergulho (*a força) no pensamento político do escritor francês Jean Genet e um avanço na compreensão da ideia de cárcere e solidão. Qual a diferença dessa obra para a igualmente excelente “Bent”, do dramaturgo norte-americano Martin Sherman?
Duda Woyda - Diria que há mais semelhanças que diferenças, mas como perguntou sobre as segundas, a maior diferença está no espaço que os “condenados” ocupam que, em "Bent", é um espaço físico, espécie de exílio que é o destino das personagens desviantes. Em "O Diário de Genet", diferentemente, há um avanço na ideia de prisão como algo concreto, restrito apenas ao encarcerados e isso nos mostrou que há outros tipos de aprisionamentos, como os culturais e os sociais, os empoderamentos de uns sobre os outros. Mostramos falas de Jean Genet, textos dele, mas também trazemos para cena outros grandes pensadores que criticam essas políticas do corpo e das identidades, como Javier Sáez, Sejo Carrascosa e Judith Butler.
Elenilson - Se na Alemanha nazista, de “Bent”, num período que antecedeu a guerra, ser gay é motivo suficiente para ser enviado para o campo de concentração, o que esperar de “O Diário de Genet” numa época de Felicianos?
Duda Woyda - A peça é uma voz dissonante, é exatamente uma resposta contundente sobre os rumos que os Direitos Humanos vem tomando no Brasil nos últimos tempos. "O Diário de Genet" é atual por isso, como se fosse uma leitura de seu tempo.
Elenilson - Espetáculo já com estreia marcada para os próximos dias, óbvio, a equipe envolvida cumpriu todo esse processo. Mas, especificamente, como fica os nervos com uma proposta tão delicada do espetáculo?
Duda Woyda - Sempre há nervos à flor da pele, acho que se fosse diferente perderíamos a magia, mas a despeito disso, estamos tranquilos e seguros sobre tudo o que vamos fazer.  Além de já termos mostrado para 2000 pessoas em Curitiba, temas como os que falamos em "O Diário de Genet" são temas que gosto de falar e estudar.
Elenilson - Em uma das muitas matérias sobre “O Diário de Genet”, está escrito que você e o Rafael Medrado fazem um dueto que positiva o sujeito com práticas abjetas, desloca o centro como o lugar privilegiado e desejado e destaca a marginalidade como estratégia identitária e política. O que significa exatamente isso?
Duda Woyda - Significa que vamos embaralhar o que comumente as pessoas estabelecem como norma, como correto. Vamos desconstruir valores que a burguesia branca e heterossexual construiu ao longo da história no Ocidente. Vamos ajudar que enxerguem a margem com olhos menos racistas, homofóbicos e sexistas.
Elenilson - Como o público tem recebido e decodificado a temática da peça?
A peça choca pela coragem que tem em falar sobre assuntos tão graves de forma tão contundente. Nosso esforço, nosso suor, nossos corpos que estão ali para questionar a heterossexualidade compulsória está sendo muito bem recebida pelo público.
Elenilson - A peça pretende ter um tom de espetáculo com merchandising social?
Duda Woyda - É uma bobagem confundir merchandising com política. O que fazemos é Política.
Elenilson - Foi difícil compor um personagem tão complicado e com uma carga dramática tão forte?
Duda Woyda - Foi a experiência mais difícil da minha carreira, porque não há personagens nessa peça e, em todas as peças que eu fiz anteriormente, havia uma composição linear, aristotélica, realista. Então foi novo aprendizado, na verdade não representamos, mas apresentamos.
Elenilson - Houve ao longo do processo, algum impasse, cenas reescritas, cortes, acréscimos, por orientação do diretor, ou mesmo por interferências externas e/ou medo dos atuais discursos chatos politicamente corretos em prol da família e dos bons costumes?
Jamais, nunca. A ideia era trazer tudo isso para cena e não retirar, impedir. Se a questão é debater sobre o tema,  por que esconder os fatos?
Elenilson - Você já sentiu alguma manifestação de homofobia em alguma apresentação de “O Diário de Genet”?
Duda Woyda - Não. E confesso que esperávamos que algumas pessoas deixassem o teatro, mas por enquanto ninguém se retirou.
Elenilson - Você acha que os homossexuais afetados estão mais vulneráveis a violência homofóbica?
Duda Woyda - Sim, isso é fato, é estatística, quanto mais dissonante, quanto mais fora das normas, maior é o grau de punição e rejeição.
Elenilson - Você é um ator muito bonito, isso atrapalha ou ajuda na hora de abrir as portas?
Duda Woyda - Sinceramente isso nem passa pela minha cabeça, mas se puder abrir as portas eu vou entrar.
Elenilson - O assédio te constrange?
Duda Woyda - Não, não constrange, acho que é espécie de reconhecimento pelo trabalho e faz parte dessa profissão que eu amo tanto.
Elenilson - Você já foi contemplado com o Prêmio Funarte Artes na Rua (Circo, Dança e Teatro)/2011, para a montagem do espetáculo “A Alma Encantadora do Beco”, com texto e direção de Djalma Thürler. De que forma esses prêmios são realmente importantes na vida de um artista, visto que o Prêmio Braskem, por exemplo, não passa uma gota de credibilidade?
Duda Woyda - Além de reconhecerem que temos idéias boas, os Prêmios são sempre muito bem-vindos porque nos fazem trabalhar, afinal, dependemos dos editais estaduais e federais. Sobre o Prêmio Braskem não acho que seja só “uma gota de credibilidade”, porque a comissão, muitas vezes, nem tem credibilidade, não são realizadores, não são artistas. Acho mesmo que a grande importância é a festa, a confraternização da classe, de todos que produziram durante um ano.
Elenilson - Para um ator de formação, vocação, ainda que difícil interpretar um personagem real ou da ficção, é sempre prazeroso e só enriquece a sua carreira artística. Você que nunca teve contato pessoal com o autor original da peça, como encontrou o tom, a postura, enfim, as características adequadas para compor o personagem?
Duda Woyda - Construção de personagem é muito de cada um. Em grande parte dos textos o autor já dá pistas de como o personagem é ou foi (será), tanto física quanto psicológica, e com o desenvolvimento da montagem eles vão “criando vidas”, mostrando suas facetas e maneirismos próprios. Mesmo em "Salmo 91", em que Dib foi nos assistir, ele não interferiu em nada, é muito pessoal. Muitas vezes lemos coisas relacionadas, discutimos juntos (direção/ator), até chegarmos ao produto final, e isso pode ou não demorar. Depois é só colher os frutos.
Elenilson - Recentemente, a apresentadora Marília Gabriela entrevistou o pastor Silas Malafaia, ficando bastante irritada com o posicionamento dele sobre a comunidade LGBT. Como você tem visto o posicionamento e crescimentos de igrejas e cidadãos como Silas e o deputado Feliciano?
Duda Woyda - Vejo com desconfiança e sobressaltado. É impressionante o espaço que vem tomando na política, por isso é importante nossa participação, seja no palco, nas passeatas, nos jornais, na televisão. Negros, gays, mulheres, macumbeiros e todos, todos que lutam por direitos humanos são protagonistas dessa luta.
Elenilson - Rir, chorar, sensibilizar-se. O que o público pode esperar do espetáculo?
Duda Woyda - Tudo. Ele vai rir, chorar, sensibilizar-se, questionar-se, questionar o outro, questionar o Brasil. Basta entrar no teatro e se entregar ao que é apresentado.
Elenilson - Woyda, desejo excelentes apresentações. E espero que um dia você ainda represente um dos personagens de um livro meu. Agradeço pela atenção! Manda recado para seus fãs...
Duda Woyda - Que ótimo. Foi massa. Eu que quero muito agradecer ao carinho e atenção. Deixo um beijo para todos e venham ver "O Diário de Genet" na SALA DO CORO DO TEATRO CASTRO ALVES, sempre sábados e domingos, às 20h, com ingressos à R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). 
Com Rafael Medrado, em "O Diário de Genet".
Sensual em "Salmo 91".
Etá que palhacinho massa! Chupa Pataty e Patata! 
fotos: Juan Souza e divulgação

domingo, 12 de maio de 2013

PROMOÇÃO DE LIVROS DE ELENILSON COM 25% DE DESCONTO

O escritor português Eça de Queirós, 120 anos atrás, observava que já não se buscava o sorriso do príncipe, como acontecia nos regimes aristocráticos, mas o nome no jornal: "Nas nossas democracias, a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as ações mesmo as boas". Piorou. Agora temos as fotos, as revistas coloridas, a televisão.
E nesses tempos tecnológicos e também em comemoração ao Dia das Mães, celebrado no próximo domingo, 12/05, a Editora Clube de Autores realiza uma promoção super especial. Entre os dias 05 à 12/05, todos os livros impressos do autor baiano Elenilson Nascimento estarão com até 25% de desconto. E tem mais, vamos premiar dez leitores com uma cesta de livros, com os mais recentes sucessos editorais de Zibia Gasparetto, Paulo Coelho, Mônica de Castro, Marcelo Cezar, Ana Cristina Vargas, Amadeu Ribeiro e Elenilson Nascimento. Para participar, basta responder à pergunta “Qual foi o momento mais especial vivido por você e sua mãe?” e enviá-la pelos hotsites LITERATURA CLANDESTINA, COMENDO LIVROS, POEMAS DE MIL COMPASSOS e/ou pelo Facebook do autor. Destaque também para o próximo lançamento de Elenilson Nascimento com o livro “Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos” (Pimenta Malagueta).
A promoção é válida até o dia 13 de maio, data em que será anunciado o resultado às 15h nos hotsites e nas redes sociais. Todas as frases serão lidas e avaliadas pela comissão julgadora, que escolherá apenas uma delas. As frases vencedoras receberam uma cesta de livros cada um. Aproveite para demonstrar a sua admiração pela pessoa que inspira a sua vida!
fonte: Clube de Autores

sábado, 11 de maio de 2013

EDUCAÇÃO NO BRASIL

charges: reprodução

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O HEREGE NO JORNAL CULTURAL DA “FOLHA DE MINAS”

“Olá meu povo, olha só a matéria que saiu esse fim de semana no Caderno Cultura “Legalize”, da Folha de Minas, assinada pelo simpaticíssimo jornalista Rogério Bento, onde falo um pouco sobre direitos autorais, que defendo com veemência, mesmo em tempos que beiram a anarquia digital, conchavos literários e outras cositas mais. Pelo parágrafo de abertura: “Polêmico e inteligente. Autor de vários livros e premiado em mais alguns concursos literários, Elenilson verbalizou essa semana suas impressões com relação a atual literatura brasileira ao editor do Caderno Cultural da “Legalize”, encarte do jornal mineiro” – eu tenho mesmo é que agradecer. Chupa ABL!”  
fonte: PMC/Folha de Minas

SAIBA TUDO SOBRE O LANÇAMENTO DO LIVRO DE LOBÃO


Lançando o excelente e corajoso livro “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”confira a resenha do livro no COMENDO LIVROS –, no Rio de Janeiro, o músico Lobão, que foi centro de polêmicos na última semana, não segurou a língua afiada e reafirmou suas críticas a personalidades brasileiras como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, a presidenta Dilma e Roberto Carlos e outros.
Agora, como no Brasil ninguém pode ter uma opinião diferente da maioria, o músico está sendo "ameaçado de morte", o motivo, segundo ele, são as críticas ao comunismo, a presidenta e a nomes importantes do meio cultural brasileiro. Durante sessão de autógrafos na noite de ontem, 06/05, na livraria da Travessa, no Rio, o cantor e escritor se autointitulou um "Chico Xavier proto-punk do inconsciente coletivo". "Não sou dono de uma verdade absoluta, mas sou a favor da liberdade de expressão. Espero que esse livro estimule as pessoas", disse. Lobão garantiu que "não está falando nada demais" e que "as pessoas são muito sensíveis".
fonte: PMC

segunda-feira, 6 de maio de 2013

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL: EQUÍVOCOS E CONTRADIÇÕES

 “Hoje um adolescente a partir dos 16 anos assume responsabilidades que eram exclusivas de adultos...”
Por Jason Tércio*
O debate sobre "redução da maioridade penal", por ser um tema novo no Brasil, está patinando em dois equívocos: tanto os que são a favor quanto os contrários reagem pressupondo que adolescentes seriam julgados como adultos e cumpririam penas em penitenciárias de adultos. Não é assim que funciona na maioria dos países com idade penal abaixo dos 18 anos. 
Portanto, não se trata exatamente de reduzir a maioridade penal de 18 anos, mas de introduzir a responsabilidade criminal abaixo dessa idade, e para autores de crimes violentos, que seriam julgados por tribunal específico, com direito a defesa, e a eventual pena seria cumprida numa instituição juvenil, mantendo-se a assistência socioeducativa prestada atualmente. 
Outro equívoco, ou falácia, é dos oponentes da mudança: criticam a responsabilidade penal como se fossem extinguir as demais ações já existentes. Óbvio que seria um complemento. Da mesma forma que as causas da violência urbana são várias, também são múltiplas as soluções, inclusive no âmbito penal. 
Há mais de dez anos o Código Civil reconheceu a evolução mental dos adolescentes brasileiros, sobretudo após a chegada das tecnologias digitais, a internet e as novas mídias. Hoje um adolescente a partir dos 16 anos assume responsabilidades que eram exclusivas de adultos: pode casar, votar, assinar contrato de aluguel de imóvel, ser sócio de empresa, filiar-se a sindicato, fazer testamento, ser titular de conta bancária, outorgar procuração, adquirir emancipação, ser testemunha, ser autor de ação popular, viajar para qualquer cidade do país sem autorização dos pais, aos 14 pode legalmente ter relações sexuais com outro(a)s adolescentes.  Mas, se cometer um crime, subitamente é infantilizado, tratado como pessoa sem discernimento do bem e do mal, sem autonomia nem capacidade de decisão. Uma contradição injustificável.
A Convenção das Nações Unidas sobre Direitos da Criança, ratificada por 193 países, não sugere idade mínima para responsabilidade penal. O modelo brasileiro de proteção da criança e do adolescente, focado unicamente em medidas socioeducativas, se esgotou na última década do século passado. Em todos os países mais avançados e democráticos do mundo, menores de 18 anos têm responsabilidade criminal quando cometem crimes violentos (inclusive estupro), sem prejuízo da assistência e proteção.
A maioria dos criminosos profissionais violentos começa a carreira na menoridade. Exceto casos excepcionais, por exemplo, vingança, ninguém é bonzinho e honesto durante toda a infância/adolescência e depois dos 18 anos resolve roubar e matar. Os adolescentes que mais praticam crime violento estão na faixa de 16 a 18 anos.
No ano passado o Brasil teve 53 mil homicídios, cerca de 25 por 100 mil habitantes. Inglaterra, França, Alemanha e Japão — países com idade penal entre 10 e 14 anos — têm a média de 1 homicídio anual por 100 mil habitantes. Evidentemente os motivos disso são inúmeros e variados, mas um dos principais é a ausência de impunidade. Adolescentes que mais praticam crime violento estão na faixa de 16 a 18 anos.
* Jason Tércio é escritor.
fonte: Globo
charges: reprodução

SAIBA TUDO SOBRE A CAXI-ROLA DO BROWN

“Se você achou que as vuvuzelas eram ruins, espere até ouvir a caxirola...” 
A manchete acima foi publicada num artigo de um jornal britânico ironizando a caxirola do Carlinhos Brown como “chocalho glorificado”. No artigo intitulado "Caxirola: poupe-nos do som da Copa do Mundo 2014 do Brasil", o The Guardian ironizou a invenção do cantor e compositor baiano para a Copa do Mundo do ano que vem. A publicação define a caxirola como um instrumento ridículo e também a compara a outro instrumento similar, utilizado na Inglaterra em 1966 e que acabou banido dos estádios por ser considerado uma arma em potencial, por causa de seu formato que lembra uma granada. Mas, o músico pretende (*financiado pelo governo petista) vender até 50 milhões de chocalhos de plástico por R$29,00. E como vivemos num país de idiotas, com certeza muita gente vai comprar essa merda!
fonte: PMC

sábado, 4 de maio de 2013

ESPERAVA MAIS DO FILME SOBRE O RENATO

"Só não faça um filme sobre um roqueiro homossexual que morreu de Aids."
Por Elenilson Nascimento
Sou muito suspeito para falar sobre o Renato Russo e, independente de algum juízo de valor, o eterno líder da Legião Urbana tornou-se uma dessas personas de vida própria. A minha responsabilidade de comentar sobre um filme a respeito do Renato é equivalente à de fazer uma prova de vestibular, pois estamos falando não apenas daquele que talvez seja visto por muitos como o maior ícone de uma fase do rock brasileiro que não mais existe, mas de alguém cujo discurso ainda ecoa de forma avassaladora e quase messiânica, sobretudo nos corações e nas mentes dos que ainda estavam nascendo quando ele morreu, no ano de 1996.
"Somos Tão Jovens" estreou nessa sexta-feira, 03/05, com uma grande expectativa de resposta de público em todo o País. Mas vale ressaltar que o filme não se trata de uma cinebiografia apaixonada de mais um fã. A obra dá uma pincelada muito leve na infância para centrar, em seguida, no finalzinho da adolescência do biografado. E a narrativa acaba justamente antes do surgimento da Legião.  
Para a geração 80, as letras das músicas da Legião, ao mesmo tempo em que trazem "receitas prontas" para suavizar um “mundo que anda tão complicado”, são também um convite à constatação de que a “sujeira pra todo lado”, de “Que país é esse?”, e as mazelas listadas por Renato na letra da irônica “Perfeição” continuam as mesmas. Sempre achei curioso como Renato conseguiu transformar o seu lirismo nas suas impressões particulares sobre as safadezas na política e os dramas vividos pela juventude do seu tempo.
No filme, há muitos excessos. Mas, como obra de ficção, ele se dá ao direito. Um exemplo, numa festa bem chata e careta, Renato teria ouvido a frase: "Festa estranha com gente esquisita", que está na letra da música "Eduardo e Mônica" - uma das suas canções mais famosas e que, recentemente, foi tema de um belo comercial da Natura. Contudo, parece que existe alguma razão bem forte para que o título do filme seja “Somos Tão Jovens” e não “Éramos Tão Jovens”. O diretor e o roteirista miraram justamente na identificação entre o Renato Russo jovem, em seu período de formação, e os novos fãs.
Apesar de não ter achado o ator Thiago Mendonça parecido como Renato, depois de muito treino, ele até que fez um excelente dever de casa com muita verossimilhança. Para quem não lembra, o ator também já havia interpretado outro ídolo popular, o insosso cantor sertanejo(?) Luciano, irmão do botocado Zezé de Camargo, no filme "Dois Filhos de Francisco". Resultado: Thiago assumiu o gestual, os cacoetes de fala e até expressões faciais do Renato. E teve até aulas de história, música e dicas sobre o jeitão introspectivo do Renato com o produtor musical Carlos Trilha, que trabalhou com o cantor nos seus dois últimos discos solos, "The Stonewall..." e "Equilíbrio Distante".
Se pensarmos que a proposta é mostrar como Renato Manfredini Júnior se transformou em Renato Russo antes de alcançar sucesso nacional com a Legião, a trajetória de professor de inglês precoce a cantor de rock é mostrada de forma clara e didática, sem atropelos ou ousadias formais. O trabalho de recuperação da alma da personagem foi muito similar à competente recriação de Daniel de Oliveira no filme "Cazuza, O Tempo Não Pára". O experiente diretor Antonio Carlos da Fontoura (de "A Rainha Diaba") respeitou um pedido feito por Dona Carminha, mãe do Renato: "Só não faça um filme sobre um roqueiro homossexual que morreu de Aids". Ele diz ter concordado justamente porque "não queria criar um novo Cazuza".
Mas, o filme também tem seus momentos baixos. Por muitas vezes, a impressão é a de que estamos diante de um episódio de “Malhação”, onde as aventuras juvenis são intercaladas com lições de moral e pinceladas educacionais. Um saco! Por outro lado, o diretor fez questão de mostrar como o punk rock inglês desembarcou em Brasília e influenciou um grupo de músicos que em poucos anos renovaria o rock brasileiro, além do processo de surgimento do lendário Aborto Elétrico e do embrião da Legião. Musicalmente o filme é bem envolvente, com os atores tocando de verdade. Mas, se estamos falando também de comportamento, fica-se com a impressão de que a atitude punk se resumia a tremer a câmera.
imagens: divulgação